Rafael Correa considerou que as ameaças britânicas de invadir a embaixada equatoriana em Londres onde o fundador do Wikileaks se encontra refugiado são «grosseiras, sem respeito e inaceitáveis».

O presidente equatoriano considerou que o Reino Unido fez «ameaças grosseiras» ao considerar a possibilidade de invadir a embaixada do Equador em Londres, onde o fundador do Wikileaks, Julian Assange se encontra refugiado.

«Jamais, enquanto for presidente, o Equador aceitará ameaças como aquelas que o Reino Unido proferiu esta semana de maneira totalmente grosseira, sem respeito e inaceitável», sublinhou Rafael Correa.

O presidente do Equador garantiu que o seu país «respeitará o mundo, procurará o diálogo, mas no final seremos nós a decidir, exercendo a nossa soberania e tomando decisões dignas e soberanas».

(Com informações do portal europeu TSF)

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18
Posted on 18-08-2012
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CRÔNICA/ LÍNGUA

A septuagenária língua de Caetano

Janio Ferreira Soares

A verdade é que brasileiros valorizam mais caras do que bocas. Traduzindo, é bem mais fácil um camarada com jeito de bonzinho – como Airton Senna – virar um “exemplo de dignidade” para Faustão e companhia, do que um Nélson Piquet com sua matraca sem papas ser aplaudido de pé por algum auditório, embora exista a real possibilidade de neguinho só estar jogando para a plateia.

A propósito, por esses dias Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Caetano Veloso completam 70 anos. Ganha uma versão remasterizada de Araçá Azul – com o acréscimo de um longuíssimo solo invertido de um berimbau semi-acústico – quem adivinhar qual deles é o mais polêmico e por qual motivo.

Enquanto Milton e Paulinho economizam nas palavras e Gil flui com maestria aquele baianês que mais encanta que provoca, Caetano destoa e continua a girar sua camaleônica língua em 78 rotações e mil direções, opinando sobre os mais variados assuntos e polemizando com figuras que vão de Fidel Castro (que não gostou das críticas contidas na música Baía de Guantánamo sobre a falta de direitos humanos em Cuba), a Luana Piovani (que o chamou de “um banana de pijama” por causa de seu desmentido de que ela teria sido sua musa inspiradora numa canção), passando por Lula (numa entrevista Caetano o chamou de analfabeto e cafona, mas depois se explicou), Lobão, Paulo Francis (outra verve afiadíssima que faz uma falta danada) e tantos outros.

Certamente por isso – e tão somente por isso, já que sua produção musical é inquestionável -, o nosso bardo santamarense nunca vai alcançar a quase unanimidade de um Chico Buarque, que, na dele, apenas observa de sua janela o movimento das ondas, barcos e bikes, embora existam suspeitas de que, ao fechá-la, uma espécie de Julinho da Adelaide versão 2.0 baixa na área e reassume aquele corpo que um dia já foi seu.

Mas agora é hora de festejar essa genial geração “de rombo, 70!” que canta, compõe, escreve e ainda solta o verbo para agitar (ou chatear, aí depende) a mesmice da velha e acomodada manada.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco


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Um super intérprete e um super maestro da música cubana para aquecer o sábado do Bahia em Pauta.

DÁ-LHE MORÉ!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Sid, hoje, no portal Metro(BA)

ago
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Posted on 18-08-2012
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A popularidade da presidente Dilma Rousseff continua altíssima, mas em capitais de Estado ela tem perdido pontos.O Ibope vem pesquisando a taxa de popularidade presidencial junto com seus levantamentos sobre intenção de voto para prefeito. Em períodos variados, Dilma tem perdido terreno em grandes centros urbanos.

Em São Paulo, a aprovação ao governo Dilma caiu 10 pontos percentuais de maio até agora, no início de agosto.

No Rio e em Recife, a queda de Dilma foi de 6 pontos percentuais (em períodos distintos). Em Curitiba, a baixa foi de 14 pontos.

O que isso quer dizer? Ainda não dá para saber. Pode ser a economia crescendo pouco, o efeito das greves dos servidores públicos federais. Os institutos de pesquisa poderiam indagar mais a respeito em suas novas pesquisas.

( Deu no Blog do Fernando Rodrigues – FOLHA)

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Joaquim Barbosa:dores e firmeza no Supremo
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ARTIGO DA SEMANA

Joaquim Barbosa: Juiz e Personagem

Vitor Hugo Soares

Julian Assange ou Joaquim Barbosa?, eis a questão. O personagem desta surpreendente semana de agosto bem poderia ser o criador do Wikileaks. Afinal, apostando contra as probabilidades mais óbvias, Assange conseguiu o asilo solicitado ao Governo do Equador, “vitória importante”, como ele próprio definiu, na mais recente batalha política, na guerra sem fim à vista, pelo direito à plena liberdade de informação e contra as infamantes acusações pessoais que pesam contra ele.

Cercado na embaixada equatoriana, em Londres, – sob forte pressão do Reino Unido, inconformado com a decisão partida de Quito; acusado de estupro na Suécia; fígado à prêmio nos Estados Unidos -, Assange resiste sem vacilações ou maiores temores aparentes. Até a sexta-feira, 17, enquanto batucava estas linhas semanais, ele saboreava o tento conseguido. O que virá depois ainda é cedo para prever, mas isso é outra batalha, outra história sem tempo previsível para o desenlace. Pode esperar.

Diante disso, prefiro destacar o mineiro Joaquim Barbosa, ministro do Supremo Tribunal Federal, relator do intrincado e intrigante processo de julgamento dos réus do caso Mensalão, como a figura de maior destaque dos últimos sete dias. Não só sob o ponto de vista dos fatos jornalísticos produzidos. Também pelos méritos por seu vigoroso e brilhante desempenho jurídico – profissional, aliados a uma dolorida performance pessoal – inesperada para alguns, improvável para outros, mas sempre marcada pelos princípios e os ditames da lei em busca da justiça.

O comportamentyo reto e inatacável, até aqui, do ministro relator neste rumoroso processo que mexe com os nervos país – réus, juristas, empresas da mídia e seus jornalistas, políticos, donos do poder, ex-governantes, e a voz das ruas em geral – faz toda diferença na comparação entre Barbosa e Assange. E facilita a opção em favor do primeiro.

Pode parecer exagero, mas, ainda assim, corro o risco de afirmar: A atuação do ministro Joaquim Barbosa – marcada pela dor física implacável que o persegue há anos e a vontade inabalável de não perder o rumo em seus deveres de magistrado – tem sido até aqui a marca principal do polêmico julgamento. Merecedora de apreciação de Jorge Luis Borges, se vivo estivesse o notável escritor argentino.

Borges, afinal, é um mestre maior quando o assunto é o homem em seus labirintos. Na apresentação do livro de narrativas “Ficções”, que aproveito para reler nesse agosto de 2012, encontro justificativas para o que penso e escrevo neste artigo semanal. Vale transcrever:
“Borges desce até às minúcias, na descrição desse labirinto, apresentando o reino do absurdo através do excesso do real… Este é o mundo de Borges e também o nosso: instituições, praxes, normas, hábitos, hipocrisia e perplexidades – o nosso controverso, solitário, “inútil e incorruptível mundo, tão lógico e tão real, onde “também a cicatriz antecede a ferida” e a vida sucede a morte”, onde existimos, clones de seu (e nosso) labirinto”.

Aspas fechadas, voltemos ao plenário do STF, na tarde da última quinta-feira.

Terminada a fase de apresentação das teses de defesa, pelos advogados dos 38 acusados no caso Mensalão – que fez muita gente bocejar e pegar no sono no pleno e na platéia – começou um debate aceso dos julgadores, de repente revigorados e atentos, sobre a forma de apresentação dos votos do julgamento.

Assim como no primeiro dia dos trabalhos, de novo duelaram o relator e o revisor do montanhoso e desgastante processo. Outra vez, o ministro Joaquim Barbosa fez o seu colega Ricardo Lewandowski beijar a lona, embora sem nocaute como da primeira vez, quando o revisor tentou desmembrar o julgamento.

Permitam a vulgar expressão do boxe, para confronto entre magistrados, mas é a melhor, figurativamente, neste caso exemplar. Barbosa defendeu votação em blocos, segundo os crimes. Ele, relator, votaria primeiro. Em seguida, o voto do revisor Lewandowski. Depois os demais ministros. Lewandowski discordou, e defendeu que o certo seria o fatiamento das sentenças. Ele faria a leitura de todo o seu relatório – um arrazoado de mais de 1.200 páginas – e depois daria os votos sobre todos os réus. Finalmente os demais ministros.

O presidente do Supremo, Ayres Brito, ao intermediar a disputa, decidiu que cada ministro será livre para votar como queira. Mas ontem, em entrevista, foi claro ao adiantar que na retomada do julgamento,n semana que vem, os votos dos ministros serão dados conforme o proposto pelo relator.

Poupo o leitor de mais detalhes. A não ser para destacar o primeiro voto do ministro relator, pedindo a condenação, por corrupção, do ex-presidente da Câmara, João Paulo e do publicitário Marcos Valério, dois nomes emblemáticos do Mensalão. É isso que faz do ministro Joaquim Barbosa o personagem da semana, por mérito. O resto, a conferir a partir de segunda-feira (20).

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitors_soares1@terra.com.br

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ago
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Posted on 18-08-2012
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Paixão, na Gazeta do Povo (PR)


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OPINIÃO POLÍTICA
O apoio de João Henrique

Ivan de Carvalho

Nos tempos recentes, o prefeito de Salvador, João Henrique e seu governo, de acordo com pesquisas divulgadas e não divulgadas, está com muito baixa aprovação.

Isto desencadeou, entre os candidatos à sua sucessão e os partidos e coligações que os apoiam, um debate que, para o observador mais desavisado, pode parecer um jogo de perde ganha.

Quem perdesse o apoio do prefeito, ganharia. E quem o ganhasse, perderia. Mas não é bem assim que a banda toca.

Nenhum dos três principais candidatos pode eximir-se totalmente de responsabilidade no governo João Henrique, considerados os seus dois mandatos – do início de 2005 ao final de 2008 e do início de 2009 ao final de 2012.

Durante quase todo o primeiro mandato de João Henrique, o PT refestelou-se na administração municipal, ocupando um amplo espaço, tanto antes quanto depois de uma tal “repactuação” defendida com entusiasmo entre os petistas pelo hoje senador Walter Pinheiro e, diga-se de passagem, sem contar com muito entusiasmo do atual candidato petista a prefeito, o deputado Nelson Pelegrino. O governador Jaques Wagner, como ele próprio revelou publicamente, chegou a aconselhar o PT a aceitar João Henrique em seus quadros e na ocasião viu com pesar o seu partido não aceitar o conselho.

O PT teve Secretaria de Governo, teve Secretaria de Saúde (um setor vital no qual se saiu terrivelmente mal, sob todos os aspectos) e muitas outras posições. Reinou quase soberano depois que o PSDB rompeu com a administração municipal e antes do PMDB entrar, quando então teve que compartilhar a influência. Até que, às vésperas da campanha eleitoral para as eleições municipais de 2008, o PT saltou do barco (achava que o prefeito estava impopular e conseguiria vencê-lo) para lançar candidato próprio.
Foi aí que o PMDB segurou firme o leme, remou contra a maré, e chegou espetacularmente à praia do segundo turno em um suado primeiro lugar, décimos à frente do outro classificado, o então deputado petista Walter

Pinheiro, o propositor da “repactuação”.
O democrata ACM Neto ficou no terceiro lugar. Não chegando ao segundo turno e não tendo mesmo como nem porque apoiar o PT, apoiou o prefeito, na época no PMDB. Uma comparação entre os resultados do primeiro e segundo turnos sugere que toda a votação de ACM Neto migrou para João Henrique. Toda. Sem perda de um só eleitor.

Ora, ACM Neto não tinha um controle tão absoluto do seu eleitorado. É que este, em grande parte, era absolutamente refratário ao PT e portanto migrou para o prefeito do PMDB. Para a Saltur e um ou outro lugar menos importante, João Henrique, no segundo mandato, nomeou pessoas politicamente próximas a ACM Neto ou ao DEM.

Ninguém está querendo o apoio ostensivo do prefeito. O PT chegou a pretender o apoio formal, mas esse não era um consenso no partido. Quanto ao apoio do que se convencionou chamar de “máquina”, queria sim, achando que ela vale uns quatro por cento do eleitorado, mas já desistiu, pela impossibilidade de conseguir. Então tentou manobrar com o PP para neutralizá-la, com a reposição da candidatura do deputado pepista João Leão. O prefeito abortou a manobra.

Mário Kertész, do PMDB, há muito está no ataque, não pretendeu nem podia ter o apoio de João Henrique, que, de resto, sofre oposição forte do PMDB desde o rompimento deste partido com o prefeito.
Um apoio discreto da “máquina”, certamente o DEM e ACM Neto também gostariam de ter e pode ser que venham a ter, mas ainda não têm – não está garantido. E os três principais candidatos têm feito críticas, com variações de intensidade, à administração municipal.

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