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DEU NO TERRA MAGAZINE

POR BOB FERNANDES, DIRETO DE LONDRES

Na largada em Pequim, há quatro anos, numa impactante e bela cerimônia, a China evocou seus cinco mil anos de história. A Inglaterra trouxe Shakespeare para o instante zero da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Britanicamente às 21 horas uma câmera sobrevoa campos, rios e mares da Inglaterra. Pouco depois soa o sino de 27 toneladas. No sino, uma inscrição de Shakespeare em “A Tempestade” sinaliza ao que assistirão os 53 mil espectadores do Estádio Olímpico e estimados 4 bilhões de telespectadores mundo afora:

– Não tema, a ilha está cheia de ruídos

Na direção do espetáculo “Ilha da Fantasia”, de R$ 87 milhões, o cineasta Danny Boyle, dos bem sucedidos “Quem quer ser um milionário?” e “Trainsppoting” e dos obscuros “A praia” e “Uma vida menos ordinária”.

Na montagem do show, um diretor com um pé no cinema e outro no teatro, Stephen Daldry, que assim como Boyle já trabalhou no Royal Court Theatre de Londres.

Com seu passado de grandes êxitos e fracassos no cinema, e diante do roteiro anunciado para o espetáculo desta sexta-feira, 27 de julho, houve quem, com ironia, na véspera tenha evocado o nome da última obra, e sucesso de Boyle no teatro: Frankenstein.

No gramado do estádio, Boyle expõe um mosaico da cultura inglesa. Da sociedade pastoril, rural, à era eletrônica. No início do show, no gramado, as múltiplas referências.

Lado a lado, o críquete, o badminton, o futebol e o rugby, os verdes campos e os piqueniques, e os animais: trinta carneiros, duas cabras e três vacas, dez galinhas e dez patos, nove gansos…

(Jacarés, tatus, papagaios e onças no Rio 2016?)

A dominar a cena, no topo de uma colina erguida no fundo do gramado, o pilriteiro: essa árvore, uma viagem às lendas e mitos da longeva Inglaterra. Do condado de Glastonbury, o pilriteiro evoca lendas do Rei Arthur e do Santo Graal.

Glastonbury, a lendária aldeia onde 30 anos depois da morte de Jesus teria nascido o cristianismo no país e que teria guardado, na primeira igreja britânica, o Santo Graal.

Nuvens carregadas são parte indissociável do cenário cotidiano na Inglaterra, mas numa semana de verão de 30 graus e céu límpido, até nuvens cenográficas foram criadas pela equipe de Danny Boyle.

Como chumaços de algodão doce, nuvens embaladas e içadas nos quatro cantos do gramado. O clima, o tempo, outra referência da cultura britânica. No popularesco diário The Sun, uma pista do que viria.

Na edição dessa sexta do The Sun, uma frase atribuída à Rainha:

– Depende do clima (sua presença, e como, na festa de abertura)

Elizabeth II, como quase tudo no espetáculo, apareceu, antes, na tela. No Buckingham, numa referência ao Rio 2016, crianças com boné do Brasil, enquanto, resoluto, James Bond desembarca em busca da Rainha.

Num helicóptero da Marinha Real, Elizabeth II, sempre na tela, embarca com James Bond e sobrevoa Londres. Canhões de luz apontam para o céu e há quem espere o impossível. Na tela, seguida por Bond, Elizabeth II salta de paraquedas.

No estádio, um canhão de luz ilumina a tribuna de honra, foca a rainha e o príncipe Philip. Aplausos e um longo oohhhhh ecoam pelo estádio olímpico.

Quatro horas antes da abertura, a rainha recebeu uma centena de chefes de Estado no Palácio de Buckingham. Da chegada à saida para o Parque Olímpico, uma complexa operação.

Como todos foram do Palácio para o estádio em ônibus, cada presidente, primeiro-ministro, príncipe ou ditador, foi etiquetado. Por um mix de segurança e logística, cada um dos chefes de estado e sua respectiva posição foi monitorado via satélite.

Assim, na volta da cerimônia, cada um deles foi deixado exatamente ao lado da sua limousine. Alugada pela embaixada do Brasil, a de Dilma Rousseff é blindada.

Até a véspera, suspense. Rússia e China não haviam anunciado quem os representaria no encontro com a rainha e na cerimônia de abertura. A gafe diplomática ficou por conta de Mitt Romney, candidato à presidência dos Estados Unidos.

O republicano disse haver “sinais desconcertantes” sobre a capacidade de Londres fazer uma olimpíada com êxito. O primeiro-ministro inglês, David Cameron, respondeu com um coice. Recordou as olimpíadas de Atlanta, em 1996, e os Jogos de Inverno em Salt Lake City em 2002:

– Estamos fazendo os jogos numa das cidades mais movimentadas, ativas e cheias de vida no mundo… é claro que é mais fácil fazer os Jogos no meio do nada…

Carl Lewis, herói olímpico norte-americano também fez seu disparo:

– Alguns americanos não deveriam jamais sair do país…

Boyle, o diretor do show, segue a história. Na sequência, chaminés se erguem do chão e mostram a revolução industrial, que pela Inglaterra começou a mudar o mundo em meados do século XVIII.

No salto seguinte, a mais forte marca do espetáculo criado pelo cineasta Danny Boyle: a cultura pop. O cinema. A música. Numa sucessão de imagens, Charles Chaplin, Rolling Stones, Beatles, The Who, Sex Pistols, Elton John, Punks, New Have…

“Vou fazer um filme ao vivo”, anunciou Danny Boyle antes da cerimônia. Mr. Bean em cena, interagindo com a Orquestra Sinfônica de Londres, personifica a intenção do cineasta.

Mr. Bean arranca gargalhadas da plateia e lembra a todos o tempo em que vivemos. Ao mesmo tempo em que “toca” a pianola na orquestra e sonha com o filme “Carruagens de Fogo”, Mr. Bean navega no seu smartphone.

Quase no encerramento, uma mensagem pela paz e o futuro do mundo. Ao lado de Muhammad Ali e do secretário-general da ONU, Ban Ki-moon, a ex-ministra do Meio Ambiente do Brasil Marina Silva.

Bonito o espetáculo, e mais do que nunca, pensado e criado para televisão, para as telas grandes e pequenas. Um show de abertura com diferenças marcantes em relação aos Jogos de Pequim.

Na China, no centro, à frente e acima de tudo, o foco na presença humana. Uma presença coletiva, diluída na história e contada através dos quatro tesouros dos cinco mil anos da vida chinesa: a tinta, o tinteiro, o pincel e o pergaminho, o papel…

Em Londres, um show pop e tecno.

Em Pequim, para narrar sua longa história no Ninho de Pássaro, movimentos coletivos e coordenados ao extremo. Um espetáculo de arrepiar pela precisão, surpresas e disciplina.

Em Londres, um show em grande parte escorado na aparição de ícones da cultura inglesa contemporânea.

Na China, a história de uma civilização distante, quase desconhecida, cheia de mistérios para o mundo ocidental.

Em Londres, na cinematográfica leitura da história inglesa, um show que misturou a Rainha e James Bond, Mr. Bean e a Orquesta Sinfônica, Charles Chaplin, Beatles e Rolling Stones, David Beckham, os punks, a new have e Santo Graal… faltaram as batatas.

O Governo cubano afirmou hoje que o excesso de velocidade numa estrada em obras de reparo, devidamente sinalizada, a falta de atenção do condutor e uma freiada brusca foram as causas do acidente que vitimou dois opositores do regime, no domingo passado.Morreram no acidente Oswaldo Payá e Harold Cepero, enquanto o espanhol Angel Francisco Carromero e o sueco Jens Aron Modig ficaram feridos.

Segundo um comunicado do Ministério do Interior cubano, os investigadores consideram que o espanhol Angel Francisco Carromero, ao volante do automóvel de aluguer, “devia conduzir a uma velocidade média superior a 120 quilómetros por hora”.

“Foram a sua falta de atenção na direção do veículo, o excesso de velocidade e a incorreta decisão de aplicar os freios de maneira abrupta, numa superfície escorregadia, as causas que determinaram este trágico acidente”, acrescenta a nota oficial.

O acidente de trânsito ocorreu na direção nos arredores da cidade de Bayamo, na província oriental de Granma.

Fundador do Movimento Cristão de Libertação, Oswaldo Payá, um engenheiro de 60 anos, era um dos mais destacados opositores do regime de Havana, tendo sido distinguido com o Prémio Sakharov, galardão atribuído pelo Parlamento Europeu, em 2002.

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Posted on 27-07-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 27-07-2012


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Fausto, hoje, no Olho Vivo

Fogo no paiol!!!

Às vésperas de começar o julgamento dos acusados do Mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal, a revista Carta Capital traz esta semana reportagem de capa na qual afirma que o ministro Gilmar Mendes se beneficiou de dinheiro de caixa 2 do PSDB . O ministro e mais gente grande também.

Furdunço à vista. E dos grandes. A conferir.

(Vitor Hugo Soares)


Cristiana Santos:”competencia
e seriedade no Procom-Ba”

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OPINIÃO POLÍTICA

O Procon e o consumidor

Ivan de Carvalho

O assunto já foi objeto de comentários, mas continua merecendo-os, já que se trata de uma questão extremamente sensível – a defesa dos consumidores, tanto caso a caso quanto na tarefa de fiscalizar o setor empresarial de modo que cumpra as leis no tocante aos direitos do consumidor. Refiro-me à exoneração da superintendente do Procon, Cristiana Santos. Ela ocupou durante cinco anos o cargo para o qual foi nomeada pelo governador Jaques Wagner.

Quando Marília Muricy foi convidada, com “carta branca” do governador, para a Secretaria da Justiça e Direitos Humanos, ela convidou Cristiana Santos para superintendente do Procon, órgão vinculado à secretaria. O convite foi aceito. A escolha teve caráter técnico, tendo em vista a capacitação profissional de Cristiana Santos. O acerto na escolha foi comprovado pelo reconhecidamente bom trabalho que Cristiana Santos vinha realizando no Procon. Sorte do consumidor: o competente e sério antecessor Archimedes Franco, que dirigira o órgão durante anos, também fizera bom trabalho.

Incidia sobre a escolha de Cristiana Santos – sem ser sua causa – o fato ela ser filha do ex-governador Roberto Santos. O PSDB, partido de Roberto Santos, participara da coligação pela qual Jaques Wagner obteve o seu primeiro mandato de governador e, na época da nomeação de Cristiana Santos, integrava a base partidária do governo Wagner. Mais tarde, o PSDB se afastaria de Wagner e integraria, em 2010, coligação oposicionista em torno da candidatura de Paulo Souto a governador.

Na fase final da campanha eleitoral de 2010, no entanto, o ex-governador Roberto Santos tornou público, por intermédio de artigo publicado em um jornal local, seu apoio à reeleição de Wagner e explicitou detalhadamente as razões pelas quais votaria nele. Isso nada tinha a ver com o fato de a filha ser superintendente do Procon (basta ler o artigo dele para entender), até porque Roberto nunca sugerira ao governador Wagner que a nomeasse para cargo algum.

Quando o secretário Almiro Sena assumiu a Secretaria da Justiça, o PRB, partido do novo secretário, fez movimentos nos bastidores para mudar o comando do Procon, pois ansiava por colocar na chefia deste órgão um representante seu. Não conseguiu. Esbarrou – e em boa hora – no governador Wagner. Fala-se nos bastidores (a confirmar) que ele teria comentado que a superintendente do Procon era de sua cota pessoal.

Mas agora estamos em fase eleitoral. O PRB, que sustenta a candidatura eleitoralmente inviável do deputado bispo Márcio Marinho, concorrente do candidato petista Nelson Pelegrino – como dos demais candidatos a prefeito –, mantém Almiro Sena no comando da Secretaria da Justiça. Mas, surpreendentemente, o PRB (que é o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, à qual é vinculada a Rede Record de Televisão) voltou à carga no esforço para comandar o Procon. E desta vez com a força suficiente.

Há uma suposição a ser examinada cuidadosamente e uma advertência a ser feita. A suposição é a de que, se o PRB adquire força junto ao governo para ganhar o Procon exatamente quando lança um candidato a prefeito concorrente do candidato do PT e da preferência do governador, há boa base para a tese, que prospera nos bastidores políticos, de que a candidatura do PRB funciona como linha auxiliar da outra.

A advertência é de natureza mais grave: não convém à defesa dos consumidores que a superintendência do órgão responsável por essa defesa seja entregue a um partido com ligação, via IURD, a uma rede de televisão que tem anunciantes que produzem e vendem produtos e serviços aos consumidores. Claro que a Record é formalmente do bispo Edir Macedo, líder da IURD, e não desta igreja. Mas que diferença faz isso, na prática?

http://youtu.be/xa9k51V6rhA

Tema de Sinhazinha Mendonça / Maitê Proença e dentista Osmundo Pimentel / Erik Marmo Flor da Noite na voz de Nana Caymmi Música de Celso Fonseca Vídeo Edição http://www.youtube.com/foliadorei
Trilha Sonora da telenovela Gabriela 2012 Novela das onze
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Depois do capitulo desta quinta-feira (26) vale a pena ouvir de novo ( e como vale!) o tema musical de Sinhazinha na novela Gabriela. Nana Caymmi perfeita como sempre e melhor que nunca.Confira!
BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo SOARES)

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