DEU EM A TARDE

O clima é de tensão na Assembleia Legislativa da Bahia na tarde desta sexta-feira (20). Depois da decisão de “resistir pacificamente” à desocupação da sede do órgão, seguindo a orientação do comando de greve, após assembleia realizada nesta manhã, os professores da rede estadual de ensino aguardam a chegada da Polícia Militar no Centro Administrativo da Bahia (CAB) para promover a reintegração de posse, que estava prevista para as 14h, conforme determinação da Justiça.

Porém, até às 16h, o reforço policial não havia chegado no local. Apenas os policiais militares que mantêm rotineiramente a segurança na Casa Legislativa são vistos no local.

O discurso dos grevistas é que vão resistir, mas caso sejam forçados, terão que deixar o local ocupado desde o mês de abril, quando o movimento começou.

Antes de iniciar a votação pela continuidade da greve, a vice-coordenadora da APLB, Marilene Betros, sugeriu que os professores começassem a discutir o término da paralisação. Nesse momento, ela foi vaiada e o assunto foi encerrado.

“A categoria já é vitoriosa e continua de cabeça erguida. Independente do resultado da greve, os docentes já reuniram muitas vitórias”, disse, após ser vaiada. O presidente da APLB, Rui Oliveira, não se pronunciou sobre uma possível discussão do fim da greve.

Outro momento tenso da assembleia foi quando um grupo de cerca de 40 alunos protestou. Eles não se declararam nem contra, nem a favor do movimento dos docentes, mas defenderam o retorno às aulas.

Reunião – Por volta das 15h, o comando de greve se reuniu a portas fechadas em uma das salas da assembleia. Segundo representantes do sindicato, a categoria vai anunciar, às 16h30, se deixa ou prédio ou não.

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