Damião, o cara do jogo, celebra em Manchester

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DEU NO IG

Pedro Carvalho

(Enviado iG a Manchester)

Falta apenas um passo. A seleção brasileira fez nesta terça-feira possivelmente seu melhor jogo nas Olimpíadas de Londres 2012 , venceu a Coreia do Sul por 3 a 0 na semifinal e vai decidir a medalha de ouro contra o México, que no primeiro jogo do dia venceu o Japão de virada, por 3 a 1. Com a vitória, o Brasil volta a uma final olímpica depois de 24 anos e fica mais perto do único título que falta ao futebol do país.
Leandro Damião abre o braço para celebrar o terceiro gol do Brasil. Foto: AFP
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Apesar de ser ameaçado nos primeiros minutos tanto no primeiro como no segundo tempo, o Brasil soube segurar o ímpeto da equipe asiática e viu em Leandro Damião seu fator decisivo na semifinal. Bem abastecido pelo meia Oscar e pelo atacante Neymar, o atacante Internacional fez os três gols brasileiros no jogo e se firmou como artilheiro da competição, com seis gols marcados até agora.

Essa é a terceira vez que a seleção brasileira chega à decisão dos Jogos Olímpicos. Em Los Angeles 1984, a final foi contra a França e o time treinado por Jair Picerni perdeu por 2 a 0. Quatro anos depois, em Seul, a derrota para a União Soviética foi por 2 a 1, na prorrogação, e novamente a seleção ficou com a prata.

A terceira chance para o país de buscar o ouro olímpico acontecerá no próximo sábado, 11 de agosto. A decisão contra o México está marcada para as 11h (horário de Brasília) no estádio de Wembley, em Londres.


João Cabral: filho comparou papeis a “porcarias”

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DEU NO TERRA MAGAZINE

POR CLAUDIO LEAL

Um dos principais arquivos literários do Brasil, a Fundação Casa de Rui Barbosa, sediada no Rio de Janeiro, não deve participar do leilão da correspondência de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), promovido pela Babel Livros, por iniciativa dos filhos do poeta e diplomata. Apesar de abrigar o acervo de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e do próprio Cabral, a CRB diz que se interessa por “partes muito específicas, uma carta num lote”. A diretora do Centro de Memória e Informação da fundação, Ana Pessoa, avalia que “as cartas mais interessantes” já foram publicadas no livro “Correspondência de Cabral com Bandeira e Drummond” (Ed. Nova Fronteira), organizado pela professora e pesquisadora Flora Süssekind.

Restrições legais são apontadas pela assessoria jurídica da casa: “Como vai pré-definir o preço? Não temos instrumentos administrativos para entrar em leilão. Lamento não ter sido oferecido antes, mas não temos instrumentos”, afirma Ana.
O 56º Leilão da Babel Livros ocorrerá em 10 e 11 de agosto, no Rio de Janeiro. Os lotes incluem bilhetes dos catalães Joan Miró, Joan Brossa, Antoni Tàpies e Modest Cuixart.

Após a divulgação do evento por Terra Magazine, a repórter do jornal “O Estado de S.Paulo”, Roberta Pennafort, entrevistou o filho do poeta, Luis, que comparou a papelada a “porcarias”: “Não dá para guardar porcaria ao longo da vida, o sentimento não precisa de papel. Não precisamos disso para lembrar dele. Tem um valor sentimental, mas fica empoeirando na casa da minha irmã. Pode ter um colecionador que aproveite melhor.”

O lote de 13 cartas de Vinicius tem um lance mínimo bem modesto: R$ 600,00. Drummond arranca um pouco mais com suas 35 peças empoeiradas: R$ 1.200. Antes do arremate, esses valores costumam subir. Ana Pessoa sustenta que a publicação em livro diminui o interesse da compra: “Nossa meta não é colecionar. Nossa missão é tornar público”, distingue. A equipe de acervo ponderou que, “na medida que estas cartas estão publicadas, minimiza serem compradas”.

A reportagem questinou: se os documentos de Bandeira, Drummond e Vinicius também estão no arquivo (além do próprio autor de “Pedra do Sono”) e já ganharam visibilidade editorial, por que não há interesse pelos novos lotes? E mais: a coleção levada à Babel Livros não é a parte mais valiosa da correspondência de João Cabral, compondo o diálogo literário de alguns dos maiores poetas em língua portuguesa? A gestora considerou estas perguntas como “opinião pessoal” do repórter.

O professor-emérito da USP, Antonio Candido, 94 anos, o mais importante crítico literário do País, prefere não entrar na discussão, por não saber detalhes do acervo, mas opina: “Posso dizer que é um acervo muito importante. Não conheço, não avalio a decisão dos filhos, não acompanhei a questão. Apenas digo que deve ser muito importante”.

O site do órgão vinculado ao Ministério da Cultura (MinC) não limita suas atribuições ao ato de “tornar público”: “A missão da Fundação Casa de Rui Barbosa é promover a preservação e a pesquisa da memória e da produção literária e humanística, bem como congregar iniciativas de reflexão e debate acerca da cultura brasileira.”

Pesquisadores ouvidos por Terra Magazine contestam as justificativas e destacam que a preservação de manuscritos enriquece trabalhos biográficos e estudos comparativos. Uma das fontes observou: se assim fosse, a Carta de Pero Vaz de Caminha, publicada em milhares de livros, não precisaria mais ganhar poeira no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Portugal.

A diretora do Centro de Memória e Informação admite: “Nosso preocupação é sumir (a correspondência) com um colecionador particular e não ficar público”. A casa não costuma entrar em leilões para aquisição de manuscritos, o que poderia desestimular as doações das famílias de autores brasileiros.

O jornalista e escritor Humberto Werneck, em sua coluna no “Estadão” (05/08), criticou o desinteresse da família e do Estado pelo acervo de João Cabral de Melo Neto: “Se me permitem um breve editorial em plena crônica, direi que considero um escândalo a obtusa naturalidade de quem, numa faxina em casa, se livra assim de documentos preciosos da nossa vida literária. Escandaloso também que, divulgada a notícia do leilão, não tenha havido uma corrida de instituições públicas das quais se espera empenho em preservar tamanhos tesouros, salvando-os, mais que da poeira, da insensibilidade de quem os vê como descartáveis papéis velhos.”

Desde a publicação do católogo, cresceu a procura pelo acervo de Cabral, segundo o leiloeiro Raul Barbosa. Outros objetos pessoais foram vendidos em leilões anteriores. Membro da Academia Brasileira de Letras, o poeta Lêdo Ivo ironiza: “Espero que as minhas cartas enviadas a João Cabral, que andam perdidas, apareçam no próximo leilão. Quero comprar!”.

O acadêmico foi um dos grandes amigos e correspondentes do poeta pernambucano, mantendo uma “amizade exemplar” de 1940 a 1999. “É muito esquisito. É uma das coisas mais acidentadas da história literária brasileira. A família tentou vender a biblioteca ao governo de Pernambuco, que não quis. Várias instituições não quiseram comprar. E acabou tudo num sebo, no Rio. Venderam até coisas fajutas, como um smoking. Ora, embaixador não usa smoking, usa fraque! E, na Academia, ele usava fardão. É tudo muito esquisito”, lamenta o escritor.

ago
07

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Fina Estampa

Chabuca Granda

Una veredita alegre con luz de luna o de sol
Tendida como una cinta con sus lados de arrebol
Arrebol de los geranios y sonrisas con rubor
Arrebol de los claveles y las mejillas en flor

Perfumada de magnolias rociadas de mañanita
La veredita sonríe cuando tu piel acaricia
Y la cuculí se ríe y la ventana se agita
Cuando por esa vereda tu fina estampa pasea

Fina estampa, caballero
Caballero de fina estampa
Un lucero que sonriera bajo un sombrero
No sonriera más hermoso
Ni más luciera caballero
Y en tu andar, andar, reluce la acera al andar, andar

Te lleva hacia los zaguanes y a los patios encantados
Te lleva hacia las plazuelas y a los amores soñados
Veredita que se arrulla con tafetanes bordados
Tacón de chapín de seda y fustes almidonados

Es un caminito alegre con luz de luna o de sol
Que he de recorrer cantando por si te puedo alcanzar
Fina estampa caballero quién te pudiera guardar

Fina estampa, caballero
Caballero de fina estampa
Un lucero que sonriera bajo un sombrero
No sonriera más hermoso
Ni más luciera caballero
Y en tu andar, andar, reluce la acera al andar, andar

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Chabuca e Caetano, almas gêmeas, mesmo sendo ela de Lima, no Pacífico, e ele de Santo Amaro da Purificação, no Atlântico.

(Postado por Vitor Hugo Soares)


Obama:abalado com violência interna

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O Presidente norte-americano, Barack Obama, disse que os EUA precisam, colectivamente, “pôr a mão na consciência” e tentar perceber como poderão reduzir os níveis de violência, após o segundo tiroteio no país em menos de um mês.

“Todos reconhecemos que este tipo de acontecimentos terríveis e trágicos estão ocorrendo com demasiada regularidade para que não ponhamos a mão na consciência e examinemos maneiras adicionais de redução da violência”, disse Obama esta segunda-feira num evento não relacionado com o recente tiroteio num templo sikh, perto de Milwaukee, Wisconsin.

Obama já prometeu, após este e o tiroteio de Aurora, Colorado, que irá trabalhar com organizações civis e com políticos para que se chegue a um consenso sobre a matéria, embora não tenha fornecido mais detalhes acerca do que pretende efectivamente fazer.

Durante a campanha eleitoral em que Barack Obama disputa a reeleição com o candidato republicano Mitt Romney, os assuntos abordados têm-se centrado mais nos temas económicos do que no controlo das armas existentes nos EUA.

Um tiroteio num templo sikh em Oak Creek, um subúrbio do estado norte-americano de Winconsin, causou este domingo sete mortos e três feridos graves. O autor dos disparos – um neonazi de 40 anos identificado como Michael Page – foi morto pela polícia.

Este tiroteio ocorre duas semanas após o massacre numa sala de cinema em Aurora, onde James Holmes, de 24 anos, disparou sobre as pessoas que assistiam à estreia do último filme da série Batman, causando 12 mortos e 58 feridos.

(Publicado no jornal PÚBLICO, de Lisboa)


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DEU NA COLUNA DE MONICA BERGAMO

VOLHA DE S PAULO

O ministro Joaquim Barbosa, relator do “mensalão do PT” no STF (Supremo Tribunal Federal), segue atento ao “mensalão mineiro”, que envolve líderes do PSDB. Ele pretende deter-se em providências que levem à rápida localização de testemunha considerada chave nas investigações e que tomou chá de sumiço em Minas Gerais.

*
PEDREIRA

Barbosa, que defendeu o desmembramento nos dois casos e foi voto vencido, acredita que o risco de prescrição no “mensalão mineiro” é até maior do que havia no “mensalão do PT”. E diz a interlocutores que, se no caso petista tudo quase sempre foi aprovado por unanimidade no STF, no mineiro as dificuldades foram maiores.

*

TEM MAIS

Ele também questiona a imprensa. Quando procurado por repórteres para falar do processo contra petistas, provoca, ao fim da entrevista: “E sobre o outro, vocês não vão perguntar nada?”. Recebe como resposta “sorrisos amarelos”. “A imprensa nunca deu bola para o ‘mensalão mineiro'”, diz ele.

ago
07
Posted on 07-08-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 07-08-2012


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Sid, no portal Metro1 (BA)

DEU NO BLOG POR ESCRITO, DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES

Foram só queixas e súplicas a audiência do governador Jaques Wagner com a ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil da Presidência da República, por causa de atrasos e indefinições em obras federais na Bahia: o aeroporto de Feira de Santana, o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste e a linha de transmissão de energia para fazer funcionar o parque eólico de Caetité.

Ao tomar essa providência e divulgá-la, o governador parece querer fazer valerem o peso da Bahia na federação brasileira e sua própria autoridade, talvez convicto de que pouco adiantou seu argumento de campanhas de que a “parceria” com o governo federal resultaria na ampliação de políticas públicas no Estado.

É um pouco tarde, como extemporâneo também é o apelo publicitário do governo estadual, até hoje, sobre o conjunto viário do aeroporto de Salvador, obra federal iniciada na gestão anterior e inaugurada, inconclusa, em dezembro de 2008. E se for necessário outro exemplo, está aí a Via Expressa, na qual o discurso oficial continua mamando.

Os objetos das reclamações de Wagner à ministra chegam a ser prosaicos. O aeroporto de Feira depende, segundo a imprensa, “apenas da assinatura de um termo de anuência entre o governo estadual e a União”, o que ela tentará resolver “até o fim do mês”. Quanto ao resto, prometeu “se informar sobre os motivos do atraso nas obras”. (Por Escrito)

Vídeo de Caetano Veloso em show em Salvador.
Imagens: Marcelo Villanova e Tasso Dourado

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Força Estranha

Caetano Veloso

Eu vi um menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor
Do caminho daquele menino…

Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada
E eu nunca passei…

Eu vi a mulher preparando
Outra pessoa
O tempo parou prá eu olhar
Para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada
Que nunca passou…

Por isso uma força
Me leva a cantar
Por isso essa força
Estranha no ar
Por isso é que eu canto
Não posso parar
Por isso essa voz tamanha…

Eu vi muitos cabelos brancos
Na fonte do artista
O tempo não pára e no entanto
Ele nunca envelhece…

Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada
É o pé e é o chão…

Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada
Vontade encoberta
E a coisa mais certa
De todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada
É o sol sobre a estrada
É o sol…

Por isso uma força
Me leva a cantar
Por isso essa força
Estranha no ar
Por isso é que eu canto
Não posso parar
Por isso essa voz, essa voz
Tamanha

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FELIZ TERÇA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2012.
BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

Lula entra na campanha

Ivan de Carvalho

Graças a Deus e à excelente medicina praticada no Hospital Sírio Libanês – tão diferente da praticada no Sistema Único de Saúde – o ex-presidente Lula está liberado por seus médicos, após os últimos exames ali realizados, para “fazer o que quiser”, segundo anunciou o médico pessoal Roberto Kalil.
E, no momento, fazer o que quiser significa principalmente, para Lula, fazer a campanha eleitoral, especialmente a do candidato do PT e seu a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o segundo poste que ele oferece à avaliação do eleitorado. O primeiro, como se sabe, foi assimilado pelos eleitores brasileiros em 2010 – a atual presidente da República, Dilma Rousseff.

Claro que a campanha eleitoral para as eleições de outubro próximo não se restringe a São Paulo. Há outras cidades paulistas importantes nas quais o PT tem grande interesse e algumas capitais estaduais de grande relevância para o projeto petista de permanência no poder. Belo Horizonte, Salvador, Recife integram esse grupo de capitais e nelas o PT está apostando alto, além de enfrentar, até o momento, forte desvantagem.

O ex-presidente da República – agora que está liberado para “fazer o que quiser, sem recomendações, apenas com bom senso”, como disse o médico – poderá certamente dar-se ao incômodo de vir a Salvador pedir pessoalmente votos para o candidato petista a prefeito, deputado Nelson Pelegrino, que de acordo com pesquisas eleitorais conhecidas tem motivos para estar muito aflito.

Se não estiver aflito – mesmo com toda a estrutura partidária e material que sustenta sua candidatura –, será talvez por ser um grande otimista, um discípulo de Pangloss, rivalizando com o saudoso reitor da UFBa, Albérico Fraga, de quem Otávio Mangabeira disse que era tão otimista que se passasse e visse uma casa pegando fogo, diria: “Ó, mas que casa bem iluminada!”

Bem, afinal novamente preparado para a guerra das gravações e, mais exigente, a guerra dos palanques, seria pessimismo demais imaginar que Lula não virá a Salvador para uma entrevista, uma reunião e um discurso – talvez em praça pública –, tudo encaixado na campanha de Pelegrino. Imagino ainda que, a depender das circunstâncias político-eleitorais, ele poderá vir duas vezes.

No momento, importante é que venha logo por primeira ou até por única vez, pois é agora que a campanha do candidato petista e mais 14 partidos aliados precisa de um empurrão, melhor, de uma catapulta para pegar embalo.

As coisas já estavam difíceis para a decolagem no fim da semana passada começou o julgamento do Mensalão, aparentemente tende a funcionar – é preciso esperar para conferir se será assim mesmo – como se pendurassem algumas toneladas de pedras na nave petista na hora da decolagem.

Mas, se foi o próprio PT que escavou a pedreira, paciência, ele que carregue as pedras.

A partir de ontem, apesar do simples fato de se estar falando em Mensalão o tempo todo – no boca a boca, nas emissoras, jornais, revistas, redes sociais da internet – ser um forte inconveniente para o PT e aliados, em todo o país, haverá por uns dias um redução do peso das pedras. É que os advogados de defesa é que estarão com a palavra e como são muitos os réus e cada um deles será defendido durante uma hora por seu advogado, isso vai durar toda a semana e até poderá invadir a próxima.

Mas depois vem o julgamento. E aí, sabe Deus o que vai acontecer.

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