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Perguntar não ofende: Onde e em que estão sendo aplicados ultimamente os recursos da Prefeitura Municipal de Salvador destinados às creches e escolas municipais?

Vejam um caso exemplar, que justifica a pergunta:

No começo da semana, quando as dificuldades tornaram-se insuportáveis, a direção da creche Cecy Andrade pregou no quadro de avisos o comunicado aos país de que o estabelecimento não dispunha mais dos ingredientes nem das condições para continuar servindo a merenda e refeições diárias aos filho de mães trabalhadforas que deixam suas crianças no estabelecimento, no período em que estão no batente.

Resultado:os pais com alguns recursos estão sendo obrigados a pegar os filhos na creche na hora do almoço. Outros, simplesmente deixaram de levar os filhos ao CMEI, “porque a merenda era uma das razões principais de algumas familias mais pobres para manter a criança na creche”, explica uma mão indignada com o descaso.

A Creche Municipal Cecy Andrade, rua Flávio Cavalcanti, no bairro da Sussuarana, até pouco tempo era citada como estabelecimento modelar no atendimento de filhos de casais de trabalhadores residentes nas proximidades do Centro Administrativo da Bahia. Rapidamente, porém, começa a seguir o rastro calamitoso da atual administração da prefeitura da terceira capital do País.

Não faz muito tempo – publicamos neste espaço do Bahia em Pauta – as mães foram comunicadas de que acabara a comida para as dezenas de crianças atendidas na CMEI que leva o nome da ex-primeira dama da capital baiana. Em seguida, as autoridades se mexeram diante da situação vexatória. Mães estavam sendo forçadas e comprar e preparar os alimentos para seus filhos na creche da Sussuarana.

“Tragam galinha, carne, arroz e outros alimentos disponíveis em casa, porque aqui acabou tudo e até a própria creche ameaça fechar”, disse na época uma das responsáveis pelo estabelecimento em reunião da diretoria com mães trabalhadoras das crianças atendidas na Cecy Andrade.

Voltamos, então, à pergunta que não quer calar: para onde vai o dinheiro das creches de Salvador e que autoridade responde por esta situação vergonhosa?”.

Se o motivo for incapacidade administrativa apenas, é grave, mas faz parte do quadro atual no Palácio Tomé de Souza. Se , no entanto, a razão for, além de incompetência, politicagem em tempo de campanha eleitoral (como alguns desconfiam), além de grave é triste e vergonhoso para Salvador e a Bahia.

(Vitor Hugo Soares)

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