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Esta canção eterna de Glenn Miller vai para Lauro Tonhá, aniversariante desta sexta-feira. Com todo apreço e admiração, os que fazem o BP dão vivas e cantam para este amigo especial, modelo de “gente boa e solidária” que é o doutor Lauro.

Um viva e votos de ótimas viagens e caminhadas cada vez maiores para ele.

(Vitor Hugo Soares e Margarida, pelo BP)

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DEU NA TRIBUNA DA BAHA

Sob chuva e empurrado pela torcida, o Vitória dominou rapidamente o meio de campo, no jogo que abria a 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, Série B. Fez 2 a 1 no Joinville e vai dormir na liderança. O jogo do Criciúma, que pode roubar a liderança, será nesse sábado (18/8).

Com uma formação ofensiva e com o Joinville temendo se arriscar, o primeiro gol era uma questão de tempo. Demorou pouco. Aos 13 minutos Willie fez o Barradão explodir. 1 a 0. E o segundo quase veio em seguida.

A pressão do Vitória mexeu com os nervos dos jogadores catarinenses e Pedro Paulo deu um tapa na bola e na cabeça de William. Foi expulso, aos 26 minutos, apenas 4 antes do segundo gol rubro-negro: deElton, estreante, aproveitando cruzamento de Nino Paraíba na pequena área.

Mas o Joinville, mesmo com 10 jogadores, conseguiu se organizar rapidamente e continuava chegando à área do Vitória, até que aos 42 minutos Willie fez falta na entrada da grande área. Pênalti, bem cobrado por Ricardinho, que bateu forte na bola, sem chances para o goleiro Deola, que mesmo assim quase conseguiu fazer a defesa.

No intervalo, Carpegiani trocou o atacante Elton por Marco Aurélio, e desmontou o time do Vitória.

O Joinville voltou mostrando por que é uma das sensações da Série B. Foi pra cima, começou a tocar bola no campo do Vitória e empurrou o meio campo rubro-negro, que sem conseguir alimentar o ataque passou a dar chutão.

A torcida se preocupava, vendo a liderança, tão bem desenhada no primeiro tempo, desmanchar-se a cada descida do time de Santa Catarina.

A impressão que se tinha era de que o Vitória jogava com 10, em vez do Joinville. Só Pedro Ken, cobiçado pelo Flamengo, levava perigo, de vez em quando.

Mas acabou substituído por Arthur Maia, e a agonia do torcedor só fez aumentar.

A 3 minutos do final, Carpegiani enfim parece ter percebido o erro cometido ao colocar Marco Aurélio em campo, e trocou o jogador por Tartá.

O tempo era pouco, para que se produzisse uma mudança. A pressão do Joinville continuou, até o último minuto. Um sufoco.

No final da partida, Carpegiani admitiu que o Vitória perdeu a compactação, divorciando o meio de campo do ataque, mas explicou que a substituição de Elton se deu na tentativa de abrir mais o jogo, aproveitando o fato de o time estar com um jogador a mais.

http://youtu.be/AEzq8rvHkvE
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MÚSICA PARA TRILHA SONORA DA NOVELA GABRIELA INTERPRETADA PELA VOCALISTA DA BANDA BABADO NOVO, MARI ANTUNES, TEMA DA PERSONAGEM LINDINALVA INTERPRETADA PELA ATRIZ GIOVANA LANCELOTTI, QUE DEIXA SUA VIDA BURGUESA E ENFADONHA E PEDE A MARIA MACHADÃO (IVETE SANGALO) PARA TRABALHAR NO BATACLAN, MUSICA COMPOSTA POR GILBERTO GIL E ORIGINALMENTE LANÇADA POR GAL COSTA, PARA ADAPTAÇÃO DE JUBIABÁ DE JORGE AMADO.

boa noite!!!


Embalxada do Equador cercada em Londres
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OPINIÃO POLÍTICA

O Brasil e o caso Assange

Ivan de Carvalho

Eu já estava todo animado para a guerra. Imaginava que o Brasil mandaria, no comando de uma frota, o porta-aviões São Paulo para o rio Tâmisa.

Infelizmente, parece que o experiente Estado inglês é como o boi, que sabe onde arromba a cerca. Arrombou quando veio retomar as Falklands (Malvinas) do governo argentino.

Mas o ex-império onde o Sol nunca se punha fugiu à luta, escafedeu-se, quando percebeu que poderia enfrentar um furioso Equador de Rafael Correa apoiado pelo Brasil de Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, com a cobertura infalível dos revolucionários bolivarianos da Venezuela sob o comando do coronel Hugo Chávez. Na verdade, a invasão da embaixada seria um ato de violência injustificada e de extrema visibilidade, daí, talvez, o recuo.

As notícias de quarta-feira e ontem vinham se revelando inquietantes. Na madrugada de quarta, policiais ingleses posicionaram-se em frente à embaixada do Equador, em Londres, enquanto em Quito o governo do Equador tomava a decisão que anunciaria ontem – a concessão do asilo político a Julian Assange, o australiano fundador do site WikiLeaks, fonte de uma enorme dor de cabeça para o governo americano e dores menores para vários outros.
Assange e seu site têm uma importância marcante, em nível mundial, na luta pela preservação das liberdades de imprensa e de expressão. Mas é jovem e, caçado pelo governo americano, foi irresponsável ao meter-se com duas mulheres suecas de uma vez. Resultado: uma denúncia e um processo por violência sexual (ele garante que foi tudo consensual), que pode ser uma conspiração para depois entregá-lo aos Estados Unidos, onde processos contra a segurança do Estado buscariam alcançá-lo e silenciá-lo.
Nem a Inglaterra, cuja corte suprema determinou a extradição para a Suécia, nem a Suécia, quiseram comprometer-se com o Equador em, depois do processo, não entregar Assange às autoridades americanas. E estas negaram-se a informar o governo equatoriano sobre possíveis processo contra Assange no país, alegando que não iriam imiscuir-se em um assunto que estava sendo tratado entre o Reino Unido e a Suécia.
A tensão subiu muito ontem, quando o chanceler do Equador afirmou que seu país recebeu do governo britânico uma carta, na qual advertia que tinha os meios legais para prender Assange dentro da embaixada do Equador – a decisão da corte suprema, apesar de anterior à concessão do asilo, determinando a extradição. O governo britânico disse na carta, segundo o governo equatoriano, que pretende cumprir a ordem da corte e tem base legal para isto, uma lei inglesa de 1987, que permite revogar o status da representação estrangeira, autorizando a entrada da polícia no prédio da embaixada, no caso, a embaixada do Equador. Parece que o Brasil, o Equador e muitos outros países não têm uma lei sequer parecida.

Mas, para alívio geral e fim da guerra antes que começasse, ontem mesmo o Foreign Office, declarando-se decepcionado com a decisão do Equador e o “discurso” de seu chanceler Ricardo Patiño – que denunciou a ameaça britânica – garantiu que não invadirá a embaixada, mas não dará o salvo-conduto para Julian Assange ir da embaixada ao aeroporto e deixar o Londres com destino ao Equador. O Brasil foi convocado para uma reunião da Unasul no domingo, pedida pelo Equador. O governo brasileiro deve ir à luta, pelo aliado Equador (não vamos abandonar o companheiro Correa) e pelo direito de asilo, no caso, para Assange.

Assange vai ter que ficar na embaixada, sabe Deus por quanto tempo.

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