Em segida à publicação do registro sobre um ano da tragédia em que morreram nove trabalhadores na queda de um elevador em uma obra da Construtora Segura, no bairro da Pituba, o Bahia em Pauta recebeu nota oficial da empresa de construção civil, encaminhada através de sua assessoria de imprensa.
BP publica a íntegra:

==============================================

NOTA OFICIAL

Em respeito à memória dos nove operários vítimas do lamentável acidente, ocorrido há um ano, e em solidariedade aos parentes e colegas de trabalho, a Construtora Segura paralisa suas obras neste dia 9 de agosto.

A empresa não mediu esforços para adotar as providências de auxílio econômico, financeiro, psicológico e social que se fizeram necessárias e continuará prestando assistência aos familiares.

Por liberalidade, respeito e reconhecimento aos operários vitimados e às suas famílias, a empresa tem acordado judicialmente, o pagamento das indenizações cabíveis.

A empresa reafirma que todas as informações solicitadas pelos órgãos oficiais foram fornecidas e que o elevador era fiscalizado regularmente pelas autoridades competentes, funcionando dentro das normas de segurança e manutenção, tanto que o mesmo era utilizado pelos diretores, engenheiros e demais colaboradores.

Em 30 anos de atuação, a Construtora Segura reitera que continuará trabalhando pautada no compromisso com os padrões de qualidade, segurança e responsabilidade.

Atenciosamente,

Construtora Segura

Najara Sousa
Jornalista
AC Comunicação


==============================================

O Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-Ba) continua empenhado no acompanhamento do caso do acidente que matou nove operários da construção civil há exato um ano. Os novos documentos apresentados pela Construtora Segura Ltda., responsável pela obra, já se encontram sob análise do MPT, que vai apresentar os resultados na segunda audiência marcada para 29 de outubro, na sede da Justiça do Trabalho.

Na ação civil pública que o MPT move contra a empresa, é solicitado multa no valor de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. Além disso, foi pedido também que a construtora fique obrigada a atender uma lista de normas de segurança em todas as suas obras daqui por diante. Para o Ministério Público do Trabalho, o cumprimento das exigências poderá prevenir a ocorrência de futuros acidentes.

O acidente que resultou na morte dos nove trabalhadores – Antônio Elias da Silva, Antônio Reis do Carmo, Antônio Luiz Alves dos Reis, Hélio Sampaio, Jairo de Almeida Correia, José Roque dos Santos, Lourival Ferreira, Manoel Bispo Pereira e Martinho Fernandes dos Santos – ocorreu por volta das 7h18 do dia 09/08/2011.

Eles morreram após o elevador em que estavam despencar de uma altura aproximada de 80 metros. Todas as vítimas trabalhavam na construção do edifício Comercial II, uma torre de 103 metros de altura com 299 salas, localizada na Rua Saturnino Segura, Pituba, Salvador-BA.

(Com informaçõe do Ministério Público do Trabalho da 5ª Região)

================================================

DEU NO BLOGAY/ FOLHA

POR Vitor Angelo

Em uma semana que se comemora o aniversário de 70 anos de um dos maiores músicos do país é também momento de prestar tributo para aquele que foi além de sua própria música, e interferiu, assim como grandes astros da cultura popular como Elvis Presley, Beatles ou Nirvana, nas mudanças de comportamento de uma geração, de um pensamento. Neste quesito, gays e mulheres devem ser muito gratos a Caetano Veloso:

Ao homem que passou batom vermelho e usou roupas étnicas e de plástico como um executivo hoje passaria seu gel no cabelo. Ao baiano que fez questão de beijar na boca, durante seus shows, todos os integrantes de sua banda como um namorado beija sua amada. Ao músico que compôs “Ele me Deu um Beijo na Boca”, de caráter possivelmente homossexual, e que colocou no disco que gravou esta música a foto dele beijando a boca seu pai no dia de seu aniversário, de caráter confirmadamente afetivo. Colocando que para além da sexualidade está a afetividade, Caetano nos ensina:

Que os homens podem ser afetuosos com outros homens, sem que isto necessariamente seja um atestado assertivo sobre a sua sexualidade. Que as roupas não definem orientação sexual, apenas indicam a sua liberdade (ou não) em relação ao mundo. Que as mulheres não devem temer o homem feminino como uma clara e óbvia figura homossexual (as aparências enganam, mas isto é de outro músico) que não pode ser desejada. Neste sentido, Caetano está liberando os homens de certas obrigações boçais para poderem receber a carteirinha de heterossexual e dando um golpe duro no machismo e na misoginia:

Suas elegias às mulheres são para além da sedução entre macho e fêmea. Ele é a filha da Chiquita Bacana que entrou “pra Women’s Liberation Front”. Ou o homem que tem “inveja da longevidade e dos orgasmos múltiplos” do sexo feminino. Ou ainda o apaixonado que liberta-se “ficando teu escravo” (da mulher). E para longe dos estereótipos que algemam as mulheres em suas obrigações de sedução, ele diz que quer “esta mulher assim mesmo”: baratinada, alucinada, despenteada, embriagada, intoxicada, desafinada e desentoada. Caetano realizou em sua obra e vida uma contribuição milionária para os gays, mulheres e homens héteros deste país:

Mas diferente do que diz o modernista Oswald de Andrade, não foram de erros, mas dos mais poéticos acertos.

ago
09

===============================================

DEU NO YOU TUBE

João Cabral de Melo Neto (1920-1999) é um dos maiores poetas brasileiros e autor da antológica obra “Morte e Vida Severina”. A sua homenagem é feita na Rua da Aurora.
———————————————–

Produto jornalístico vinculado à disciplina Introdução à TV ofertada pelo Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco em 2011.2

Produção, Reportagem e Edição: Alunos de Jornalismo da UFPE (ver créditos no final do vídeo para detalhamento)

Edição de imagem: Beto Farias
Finalização – Arte: Hugo Luna
Imagens: Nildo Ferreira
Orientação: Yvana Fechine (Professora do PPGCOM e do Departamento de Comunicação Social/Jornalismo da UFPE)

================================
Para ouvir, pensar e aplaudir.

BOA TARDE A TODOS!!!

(Postado por Vitor Hugo Soares)


==================================================
DEU NA FOLHA DE S. PAULO

MARTÍN FERNANDEZ

ENVIADO ESPECIAL A LONDRES


Londres 2012 – Neymar, 20, não tem medo de nada: de perder a medalha de ouro, dos críticos, das vaias, da crise do Santos, da ameaça de Messi na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Decisivo para levar a seleção à disputa da medalha de ouro, que será no sábado(11), contra o México, o jovem astro tenta espalhar seu destemor entre os demais atletas olímpicos brasileiros.

“Sei como é difícil ganhar uma medalha”, disse Neymar à Folha. “Cabe ao atleta ter cabeça, saber que esse pessoal que critica não quer o seu bem e seguir em frente.”

Na entrevista a seguir, o atacante fala sobre ansiedade pela decisão, estádios ingleses, espírito olímpico. E reclama de saudade do filho.

Folha – Conseguiu dormir depois da semifinal?

Não dormi bem. Dormi muito tarde por causa da tensão do jogo, da alegria toda. Se falar que não estou ansioso, estaria mentindo. Por mim, tinha que ser amanhã [hoje] a final.

Chegar à disputa do ouro foi tão fácil quanto pareceu?

Depois que se chega à final todo mundo fala que é fácil. Mas não foi. Uruguai e Espanha, favoritos, foram eliminados.

Não deu vontade de ficar hospedado na Vila Olímpica?

Deu, deu muita vontade. Mas a gente sabe do nosso compromisso, e aí tem que ficar fora. Mas a Vila Olímpica é uma coisa fantástica, a gente vê atleta de tudo que é modalidade, de tudo que é país.

Tem peso para você o fato de a medalha de ouro no futebol ser inédita para o Brasil?

A gente sabe o que está perto de conseguir, de marcar nosso nome na história do futebol brasileiro. Estamos mais perto do que nunca, 90 minutinhos para conseguir a consagração.

Você tem medo de perder?

Não. Um treinador uma vez falou disso, que o medo de perder tira a vontade de ganhar. Foi o [Vanderlei] Luxemburgo quem falou isso. Isso eu levo para a vida: se ficar com medo, você não faz nada na partida. A gente [seleção] não tem medo, está muito confiante.

Conseguiram ver outros esportes da Olimpíada?

A gente tenta assistir, mas nossos horários não permitem, por causa dos treinos. Mas a gente fica sabendo das medalhas, dá parabéns.

O que você parou para ver?

Atletismo e natação.

Ficou chateado com algum resultado nesses esportes?

Não, não, porque todos vêm aqui para dar seu máximo e, às vezes, acaba dando errado e não conseguem a medalha. Mas sei o quanto é difícil para nós conseguir uma medalha. Tem que levantar a cabeça e pensar na próxima.

Publicamente você reage bem às críticas, da torcida, do Mano, de técnicos rivais. Não tem nada que o incomode?

Não. Poucas coisas me incomodam. Eu não me deixo levar por crítica. Nem por elogio. Recebo os dois da mesma forma, a crítica para ver onde errei e seguir em frente. Algumas críticas, não estou falando para mim, mas para outros atletas, são maldosas, tem muita gente que mistura as coisas e fala besteira.

Você acha que um dia vai cansar de tanto assédio?

Acho que não, cansar não.

Acha que pode ser mais recluso um dia, se expor menos?
Estou acostumado com isso. Se parar, vou sentir falta.

O que esta Olimpíada significa para a Copa de 2014?

Para 2014 não sei, falta muita coisa para acontecer ainda. Mas agora significa muito. Agora é o momento mais importante para a gente.

A Copa de 2014 só anima ou assusta um pouco?

Ah, depende. Tem jogador que gosta de pressão (risos).

Você?

Nos momentos de pressão, estou me dando bem, em finais, jogos importantes, vou bem, não vejo problema.

Uma revista inglesa publicou que você tem obrigação de ser melhor que Messi em 2014. Você acha muito peso?

Não. Acho que Deus não dá uma cruz mais pesada do que você pode carregar. Deus sabe o que faz nas nossas vidas. Não só na minha, na dos meus companheiros também.

(Leia entrevista de Neymar na íntegra na Folha de S. Paulo)


================================================
“Mas é no papel,no branco asséptico,
que o verso rebenta”. João Cabral, citado
na carta de Lídice a Ana de Holanda

================================================

DEU NO TERRA MAGAZINE

POR CLAUDIO LEAL

Em carta, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) cobrou uma “atenção especial” da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, para “estudar os instrumentos legais, sem entraves burocráticos”, para adquirir o arquivo do poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999) e “abri-lo, generosamente, aos pesquisadores brasileiros e internacionais”.

Com a proximidade do leilão da correspondência de João Cabral com Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes, no Rio de Janeiro, a senadora pede empenho para evitar a dispersão do acervo:

– Não é preciso especular tanto para supor que fragmentos relevantes da nossa literatura podem ser lançados ao olvido, num momento em que o País procura trazer à luz documentos de sua história.

“Dessa forma, o governo reconhecerá, uma vez mais, a importância do poeta de ‘Morte e Vida Severina’ para a memória nacional”, conclui Lídice da Mata.

O 56º Leilão da Babel Livros ocorrerá em 10 e 11 de agosto, no Rio de Janeiro. Os lotes incluem bilhetes dos catalães Joan Miró, Joan Brossa, Antoni Tàpies e Modest Cuixart. A família de João Cabral decidiu se desfazer dos documentos do poeta e diplomata.

Confira a íntegra da carta da senadora Lídice da Mata.

“Brasília, 08 de agosto de 2012

Senhora ministra,

A proximidade do leilão da correspondência do poeta e diplomata João Cabral de Melo Neto com Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes, expoentes da poesia em língua portuguesa, demanda uma atenção especial do Ministério da Cultura e dos órgãos de preservação a ele vinculados. O 56º Leilão da Babel Livros vai acontecer em 10 e 11 de agosto, no Rio de Janeiro, e, além de cartas, estão à venda bilhetes dos artistas catalães Joan Miró, Joan Brossa, Antoni Tàpies e Modest Cuixart. Uma preciosa amostra das amizades intelectuais de Cabral.

É inegável o valor desse acervo para a história literária brasileira, como atestam os homens de letras Antonio Candido, Lêdo Ivo e Humberto Werneck.

Reportagens da revista eletrônica “Terra Magazine” e do jornal “O Estado de S.Paulo” nos atentam para o risco de dispersão das cartas (vendidas em lotes separados) e do fechamento dos manuscritos em coleções privadas, sem acesso público. Não é preciso especular tanto para supor que fragmentos relevantes da nossa literatura podem ser lançados ao olvido, num momento em que o País procura trazer à luz documentos de sua história.

Em crônica no jornal “O Estado de S.Paulo” (05/08/2012), o jornalista e escritor Humberto Werneck opinou sobre a ameaça ao acervo cabralino: “Se me permitem um breve editorial em plena crônica, direi que considero um escândalo a obtusa naturalidade de quem, numa faxina em casa, se livra assim de documentos preciosos da nossa vida literária. Escandaloso também que, divulgada a notícia do leilão, não tenha havido uma corrida de instituições públicas das quais se espera empenho em preservar tamanhos tesouros, salvando-os, mais que da poeira, da insensibilidade de quem os vê como descartáveis papéis velhos.”

Sabe-se que a Fundação Casa de Rui Barbosa já abriga parcela significativa dos acervos de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Vinicius de Moares, além de grandes escritores brasileiros como Clarice Lispector. Com a paixão de Vinicius e a exatidão seca de Cabral, o Ministério da Cultura poderia efetuar negociações com a família para retirar os lotes do leilão e estudar os instrumentos legais, sem entraves burocráticos, para adquirir esse arquivo e abri-lo, generosamente, aos pesquisadores brasileiros e internacionais. Dessa forma, o governo reconhecerá, uma vez mais, a importância do poeta de “Morte e Vida Severina” para a memória nacional.

Como diz João Cabral em “O poema”:

“O papel nem sempre
é branco como
a primeira manhã.

É muitas vezes
o triste e pobre
papel de embrulho;

é de outras vezes
de carta aérea,
leve de nuvem.

Mas é no papel,
no branco asséptico,
que o verso rebenta.

Como um ser vivo
pode brotar
de um chão mineral?”

Atenciosamente,

Lídice da Mata
Senadora da República”

ago
09
Posted on 09-08-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-08-2012


===================================================
Zé da Silva, hoje,no Diário Catarinense(SC)

ago
09

=================================================

OPINIÃO POLÍTICA

Estratégia de lesma

Ivan de Carvalho

É um rematado absurdo o que está acontecendo no Supremo Tribunal Federal em razão do retardamento ou celeridade do processo do Mensalão – ou, como quer porque quer o PT, que sente calafrios ante o palavrão, da Ação Penal 470.

Primeiro, convém deixar claro que não cabe no caso, nem de longe, falar de celeridade. Em 11 de abril de 2006, o então procurador geral da República, Antonio Fernando Barros Souza, apresentou ao STF a denúncia, que foi acolhida em parecer do ministro-relator Joaquim Barbosa, aprovado pelo plenário do tribunal. O atual procurador geral da República, Roberto Gurgel, reforçou em termos enfáticos a denúncia em suas alegações finais.

Estava, assim, instaurado o processo visando ao julgamento do maior escândalo de corrupção da história do Brasil, uma coleção de maracutaias que tinha como núcleo a compra de partidos políticos e principalmente de integrantes de suas bancadas na Câmara dos Deputados, representando assim, obviamente, um atentado contra a democracia que atingia a sua instituição mais vital, o parlamento.

O esquema do Mensalão, sabe-se hoje, vinha ativo desde, pelo menos, 2004 e foi denunciado publicamente pelo deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (depois que avisos dele e do tucano Marconi Perillo ao então presidente Lula “surpreendentemente” não produziram efeito algum). E então em abril de 2006 o caso foi levado ao Supremo Tribunal Federal – está lá há seis anos e quase quatro meses.

Mesmo para um processo complexo e com muitos réus é tempo de sobra. O STF não foi célere, até pelo contrário, inclusive por conta dos graves problemas de coluna do ministro-relator Joaquim Barbosa, ao que se somaram as medidas protelatórias que têm estado no núcleo mesmo da estratégia da defesa, como se evidenciou até o limite nos últimos dias, com o início da fase de julgamento.

O que o Supremo não fez foi deixar o processo atrasar tanto quanto o desejaria a defesa, de modo a obter para os réus a vantagem da prescrição de seus crimes ou de alguns deles. Também desejava a defesa – em total afinidade com certos políticos e legendas partidárias – empurrar o julgamento para depois das eleições, sob a quase inacreditável alegação de que julgar antes poderá prejudicar, em outubro, o desempenho eleitoral de partidos – ou certos partidos – que estiveram envolvidos no escândalo do Mensalão.

Mas qual a obrigação da Justiça? Atuar com presteza. Ou, pelo menos, com a presteza possível. Tanto para evitar que os autores de crimes, quando os houver, escapem pelo caminho confortável da prescrição como simplesmente porque, assegurado o contraditório, garantida a ampla defesa, respeitado o devido processo legal, como tem acontecido na Ação Penal 470, não resta razão alguma para a Justiça ser lerda. A lerdeza não é uma qualidade, mas um defeito.

De resto, a estratégia da defesa quer retardamento também, além das razões já mencionadas, para livrar-se do futuro voto do ministro Cezar Peluso, reconhecidamente o que tem mais conhecimento de direito penal no tribunal e que, presume a defesa – pelo que se observa–, votaria pela condenação em muitos casos. Mas se a defesa tem essa estratégia de por o ministro na aposentadoria compulsória antes dele votar, essa não é uma estratégia normal – equivaleria, numa zona rural, a esvaziar os pneus do carro de um eleitor para ele não chegar a tempo de votar na seção eleitoral.
Esse eleitor estaria em seu direito se, sabedor do que se planejava, providenciasse um carro de reserva. E o STF, se tomar providências que neutralizem a estratégia de lesma que a defesa tenta impor.

http://youtu.be/hcYOl4s9M7I
=============================================
Pois é, Prá Que
MPB4
Sidney Muller

BOA NOITE!!!

  • Arquivos