DEU NO IG

Ricardo Galhardo –

iG São Paulo

O Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal quebra do sigilo fiscal da empresa Night and Day Promoções Ltda., pertencente ao líder na disputa pela prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno (PRB). A quebra de sigilo faz parte de um inquérito no qual Russomanno é investigado pelo suporto crime de peculato (desvio de dinheiro público).

O candidato é acusado de usar verbas do gabinete na Câmara Federal para pagar os salários de uma funcionária da Night and Day, Sandra de Jesus Nogueira, entre 1997 e 2001.

Em sua defesa, Russomanno alega que Sandra trabalhava em seu escritório político em São Paulo, localizado no mesmo endereço da empresa, e eventualmente ajudava de maneira informal na administração da Night and Day.

No entanto, a secretária continuou contratando e demitindo funcionários da empresa, assinando recebimento de talões de cheques, contratos de publicidade e até baixa em carteira de trabalho de trabalhadores demitidos quando já era contratada da Câmara, embora não tivesse nem sequer uma procuração do deputado.

A própria Sandra, em depoimento, desmentiu o deputado dizendo que “permanecia em uma casa nos fundos (onde funcionava a empresa) e o pessoal da Câmara ficava na frente”.

Na defesa, Russomanno alega também que a empresa ficou desativada entre 1998 e 1999. Além de corroborar a tese de que Sandra não era funcionária da Night and Day, a afirmação é usada como justificativa para o fato de a secretária ter sido demitida em 1997 pela empresa e imediatamente contratada pela Câmara como secretária parlamentar de Russomanno. O candidato disse em depoimento que indicou a contratação de Sandra pelo gabinete para ajudá-la em um processo de adoção.

“A nomeação para tal cargo se fez pois como a empresa se encontrava sem faturamento fui obrigado a demiti-la. Por se tratar de uma boa profissional e de confiança não queria perdê-la e a indiquei para exercer a função de secretária parlamentar. Além disso, na mesma época incentivava Sandra a adotar uma criança e a mesma tinha acabado de ganhar a guarda de um bebê. Se ficasse sem emprego, o juiz não autorizava a adoção (…) Lembro-me ainda que depois do horário de expediente ela me ajudava prestando alguns serviços para a produtora. Ainda com o intuito única e exclusivamente de ajudar assinou declaração em data que me encontrava em Brasília, mesmo sem procuração”, diz um trecho do depoimento de Russomanno ao MPF.

O objetivo da quebra de sigilo fiscal é verificar se a Night and Day realmente estava inativa na época da contratação de Sandra pela Câmara. Embora Russomanno tenha dito que não havia faturamento na época, o MPF encontrou junto à Secretaria de Finanças do município autorizações para emissão de notas fiscais em janeiro de 1997, agosto de 1998 e julho de 2003, recebeu auto de infração tributária relativo ao período entre 1994 e 1999 e recolheu ISS nos anos fiscais de 1997, 1998, 2000 e 2001.

Para o MPF, estes são indícios de que a defesa mentiu ao dizer que a empresa esteve inativa.

No ofício 440/2012 encaminhado no dia 21 de junho 10ª Vara Federal do Distrito Federal, o procurador da república Vinícius Fermino argumenta que “o objetivo dessas informações fiscais foi evidenciar se a dita empresa estava ou não em atividade no período em que praticados os fatos imputados na denúncia, sendo que os dados obtidos se põem no sentido de que a empresa não estava paralisada (…) estrutura de uma das principais teses da defesa”.

Russomanno disse ao iG , por telefone, que já colocou à disposição do MPF os sigilos fiscal e bancário da Night and Day. Ele disse que o movimento financeiro da empresa na época era ínfimo, insuficiente para pagar as despesas básicas, e defende rapidez no trâmite do inquérito. “Não aguento mais falar disso toda vez que disputo uma eleição. Quero terminar isso logo”, afirmou.

Segundo ele, o surgimento neste momento de novas informações sobre a acusação de peculato é uma reação ao seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto. “Já estou no meio desse tiroteio. Todas essas histórias são requentadas”, afirmou.

Segundo Russomanno, na época da contratação de Sandra os parlamentares ainda não tinham direito à verba de gabinete e era natural instalar escritórios políticos nas sedes de empresas dos parlamentares. “Na verdade, quem me deve dinheiro é o poder público. Atendi mais de 70 mil pessoas gratuitamente naquele período”, disse ele.

Russomanno disse também que devolveu R$ 727 mil em gastos de gabinete aos cofres do governo, dos quais mais de R$ 200 mil são referentes a passagens aéreas.


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Valeu ter vivido (intensamente no TCA) esta noite na Bahia, para jamais esquecer.

Que venha o encontro no palco do Rio.

Bom final de agosto

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

POR CLAUDIO LEAL

Primavera Carioca é o nome do show liderado pelo compositor Caetano Veloso, em 11 de setembro, às 21h, no Oi Casa Grande, para arrecadar dinheiro para a campanha do candidato do PSOL à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo. No palco, ele contará com as participações especiais de Chico Buarque e do Trio Preto + 1.

Em seu site, o músico afirma que tomou “a decisão pessoal e cidadã de doar a bilheteria do show para a campanha de Marcelo Freixo”. Quarenta anos depois das clássicas apresentações no Teatro Castro Alves, em Salvador, Chico e Caetano voltam a dividir o palco – desta vez, no Rio e por razões políticas, em torno de um mesmo candidato, numa rara convergência das opções eleitorais dos dois artistas.

“Essa campanha se ampara no empenho dos que sabem de sua relevância, já que não conta com muito tempo na TV nem tem o apoio dos poderosos. Considero acontecimento de grande significação que Chico Buarque e eu estejamos pela primeira vez atuando na campanha de um mesmo candidato, o que também prova o significado único da candidatura de Freixo”, declarou Caetano, que antecipa: o colega vai cantar “um clássico da canção brasileira como nunca ninguém viu ao vivo”.

Na pesquisa Datafolha divulgada em 29 de agosto, Freixo registrou apenas 13% das intenções de voto, enquanto o prefeito Eduardo Paes (PMDB) sustenta uma ampla liderança, com 53%. Além de Chico e Caetano, o candidato do PSOL já recebeu o apoio de Gilberto Gil, Milton Nascimento, Djavan, Marisa Monte, Dira Paes, Paula Lavigne, Camila Pitanga, Wagner Moura, entre outros artistas. A expectativa é de que o show “Primavera Carioca” renda também visibilidade para a campanha socialista.

ago
31
Posted on 31-08-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-08-2012


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Sponholz, hoje, no Jornal da Manhã (PR)

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OPINIÃO POLÍTICA

Governo e eleições

Ivan de Carvalho

Nas quarenta maiores cidades da Bahia, o desgaste do governo do Estado é grande. Este é um dado técnicamente apurado. Mas não chega a ser uma surpresa. O olhômetro dos políticos já havia detectado o fenômeno, ainda que sem a precisão estatística agora disponível nos bastidores.

Desgaste grande do governo, para que se seja exato, significa queda muito expressiva da avaliação do desempenho do Executivo estadual, o que a rigor não significa – ainda que possa guardar um paralelismo – com a popularidade pessoal do governador Jaques Wagner.

Outra ressalva cabível é a de que avaliação do governo não se confunde com situação eleitoral dos partidos governistas ou mesmo do principal partido governista, o PT. Mais uma vez, no entanto, há que registrar uma tendência de paralelismo entre uma coisa e outra, de uma maneira geral, naturalmente sempre respeitadas as especificidades de cada município.

O forte desgaste do governo registrado nesse estrato das quarenta maiores cidades da Bahia tem causas bem conhecidas, algumas de longo prazo, outras mais recentes. No longo prazo há que registrar a questão da insegurança pública – crítica em todo o estado, mas pior na região metropolitana de Salvador e em muitas das cidades maiores do interior – e as brutais insuficiências do sistema público de saúde. A insegurança pública é uma responsabilidade básica do Estado federado, tendo os municípios uma função residual e a União responsabilidade essencial que não assume. O sistema público de saúde é responsabilidade das três esferas – federal, estadual e municipal.

Os fatores mais recentes de desgaste foram a greve na Polícia Militar, a greve dos professores estaduais e, no interior, também o despreparo do poder público para o enfrentamento do fenômeno da seca, que vem se manifestando de maneira radical. A isto devem-se acrescentar dificuldades orçamentárias do Estado da Bahia.

A proximidade das eleições de outubro está levando o governo a reagir, intensificando notoriamente a propaganda institucional, enquanto faz aprovar, na Assembléia Legislativa, autorizações para grandes empréstimos, anunciando projetos e obras. Os projetos não serão executados até outubro, as obras na maioria, nem serão iniciados e não dará tempo para receber o dinheiro dos empréstimos, muito menos para gastá-lo. Mas o conjunto dessa reação tende a reduzir parte do desgaste sofrido pelo governo.

Na questão eleitoral, além do que foi dito nas linhas precedentes, há ainda que considerar que a campanha eleitoral pode alterar de modo importante situações hoje existentes nas cidades maiores, inclusive melhorando a situação do governo. Ou não. Nas médias e principalmente nas pequenas cidades, para onde parece estar rapidamente migrando o eleitorado governista, o governo tem os instrumentos para manter ainda por bastante tempo a predominância.

Em Salvador as dificuldades do governo são conhecidas, em Feira de Santana, segundo colégio eleitoral da Bahia, vence o DEM, no terceiro colégio, Vitória da Conquista, o PT mantém a prefeitura. Em Itabuna, o PT pode vencer, mas está mais para o DEM. Em Barreiras há uma tendência para o PMDB, em Alagoinhas o PT, com o deputado Joseildo Ramos, tende a perder para o atual prefeito, Paulo César. Em Irecê, o prefeito petista Zé das Virgens dificilmente se reelege contra o deputado Luizinho Sobral, do PTN. Em Candeias, está complicado para todo mundo. Em Lauro de Freitas, tendência favorável ao PT, mas eleição dura contra o PP. Em Camaçari, o PT tem máquina azeitada e favoritismo, mas não certeza. Teixeira de Freitas e Itapetinga, mais dois problemas. Claro, o espaço não dá para ir até à quadragésima cidade.

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Comentário para este clip no You Tudo, do ouvinte que assina Yokanann:

“Como ja disse Chico Buarque: …” Elizeth, voz de? mãe, e mãe de todas as cantoras do Brasil.”

Palmas também para o revolucionário Zimbo Trio.

Adeus, Agosto!!!. Boa sexta-feira para todos!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO ESTADÃO

Vera Rosa

De O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Depois de receber nesta quinta mais uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF), desta vez por lavagem de dinheiro, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) decidiu renunciar à candidatura a prefeito de Osasco e foi obrigado a aceitar o vice da chapa, Jorge Lapas, como seu substituto. A decisão deverá ser comunicada oficialmente nas próximas horas.

Abatido e emocionado, o deputado disse a correligionários, em reuniões ao longo do dia, que foi injustiçado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), vítima do que o PT chama de “farsa” do mensalão, e admitiu não ter condições de levar adiante a candidatura.

Mesmo assim, ele pretendia escolher outro nome para substituí-lo. Avaliava que o também petista Jorge Lapas, ex-secretário municipal de Obras e de Governo, não era conhecido do eleitorado nem tinha densidade política. Mas sofreu uma derrota em seu próprio partido e não teve escolha.

Na prática, a resistência de João Paulo a ceder a vaga para Lapas refletiu uma queda de braço com o prefeito Emídio de Souza. Uma briga entre criador e criatura. Emídio assumiu a Prefeitura de Osasco em 2005 – indicado por João Paulo, então presidente da Câmara – e está no segundo mandato.

No ano passado, o prefeito chegou a dizer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o candidato à sua sucessão deveria ser Jorge Lapas. Alegou que João Paulo era réu no processo do mensalão e que, se condenado pelo Supremo, o PT poderia perder a Prefeitura.

O deputado, porém, não acreditava que a Ação Penal 470 fosse julgada neste ano. Além disso, tinha convicção de que seria absolvido. Por maioria de votos, no entanto, o STF condenou João Paulo por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Até mesmo o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos foi consultado sobre quais deveriam ser os próximos passos de João Paulo. “Ele tem que renunciar o mais rápido possível”, disse Thomaz Bastos ao telefone, na quarta-feira, numa conversa presenciada pelo Estado.

Na noite de ontem, aliados do deputado afirmavam que quanto mais ele demorasse para anunciar oficialmente a desistência do páreo, mais seria responsabilizado pelos prejuízos à campanha petista em Osasco, que já estava fragilizada mesmo antes da condenação. João Paulo estava em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e sua rejeição aumentou depois do veredicto do Supremo. Petistas temem perder a Prefeitura de Osasco para Celso Giglio (PSDB), que lidera os levantamentos eleitorais.


DEU NO IG

João Paulo Gondim – iG Bahia

O candidato do PT à Prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino , recebeu R$ 500 mil da Construtura OAS Ltda, em 26 de julho deste ano. Essa é a única doação parcial ao petista que consta no registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 1992, quando era deputado estadual, ele integrou CPI para apurar denúncia de corrupção na OAS. Havia a suspeita de que a empreiteira era beneficiada nos governos de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) e de seus aliados.

Indagado sobre a doação de uma construtora já investigada por ele mesmo, Pelegrino apenas respondeu: “Só digo o seguinte: as minhas doações estão todas registradas conforme a lei. A única coisa que eu tenho a declarar é essa”.

No sistema do TSE, a empresa ainda não deu dinheiro para outro concorrente do PT na corrida soteropolitana. A empreiteira é de propriedade de César Matta Pires, casado com uma das filhas de ACM, Teresa Helena Magalhães Matta Pires.

O casal é rompido com os demais parentes de ACM desde a morte do patriarca. Mas a construtora já doava verbas para campanhas petistas desde 2002. Em 2010, deu R$ 1,5 milhão para a campanha vencedora de Jaques Wagner ao governo do Estado.

O ápice do imbróglio familiar ocorreu em março de 2008, quando oficiais de justiça e PMs baianos entraram no apartamento da viúva de ACM, Arlette Magalhães, para levantamento de obras de arte e outros bens para o inventário. Teresa desconfiava que a família excluiu, de propósito, quadros e esculturas do inventário.

A juíza que concedeu a liminar de ocupação do imóvel foi Fabiana Pelegrino, mulher do prefeiturável. Integrantes do clã pediram, em vão, a suspeição da magistrada. À época, Pelegrino declarou não haver qualquer influência política no caso.

A briga familiar não se restringiu à herança de peças valiosas. À época com 33% das ações da Rede Bahia – de propriedade da família Magalhães e retransmissora da Globo no Estado -, Matta Pires tentou ampliar o seu capital comprando ações do empresário Antônio Carlos Magalhães Júnior e dos herdeiros de Luís Eduardo Magalhães (1955-1998).

O genro perdeu a briga. Em junho deste ano, vendeu sua cota ao grupo EPTV. Integram, ainda, o quadro acionário da Rede Bahia ACM Júnior (33%) e Luís Eduardo Filho (33%).

http://youtu.be/nHVUuN4S7Bk
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Direto do Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida. Um lugar para visitar sempre. Repleto de boa música, muita poesia e bebida legítima e “sem batismos” suspeitos.

Lugar de pensamento e diversão administrado por um poeta e advogado paulista, nascido na poética Marilia, como Sérgio Ricardo, autror de Barravento e outras maravilhas da MPB.

Pode confiar.

Palavra de baiano do vale do Rio São Francisco, nas bandas das terras de Corisco, que Sergio Ricardo também cantou com Glauber.

TIM TIM

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE E NA TV GAZETA

Bob Fernandes

Depois de tanto barulho, o deputado João Paulo Cunha já está condenado. Os votos dos ministros Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello selaram o destino do ex-presidente da Câmara dos Deputados. A reação foi imediata.

À repórter Marina Dias, da revista Terra Magazine, aliados de João Paulo cobraram sua renúncia ainda na quarta-feira, 29. Renúncia à candidatura a prefeito de Osasco, pelo PT. Um dos aliados disse que já há dez dias o deputado não aparece no comitê de campanha.

A condenação do ex-presidente da Câmara indica uma óbvia tendência do Supremo Tribunal. Tendência por duríssimas condenações de réus do chamado “mensalão do PT”. Enquanto no Supremo Tribunal Federal segue o julgamento, arrasta-se no Congresso a CPI do Cachoeira.

O experiente senador Pedro Simon (PMDB-RS) assim definiu em que pé anda a CPI: “Depois dos partidos terem feito acordos (de quem e até onde irão investigar) agora são facções dos próprios partidos que precisam fazer acordos”.

Simon referia-se a indiretas do ex-diretor da Dersa no governo José Serra, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, a quem apelidaram de “Paulo Preto”. Paulo, rodado no setor, saiu-se bem no depoimento à CPI. Mas não o suficiente para acabar com as dúvidas quanto a milionários aditivos das obras do Rodoanel e da marginal do Rio Tietê.

Paulo Souza deu indiretas para os que um dia pensaram em “abandonar um líder ferido à beira da estrada”, palavras dele, mas só escorregou mesmo diante de uma pergunta. Confrontado com uma entrevista sua, na qual dizia ter ido para a Dersa porque o “mercado (as empreiteiras) queria fazer a marginal” Tietê, Paulo confirmou a entrevista.

Isso é grave. Tão grave quanto Luis Antônio Pagot, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), confirmar ter feito um pedido a empreiteiras, em 2010, de doações para a campanha de Dilma Rousseff. Não importa se as doações foram legais, como afirma Pagot. O pedido em si já é grave.

A CPI sinaliza acordos, o Supremo sinaliza duríssimas condenações. Hora de pensar no futuro, de pensar nessa espécie de “Operação Mãos Limpas”. O relator do caso “mensalão do PT”, ministro Joaquim Barbosa, já pensa no futuro.

Disse Barbosa à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, estar “atento” ao que se chama “mensalão mineiro”, que envolve líderes do PSDB. Processo que também o tem como relator. O ministro diz que o risco de “prescrição” do “mensalão do PSDB de Minas” -que é de 1998- é maior do que era o do “mensalão petista”.

Joaquim Barbosa, justamente festejado por seu trabalho, disse a interlocutores, e a colunista publicou, que tudo relativo ao caso petista sempre foi aprovado por unanimidade no Supremo Tribunal Federal. Mas, disse também a interlocutores e relata à colunista, que tem encontrado “dificuldades” para fazer andar no Supremo Tribunal o caso do “mensalão” do PSDB.

Disse ainda Joaquim Barbosa que, quando provocado por repórteres a falar do “mensalão petista”, costuma indagar aos jornalistas:

– E sobre o outro mensalão, o mineiro, vocês não vão perguntar nada?

Segundo Barbosa, a resposta à sua provocação são “sorrisos amarelos”.

Encerra o festejado ministro Joaquim Barbosa:

– A imprensa nunca deu bola para o mensalão mineiro.

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