============================================
DEU NO IG

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cezar Peluso votou pela condenação do ex-presidente da Câmara e atual deputado João Paulo Cunha (PT) pelo crime de corrupção passiva e por uma das acusações de peculato, durante o julgamento do mensalão . Peluso absolveu o petista das acusações de lavagem de dinheiro e por uma das acusações de peculato.

O voto referente ao mensalão é o último da carreira de Peluso como ministro da Suprema Corte. Ele se aposenta compulsoriamente na segunda-feira (3) ao completar 70 anos, e sua última sessão será amanhã.

O ministro votou também pela condenação dos réus Marcos Valério e seus sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, pelos crimes de corrupção passiva e peculato tanto em referência aos contratos firmados entre as suas empresas de publicidade e a Câmara dos Deputados, quanto dos empréstimos realizados junto ao fundo Visanet.

Assim como os outros ministros, Peluso condenou Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, pelos crimes de corrupção passiva e peculato, bem como absolveu o ex-ministro Luiz Gushiken.

Peluso também apresentou a dosimetria das penas para cada condenação que fez. A João Paulo Cunha foi fixada pena de seis anos de reclusão e 100 dias de multa, além da perda do mandato eletivo; Marcos Valério, a 16 anos de reclusão e 240 dias de multa; Ramon Hollerbach, a 10 anos e 8 meses de reclusão e 190 dias de multa; Cristiano Paz, a 10 anos e 8 meses de reclusão e 190 dias de multa; e Henrique Pizzolato, a 8 anos e 4 meses de reclusão e 135 dias de multa.

Condenação

Durante sua exposição em relação ao deputado petista, Peluso disse que João Paulo Cunha “mentiu” sobre o recebimento do dinheiro e narrou fatos “incontroversos públicos e notórios” à época dos fatos. “Se era um dinheiro recebido pelo partido, por que dizer que sua mulher teria ido a uma agência do banco para pagar uma fatura de televisão?”, questionou o ministro.

João Paulo Cunha é acusado de ter recebido através de sua mulher R$ 50 mil do publicitário Marcos Valério para facilitar que a empresa SMP&B vencesse um processo de licitação na Câmara dos Deputados, presidida pelo petista à época.

“O réu recebe de Marcos Valério a importância de R$ 50 mil, em dinheiro vivo, um dia após um café da manhã entre ambos na residência oficial. A pergunta que fica é a seguinte: a que se destinava esse pagamento?”, afirmou Peluso, que logo depois acrescentou que a alegação do réu para este fato é “inverossímil”.

Leia mais sobre o julgamento dos réus do Mensalão no IG
www.ig.com.br

Be Sociable, Share!

Comentários

Mariana on 29 agosto, 2012 at 19:09 #

Muito bom! Foi EXEMPLAR e memorável o voto do Ministro Peluso!
Cana neles!
Eu quero viver para ver essa gente toda na cadeia!


danilo on 30 agosto, 2012 at 0:53 #

solta a bilis, Jader!…


rosane santana on 30 agosto, 2012 at 9:21 #

Caro Danilo: Tudo isso me faz recordar um episódio, ocorrido dia 24 de abril de 2010, em São Paulo, um sábado, por volta das 14 horas, em bairro nobre da capital paulista. Sentado diante de mim e de outra repórter, que me reservo o direito de não mencionar o nome, um desses “grandes” jornalistas da imprensa oficial, tomando-me como uma parva, esmerou-se em convecer-me que o Mensalão era ficção, que não existiu. E aos brados, frise-se, perguntava: “onde está o dinheiro do mensalão?Onde está?” Pois é, para quem se diz um jornalista investigativo, das duas uma, ou o parvo é ele, ou faz parte da imprensa oficial, que tem recompensas, é claro. A segunda assertiva certamente é a verdadeira.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos