Marina:”Não acho que a gente deve apequenar isso
em uma disputa política”
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DEU NO ESTADÃO

Em entrevista ao Estado, em Londres, Marina Silva disse que o governo brasileiro tentou “apequenar” a sua participação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos 2012, ontem, “em uma disputa política”. A ex-ministra chorou ao saber sobre a reação da presidente Dilma Rousseff e de ministros e disse que a equipe de Dilma “não sabe separar as coisas.”

A convite do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres (Locog), Marina entrou carregando a bandeira olímpica na festa de abertura do evento, ao lado de nomes como Haile Gebrselassie, Ban Ki Moon, Shami Chakrabarti e Muhammad Ali. Ela é reconhecida internacionalmente por sua luta em defesa do meio ambiente. A situação gerou constrangimento, porque Marina é adversária política de Dilma, cuja presença como presidente do país que será a próxima sede dos Jogos Olímpicos foi ofuscada pela ex-ministra.

“Não acho que a gente deve apequenar isso em uma disputa política. Aqui é o interesse maior do Brasil. Isso me entristece”, disse Marina, no Hotel Corinthia, onde está hospedada a convite do Locog, na capital londrina. A ex-ministra disse que esperava apoio da comitiva brasileira e, principalmente, da presidente Dilma para a sua participação. “Meu apelo é para a presidente Dilma: que a causa que eu represento, e ali não era eu como figura política, não seja uma afronta para o Brasil, que seja uma dádiva. Porque eu tenho tanto respeito pelo Brasil pela nossa história e a presidente Dilma sabe como, na minha divergência, eu sou leal. As pessoas com quem eu convivi durante 30 anos não são meus inimigos. Do mesmo jeito que eu fico feliz de ver as autoridades brasileiras cumprindo seu papel num evento dessa magnitude, eu imaginava que, nesse momento, eles não misturariam as coisas. Eu estou aqui em nome de uma causa que na história do Brasil é de todos nós. Começou lá atrás com o Chico Mendes e o presidente Lula, como companheiro do Chico Mendes, tem participação nisso.”

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ironizou a participação da ex-ministra no evento dizendo que o motivo foi o fato de que “Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia”. Os dois são inimigos políticos desde que bateram de frente nas discussões sobre o Código Florestal. Marina, no entanto, preferiu “relevar” as declarações do ministro. E disse que gostaria que Rebelo “entrasse no espírito olímpico sugerido por aquela cerimônia”. “Não quero apequenar esse momento com qualquer tipo de desconstrução da grandiosidade de saber que o Brasil é uma referência na luta ambiental pelo mundo. Desconsiderar isso é o mesmo que desconsiderar toda a contribuição dada pelo PT na construção da democracia brasileira”, reagiu.”Eu estava ali pela causa que defendemos do desenvolvimento sustentável, quando digo defendemos, falo de todos aqueles que acreditam que o mundo precisa mudar. Não sou oposição ao governo da presidente Dilma, eu apenas tenho uma posição. Mas há quem não entenda assim.”

Segundo Marina, o convite do Locog para participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres também a surpreendeu. Os organizadores a sondaram no domingo para saber se concordaria com o uso de sua imagem no evento e apenas na terça-feira confirmaram como seria a sua participação. Marina desembarcou em Londres na quinta-feira. Sobre manter segredo, disse que foi instruída pelo Locog. “Eu fiz como eles me disseram. Falei apenas com meus filhos e maridos e pedindo a eles segredo. Não tinha como revelar isso ao governo, a ninguém. Foi um pedido”, disse. “Vim para cá com o espírito olímpico de lutar pelo Brasil, pela paz, pelo desenvolvimento sustentável e eu posso te dizer que quando passei ali diante das autoridades, eu senti uma boa dose de orgulho de saber que nesses 500 anos de história do Brasil nós tínhamos eleito a primeira mulher presidente da República. Era esse espírito que estava ali presente.” Marina disse que as críticas do governo não importam. “O mais importante é que estou fazendo meu trabalho. E isso ficará como legado para o Brasil.”

jul
28
Posted on 28-07-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-07-2012


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Londres, 28 jul (EFE).- Depois de duas tentativas frustradas em Atenas 2004 e Pequim 2008, o brasileiro Thiago Pereira finalmente conquistou uma medalha olímpica neste sábado, a prata nos 400m medley, atrás apenas do americano Ryan Lochte.

Thiago completou a prova com o tempo de 4min08s86, contra 4min05s18 do americano. O bronze foi para o japonês Kozuke Hagino.

Um dos favoritos ao ouro ao lado de Lochte, o atual bicampeão olímpico da prova Michael Phelps, também dos Estados Unidos, foi apenas o quarto colocado.

Ryan Lochte venceu o primeiro duelo com Michael Phelps nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Neste sábado, ele terminou em primeiro nos 400 m medley dos Jogos Olímpicos. A prova também ficou marcada pelo desempenho do brasileiro Thiago Pereira, que superou Phelps e ficou com a medalha de prata.

A prova já havia sido responsável pela maior surpresa da manhã em Londres. Michael Phelps estava na mesma bateria do húngaro Laszlo Cseh, medalhista de prata nos Jogos de Pequim 2008.

Phelps e Cseh fizeram um duelo particular, vencido pelo norte-americano. Contudo, a bateria foi mais fraca do que as outras, e o húngaro sequer se classificou para a decisão olímpica.

(Com informações do portal MSN)

http://youtu.be/ZaxDlDbMppE

Cajuína

Composição: Caetano Veloso

Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina

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Um viva da Bahia ao Piaui de Sara, da marron Alcione e dos saudosos João do Vale e Torquato Neto.

(Vitor Hugo Soares)


Sarah:emoção na vitória épica

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DEU NO IG

O Brasil começou a disputa dos Jogos Olímpicos de maneira épica, no lugar mais alto do pódio. Sarah Menezes deu um show de superação neste sábado e faturou a medalha de ouro cravando o melhor resultado da história do judô feminino. A conquista da atleta do Piauí veio na base da raça, com direito a lágrimas e muita emoção no tatame.

A adversária da final foi ninguém menos que a campeã olímpica em Pequim Alina Dumitru, da Romênia. Apesar da experiência da oponente, a brasileira de 22 anos subiu no tatame apoiada por um histórico recente extremamente favorável contra a rival, com três vitórias consecutivas. E neste sábado não foi diferent

jul
28
Posted on 28-07-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 28-07-2012


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Alex Ponciano, hoje, no Expresso Popular


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ARTIGO DA SEMANA

A estrada e a história de Gilmar

Vitor Hugo Soares

Diante da primeira imagem e do título da longa (26 páginas “de demonstrações de recursos arrecadados e fontes recebedoras”) e factualmente detalhada reportagem de capa da revista Carta Capital, desta semana, – “O valerioduto abasteceu Gilmar”- um susto. O instinto aceso do jornalista parece enxergar um daqueles alertas, em letras garrafais, postos na entrada de paiol repleto de pólvora e dinamite :”PERIGO!EXPLOSIVO!”

O texto curto da chamada para a reportagem, assinada por Maurício Dias e Leandro Fortes, não é mais tranqüilizador. Ao contrário, vai direto ao ponto e faz piscar com intensidade a luz vermelha que ilumina o aviso: “Mendes (o esquentado ministro Gilmar Mendes, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal) aparece em uma lista inédita de beneficiários do caixa 2 tucano em 1998. Com ele, Jorge Bornhausen, Agripino Maia, Walfrido dos Mares Guia, o comitê da reeleição de FHC, etc.etc.”

Dá calafrio na espinha. Às vésperas de começar o julgamento dos acusados do Mensalão do PT, pelo Supremo Tribunal Federal, a matéria da revista semanal cita fatos, números, nomes, situações nada recomendáveis, principalmente em se tratando dos figurões mencionados, a começar pelo ministro Gilmar.

Aparentemente sem ligar para o alerta, o texto acende o fósforo e põe fogo no paiol. “Furdunço à vista. A conferir”, anoto ao fechar comentário no blog que edito na Bahia, postado aos primeiros minutos da madrugada de ontem (27), sexta-feira, logo que um desses tuiteiros notívagos das redes sociais me colocou frente à frente com a capa da Carta Capital e das primeiras informações do conteúdo.

O engraçado (ou estranho?) é que em seguida, mais relaxado, a memória me pegou pelo braço e levou de volta aos dias de infância no sertão baiano dos anos 50. Mais exatamente à cidadezinha de Macururé, na área do Polígono das Secas. Próxima da Cachoeira de Paulo Afonso – onde o governo Getúlio Vargas construía a grande hidrelétrica da CHESF, para levar luz elétrica às capitais do Nordeste – e às margens da rodovia Transnordestina.

Na época, a estrada vivia coalhada de caminhões carregados de produtos trazidos de São Paulo, para abastecer a região esturricada e empobrecida, transformados na volta em paus-de-arara, lotados de retirantes da seca que fugiam para “trabalhar, construir e viver no eldorado do sul do País”.

Menino, eu gostava de ficar horas seguidas na “Pensão de Dona Lolóia”, lugar que servia a comida mais deliciosa do lugar aos caminhoneiros em trânsito. Escutava ali as conversas dos motoristas e seus ajudantes com meu tio (Zé de Lolóia), uma figura fundamental na comunicação da cidade com os passantes. Uma espécie de “repórter sem microfone, redação ou estúdio”.
No entanto, um mestre de intuição e sabedoria na hora de entrevistar e colher informações. A ele os motoristas contavam tudo: “as últimas e mais quentes notícias do Sul e Sudeste”: O candidato que estava bem nas eleições em São Paulo, Rio e Minas; as mais recentes safadezas e patifarias dos políticos; os arranjos e falcatruas dos poderosos da vez; o último traído no palácio; o artista e a celebridade da moda; e por aí seguia a conversa na pensão.

Nos casos mais polêmicos “cabeludos” (como ele chamava) de falcatruas, ladroeiras administrativas, desvios funcionais, erros de juizes ou traições de alcova, meu tio cobrava detalhes. Queria minudências factuais, dados contextuais completos, informações de bastidores. E, em geral, conseguia tudo, mesmo que naquele tempo, em Macururé, fosse praticamente impossível checar fatos acontecidos no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo; no Catete, Rio de Janeiro; ou nos fechadíssimos tribunais do Sul.

Quando a narrativa trazia fato novo, polêmico e verdadeiramente surpreendente, Zé de Lolóia tinha um jeito bem humorado e todo seu de terminar a entrevista: “Se uma história cabeluda como esta pegar uma boa estrada vai longe, ninguém segura”, dizia, apontando para o estirão de cascalho da Transnordestina, que passava bem na frente da pensão onde ele vivia e ficava sabendo de quase tudo que acontecia no País.

Foi por este caminho que a memória me conduziu, depois de ver a capa, a primeira imagem, a chamada e as primeiras informações da reportagem da Carta Capital que acaba de chegar às bancas. Não cabe aqui nestas linhas reproduzir detalhes das histórias cabeludas e seus principais personagens, apresentados na longa matéria produzida a quatro mãos (e muitas cabeças, seguramente), assinada por Maurício Dias e Leandro Fortes.

Ingredientes, imagina-se, suficientes para incendiar o paiol inteiro e chamuscar muita gente (ou não?). Responda quem souber. O que posso dizer, por enquanto, é que se um caso como esse tivesse acontecido nos anos 50 e fosse contado por algum motorista na pensão de Dona Lolóia, no sertão da Bahia, certamente seria merecedor do comentário avaliativo do “repórter” Zé de Lolóia:

-Se pegar boa estrada, uma história como esta vai longe!

A conferir.

Vitor Hugo Soares – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Miniaturas

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Deu no R7 e Caras

Marina Silva foi uma das presenças ilustres na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. A brasileira carregou a bandeira do Comitê Olímpico Internacional ao lado do maior boxeador de todos os tempos, Muhammad Ali e de outras personalidades inspiradoras dos Jogos.

Marina Silva (54), ex-senadora do estado do Acre e ex-candidata à presidência da República, representou o Brasil na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres. Ela e outras 7 personalidades mundiais, como o ex-boxeador Muhammad Ali (70), foram as responsáveis por carregar a bandeira com o símbolo dos Jogos Olímpicos. Marina é reconhecida nacionalmente pelas suas iniciativas em defesa do meio-ambiente e da sustentabilidade.

Em seu Twitter, a política comentou a oportunidade de participar deste evento mundial. “A caminho do estádio olímpico de Londres para a cerimônia de abertura dos Jogos. Acre, Brasil, América Latina presentes na abertura da Olimpíada de Londres. Terra, nossa casa comum, um só continente pela paz”, escreveu.
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Bahia em Pauta comenta:Ponto e palmas para ela

(Vitor Hugo Soares)


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OPINIÃO POLÍTICA

Os prontuários médicos

Ivan Carvalho

Quando uma pessoa em tratamento médico morre, a família muitas vezes quer saber as razões e se o tratamento dado foi correto. Esse interesse pode ser o de apurar se houve erros que possam ensejar uma ação judicial. Nem um atestado de óbito nem um relatório médico são meios adequados para atender a isso, pois não têm os detalhes e a comprovação do atendimento e tratamento dado ao paciente que haja morrido.

O Conselho Federal de Medicina, CFM, no entanto, em nome da suposta preservação da privacidade do morto, proíbe a disponibilização do prontuário médico a familiares seus, mesmo que sejam sucessores (o que lhes dá direito a ajuizar ações de natureza cível, além de provocar a instauração de ações penais, se for o caso). Na prática, significa que médicos e a unidade de saúde ficam isentos de prestarem contas à família do morto – ou até, eventualmente, da pessoa que não morreu ainda, mas está irremediavelmente inconsciente.

A norma estabelecida pelo CFM em nome do sigilo está agora posta em xeque pelo Ministério Público Federal de Goiás, para o qual o acesso da família ao prontuário médico é um direito. No prontuário devem estar todas as informações e os cuidados que a equipe de saúde relatou sobre o paciente e seu tratamento.

O Ministério Público Federal de Goiás expediu recomendação ao Conselho Federal de Medicina para que elaborasse resolução regulamentando a liberação direta e irrestrita de prontuários médicos de pacientes falecidos, para finalidades juridicamente lícitas, aos familiares. O Conselho Federal de Medicina, além de não atender à recomendação, expediu um “parecer” (CFM nº 06/2010), no qual diz “ser vedada a liberação direta de prontuários médicos a parentes do morto, sucessores ou não”.

Criado o impasse, o Ministério Público Federal de Goiás ajuizou, na Justiça Federal, com pedido de liminar, ação civil pública contra o CFM e o Conselho Regional de Medicina de Goiás. Segundo alega o MPF de Goiás, a interpretação do CFM, de que o direito ao sigilo, garantido por lei ao paciente vivo, deveria ser mantido após a morte como decorrência da preservação dos direitos de personalidade é equivocada. Para o MPF, é lícita a pretensão familiar de ter conhecimento do tratamento médico dispensado ao parente falecido. Para o MPF, há uma inversão da lógica jurídica na decisão do CFM, ao depositar no médico a responsabilidade de preservar a personalidade do paciente falecido e não na família.

“A manutenção do sigilo de prontuários pelos médicos não tem o condão de proteger os direitos de personalidade do paciente, mas afastar desses o dever de prestar contas das suas ações e omissões ilícitas a quem de direito: os sucessores legítimos do paciente falecido”, argumenta o procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Ailton Benedito, autor da ação.
Na ação civil pública, o MPF pede ao juiz da 3ª Vara Federal de Goiás que declare, com validade para todo o país (erga omnes) a nulidade do “parecer” CFM nº 06/2012 e da Nota Técnica nº 002/2012, que vinculam a atuação do CFM e dos conselhos regionais, impedindo o acesso da família aos prontuários; pede mais que declare ser direito de todo paciente ter acesso aos seus prontuários médicos, de forma direta e irrestrita, independentemente de autorização judicial específica; e que declare ser direito dos sucessores legítimos o acesso direto e irrestrito a prontuários médicos de pacientes falecidos, para finalidades juridicamente lícitas, independentemente de prévia autorização judicial; pede ainda ao juiz que declare que só no caso do paciente, ainda vivo, declarar expressamente que se opõe à liberação de seus prontuários para a família, o sigilo desses documentos deve ser mantido após a morte.

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