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Postado em 21-08-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-08-2012 11:28

DEU NO TERRA MAGAZINE E JG

Bob Fernandes

Há quem diga ser uma farsa o julgamento do chamado “mensalão”. Não, o julgamento não é uma farsa. É fruto de fatos. Ou era mesada, o tal “mensalão”, ou era caixa dois; essa que (quase) todo mundo faz e usa. Mas não há como dizer que há uma farsa. E quem fez, que pague o que fez. A farsa existe, mas não está nestes fatos.

Farsa é, 14 anos depois, admitir a compra de votos para se aprovar a reeleição em 98 -Fernando Henrique Cardoso-, mas dizer que não sabe quem comprou. Isso enquanto aponta o dedo e o verbo para as compras que agora estão em julgamento. A compra de votos existiu em 97. Mas não deu em CPI, não deu em nada.

Farsa é fazer de conta que em 1998 não existiram as fitas e os fatos da privatização da Telebras. É fazer de conta que a cúpula do governo de então não foi gravada em tramoias e conversas escandalosas num negócio de R$ 22 bilhões. Aquilo derrubou um pedaço do governo tucano. Mas não deu em CPI. Ninguém foi preso. Deu em nada.

Farsa é esquecer que nos anos PC Farias se falava em corrupção na casa do bilhão. Isso no governo Collor; eleito, nos lembremos, com decisivo apoio da chamada “grande mídia”.

À época, a Polícia Federal indiciou mais de 400 empresas e 110 grandes empresários. A justiça e a mídia deixaram pra lá o inquérito de 100 mil páginas, com os corruptos e os corruptores. Tudo prescreveu. Fora PC Farias, ninguém pagou. Isso, aquilo, foi uma farsa.

Farsa foi, é, o silêncio estrondoso diante do livro “A Privataria Tucana”. Livro que, em 115 páginas de documentos de uma CPI e de investigação em paraísos fiscais, expõe bastidores da privatização da telefonia. Farsa é buscar desqualificar o autor e fazer de conta que os documentos não existem ou “são velhos”. Como se novas fossem as denúncias agora repisadas nas manchetes na busca de condenações a qualquer custo.

Farsa é continuar se investigando os investigadores e se esquecer dos fatos que levaram à operação Satiagraha. Operação desmontada a partir da farsa de uma fita que não existiu. Fita fantasma que numa ponta tinha Demóstenes Torres e a turma do Cachoeira. E que, na outra ponta da conversa que ninguém ouviu, teve (ou melhor, teria tido), o ministro Gilmar Mendes.

Farsa é, anos depois de enterrada a Satiagraha, o silêncio em relação a 550 milhões de dólares. Sim, por não terem origem comprovada, US$ 550 milhões continuam retidos pelos governos dos EUA e da Inglaterra. E o que se ouve, se lê ou se investiga? Nada. Tudo segue enterrado. Em silêncio.

O julgamento do chamado “mensalão” não é uma farsa. Farsa é, isso sim, isolá-lo desses outros fatos todos e torná-lo único. Farsa é politizá-lo ainda mais. Farsesco é magnificá-lo, chamá-lo de “o maior julgamento da história do Brasil”.

Farsa não porque esse não seja o maior julgamento da história. Farsa porque se esquecem de dizer que esse é o “maior” porque NÃO EXISTIRAM outros julgamentos na história do Brasil em relação a todos estes casos e tantos outros. Por isso, esse é o “maior”.

Existiram, isso sempre e a cada escândalo, alianças ideológicas e empresariais na luta pelo poder. Farsa, porque ao final prevaleceu sempre, até que visse o “mensalão”, o estrondoso silêncio cúmplice.

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Comentários

rosane santana on 21 agosto, 2012 at 12:00 #

Farsa mesmo é querer dar uma de bom moço, zen etc e tal e sempre prestar estar a prestar serviços, udufruindo os benefícios, é claro. Ufa, me poupem!


rosane santana on 21 agosto, 2012 at 12:00 #

correção: usufruindo.


rosane santana on 21 agosto, 2012 at 12:14 #

A vassalagem remunerada é um sério problema na imprensa, desde o século XVIII. Sobre isso ler : “As ilusões perdidas”.E é claro que isso NADA tem a ver com o combatente jornalista Bob Fernandes, para que não fiuem dúvidas!


rosane santana on 21 agosto, 2012 at 12:16 #

corrigindo: fiquem.
“Ilusões perdidas”, livro de Honoré de Balzac.


rosane santana on 21 agosto, 2012 at 12:29 #

Oscar Wilde diz que “a vida imita a arte”. Tô começando a acreditar que tem muito Tufão por aí.


danilo on 21 agosto, 2012 at 16:02 #

que saudade daquele Bob Fernandes do tempo de Collor.

e pensar que hoje eles são alliados…


Graça Azevedo on 21 agosto, 2012 at 22:08 #

Sabe o que me irrita? fazer de conta que nada aconteceu antes do mensalão. Não sou do PT, antes que Danilo e Rosane me rotulem como fazem com qualquer um que discorda deles. Aliás, fui do grupo que em 68 foi buscar FHC para falar na semana de sociologia da UFBa, e acreditei na Teoria da Dependência. Mas, instituir um só crime nesta política safada do Brasil é, no mínimo, desconhecimento histórico. Será que Daniel Dantas e seus apoiadores são “vítimas”?
Não me falem de alianças porque já vi de tudo, inclusive o Partidão, minha esperança na UFBa, hoje apoiar o Neto! E FHC junto com o finado senador baiano. Isso não justifica o PT, última desilusão da minha geração, que fez tudo igual. Mas não admito o esquecimento, grande problema do Brasil, apagando crimes anteriores.
E viva Bob Fernandes, um grande jornalista, que não precisa de favores dos poderosos da hora. E não se deixa levar pela grande mídia que, irresponsavelmente, se vende de modo vergonhoso.


danilo on 22 agosto, 2012 at 0:22 #

tudo bem, Graça, concordo com tudo com que você diz. mas…

o PT é o pior de todos porque foi o partido que cresceu e alcançou a presidência prometendo de pés juntos que faria tudo diferente.

nenhum presidente antes de Lulla agiu assim, nem mesmo FHC, que quando alçou ao poder já estava decepcionado e afastado da cartilha marxista.

quanto ao Bob Fern, convenhamos. ele foi um dos jornalistas que mais operaram para a queda de Collor, ironicamente batendo ponto na redação, a eterna revista golpista.

sabemos que as táticas de corrupção de Collor eram fichinha perto do que faz os cumpanhêro vermelho.

e porque antes Bob Fern se posicionava contra a corrupção a ponto de batalhar pela derrubada de Collor, e agora sustenta com teorias fulêras o poder lullo-petista?

mistério não há de ser, não é mesmo?


danilo on 22 agosto, 2012 at 0:24 #

errata:

“ironicamente batendo ponto na redação da Veja, a eterna revista golpista”.


Gracinha on 22 agosto, 2012 at 4:13 #

Tempos difíceis estes quando a discussão parece girar em torno de que momento foi pior… Confesso maior motivação para acompanhar o romance de Mundinho e Geruza, torcer por Juvenal e a bela Lindinalva, me divertir com Maria Machadão ( Ivete dando um show) , na global Gabriela. Curiosidade também para ler ” A Queda: As Memórias de um Pai em 424 Passos” livro que Diogo Mainardi está lançando( gostei do Roda Viva desta última 2ª feira).
E claro, Aplaudir a campanha do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, cuja camiseta com os dizeres ” Valorizo Minha Cidade. Não Vendo Meu Voto!”, tive acesso mais cedo através do facebook . Valeu TRE-Ba!!!


Olivia on 22 agosto, 2012 at 7:59 #

Paulinho da Viola ensina: ‘quando penso no futuro, não esqueço do passado’. Um registro: considero Bob Fernandes um dos melhores jornalistas deste país. Ponto final.


Graça Azevedo on 22 agosto, 2012 at 10:22 #

Danilo, não vou polemizar. Mas, só recordando: Collor fez sua campanha prometendo “acabar com os marajás”. Aliás, todos os candidatos a tudo prometem acabar com a corrupção, é o mote. Até o finado senador (cujo inventário, de bens declarados, corre sob segredo de justiça para esconder o valor que, segundo as más línguas, passa de 1 milhão de dólares)prometia acabar com os corruptos! FHC só mandou “esquecer o que escreveu” depois de eleito. E comprou a sua reeleição de um modo que faria corar até o Maluf! Mas, concordo com vc no que se refere à grande decepção que foi o PT.
Agora, o mensalão foi investigado e está sendo julgado. O crime de compra de votos de FHC nem denunciado foi. E ninguém quer falar disso.
Só vou discordar, veementemente, da sua observação sobre o Bob Fernandes. Aí assino embaixo do que escreveu Olívia: Bob é um dos melhores jornalistas deste país. E sério.
Agradeço o modo educado como estamos podendo dialogar.


rosane santana on 22 agosto, 2012 at 10:55 #

Cara Graça,
Vc não anda lendo minhas colunas. Volto a insistir. Tem muito Tufão por aí. Viva Oscar Wilde!
Gracinha, beijos.


rosane santana on 22 agosto, 2012 at 11:33 #

Cara Olívia,
a frase de Paulinho é emblemática. Concordo em gênero, número e grau. Viva Oscar Wilde!


Graça Azevedo on 22 agosto, 2012 at 18:30 #

Rosane,
realmente não li a sua coluna (nem sabia que vc tinha uma) e tb não vejo a novela por isso não sei o que vc quis dizer com “tem muito Tufão por aí”.
O que conheço de Oscar Wilde, além do Retrato de Dorian Gray, é um livro de contos belíssimo que escreveu para seus filhos. Há um, a Rosa e o Rouxinol, que me toca especialmente. Mas, não entendi o Viva Oscar Wilde. Quem sabe vc me explica?


Carlos Volney on 23 agosto, 2012 at 19:45 #

Olha eu aqui de novo – como disse o velho, brilhante e saudoso Luis Gonzaga em um xote gostosíssimo.
Estive ausente, mas consegui chegar em tempo de meter o bedelho em um assunto tão palpitante.
Repito, quanto a condenar a podridão que para mim é hoje o PT, nenhum vacilo. Esses caras são imperdoáveis.
Minha total e absoluta solidariedade a Graça Azevedo e Olivinha em tudo, e muito principalmente no que toca ao conceito que teem de Bob Fernandes. Para mim, como brasileiro, ele é motivo de orgulho.
No que toca ao posicionamento pessoal, para mim qualquer um tem direito de apoiar a quem quiser. E tem de ser respeitado nisso.
Agora, sob meu ponto de vista, a corrupção de Lula e PT, somada à de Collor, aínda fica longe daquela praticada no tempo do “príncipe dos sociólogos” que agora posa de vestal.
E confesso, nada me irrita mais que a indignação seletiva – conquanto respeite o direito dos que a praticam. Mas não consigo deixar de constatá-la


Graça Azevedo on 23 agosto, 2012 at 19:58 #

Valeu, Volney, sempre preciso.


Jader on 23 agosto, 2012 at 20:38 #

Pois é Graça,
Lembra do contraditório? o Volney foi mesmo preciso . Este pessoal é tão seletivo e sectário que já andaram quebrando os discos (deles) do Chico Buarque devido ao posicionamento político do mesmo. Por eles, só vale os textos do Ivan Carvalho. Muito seletivo por sinal. O VHS fica proibido de escrever.


danilo on 24 agosto, 2012 at 0:04 #

xiii, sujou a área!! adentrou o recinto o representante da Sigurimi.

mas para provocar vale a pena assoviar aquela música que o refrão diz assim: “apesar de você amanhã há de ser outro diaaa”…


rosane santana on 24 agosto, 2012 at 0:33 #

O pensamento linear, horizontal, prefere definir um caminhão de japoneses como uma coisa só. Não, não é. Tenho uma linha de pensamento clara a respeito dos problemas políticos brasileiros sobre os quais tenho estudado há alguns anos. Tenho colocado isso em artigos semanais, mais uma vez, relatando práticas que vêm da construção do Estado brasileiro, no século XIX, como privatismo, clientelismo, familismo etc, lembrando o historiador Fernando Braudel, para quem os acontecimentos são como “espuma no mar da história” e para o qual somente as transformações econômicas e sociais de longa duração provocam rupturas para o bem ou para o mal.Vou repetir o que disse muito recentemente aqui. A compra de votos no Brasil é algo que vem de passado longínquo, mas sempre pontualmente, aqui, acolá. A instrumentalização (leia-se instrumentalização) da máquina pública federal para compra sistematizada (lei-ase sistematizada) de apoios, ou seja, a implantação de uma rede institucionalizada, digo institucionalizada (leia-se institucionalizada) para a compra de votos, com saques diretamente (digo diretamente) dos cofres de empresas públicas (digo de empresas públicas, diretamente), além da manutenção do partido do governo (manutenção do partido do governo) é mérito exclusivo do PT, sob comando do “guerrilheiro” José Dirceu. É isso que se chama Mensalão e não caixa 2, como sugeriu Thomas Bastos, para livrar o amigo Lula e seus aliados. Doa a quem doer. O pai de Chico Buarque, Sérgio Buarque, todos sabem, foi um dos fundadores do PT. E o que seria o PT na visão do grande historiador e de seus fundadores ilustres? Um partido de massas, o primeiro do Brasil, diferente dos demais partidos políticos, a exemplo do PSDB, que é um partido de quadros. E esse partido de massas iniciaria aquilo que o historiador, em Raízes do Brasil chama de neoiberismo. Espécie de refundação das raízes ibéricas da civilização brasileira, que nos levaria a um novo tempo, um tempo sem o patrimonialismo, sem o familismo, sem o clientelismo de vinculações atávicas, no nosso caso, com o mundo português. À propósito, o baiano Nestor Duarte, trata isso no magistral ensaio sociológico “A Ordem Privada e a Instituição Política Nacional”, quero dizer, trata dessas influências atávicas às quais me referi. Chico, sempre frisei, um gênio, em todos os comentários que fiz, o resto é interpretação petista (e os outros é que são sectários), um erudito, sabe mais do que todo mundo, desde o Mensalão, que o PT havia saído do caminho. E por que não agiu como o Chico de Oliveira e tantos outros? Por que só agora está a apoiar o PSOl? Como costumo ler muito sobre o assunto, continuarei discordando daqueles que acham que o Mensalão e os outros Mensalões são como um caminhão carregado de japoneses. E não posso ter como como intérprete, repórteres que, além de intelectualmente rasos como uma poça d`água, são regiamente pagos pela imprensa oficial. Tenho cabeça para pensar, e não para seguir a boiada.


rosane santana on 24 agosto, 2012 at 0:39 #

Correção: O baiano Nestor Duarte trata.


danilo on 24 agosto, 2012 at 0:55 #

ah, sim, o contraditório… pois bem, prezado Volney, discordo da sua afirmação.

conhecemos o suficiente da História do Brasil. estudamos com curiosidade e afinco sem amarras ideológicas ou partidárias, muito embora inacautos e maldosos tentem nos rotular como defensores de representantes da “direita golpista”.

temos conscoência que o volume da corrupção no país cresce em escala geométrica à medida que o tempo passa.

vejamos, por exemplo, os últimos 50 anos, mais precisamente a partir dos governos do regime militar. houve corrupção naqueles tempos, superada pelos atos de surrupiar postos em prática no governo Sarney, com a redemocratização. (lembra do que Lulla falava a respeito daquilo que acontecia?)

veio Collor e a corrupção se avolumou ainda mais, tanto que acabou impichado da presidência. (lembra o que Lulla falava a respeito disto naquela época?)

depois, chegou o “príncipe sonso” FHC e a corrupção subiu mais alguns vários degraus. (lemvra do escarcéu que Lulla e o PT fizeram naqueles dias, com o “Fora FHC”?)

e aí, finalmente, chegou ao poder o vestal PT e o cumpanhêro Lulla prometendo fazer tudo diferente, enquanto, nas sombras, fazia alianças com Sarney, ACM, e toda velha oligarquia nacional.

e o que sabemos hoje, e não existe nenhuma dúvida, é que a corrupção chegou a limites inimagináveis. e continua sua rota ascendente com o governo Dilma.

milhões descendo pelo ralo da trambicagem. obras da Copa super super superfaturadas, verbas de obras que nunca finalizam nem são entregues à população. infraestrura zero. privatização, também, à moda FHC, mas com outro nome pra enganar os trouxas. agora é concessão.

portanto, prezado Volney, não há nada seletivo na escolha das corrupções. não adianta tergiversar, nem tapar o sol com a peneira.

basta conhecer a história deste país. sem dogmas ou paixões arrependidas que não se curam. abraço. e para Jader, uma banana! hehe


rosane santana on 24 agosto, 2012 at 1:08 #

Mais um detalhe: Militei 25 anos na imprensa da Bahia, maioria desse tempo como repórter na Câmara Municipal, Assembleia Legislativa e Tribunal Regional Eleitoral. Nem no tempo de ACM, ouvi falar de uma rede institucionalizada de compra de votos. Portanto, tenho vasta experiência também, digamos, na pesquisa de campo sobre o tema.


Gracinha on 24 agosto, 2012 at 2:00 #

Historiadora Rosane ,
Com seu talento e inteligência, não perca tempo: escreva logo seu livro. Sei que muitos estão lhe cobrando isso…
Este ultimo texto me fez lembrar a musica Disparada do grande Vandré: ” …laço firme e braço forte num reino que não tem rei”.
Parabéns pela cabeça pensante!


Gracinha on 24 agosto, 2012 at 2:11 #

Obs: Rosane, ao dizer … este último texto, estava fazendo referencia ao seu comentario anterior, claro.


rosane santana on 24 agosto, 2012 at 7:19 #

Cara Gracinha. Mais que qualquer livro que um dia possa vir a escrever, em minha vida o que tem importado mesmo são os amigos generosos como você. Os verdadeiros amigos. Um beijo, obrigada.


danilo on 24 agosto, 2012 at 13:21 #

Rosane. felicitações pela sua inteligente e precisa análise da realidade política do Brasil. palavras que ultrapassam contexto da observação individual para se transformar em texto pedagófico que joga luzes em algo propositadamente esquecido pelos homens ligados ao poder.

seu texto deveria ser impresso nos livros das escolas do primeiro grau para informar os alunos.

e aproveito a ocasião para solicitar ao prestimoso Bahia em Pauta que coloque este texto em destaque na sua página principal.


rosane santana on 24 agosto, 2012 at 14:08 #

Caro Danilo, muito obrigada pelas palavras. Mas o texto saiu aos borbotões, foi escrito engatilhado como brotou o pensamento e necessitaria de uma revisão, pelo menos, para subir à primeira página.


Graça Azevedo on 24 agosto, 2012 at 19:22 #

Depois de tanta erudição e acusações à competência e à moral de colegas (ainda bem que sou socióloga) eu saio de fininho e dou graças aos deuses que amanhã é sábado e tem artigo de Vitor Hugo.


Graça Azevedo on 24 agosto, 2012 at 19:30 #

Só uma coisinha sobre ACM. ELE dizia que governava com um chicote na mão e dinheiro na outra. Donde…


Gracinha on 24 agosto, 2012 at 22:59 #

Pois é… triste isso! E ainda existe uns que ficam com o dinheiro e só dão a chicotada


Carlos Volney on 24 agosto, 2012 at 23:38 #

Caro Danilo, embora honrado por sua referência, confesso não ter entendido bem sua mensagem.
Não citei você, aliás, nem mesmo me lembrei de seu comentário ao externar o meu.
Certo que tenho você, pelas suas intervenções, como um sectário.
Mas, como faço sempre questão de ressaltar, até porque sou realmente assim, tenho respeito pela posição de qualquer pessôa, muito principalmente quando tenho discordância dela. E jamais entrarei no nível da descortesia, quanto mais do desrespeito.
Enfim, fico triste ao ver que muitos pensam que é só tirar Lula e o PT do governo, devolvendo-o aos TUCANOS – a maiúscula é proposital – para a nossa Pindorama, aí sim, voltar ao pedestal.
Haja indignação seletiva…..


Graça Azevedo on 25 agosto, 2012 at 0:30 #

Quando vejo gente com saudade de ACM (que estaria, se vivo fosse, condenado pela violação do painel junto com o Arruda, ou não!)tenho medo que comecem a ir às ruas, terços nas mãos, pedindo a volta dos militares para a salvação do Brasil.


danilo on 25 agosto, 2012 at 0:59 #

Volney. não sou sectário. o livre pensar, à moda de Millor, extrapola estes limites que voce quer impor. pena você não ter respondido centrado na questão do avolumamento da conrrupção ao longo da história do Brasil. preferiu ser sectário comigo. e erra ao me catalogar como Tucano, aliás, este é umtípico comportamento adotado pelo lullo-petismo quando confrontado com idéias.

Graça Azevedo. qual a diferença mesmo entre Zé Dirceu e ACM Malvadeza?


Graça Azevedo on 25 agosto, 2012 at 1:08 #

Danilo, eu até responderia, mas sugiro que vc pergunte à historiadora/jornalista que não se nivela, que sabe tudo, lê tudo. Talvez a resposta dela seja a que vc quer ouvir (ou ler)


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