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DEU NO ESTADÃO

Vera Rosa

De O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Depois de receber nesta quinta mais uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF), desta vez por lavagem de dinheiro, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) decidiu renunciar à candidatura a prefeito de Osasco e foi obrigado a aceitar o vice da chapa, Jorge Lapas, como seu substituto. A decisão deverá ser comunicada oficialmente nas próximas horas.

Abatido e emocionado, o deputado disse a correligionários, em reuniões ao longo do dia, que foi injustiçado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), vítima do que o PT chama de “farsa” do mensalão, e admitiu não ter condições de levar adiante a candidatura.

Mesmo assim, ele pretendia escolher outro nome para substituí-lo. Avaliava que o também petista Jorge Lapas, ex-secretário municipal de Obras e de Governo, não era conhecido do eleitorado nem tinha densidade política. Mas sofreu uma derrota em seu próprio partido e não teve escolha.

Na prática, a resistência de João Paulo a ceder a vaga para Lapas refletiu uma queda de braço com o prefeito Emídio de Souza. Uma briga entre criador e criatura. Emídio assumiu a Prefeitura de Osasco em 2005 – indicado por João Paulo, então presidente da Câmara – e está no segundo mandato.

No ano passado, o prefeito chegou a dizer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o candidato à sua sucessão deveria ser Jorge Lapas. Alegou que João Paulo era réu no processo do mensalão e que, se condenado pelo Supremo, o PT poderia perder a Prefeitura.

O deputado, porém, não acreditava que a Ação Penal 470 fosse julgada neste ano. Além disso, tinha convicção de que seria absolvido. Por maioria de votos, no entanto, o STF condenou João Paulo por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Até mesmo o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos foi consultado sobre quais deveriam ser os próximos passos de João Paulo. “Ele tem que renunciar o mais rápido possível”, disse Thomaz Bastos ao telefone, na quarta-feira, numa conversa presenciada pelo Estado.

Na noite de ontem, aliados do deputado afirmavam que quanto mais ele demorasse para anunciar oficialmente a desistência do páreo, mais seria responsabilizado pelos prejuízos à campanha petista em Osasco, que já estava fragilizada mesmo antes da condenação. João Paulo estava em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e sua rejeição aumentou depois do veredicto do Supremo. Petistas temem perder a Prefeitura de Osasco para Celso Giglio (PSDB), que lidera os levantamentos eleitorais.


DEU NO IG

João Paulo Gondim – iG Bahia

O candidato do PT à Prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino , recebeu R$ 500 mil da Construtura OAS Ltda, em 26 de julho deste ano. Essa é a única doação parcial ao petista que consta no registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 1992, quando era deputado estadual, ele integrou CPI para apurar denúncia de corrupção na OAS. Havia a suspeita de que a empreiteira era beneficiada nos governos de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) e de seus aliados.

Indagado sobre a doação de uma construtora já investigada por ele mesmo, Pelegrino apenas respondeu: “Só digo o seguinte: as minhas doações estão todas registradas conforme a lei. A única coisa que eu tenho a declarar é essa”.

No sistema do TSE, a empresa ainda não deu dinheiro para outro concorrente do PT na corrida soteropolitana. A empreiteira é de propriedade de César Matta Pires, casado com uma das filhas de ACM, Teresa Helena Magalhães Matta Pires.

O casal é rompido com os demais parentes de ACM desde a morte do patriarca. Mas a construtora já doava verbas para campanhas petistas desde 2002. Em 2010, deu R$ 1,5 milhão para a campanha vencedora de Jaques Wagner ao governo do Estado.

O ápice do imbróglio familiar ocorreu em março de 2008, quando oficiais de justiça e PMs baianos entraram no apartamento da viúva de ACM, Arlette Magalhães, para levantamento de obras de arte e outros bens para o inventário. Teresa desconfiava que a família excluiu, de propósito, quadros e esculturas do inventário.

A juíza que concedeu a liminar de ocupação do imóvel foi Fabiana Pelegrino, mulher do prefeiturável. Integrantes do clã pediram, em vão, a suspeição da magistrada. À época, Pelegrino declarou não haver qualquer influência política no caso.

A briga familiar não se restringiu à herança de peças valiosas. À época com 33% das ações da Rede Bahia – de propriedade da família Magalhães e retransmissora da Globo no Estado -, Matta Pires tentou ampliar o seu capital comprando ações do empresário Antônio Carlos Magalhães Júnior e dos herdeiros de Luís Eduardo Magalhães (1955-1998).

O genro perdeu a briga. Em junho deste ano, vendeu sua cota ao grupo EPTV. Integram, ainda, o quadro acionário da Rede Bahia ACM Júnior (33%) e Luís Eduardo Filho (33%).

http://youtu.be/nHVUuN4S7Bk
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Direto do Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida. Um lugar para visitar sempre. Repleto de boa música, muita poesia e bebida legítima e “sem batismos” suspeitos.

Lugar de pensamento e diversão administrado por um poeta e advogado paulista, nascido na poética Marilia, como Sérgio Ricardo, autror de Barravento e outras maravilhas da MPB.

Pode confiar.

Palavra de baiano do vale do Rio São Francisco, nas bandas das terras de Corisco, que Sergio Ricardo também cantou com Glauber.

TIM TIM

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE E NA TV GAZETA

Bob Fernandes

Depois de tanto barulho, o deputado João Paulo Cunha já está condenado. Os votos dos ministros Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello selaram o destino do ex-presidente da Câmara dos Deputados. A reação foi imediata.

À repórter Marina Dias, da revista Terra Magazine, aliados de João Paulo cobraram sua renúncia ainda na quarta-feira, 29. Renúncia à candidatura a prefeito de Osasco, pelo PT. Um dos aliados disse que já há dez dias o deputado não aparece no comitê de campanha.

A condenação do ex-presidente da Câmara indica uma óbvia tendência do Supremo Tribunal. Tendência por duríssimas condenações de réus do chamado “mensalão do PT”. Enquanto no Supremo Tribunal Federal segue o julgamento, arrasta-se no Congresso a CPI do Cachoeira.

O experiente senador Pedro Simon (PMDB-RS) assim definiu em que pé anda a CPI: “Depois dos partidos terem feito acordos (de quem e até onde irão investigar) agora são facções dos próprios partidos que precisam fazer acordos”.

Simon referia-se a indiretas do ex-diretor da Dersa no governo José Serra, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, a quem apelidaram de “Paulo Preto”. Paulo, rodado no setor, saiu-se bem no depoimento à CPI. Mas não o suficiente para acabar com as dúvidas quanto a milionários aditivos das obras do Rodoanel e da marginal do Rio Tietê.

Paulo Souza deu indiretas para os que um dia pensaram em “abandonar um líder ferido à beira da estrada”, palavras dele, mas só escorregou mesmo diante de uma pergunta. Confrontado com uma entrevista sua, na qual dizia ter ido para a Dersa porque o “mercado (as empreiteiras) queria fazer a marginal” Tietê, Paulo confirmou a entrevista.

Isso é grave. Tão grave quanto Luis Antônio Pagot, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), confirmar ter feito um pedido a empreiteiras, em 2010, de doações para a campanha de Dilma Rousseff. Não importa se as doações foram legais, como afirma Pagot. O pedido em si já é grave.

A CPI sinaliza acordos, o Supremo sinaliza duríssimas condenações. Hora de pensar no futuro, de pensar nessa espécie de “Operação Mãos Limpas”. O relator do caso “mensalão do PT”, ministro Joaquim Barbosa, já pensa no futuro.

Disse Barbosa à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, estar “atento” ao que se chama “mensalão mineiro”, que envolve líderes do PSDB. Processo que também o tem como relator. O ministro diz que o risco de “prescrição” do “mensalão do PSDB de Minas” -que é de 1998- é maior do que era o do “mensalão petista”.

Joaquim Barbosa, justamente festejado por seu trabalho, disse a interlocutores, e a colunista publicou, que tudo relativo ao caso petista sempre foi aprovado por unanimidade no Supremo Tribunal Federal. Mas, disse também a interlocutores e relata à colunista, que tem encontrado “dificuldades” para fazer andar no Supremo Tribunal o caso do “mensalão” do PSDB.

Disse ainda Joaquim Barbosa que, quando provocado por repórteres a falar do “mensalão petista”, costuma indagar aos jornalistas:

– E sobre o outro mensalão, o mineiro, vocês não vão perguntar nada?

Segundo Barbosa, a resposta à sua provocação são “sorrisos amarelos”.

Encerra o festejado ministro Joaquim Barbosa:

– A imprensa nunca deu bola para o mensalão mineiro.


Castelo Branco: perda humana e política para Salvador
Foto:reprodução Facebook
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O ex-vereador de Salvador José Pires Castelo Branco, de 83 anos, faleceu na manhã desta quinta-feira (30). Castelo Branco estava internado desde a última terça-feira (28) no Hospital Espanhol com um quadro de infecção, que causou a morte.

Castelo Branco, como era conhecido, foi vereador de Salvador por oito mandatos, presidiu a casa por duas vezes e chegou a assumir a prefeitura de Salvador interinamente. Era muito atuante na região do Subúrbio Ferroviário.

Há dois anos o ex-vereador teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que o deixou debilitado. Ele era avô da jornalista e candidata a vereadora Aline Castelo Branco.

O corpo será velado, às 11h, no plenário Cosme de Farias, na Câmara de Vereadores e a cerimônia de cremação será às 16h30 no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas.

(Informações do portal Metro1)

ago
30
Posted on 30-08-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-08-2012


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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (CE)

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Opinião Política

PMDB sem viés

Ivan de Carvalho

1. Recebi na manhã de ontem um telefonema do ex-deputado Geddel Vieira Lima, principal liderança do PMDB da Bahia. Disse que ligara “mais para ouvir”, colher impressões, mas certamente algo tinha a dizer, porque disse e nisso esforçou-se para expressar-se com a maior clareza possível.

O dia amanhecera com declarações de Geddel, diretor de Governo do Banco do Brasil, e análises delas publicadas na imprensa (Tribuna da Bahia) e na Internet.

O tom geral do que fora publicado passava a impressão de que – naturalmente na hipótese de seu candidato a prefeito, Mário Kertész, não classificar-se para o segundo turno – o PMDB se inclinaria a considerar com mais simpatia o apoio à candidatura do petista Nelson Pelegrino que a do democrata ACM Neto na segunda etapa das eleições de outubro.

Não há nada disso, afirmou Geddel Vieira Lima, enfático. Ele deu uma declaração bem simples: acredita que as eleições para prefeito de Salvador serão decididas somente no segundo turno e espera que o candidato do PMDB esteja entre os dois que estarão classificados. Mas, se não estiver, “vamos conversar com cada um dos dois candidatos classificados e apoiar aquele que julgarmos melhor para a cidade”.

“É só isso, não tem mistério”, disse, sugerindo que o tempo é de muita especulação, o que acha natural, mas deixando claro que não passariam mesmo de especulação quaisquer associações com fatos, circunstâncias ou declarações de terceiros que levem à conclusão de que há hoje qualquer inclinação do PMDB para apoiar especificamente um determinado candidato no segundo turno. “Falei e ficou parecendo na mídia que eu disse alguma novidade. Não houve novidade nenhuma. Eu só disse o óbvio”.

Geddel Vieira Lima diz estar constatando “movimentos” nas preferências do eleitorado, que teriam ocorrido durante a primeira semana da propaganda eleitoral gratuita, “o que demonstra que a televisão é um instrumento poderoso”.

2. Com a primeira semana da propaganda eleitoral gratuita, a candidatura petista do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, patrocinada por Lula e agora que finalmente conseguiu ganhar a adesão da senadora Marta Suplicy, conseguir avançar em São Paulo.

Segundo o Datafolha, Haddad subiu seis pontos e está na terceira posição, com 14 por cento. Muito bom desempenho. José Serra, do PSDB, foi o patinho feio da pesquisa, caiu cinco pontos, de 27 para 22 e sua rejeição subiu cinco pontos percentuais, chegando a 43 por cento de eleitores que dizem não votar nele “de jeito nenhum”. Há dois anos, a cidade de São Paulo deu a Serra 40 por cento dos votos nas eleições presidenciais. Mas o ganhador dessa pesquisa foi Celso Russomano, do PRB. O PT, como quase todo mundo, achava que ele cairia rapidamente com o início da propaganda eleitoral pelo rádio e televisão, pois seu tempo é escasso. Ele atravessou a primeira semana da propaganda “gratuita” sem perder um ponto sequer – manteve a liderança, com 31 por cento das intenções de voto.

Em Belo Horizonte, o candidato do PSB com apoio dos tucanos de Aécio Neves bate, por enquanto, por 46 por cento a 30 por cento, o petista Patrus Ananias, imposto por Dilma Rousseff e Lula. Espetaculares estão mesmo as coisas é em Recife, onde o candidato do PSB, Geraldo Júlio, apoiado pelo governador Eduardo Campos, presidente nacional do partido, subiu nos últimos 20 dias de sete para 29 por cento. O ex-ministro Humberto Costa, candidato do PT imposto por Lula e o comando nacional do partido, de 20 de julho para cá sofreu queda de 35 para 29 por cento, colocando-se em um incômodo e perigosíssimo empate com o candidato do PSB.

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UM presente musical para ouvintes de bom gosto.

BOA NOITE!!!

(VHS)

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