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Posted on 23-07-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-07-2012


Brown em Cadiz: alegria contra a crise na Espanha
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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL MUNDO

Ana María Fopiani | Cádiz

(Texto traduzido por Vitor Hugo Soares, para o Bahia em Pauta )

Amor frente a crise e esperança contra a desilusão. Carlinhos Brown leva uma mensagem de otimismo a mais de 200.000 pessoas ao ritmo de samba. O cantor e compositor brasileiro percorreu os três quilômetros da avenida Cadiz até as portas de entrada do centro histórico , onde já por volta da meia noite animou moradores e turistas da tradicional cidade espanhola a “ser positivos”. Recordou a todos que “as coisas boas não se vendem” e os milhares de participantes da festa de rua o seguiram entoando letra como “o amor pode diante da crise”.

Durante mais de três horas , o trio elétrico com mais de 100.000 wats de potencia de som e 16 músicos, fez bailar a milhares de pessoas que se lançaram na rua para seguir o ritmo de Carlinhos Brown.

O brasileiro não parou de dançar e cantar durante todo o percurso, no caminhão – chegado expressamente do Brasil (de Salvador)- se abriu caminho protegido por um amplo cordão de segurança. O dispositivo não impediu o brasileiro de realizar parte do percurso a pé saudando pessoalmente a muitos dos que o esperavam para vê-lo de perto.

Festa coletiva

Os últimos temas de seu novo disco ‘Mixtura brasileña’ dividiram protagonismo com composições mais conhecidas cantadas em coro pelos participantes desta “festa coletiva”, como onpróprio Brown definiu..

Sua presença em Cádiz levantou tanta expectativa que o tráfego fou interrompido desde a primeira hora da tarde –o desfile começou às nove da noite – Já desde as seis da tarde , os mais prevenidos situaram suas cadeiras de praia ao pé da calçada e armados de paciencia esperaram a passagem do trio elétrico –um caminão de mais de seis metros de altura por 30 de comprimento.

Carlinhos Brown teve capacidade de reunir no mesmo espaço a adultos, jovens e famílias completas com carrinhos de bebês. Milhares de pessoas que dividiram a vontade da festa, apesar da crítica situação econômica, porque “nós vamos morrer do mesmo jeito”, segundo palavras de Josefa, que aos seus 7o anos acompanhou aos seus netos e se deixou levar pelo ritmo e a gana de viver de Brown.

O cantor se edentificou com os habitantes de Cadiz e com uma constituição, a de 1812, que “uniu os espanhóis de ambas as margens do Atlántico”. Para Brown, na Carta Magna de Cádiz “está em parte a origem de minha liberdade, de minha linguagem, , minha mestiçagem”. Com sua presença, su presencia, Cádiz encerra o programa de de eventos como Capital Iberoamericana do Carnaval, que reuniu na cidade a milhares de pessoas durante o fim de semana.

(Texto traduzido do El Mundo e postado no BP por Vitor Hugo Soares)

Estados Unidos e a União Europeia manifestaram hoje preocupação com a ameaça síria de recorrer a armas químicas em caso de intervenção militar externa. Washington sugeriu ao regime de Damasco para «não pensar nem um segundo» em fazê-lo.

Os sírios «não devem pensar nem um segundo em usar armas químicas», declarou aos jornalistas o porta-voz do Pentágono, George Little, considerando essa eventualidade como «inaceitável».

Reconhecendo pela primeira vez publicamente que a Síria possui armas químicas, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio, Jihad Makdessi, afirmou hoje que «nenhuma arma química ou não convencional será usada contra os cidadãos sírios».

«Essas armas só serão utilizadas em caso de agressão estrangeira», adiantou.

«Quando as armas químicas são referidas na imprensa pelos responsáveis sírios, isso causa inquietação», afirmou Little.

«Opomo-nos firmemente – e é um eufemismo – a qualquer reflexão que leve à justificação do uso deste tipo de armas pelo regime sírio», acrescentou.


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Fique ligado:

O Roda Viva desta segunda-feira (23/7) entrevista o escritor João Ubaldo Ribeiro. O tema central do programa é a trajetória do escritor, um dos nomes mais representativos da literatura brasileira. O programa, apresentado por Mario Sergio Conti, vai ao ar às 22h, ao vivo, na TV Cultura.

O autor de clássicos como Sargento Getúlio e Viva o Povo Brasileiro é membro da Academia Brasileira de Letras e vencedor do Prêmio Camões de 2008, considerado o maior concurso para escritores de língua portuguesa.

Na bancada do Roda Viva estarão Manuel da Costa Pinto, crítico de literatura e colunista da Folha de S. Paulo e do programa Metrópolis, Marcelo Rezende, crítico de arte e literatura da Revista Cult; Humberto Werneck, jornalista, escritor e cronista de O Estado de S. Paulo; Josélia Aguiar, editora do blog Livros Etc, da Folha de S. Paulo; e Oscar Pilagallo, jornalista e escritor. O Roda Viva também conta com a participação do cartunista Paulo Caruso.

(Informações da TV Cultura)

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http://youtu.be/LHmAoeIR2eQ
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Bahianita , de Waltinho (grande compositor e querido amigo), successo gravado no “Grand Master Som o Melhor Do Samba Rock”. Beleza e suingue para encarar a segunda-feira, 23, que começa com mais dois incêndios em casarões (na Ladeira da Montanha e no Barbalho de “toda menina baiana”) em Salvador, combatidos por bombeiros heróicos mas sem recusos e equipamentos para um trabalho mais eficiente.

Som na caixa, e não vamos deixar que a incompetência e a inoperância nos vencam pelo cansaço e pelo desânimo.

Resistência, boa música e talento neles!!!

BOA TARDE DE SEGUNDA-FEIRA PARA TODOS!!!
(Vitor Hugo Soares)

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DEU NA FOLHA
DA EFE, EM LONDRES

Um ano após sua precoce morte, Amy Winehouse tem presença constante no bairro londrino de Camden Town, onde a cantora viveu no limite e morreu em 23 de julho de 2011, aos 27 anos.

Apesar do tempo decorrido, a música desta talentosa e autodestrutiva cantora soa por toda parte e sua imagem é onipresente nas lojas, nos pubs que frequentava, e inclusive, no aspecto físico de muitos dos fãs que imitam seu inconfundível estilo.

Os braços tatuados, as longas cabeleiras presas em um coque, os olhos pintados, os grandes brincos dourados e os vestidos estampados são frequentes neste bairro do norte de Londres, que Amy não deixou apesar de sua popularidade e pelo qual sempre demostrou seu afeto.

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Como nova arma nas tentativas quase desesperadas para debelar a forte e prolongada crise financeira que atravessa, a Espanha vai acabar com uma de suas mais famosas e preservadas tradições:O fechamento das lojas durante a hora da siesta no país, principalmente nas suas mais importantes cidades, a exemplo da capital, Madri, e da catalã Barcelona.

A quarta maior economia da zona euro pretende, com o alargamento das horas de funcionamento do comércio, combater a queda nas vendas no varejo que se tem registrado desde 2007. Madrid aprovou este mês várias medidas para permitir que lojas com mais de 300 metros quadrados estejam abertas durante mais 25% de tempo durante a semana, de acordo com a Bloomberg.

Normalmente, as lojas de rua estão abertas entre as 10 e as 14 horas, encerram durante duas horas para almoço e reabrem de novo às 16 horas para encerrarem às 20 horas.

As novas regras podem encorajar as grandes lojas a estarem abertas durante a hora da siesta e mais dois domingos ou feriados por ano, num total de 10. As medidas vão permitir que as lojas estejam abertas durante mais 18 horas por semana e os comerciantes vão ter a possibilidade de reduzir os preços quando quiserem, não ficando limitados às duas épocas de saldos anuais.

“Quando tudo estava bem, ninguém se queixava, mas agora as coisas estão mal, portanto é outra história”, disse Carmen Cardeno, responsável pelo comércio doméstico no ministério da Economia espanhola, à Bloomberg. “Precisamos de evoluir e de ser mais flexíveis”.

As associações de comerciantes varejistas pretendiam ter as lojas maiores abertas durante 16 Domingos ou feriados por ano, mas os pequenos comerciantes opuseram-se à extensão, argumentando que não tem o número suficiente de funcionários para cobrir o alargamento, ao contrário das maiores lojas.

(Com informações do Diário de Notícias(Portugal)

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Posted on 23-07-2012
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Aziz, hoje, no jornal A Tarde


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OPINIÃO POLÍTICA

Tudo sob controle

Ivan de Carvalho

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro divulgou, em obediência a decisão do presidente do STF, Carlos Ayres Britto, no site do tribunal fluminense, a remuneração individualizada dos servidores do Judiciário estadual, inclusive os magistrados.

Mas a Associação dos Magistrados de lá obteve depois liminar, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, sustando a divulgação, em relação aos magistrados. Então, a lista foi suprimida ainda na manhã do mesmo dia em que havia sido publicada, a sexta-feira. O presidente do TJ-RJ espera apenas que seja cassada essa liminar para voltar a publicar a remuneração individualizada dos magistrados.

Ele acata, mas discorda do entendimento do STF e alega que o decreto 7.724/2012, ao regulamentar a Lei de Acesso à Informação, determinando a publicação individualizada da remuneração dos servidores públicos, violou o princípio constitucional da inviolabilidade da intimidade, da honra, da vida privada e da imagem das pessoas.

Bem, não pretendo analisar esta questão, apenas assinalar o entendimento de que, em referência à remuneração de servidores públicos, a sociedade, por intermédio do Estado, é que paga e não há nenhuma inconstitucionalidade em os cidadãos-contribuintes saberem quanto estão pagando e a quem. Como o patrão que, no setor privado, sabe quanto paga a cada um de seus empregados.

O que pretendo é mostrar que essa questão causou e ainda continua a causar grande polêmica e questionamentos judiciais, enquanto algo realmente perigoso, ofensivo à privacidade e eventualmente danoso a outras garantias constitucionais, passa batido, sem nenhum questionamento no STF. Trata-se do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos, o SNIAV, com seus chips de rastreamento por radiofrequência, oficialmente chamados de “placas eletrônicas”. Os chips serão obrigatórios para todos os veículos automotores terrestres (carros, motos, etc.) e podem ser impostos – como na Bahia, segundo aviso do Detran – por cada Estado e pelo Distrito Federal já a partir deste mês, caso a unidade federada queira, mas serão obrigatórios em todo o país a partir de 2014.

Tudo isto foi criado com base na Resolução 212 do Conselho Nacional de Trânsito, que inventou por os chips nos veículos. Alegou basear-se nas atribuições que lhe são conferidas pelo Código de Trânsito Brasileiro e pelo Decreto nº 4.711, de 2003, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito. O artigo 114 do CTB atribui ao Contran dispor sobre a identificação dos veículos. Mas não passando por cima de alguma garantia constitucional, como a da privacidade. No entanto, além de Renavan, cadastro nacional, placas, número de chassis, o Contran inventou impor os chips, que rastreiam os veículos e, naturalmente, quem estiver neles. Principalmente o proprietário.

Os objetivos prioritários (não os únicos) são arrecadatórios (IPVA, licenciamento, multas) e de facilitação de cobrança dos pedágios, inclusive urbanos. Estranho que nem o Ministério Público nem a Ordem dos Advogados arguiu inconstitucionalidade perante o STF. Ainda está em tempo. Mas certamente não há muito tempo.

É que vai se formando uma densa cultura de vigilância e monitoramento da população. E isso acostuma as pessoas (que passam a ver como “normal” o que é absurdo) e vicia o poder. Parece que, sem conseguir controle sobre os infratores, bandidos entre eles, o Estado (os governos) está partindo para monitorar e controlar os que cumprem a lei. E para estabelecer a regra de que, não estando monitarado, controlado, é bandido. No caso do chip veicular, punições e embaraços para o proprietário do veículo que estiver sem ele.

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