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Alô Regina, nas margens da maravilhosa baia de San Francisco(Ca). A canção é de todos, a palavra é sua.

BOA NOITE A TODOS!!!

(VHS)

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Comentários

regina on 1 agosto, 2012 at 13:04 #

As Time Goes By

You must remember this
A kiss is still a kiss
A sigh is just a sigh
The fundamental things apply
As time goes by
And when two lovers woo
They still say I love you
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by

Moonlight and love songs never out of date
Hearts full of passion, jealousy and hate
Woman needs man
And man must have his mate
That no one can deny

It’s still the same old story
The fight for love and glory
A case of do or die
The world will always welcome lovers
As time goes by

Enquanto O Tempo Passa

Você deve se lembrar disto
Um beijo ainda é um beijo
Um suspiro é somente um suspiro
As coisas fundamentais se aplicam
Na medida em que o tempo passa
E quando dois amantes namoram
Eles ainda dizem eu te amo
Nisso você pode confiar
Não importa o que o futuro traz
Enquanto o tempo passa

Luar e canções de amor nunca fora de moda
Corações cheios de paixão, ciúme e ódio
Mulher precisa de homem
E o homem deve ter sua companheira
Isso ninguém pode negar

É ainda a mesma velha história
A luta por amor e glória
Um caso de fazer ou morrer
O mundo sempre dará boa-vindas aos amantes
Enquanto o tempo passa

Alô Hugo, já mandei essa tradução antes para o BP quando celebramos os 70 anos do filme “Casa Blanca”, mas, ai vai denovo…. A música, você e os amigos do BP merecem!!!! Abraços!


Claudio Leal on 2 agosto, 2012 at 0:42 #

Deixo aqui uma bela crônica de Sebastião Nery sobre essa canção e a história que ela inspira.
Abraços!

Quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Mussolini não passou
Sebastião Nery

Nunca uma mulher foi tão bela no cinema quanto Ingrid Bergman em “Casablanca”. Nunca, no cinema, uma canção saiu tão maravilhosa de um piano quanto “As Time Goes By” dos dedos do negro Sam. Nunca um olhar foi mais fascinante na historia do cinema do que o de Ingrid Bergman para Humphrey Bogart, entrando no “Rick” de Marrocos.

Pois essa historia houve, de verdade. Não bem assim, mas quase assim. O dono dessa eterna história de amor e guerra, resistência e liberdade, que fez de “Casablanca” um dos três mais citados em todas as listas dos melhores filmes, existiu e o conheci. Morreu em Roma em abril de 1991, com 92 anos.

O filme, todos o vimos. Um tcheco, Victor Lazlo, guerrilheiro, líder antinazista, caçado por Hitler na Europa inteira, chegou a Casablanca com a mulher, para conseguirem passaportes e fugirem, porque Marrocos ainda era francês, embora os alemães, ocupando a França, também lá estivessem.

***
INGRID

O tcheco vai com a mulher, a luminosa e doce Ingrid Bergman, ao cassino para um encontro, atrás de passaportes falsos. No piano, um negro. A mulher de Lazlo o reconhece : – “Sam, toque aquela canção”. Ele diz que o patrão proibiu. Ela insiste. De repente aparece o dono do cassino, Rick, o elegante Humphrey Bogart, cigarro nos dedos, e ordena: – “Toque”.

Ele toca “As Time Goes By” (“Enquanto o Tempo Passa”). Os dois tinham sido namorados em Paris, até a ocupação alemã, quando fugiram, cada um para seu lado, e agora ela era a mulher do líder tcheco. Tiros, mortes, invasão do cassino e uma arrepiante “Marselhesa” cantada de pé.

Depois de noites desesperadas, acabam os dois, o tcheco e a mulher, fugindo para Lisboa em um velho avião, com passaportes arranjados por Rick, que, ajudado por um oficial francês, matou o comandante militar alemão, que foi ao aeroporto impedir a fuga. No cassino, Sam tocava “As Time Goes By”.

***
GUERRILHEIRO

Este é o filme. Na vida, foi um pouco diferente, mas também fascinante. Randolfo Pacciardi (nasceu em 1889), jornalista, advogado e guerrilheiro, não era tcheco, era italiano. Em 1923, interrompeu um comício de Mussolini na Praça Veneza, e o já quase ditador o chamou de “advogadozinho idiota”.

Quando Mussolini tomou o poder, Pacciardi foi para Paris. Em 1936, estourou a Guerra Civil espanhola, com Hitler e Mussolini apoiando Franco. Foi para a Espanha, fundou a “Brigada Garibaldi”, com André Malraux, Hemingway, o brasileiro Apolônio de Carvalho, outros. Combateu Hitler na França e Mussolini na Italia. De lá, lutou na África (Argélia) com De Gaulle. E acabou em Marrocos com a divina Ingrid Bergman, dentro de um filme.

***
MARROCOS

Perseguido pelos alemães e italianos, Pacciardi internou-se em um hospital de Marrocos para operar-se, embora não estivesse sentindo nada. O médico negou-se a operá-lo e acabou descobrindo tudo. Francês, amigo do comandante francês, levou Pacciardi para casa, arranjou-lhe um passaporte falso (ele era Renné Pigot) e o embarcou no navio português “Serpa Pinto”.

No navio, Pacciardi reencontrou, também fugindo de Hitler e Mussolini, e também com passaporte falso, uma antiga namorada da juventude em Paris, agora mulher do também antinazista Mendes France, mais tarde primeiro-ministro da França, e que lutara na resistência com De Gaulle, na África. Em Nova York, conheceu Michael Curtiz, diretor de cinema de Hollwood, contou-lhe sua historia. Curtiz chamou um roteirista e nasceu “Casablanca”.

***
SENADOR

Acabada a guerra, Pacciardi volta à Itália, funda o jornal “La Voce Republicana”, ajuda a criar o Partido Republicano, elege-se para a Assembléia Constituinte e com Saragat torna-se vice-presidente do Conselho, no governo democrata-cristão de De Gaspari. E ministro da Defesa de 1948 a 53.

Em 1990, em Roma, o conheci já velhinho, senador vitalício, com 91 anos e lançando as memórias – “Cuore da Battaglia”- onde conta sua historia de “Casablanca”. Morreu em abril de 91. Eu ainda estava lá como adido cultural. O tempo acabou iluminando o passado de um bravo lutador que não desaparecerá enquanto no cinema Ingrid Bergman fugir com ele, e Sam tocar, nos pianos do mundo, “As Time Goes By”, “a canção do tempo que passa”.

Infelizmente, o que não passa é o fascínio da Itália por Mussolini. A força de Berlusconi é porque o italiano o acha o sucessor de Mussolini, físico e moral. Daí por que há 20 anos Berlusconi sai dos governos desmoralizado e volta sempre eleito pelo povo, para repetir suas cafajestadas e ladroagens.


Gracinha on 2 agosto, 2012 at 15:37 #

Maravilha de crônica! verdadeiro presente que Claudio nos apresenta e que tenho o Prazer de ler, neste momento de suspenso no STF, com votação de questão de ordem, apresentada sobre desmembramento do caso mensalão e sem a menor motivação para acompanhar o voto escrito do Ministro Lewandowski. Acertada mudança de foco. Valeu!!!


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