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OPINIÃO POLÍTICA

Escassez de candidatos

Ivan de Carvalho

Enquanto as principais atenções do meio político baiano estão voltadas para as eleições municipais de outubro – com ênfase na capital, onde um prognóstico ainda é precipitado e em Feira de Santana, onde, segundo voz quase geral, a vitória da candidatura de José Ronaldo, que representa principalmente, mas não exclusivamente, a aliança DEM-PMDB, só não estaria protegida de um eventual cataclismo natural.

Isto não tira a grande relevância dos resultados eleitorais nas outras grandes cidades do interior. Mas é que para a oposição, Salvador e Feira de Santana são fundamentais – uma vitória nesses dois municípios daria certo fôlego político às oposições para a disputa das eleições majoritárias de 2014. Já uma vitória do governo pelo menos na capital deixará as oposições de calças na mão para 2014.

Isto, é claro, considerados apenas os efeitos ou reflexos das eleições municipais deste ano. É que há muitos outros fatores em jogo. A avaliação que o governo estadual e o governador Wagner terão na fase eleitoral de 2014, bem como a avaliação da administração municipal de Salvador e do prefeito, seja ele quem for. Também como estarão na época a avaliação do governo federal e a popularidade da presidente Dilma e do ex-presidente Lula. Como terá sido o julgamento do Mensalão. E como estará a economia na travessia da crise econômica e financeira global.

Deixando o cenário, vale uma olhada nos personagens principais. Há uma profusão de nomes, mas uma clara escassez de pré-candidaturas válidas.

O PT, que todo mundo sabe que não abre mão de candidatura própria a governador em favor de qualquer outro partido, aparenta ter três nomes: o nome do maior gosto do governador Wagner, Rui Costa, atual chefe da Casa Civil. O nome do maior gosto do ex-presidente Lula e do que se poderia chamar de “PT nacional” (mas não da presidente Dilma), Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás e atual secretário do Planejamento. E Walter Pinheiro, do maior gosto dele mesmo, mas que como senador retoma o destaque que teve como deputado e acaba agora de ser chamado às pressas pelo governador para dar uma “tenência” na organização da campanha de Pelegrino, em um esforço para tirar a vaca do brejo em que se estava metendo. Se tiver êxito, marca pontos para 2014.

Fora do PT, mas do lado governista. Um candidato declarado, o presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo, do PDT, passível de figurar na chapa majoritária. E Otto Alencar, esse, eleitoralmente, o grande nome governista, mas, não sendo do PT, imagino que possa escolher entre uma candidatura ao Senado (se Wagner mantiver a anunciada desistência de concorrer a esse mandato) e a reeleição para vice-governador.

Há que mencionar ainda o prefeito João Henrique. Ele já declarou que deseja ser candidato a governador em 2014. Está no PP, ninguém sabe em qual legenda estará em 2014, apenas há especulações de que pode ser o PTN.
Nas oposições. Um “candidato natural” seria ACM Neto se não houvesse entrado na disputa pela prefeitura da capital. Como está, complicou. Ainda no DEM, há Paulo Souto, que não demonstra intenção nem vontade e o presidente estadual José Carlos Aleluia, por honra da firma. No PMDB, Geddel Vieira Lima, especialmente se Kertész for eleito prefeito de Salvador. Ah, sim, tem o bravo PSOL, não importa se com Hilton ou Hamilton.

BURRICE – Vaccarezza fez burrice, entrando com representação no Ministério Público Federal contra o chefe do MPF, Roberto Gurgel, na surpreendente tentativa de censurar a Turminha do MPF. Agora está todo mundo querendo saber o que fez a Turminha do MPF.

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