==============================================-
Abigail:o significado do nome é “alegria dos pais”. Mas Abigail Soares Marques, que faz aniversário neste sábado, 4 de agosto, é muito mais. Alegria e orgulho também do irmãos, do marido Jorge, das duas filhas queridas, dos amigos…

Tim Maia, o cantor preferido, canta especialmente para ela no Bahia em pauta nesta data especial para todos nós.

Parabéns, Biga querida, beijos e toda felicidade do mundo parta você.

(Hugo , Margarida e Olívia, pelo afeto e pelo Bahia em Pauta)


Neymar marca de penalti contra Hoduras
==================================================

A seleção brasileira esteve por duas vezes atrás no placar, mas superou os sustos e venceu Honduras por 3 a 2, neste sábado, 4, no Saint Jame”s Park, em Newcastle, pelas quartas de final da Olimpíada. Depois de eliminar a badalada Espanha na primeira fase, os hondurenhos mostraram mais uma vez que são especialistas em surpreender os favoritos. Com um jogador a mais desde o primeiro tempo, a equipe de Mano Menezes precisou de uma boa atuação de Leandro Damião, autor de dois gols, para garantir a sexta participação brasileira em semifinais olímpicas.

O adversário da seleção pela vaga na final sairá do confronto entre a anfitriã Grã-Bretanha e a Coreia do Sul, que será disputado ainda neste sábado, em Cardiff. Seja qual for seu rival, o Brasil definirá sua vida nos Jogos de Londres na terça-feira, às 15h45 (de Brasília), no estádio Old Trafford, em Manchester.

A ironia é que a seleção poderia ter se livrado dos sustos em cinco minutos. Foi o tempo suficiente para que Damião e Oscar perdessem logo de cara duas chances claras de abrir dois gols de diferença. A primeira delas veio aos 30 segundos, quando o camisa 9 ganhou uma disputa pelo alto e saiu na cara do goleiro Mendoza, mas bateu para fora. Logo depois, Oscar recebeu de Neymar na marca do pênalti e carimbou a zaga.

O castigo pela falta de pontaria veio rapidamente. Os hondurenhos deram as caras no ataque somente aos 12 minutos, mas foram fatais. Figueroa dominou mal um passe na entrada da área e a bola sobrou caprichosamente para Martinez acertar um belo chute de primeira, no ângulo de Gabriel, que ganhou a vaga de Neto no gol brasileiro.

O problema para Honduras é que o lateral Crisanto, que já havia cometido seis faltas no jogo, entrou forte em Hulk e Neymar num intervalo de um minuto. Ganhou dois cartões amarelos, consequentemente um vermelho, e ainda uma bela bronca do técnico Luis Suárez na saída de campo. Espaço era o que o Brasil mais precisava. Aos 37, Hulk recebeu na área, foi à linha de fundo e cruzou; Damião se aproveitou da indecisão dos zagueiros e empatou, de carrinho. Logo em seguida, Mano decidiu se precaver de uma eventual compensação da arbitragem e trocou Sandro, que já tinha amarelo, por Danilo.

Quando se imaginava um segundo tempo mais tranquilo por conta da superioridade numérica brasileira, nova surpresa. Logo aos 2 minutos, Espinoza bateu rasteiro da entrada da área, Gabriel demorou para cair e viu a bola morrer na rede. A sorte do Brasil é que a reação foi instantânea. Um minuto depois, o árbitro alemão Felix Brych marcou pênalti duvidoso de Velásquez sobre Damião. Neymar cobrou no ângulo direito e comemorou seu terceiro gol na Olimpíada.

Os hondurenhos marcavam forte, e a torcida inglesa começou a se impacientar com as quedas dos brasileiros. Neymar, o “símbolo” das supostas simulações, passou a ser vaiado a cada toque na bola. Mas, concentrado, a seleção ignorou a reação das arquibancadas e virou o jogo com Damião, que recebeu do próprio Neymar na área, girou sobre a zaga e bateu no canto direito, aos 14.

A partir daí o jogo ficou travado. Honduras só ameaçou nas saídas de gol do inseguro Gabriel, e o Brasil não melhorou nem mesmo com a entrada de Lucas no lugar de Hulk. Só não se pode dizer que a tranquilidade reinou no gramado do Saint Jame”s Park porque Rômulo, Damião e Marcelo também receberam cartões amarelos e Espinoza foi expulso e saiu de campo como herói, aplaudido pela torcida.


=============================================


CRÔNICA

Prelúdio para Gabriela e Zé Dirceu

Janio Ferreira Soares

Talvez os mais jovens não saibam, mas houve um tempo em que as músicas das trilhas sonoras das novelas eram previamente encomendadas a determinados compositores, que recebiam dos autores um resumo do que iria acontecer durante as tramas e aí criavam temas exclusivos para acompanhar personagens e situações. Foi assim em 1975, quando foi lançado o LP com as belas canções da primeira versão de Gabriela, que acertadamente foram mantidas na atual reedição – quando nada, para conservar um pouco da essência analógica das impagáveis criações que nasceram através das teclas da velha Remington do nosso gênio Amado.

E como é bom ouvir outra vez o som cheio do piano abrindo espaço para os primeiros versos de Coração Ateu, belíssima composição de Sueli Costa, que escolta o romance de Mundinho e Gerusa, cujos acordes tanto podem despertar a ira do Coronel Ramiro, quanto à curiosidade de minhas filhas em querer saber “de quem é essa música tão linda, pai?”, como também me trazer de volta certos cheiros e circunstâncias que só as grandes canções têm o poder de resgatar.

Pena que agora os frequentadores do Bataclan e do Vesúvio sofrerão uma concorrência, no mínimo, desleal. Trata-se do julgamento dos réus do mensalão, que promete lances dignos dos melhores folhetins. E aí eu fico pensando em como seria se os próprios acusados pudessem escolher a sua trilha sonora.

– Senhor José Dirceu, o senhor já escolheu o seu tema?

– Meritíssimo, vou de Tim Maia; Réu Confesso e Vale Tudo.

– E o senhor, seu Roberto Jefferson? Jefferson, para ser coerente com seus instintos mais primitivos, talvez optasse por Depois da Queda, o Coice, do Paralamas. Enquanto isso, um arrependido Bispo Rodrigues apelaria para Um Milagre, Senhor, com Nélson Ned, e Marcos Valério ficaria com outro Nélson, o Gonçalves, e as sugestivas Hoje Quem Paga Sou Eu e Nem às Paredes Confesso. Longe dali, de bengala, chapéu, bigode e óculos escuros, Luiz Inácio está parecidíssimo com o Cego Aderaldo. No jeitão, na rima das derradeiras sílabas e na esperteza.

Janio Ferreira Soares, cronista baiano, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, na tríplice divisa do Rio São Francisco.

—————————————————


http://youtu.be/wZu0GCqQvjM

============================================
Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida

Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara – 12 Ritmos Brasileiros

PHONODISC 1976 (Gravação original – CONTINENTAL 1959)

Música – “Dora” (Dorival Caymmi)
———————————————————————-
Obrigado, poeta Luiz Fontana. Bahia em Pauta acata e aplaude com entusiasmo (e saudade) a sugestão.

Salve Severino Araújo. Eternamente!!!

(Vitor Hugo Soares)

ago
04
Posted on 04-08-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-08-2012


====================================================
Aroeira, hoje, no jornal O Sul (RS)


Barbosa e Lewandowski:choque de princípios no Supremo

================================================

ARTIGO DA SEMANA

O Passional Cívico do Supremo

Vitor Hugo Soares

A expressão do título destas linhas de opinião é tomada de empréstimo ao saudoso Raimundo Reis, no texto de um dos cronistas maiores do cotidiano da Bahia e do País, sobre um daqueles apaixonados torcedores bissextos que aparecem a cada disputa de Copa do Mundo. Aqui, no entanto, serve para definir a imagem e atuação de um magistrado nesta primeira semana de agosto, na abertura do julgamento dos réus do caso Mensalão.

“Passional cívico” casa perfeitamente com o perfil e a definição do desempenho do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, que salvou do engodo e da apatia – com sua implacável e indignada reação ética – o espetáculo de abertura do julgamento dos quase 40 acusados no polêmico e explosivo processo.

Na tarde de quinta-feira (2), país na frente da tela da TV. A atenção dividida entre os jogos olímpicos de Londres e o torneio jurídico, político e midiático em Brasília. No plenário do STF, tudo parecia caminhar para o mais indesejável.

“Um espetáculo de quinta (categoria)”, como definiu irritada ao meu lado minha mulher, também jornalista, ao receber telefonema da irmã impaciente e mais brava ainda diante do que estava vendo e ouvindo em sua casa, em Salvador, na transmissão direta do palco dos ilustres juristas .

Margarida (também formada em direito) tentava conter sua fúria pessoal e acalmar a irmã do outro lado da linha. Falava sobre a previsível questão de ordem levantada (mal iniciada a sessão), pelo advogado e ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em defesa do desmembramento dos processos acusatórios contra os 38 réus, na hora H de começar o julgamento.

Manobra ladina, de aplicação comum por figurões do direito nos tribunais de província -, mas visivelmente precária tentativa de um dos mais caros e requisitados defensores de gente de poder, fama e dinheiro no Brasil, de jogar areia no ventilador e confundir os ministros do mais vistoso e importante fórum de justiça do Brasil.

A manobra do advogado dos réus do Banco Rural no Mensalão, entretanto, foi surpreendentemente apoiada de pronto por um dos nomes mais pomposos e acatados entre seus pares no STF: o ministro Ricardo Lewandowski.

Como se não bastasse o simples e estranho acatamento efusivo à tese de Bastos, o ministro sacou do bolso da toga (esta é apenas uma figura de retórica, esclareço) longo, enviesado e cansativo parecer para justificar a injustificável e já superada tese.

Era essa a causa principal do espanto e dos muxoxos de incômodo no plenário, na sede do Supremo, no Distrito Federal. E da irritação manifestada até com impropérios, que se espalhava pelas redes sociais no resto do país como faísca lançadas por ouvintes irados diante das imagens, enquanto o ministro Lewandowski destrinchava o seu interminável arrazoado.

Mas veio do ministro Joaquim Barbosa, caprichoso e eficiente relator do caso Mensalão, a mais ética e indignada reação. Diante da proposta do advogado famoso e do inesperado voto de apoio de seu colega e revisor do montanhoso processo, o ministro Barbosa foi direto ao ponto, sem meias palavras ou filigranas da retórica habitual nos tribunais.

“Nós precisamos ter rigor no fazer das coisas no País. Eu não vejo razão (para o desmembramento do processo unificado) e me parece até irresponsável voltar a discutir esta questão”, reagiu o relator, ao votar contra a proposição de Thomaz Bastos.

Mas o ministro Barbosa seria ainda mais duro ao se opor ao apoio à tese do advogado, partida do ministro que o acompanhara mais de perto e com quem dialogara mais direta e francamente por mais tempo, durante os tensos e desgastantes quase dois anos de preparação do gigantesco processo.

Mal comparando (ou bem?) era lancinante e dolorida como a punhalada inesperada da tragédia shakespeariana. Era o golpe partido de quem menos se espera e de quem mais se confia. Era como se o parceiro tentasse jogar na lixeira tudo que fora arduamente construído em conjunto, para começar tudo de novo.

Com nervos e emoção à flor da pele, o firme e destemido jurista mineiro lembrou tudo isso em breves e candentes palavras, para arrematar com a sentença mais exemplar da abertura do tão aguardado julgamento:

“Isso me parece deslealdade”, questionou Joaquim Barbosa a Ricardo Lewandowski. Palavras de firmeza de caráter e dignidade profissional, que repercutiram intensamente no placar elástico da derrubada da questão de ordem levantada por Thomaz Bastos: 9 a 2.

Palmas para o Relator (com R maiúsculo) no começo do espetáculo. Próximos capítulos a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

==============================================


OPINIÃO POLÍTICA

O primeiro debate

Ivan de Carvalho

O modelo engessado e já tradicional do debate de sexta-feira à noite na TV Bandeirantes entre os seis candidatos a prefeito de Salvador não chegou a apresentar novidades importantes em termos de planos e propostas para a cidade, apenas algumas coisas pontuais.

Um rápido apelo à memória do repórter traz apenas uma proposta objetiva de relevância maior. Foi feita pelo candidato democrata ACM Neto – a implantação de quatro “centralidades” na cidade, cada uma com sua “prefeitura”, vale dizer, sub-prefeitura, de modo a vivificar essas áreas, que ele discriminou. Cajazeiras, o subúrbio (ferroviário), o centro antigo da cidade e a orla atlântica.

No mais, como bem assinalou, com alguma insistência – por se tratar de algo relevante, verdadeiro e que vem ao encontro de sua estratégia eleitoral – o candidato do PMDB, Mário Kertész, a cidade chegou a um estágio que não permite muita diferenciação em relação ao que cada candidato pode dizer que fará se chegar ao cargo de prefeito.

Todos dizem, todos vão dizer mais ou menos as mesmas coisas, quanto às propostas e planos. “O que vai diferenciar é a capacidade administrativa, a experiência e a capacidade de liderança”, insistiu o peemedebista.

Ora, capacidade de liderança social e de uma equipe no nível adequado para governar uma cidade como Salvador não são muitos, entre os seis, que demonstraram, até o momento. Somente dois ou três. Dois, mais provavelmente. Mas quando fala de capacidade administrativa, Kertész aponta mais para ele, pois ACM Neto e Pelegrino ainda não tiveram oportunidade para uma demonstração. E afina mais ainda a peneira quando fala em experiência.

Não se pode confundir falta da experiência que Kertész notoriamente tem com incapacidade, replicariam, com razão, os outros, se não se preocupassem em não focar o debate sobre quanto vale a experiência. Mas deixaram passar batido, porque debate focado nesse item beneficiaria o duas vezes ex-prefeito, ex-secretário de Planejamento do Estado, executor da implantação do Centro Administrativo da Bahia, entre outras coisas.

Registre-se, para não passar em branco, que Hamilton Assis, candidato do Psol (Partido Socialismo e Liberdade), apresentou como proposta-mãe para sua gestão a “desprivatização da prefeitura”, partindo ele da premissa de que a prefeitura está servindo a setores e interesses privados e isto a impede de servir ao interesse público. Ele quebrou o paradigma do debate com essa tese e, como não vai ser eleito prefeito, está pondo em discussão uma questão que, se ele não o fizesse, outros não fariam. Aliás, no próprio debate da Bandeirantes nenhum de seus concorrentes discutiu esta sua proposta de “desprivatização”.

Entretanto, o debate teve uma parte que poderíamos chamar de deseducação democrática, portanto contrária à democracia, quando se quis vender aos eleitores a idéia de que o alinhamento com os governos federal e estadual (ou pelo menos com um deles) é fator essencial para a realização de uma boa gestão na prefeitura da capital, uma metrópole de três milhões de habitantes que merecem e têm direito ao respeito de suas lideranças políticas e dos governos estadual e federal, não importa quem esteja à frente desses governos.

Essa idéia, que um dos candidatos, ACM Neto, caracterizou como sugestiva de chantagem sobre o eleitorado, não é nova. É antiga, vem sendo usada há décadas em muitas eleições, mas ou a democracia brasileira está paralisada no tempo ou avança. E, neste último caso, já passa da hora de aposentar idéia tão infeliz e politicamente autoritária e brutalizante.

============================================


O maestro Severino Araújo, que comandou a Orquestra Tabajara, morreu, nesta sexta-feira (3), no Rio de Janeiro. Ele tinha 95 anos e teve falência múltipla dos órgãos provocada por uma infecção urinária.

Severino estava internado no hospital Ipanema Inn, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O sepultamento será neste sábado (4), às 12h, no cemitério São João Batista, em Botafogo, informou o site do jornal carioca O Globo.

Ele deixa quatro filhos. Há cinco anos, ele foi substituído no comando da orquestra pelo irmão, Jayme Araújo, que confirmou a morte de Severino para a imprensa.

A Orquestra Tabajara foi a mais requisitada para bailes. Além dos discos, seus músicos gravavam acompanhamentos para diferentes cantores e cantoras. Em 2005, lançou o primeiro DVD, gravado nos estúdios da Rádio Nacional.

A orquestra surgiu por volta de 1933, ainda sem o nome de Tabajara. Com o passar do tempo, ganhou essa denominação e ganhou fama, animando bailes na Paraíba.

Severino naceu no dia 23 de abril de 1917, em Limoneiro, em Pernambuco. Regente, instrumentista, clarinetista, compositor, ele era filho de um professor de música e regente da banda. O maestro começou a estudar música com ele aos seis anos e, aos oito, tornou-se seu assistente. Com 12 anos, já tocava clarinente. Aos 16, iniciou a carreira artística fazendo arranjos para a banda da cidade. Sua fama espalhou-se e, em 1936, passou a integrar como clarinetista a banda da Polícia de João Pessoa (PB).

Em 1937, foi contratado como primeiro clarinetista e, logo em seguida, regente da Orquestra Tabajara. Seu primeiro sucesso popular foi Um Chorinho em Aldeia (1943). Em 1944, chegou ao Rio de Janeiro para trabalhar na Rádio Tupi. Nesse mesmo ano, gravou os primeiros discos na Continental. Severino gravou mais de 100 discos entre 78 rpm e LPs. Em 2003, no aniversário de 70 anos da Orquestra Tabajara, regeu o baile de número 13.644 da orquestra. Em 2004, com a reabertura do Circo Voador, na Lapa, no Rio de Janeiro, voltou a reger a orquestra na tradicional Domingueira voadora.

(Com informações do Terra/Fuxico)

  • Arquivos