DEU NO METRO1

O prefeito João Henrique sugeriu a senadora e ex-prefeita Lídice da Mata (PSB), a “fazer uma reflexão sobre a sua própria trajetória política”, diante das críticas feitas por ela à atual gestão municipal, em entrevista à Tudo FM. Segundo o prefeito, a senadora “conhece melhor que ninguém” as dificuldades de governar Salvador, enfrentando adversários poderosos e setores antagônicos aos verdadeiros interesses da cidade.

“A senadora sabe muito bem como é governar uma cidade que tem uma das menores receitas tributárias per capta. Nós conseguimos governar sem estar atrelado ao Governo do Estado e, ao contrário da ex-prefeita, vamos deixar o funcionalismo com salários em dia, concedemos os maiores reajustes aos servidores e a maior valorização aos professores. Tudo isso com recursos próprios”, disse o prefeito.

João Henrique lembrou que a senadora começou a sua carreira política no PMDB, passando para o PCdoB, filiando-se em seguida ao PSDB para chegar à Prefeitura. No cargo, rompeu com a cúpula nacional tucana, inclusive o então presidente Fernando Henrique Cardoso, para apoiar o candidato a Presidência do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, no momento em que o petista liderava as pesquisa. Lula acabou perdendo a eleição e ela, mesmo filiado a PSDB, não pode contar com “a boa vontade” do presidente.

“Hoje ela está no PSB, apoiando o PT, mas isso são circunstâncias políticas, que não invalidam a sua trajetória pública”, ressaltou.


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ARTIGO/ ELEIÇÕES

Partidos políticos, poder e representação

Rosane Santana >

Partidos políticos, poder e representação

Vinte e nove partidos disputam as eleições municipais no Brasil, em outubro deste ano. A maioria dos eleitores não os conhece, tampouco saberia dizer a diferença entre eles e o significado de um emaranhado de siglas que os identificam.

A semelhança de práticas no poder e a falta de consistência ideológica e programática é um problema histórico dos partidos brasileiros, desde o Segundo Reinado, no século XIX. Para explicar o fenômeno, o deputado pernambucano Holanda Cavalcanti, testemunha da época imperial, cunhou uma frase que ficou célebre: “Nada mais parecido com um saquarema (conservador) do que um luzia (liberal) no poder”, dizia.

A maioria dos partidos atualmente é ligada ao governo, como acontecia nos oitocentos. Os candidatos não mantêm vínculos estreitos com os eleitores, senão em época de eleições, voltando-se para a disputa de cargos e favores junto à máquina pública em troca de fidelidade nas votações legislativas.

No Brasil, partidos políticos não existiam até 1837, no século XIX, data em que surgiu o que ficou conhecido como núcleo do Partido Conservador, aglutinando um grupo de parlamentares, na Câmara dos Deputados, em torno das reformas na legislação descentralizadora da Regência.

Esse episódio que ficou conhecido como Regresso ou Reação Monárquica representou uma cisão entre elementos da classe dominante– os barões do açúcar do Norte (Bahia e Pernambuco), cujo poder declinava com a baixa do açúcar no mercado internacional e a decadência da lavoura canavieira, e os barões do café, em ascensão.

O núcleo duro do Partido Conservador era formado pelos plantadores de café do Vale do Paraíba, cuja produção já havia superado a do açúcar, representando 40% das exportações brasileiras do período.

O Partido Conservador defendia a centralização, a criação de um Estado forte para fazer frente às pressões inglesas contra o tráfico negreiro e à desagregação da ordem interna por causa das rebeliões da Regência (Sabinada, Balaiada, Farroupilha etc.), que ameaçavam a unidade territorial.

O Partido liberal era dominado pela antiga aristocracia colonial, os plantadores de açúcar, beneficiados pela descentralização administrativa da Regência, a instalação do Poder Legislativo Provincial – as Assembleias Provinciais, onde muitos deles eram deputados – e a criação da Guarda Nacional, da qual eram chefes e titulares investidos de poder militar.

Tanto no Partido Conservador quanto no Partido liberal, entretanto, havia fazendeiros, comerciantes, profissionais liberais e elementos da burocracia oficial.

Até o final do Império, quando os cafeicultores substituíram o escravo pelo imigrante e apoiaram a República, as duas agremiações guardavam em comum a defesa da estrutura colonial de produção – a grande propriedade, o trabalho escravo e a monocultura de exportação.

A comunhão em torno de interesses considerados fundamentais para a classe dominante do Império explica a constatação do deputado Holanda Cavalcanti sobre o governo de liberais e conservadores, no Segundo Reinado. E, seguramente, está por trás da constituição dos maiores partidos brasileiros da atualidade, cuja falta de transparência, confunde o eleitor na hora de dar o voto.

Rosane Santana é jornalista e professora universitária.

jul
24
Posted on 24-07-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-07-2012


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Sponholz, hoje, para o Jornal da Manhã(PR)PR


DEU NA FOLHA

Os chips das operadoras proibidas de vender pela Anatel ainda podiam ser a dquiridos ontem(23) nas principais capitais do país (Salvador entre elas).

A Folha conseguiu comprar chips das operadoras suspensas em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador, além de Ribeirão Preto. Mas não foi possível ativá-los.

Entenda o que atrapalha as ligações da telefonia móvel

Ao tentar fazer a habilitação, em ligação para a central de atendimento das empresas, uma mensagem gravada informava que a linha não poderia ser cadastrada até a normalização dos serviços.

Em todos os casos, o chip foi adquirido em revendas indiretas, como bancas de jornal e pequeno comércio. O serviço, que costuma ser vendido por R$ 10, foi encontrado a R$ 8 e R$ 5.

Alguns jornaleiros e comerciantes afirmaram que não foram avisados da proibição pelas operadoras ou por empresas terceirizadas que vendem os chips.

Em nota, a TIM afirmou que avisou suas revendas que a comercialização de novos planos estava suspensa, mas que por causa de “alta capilaridade” de sua rede, é possível que alguns lugares ainda estivessem vendendo os chips.

Segundo a Anatel, que diz estar fiscalizando o cumprimento da medida, a venda em lojas parceiras, como bancas de jornal, são problemas pontuais, registrados em poucos Estados.

A habilitação desses dispositivos está vedada e as empresas estão sendo monitoradas, informou a agência. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 200 mil por dia.

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DÚVIDAS SOBRE A SUSPENSÃO DAS OPERADORAS

1. Chips pré-pagos também estão proibidos?

Sim, mas a compra de créditos para telefones pré-pagos não.

2. Tenho um pré-pago, posso mudar para um pós-pago?

Sim.

3. Se eu já tinha linha da operadora suspensa, posso mudar de plano?

Sim. Pode, inclusive, contratar novos pacotes de internet e mensagens, mas precisa ser uma linha já ativa.

4. A proibição vale só para lojas ou também bancas e outros revendedores?

Mesmo que algum comerciante venda o chip a operadora não poderá habilitar a linha. Se habilitar, paga multa de R$ 200 mil.

5. Se eu tenho um plano só de voz, posso migrar para um de dados?

Sim.

6. Há alguma punição para quem comprar um chip de operadoras suspensas?

Não, mas o chip não deve funcionar. Ele só será habilitado depois que a operadora receber a aprovação do plano de qualidade entregue à Anatel.

7. Estão suspensas também vendas de planos de internet 3G?

Sim.

8. Por que a Anatel não aceitou os planos de investimentos de Oi e Claro?

A Anatel disse que Claro e Oi apresentaram relatórios preliminares.

Leia reportagem completa na Folha (http://www1.f olha.uol.com.br/ )


Yuri:um prêmio que consagra e orgulha
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DEU NA FOLHA DE SÃO PAULO

O baiano Yuri Azevedo, 20, recebeu no domingo (22) o Eleazar de Carvalho, maior prêmio do 43º Festival de Inverno de Campos do Jordão. É a primeira vez que um regente ganha esse prêmio. Estudante há cerca de cinco anos, ele foi uma escolha unânime do júri do festival.

A cerimônia de premiação, que aconteceu na Sala São Paulo, na capital, encerrou os concertos de estudantes. O festival segue até domingo, dia 29, em Campos.

“Yuri é o próximo grande maestro brasileiro”, afirmou Arthur Nestrovski, diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e do festival.

“Foi mais do que uma unanimidade; foi uma unanimidade entusiasmada”, afirmou Nestrovski, ao chamar Azevedo ao palco. O rapaz regeu cerca de 50 estudantes e foi aplaudido de pé.

Ele vai receber bolsa de US$ 1.400 (R$ 2.830) para frequentar por nove meses o Peabody Institute of Music, em Baltimore (Maryland), além de ter a viagem paga.

O festival premiou ainda outros quatro jovens, que também irão estudar fora do país. Já a estudante chinesa Huan Jing foi escolhida para ser regente-assistente da Osesp por dois meses.


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OPINIÃO POLÍTICA
João Henrique olha para cima

Ivan de Carvalho

O prefeito de Salvador, João Henrique, está, para 2014, mirando o Palácio de Ondina. Ele já deixou isso claro duas vezes nos últimos dias, mesmo sem dar uma declaração direta. Teve o cuidado de incluir palavras desnecessárias para que não ficassem, isoladas, apenas as essenciais. No entanto, as essenciais estavam lá.

Ele ainda se deu ao luxo de argumentar que, segundo pesquisas, está bem avaliado no interior do Estado, atribuindo isso à administração que faz na capital e ao trabalho feito por seu pai, João Durval, quando foi governador.

Assim, João Henrique considera “natural” uma caminhada para o Palácio de Ondina. Numa estocada implícita, mas evidente, no governador Wagner, às voltas com a greve dos professores, lembrou que o senador João Durval, quando governou a Bahia, valorizou o funcionalismo, um exemplo que João Henrique diz ter seguido na capital. Quer dizer: já começou a campanha para 2014.

É uma hipótese razoável que João Henrique possa estar pensando tanto em suceder a Jaques Wagner quanto numa cadeira de senador ou mesmo de vice-governador. Mas ele fixa o alvo preferencial e deixa os outros como meras alternativas.

Hoje, é costume dizer que o futuro político dele não existe – pelo menos quanto às eleições majoritárias de 2014 –, mas só negará que o prefeito é um visionário e se considera um predestinado quem não o conhece. “Eu, que sou cego, mas só peço luzes, que sou pequeno, mas só fito os Andes”, dizia em seus versos o poeta Castro Alves. João Henrique deve ter lido isso. Só olha para cima.

E sobe. Vereador, com atuação de destaque, inclusive (os adversários dizem que sobretudo) na mídia. Deputado estadual, também com destaque, como simples vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor. Soube usar o mandato e o cargo para tornar-se conhecido, com impressionante senso midiático, como defensor dos consumidores.

E então, sem que ninguém previsse com razoável antecedência – a não ser, provavelmente, ele próprio – lançou-se candidato a prefeito por um pequeno partido na Bahia, o PDT. Deu o grande salto quando, percebido como grande oportunidade pelo PSDB, ganhou o apoio deste partido. Com isso, a candidatura adquiriu credibilidade política e assegurou tempo confortável na propaganda eleitoral “gratuita” na televisão e no rádio. O apoio tucano facilitou novas adesões partidárias. E assim ele chegou ao Palácio Thomé de Souza.

Na reeleição, estabeleceu-se um consenso geral de que era impossível. Ele fez uma manobra política impressionante, entrando no PSDB e ganhando a ajuda do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para obras na cidade e para a campanha, além do tempo do PMDB para TV e rádio. Foi reeleito, enfrentando o PT e aliados, o governo do Estado, o governo federal e até o PSDB, com o qual já estava rompido. Foi um caso de passarinho comer onça.

Pois aí está João Henrique outra vez, com a sua rejeição, tão falada em 2008. Interessante é que, não podendo o governador Wagner disputar nova reeleição, o PT está sem candidato natural. Na aliança governista existiriam alternativas fora do PT, mas aposto a pele que o PT não abre mão da candidatura própria ao governo. Nas oposições o panorama também não é animador – ACM Neto, se estiver na prefeitura teria dificuldade em deixá-la e, se não estiver, poderá disputar o governo, mas após ter perdido duas eleições seguidas para prefeito. Paulo Souto se desmobilizou. Geddel e o PMDB precisariam crescer muito. Se fica assim, tudo japonês, porque não João Henrique, ele pensará – ou já está pensando.


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ADALGISA

Dorival Caymmi

Adalgisa mandou dizer
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá

Com a graça de Deus, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá

Adalgisa mandou dizer
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá

E nada mudou, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá

O meu candomblé, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá

O meu afoxé, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá
que a bahia tá viva, ainda lá

DÁ-LHE, IMORTAL UBALDO!!! DÁ-LHE. ETERNO CAYMMI!!!

BOA NOITE, BAHIA!!!

(vITOR hUGO sOARES)

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