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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Os professores da rede estadual de ensino, em greve há mais de 100 dias, decidiram desocupar a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) por volta das 17h desta sexta-feira (20), em cumprimento à decisão do juiz Ruy Brito. Segundo os representantes do sindicato, a decisão foi tomada para mostrar que, “ao contrário do governo da Bahia, a categoria cumpre o que determina a justiça”.

Segundo o juiz da da 6ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), os professores deveriam ter deixado as instalações da Assembleia até às 14h, mas os manifestantes decidiram resistir no primeiro momento. A decisão do magistrado foi tomada após vistoria no local na tarde de ontem, quando ele decidiu que, mesmo sem causar danos materiais ao órgão público, a permanência nas instalações da Alba era ilegal.

Mesmo com a resistência inicial dos professores, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, preferiu não pedir apoio policial para realizar a desocupação. Foi a partir de um pedido de reintegração de posse do parlamentar que a vistoria no prédio, até então ocupado pelos professores há cerca de 3 meses, foi feita pelo juiz.

Os ocupantes estavam sem ar-condicionado e sem acesso aos banheiros nos períodos fora do expediente da assembleia desde a última segunda-feira (16). O prédio também teve o fornecimento de energia e água cortado para pressionar os professores a deixar o prédio. Dormindo em barracas de camping, os professores se negavam a sair.

Greve continua
Apesar da decisão de desocupar o prédio, a greve continua. Em uma assembleia realizada na manhã da última quarta-feira (18), os professores da rede estadual de ensino aprovaram uma contraproposta elaborada pelos grevistas. O documento já foi entregue ao Ministério Público, segundo informações de do coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), Rui Oliveira. O MP, no entanto, anunciou que não vai mais intermediar as negociações em parceria com o Tribunal de Justiça da Bahia, como estava acontecendo desde a semana passada.


Hermano Saraiva:morre um português legendário
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O historiador e ex-ministro português José Hermano Saraiva morreu esta sexta-feira de manhã aos 92 anos, confirmou José Antonio Crespo, o produtor dos programas televisivos do historiador, ex-ministro, diplomata e homem de comunicação de grande prestígio político e popular em seu país.

O assistente do produtor dos programas feitos por José Hermano Saraiva, “História Essencial de Portugal” e “A Alma e a Gente”, adiantou à Lusa que o historiador morreu em casa, em Setúbal.

Nascido em Leiria, a 3 de Outubro de 1919, começou os seus estudos na cidade natal. Ingressou mais tarde na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1941, e em Ciências Jurídicas, em 1942.

Começou a sua carreira como professor, acrescentando depois ao seu currículo a advocacia. Entraria depois na política durante o Estado Novo (governo de Salazar), tendo em 1957 sido deputado à Assembleia Nacional e procurador às cortes. Ainda antes do 25 de Abril (Revolução dos Cravos) assumiu os cargos de procurador à Câmara Corporativa e ministro da Educação, entre 1968 e 1970, cargo no qual foi substituído por Veiga Simão após a crise académica de 1969. Em 1972 passaria a a ser o embaixador de Portugal em Brasília.

Depois do cargo diplomático, José Hermano Saraiva iniciou uma colaboração com a RTP em 1971 que se manteve até hoje. Primeiro com “Horizontes da Memória”, depois com “Gente de Paz”, “O Tempo e a Alma”, “Histórias que o Tempo Apagou” e “A Alma e a Gente”.

Um dos seus livros mais conhecidos é a “História concisa de Portugal”, já na 25.ª edição, com um total de cerca de 180 mil exemplares vendidos. Editado pela primeira vez em 1978, este título foi já traduzido em espanhol, italiano, alemão, búlgaro e chinês.

José Hermano Saraiva dirigiu também uma outra História de Portugal em seis volumes, publicada em 1981 pelas Edições Alfa. Na área da História, José Hermano Saraiva publicou perto de 20 títulos, entre eles “Uma carta do Infante D. Henrique”, “O tempo e alma”, “Portugal – Os últimos 100 anos”, “Vida ignorada de Camões” ou “Ditos portugueses dignos de memória”.

O historiador foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, a Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho, a Comenda da Ordem de N. S. da Conceição de Vila Viçosa e a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco (Brasil).

Ficou no 26º lugar no concurso da RTP os “Cem Grandes Portugueses”, ganho por António Oliveira Salazar.
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Holmes:apontado como autor do
atentado na sessão de BATMAN no Colorado/DN
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As autoridades norte-americanas identificaram o atirador que matou hoje 12 pessoas no interior de uma sala de cinema no Colorado enquanto era projetado o último filme da série Batman. James Holmes tinha o apartamento com armadilhas de “explosivos muito sofisticados”, indicou hoje a polícia.

De acordo com fontes policias citadas pela Associated Press, James Holmes, tem 24 anos e encontra-se detido.

Após os disparos na sala de cinema, onde era exibido o último filme da série Batman, a polícia prendeu e identificou o atacante. Depois de localizar, a residência detetou que a casa estava cheia deexplosivos e materiais inflamáveis, acrescentou.

De acordo com as estações de televisão locais, James Holmes, de 24 anos, residia num prédio ocupado por estudantes e pessoal médico da Universidade do Colorado, que foi evacuado, assim como os edifícios vizinhos.

“Podemos ficar aqui durante dias”, disse um responsável da polícia, referindo-se às operações de busca que decorrem no local.

Entretanto, o presidente norte-americano, Barack Obama, pediu unidade e recolhimento, na sequência do tiroteio no Colorado (oeste), enquanto que a campanha eleitoral para as presidenciais de 06 de novembro foi suspensa.

(Com informações do Diário de Notícias (Portugal)

DEU EM A TARDE

O clima é de tensão na Assembleia Legislativa da Bahia na tarde desta sexta-feira (20). Depois da decisão de “resistir pacificamente” à desocupação da sede do órgão, seguindo a orientação do comando de greve, após assembleia realizada nesta manhã, os professores da rede estadual de ensino aguardam a chegada da Polícia Militar no Centro Administrativo da Bahia (CAB) para promover a reintegração de posse, que estava prevista para as 14h, conforme determinação da Justiça.

Porém, até às 16h, o reforço policial não havia chegado no local. Apenas os policiais militares que mantêm rotineiramente a segurança na Casa Legislativa são vistos no local.

O discurso dos grevistas é que vão resistir, mas caso sejam forçados, terão que deixar o local ocupado desde o mês de abril, quando o movimento começou.

Antes de iniciar a votação pela continuidade da greve, a vice-coordenadora da APLB, Marilene Betros, sugeriu que os professores começassem a discutir o término da paralisação. Nesse momento, ela foi vaiada e o assunto foi encerrado.

“A categoria já é vitoriosa e continua de cabeça erguida. Independente do resultado da greve, os docentes já reuniram muitas vitórias”, disse, após ser vaiada. O presidente da APLB, Rui Oliveira, não se pronunciou sobre uma possível discussão do fim da greve.

Outro momento tenso da assembleia foi quando um grupo de cerca de 40 alunos protestou. Eles não se declararam nem contra, nem a favor do movimento dos docentes, mas defenderam o retorno às aulas.

Reunião – Por volta das 15h, o comando de greve se reuniu a portas fechadas em uma das salas da assembleia. Segundo representantes do sindicato, a categoria vai anunciar, às 16h30, se deixa ou prédio ou não.

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Posted on 20-07-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-07-2012


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Aroeira, hoje, no jornal O Dia (RJ)


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DEU NO ESTADÃO

Sérgio Torres, do Rio

No momento em que a base brasileira na Antártida começou a ser destruída por um incêndio, na madrugada de 25 de fevereiro, funcionários militares e civis da Marinha e cientistas de universidades brasileiras participavam de uma festa chamada Baile da Terceira Idade, na qual houve consumo de bebidas alcoólicas.

Mantida em sigilo tanto pela Marinha quanto pelo grupo de 31 cientistas que estavam na base Comandante Ferraz, a realização da festa, com bebidas como cerveja e vinho, foi apurada pelo inquérito policial militar (IPM) aberto no dia do desastre, para apurar causas e responsáveis.

Como o alarme não disparou quando o incêndio começou, os encarregados pelo inquérito suspeitavam que o sistema pode ter sido desligado por ordem do comando da base. O objetivo seria não atrapalhar a festa. Na pista de dança há um mecanismo que espalha fumaça de gelo seco, como em uma boate. Os sensores são sensíveis e poderiam disparar, anunciando um falso incêndio.

Os cientistas não souberam responder nos depoimentos se os sensores foram desligados ou não, já que a decisão, se tomada, seria de atribuição militar. Alguns deles alegaram que sequer sabiam da localização do dispositivo que os desativava.

O IPM foi concluído e encaminhado em 15 de maio à 11.ª Circunscrição Judiciária Militar, “classificado como sigiloso, em atendimento ao Artigo16 do Código de Processo Penal Militar”, de acordo com comunicado divulgado à noite pela Marinha. As perguntas encaminhadas à Marinha pelo Estado sobre as conclusões e a realização da festa não foram respondidas.

Depoimentos

Na fase de depoimentos do IPM, os encarregados pela investigação interrogaram todos os que escaparam do incêndio. Foram ouvidos militares e pesquisadores. Um dos temas em que os investigadores mais insistiram foi a comemoração, feita em homenagem à professora Therezinha Monteiro Absher, da Universidade Federal do Paraná. Agrônoma e oceanógrafa, Therezinha completou este ano três décadas de expedições à Antártida. Ela era a decana da equipe de cientistas presentes à base em fevereiro. Para comemorar os 30 anos de viagens, foi organizada a festa, batizada, de maneira jocosa, como o Baile da Terceira Idade.

O Estado tentou ouvir a cientista. No Centro de Estudos do Mar da Universidade, informou-se que ela está participando, nos EUA, de um evento relacionado a pesquisas antárticas.

Salvação

Na opinião dos pesquisadores, a realização da festa pode ter sido fundamental para que não houvesse vítimas entre eles. Isso porque, se não fosse o baile, a maioria deles estaria dormindo em alojamentos que, em poucos minutos, foram devastados pelas chamas.

Como o alarme não disparou, talvez eles não tivessem chance de escapar do incêndio, pois seriam surpreendidos dormindo. Todos estavam no salão de estar da base e em outros locais comunitários. Assim que os gritos de “fogo” começaram, conseguiram fugir. O fogo começou a se propagar da sala de geradores, uma unidade externa ligada à base pelo telhado, por onde o fogo atingiu alojamentos e demais dependências com muita rapidez.

Encarregados de combater as chamas, o sargento Roberto Lopes dos Santos e o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo morreram no local. O sargento Luciano Gomes Medeiros sofreu queimaduras nos braços.

Extraoficialmente, os pesquisadores foram informados de que três militares podem ter sido indiciados: o comandante da base, capitão de fragata Fernando Tadeu Coimbra; o sargento ferido, responsável pelos geradores; e o sargento João Cavaci, o técnico em eletrônica da base.


O juiz e o kíder dos professores na ALBA
Foto:Correio da Bahia
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OPINIÃO POLÍTICA

Um dia decisivo

Ivan de Carvalho

Há uma forte expectativa e tensão sobre o que ocorrerá hoje, ante a decisão do juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, Rui Eduardo de Almeida Brito, provocado por ação de reintegração de posse com pedido de medida liminar ajuizada pela Assembléia Legislativa contra a ocupação de uma área do Palácio Luís Eduardo Magalhães.

A direção da APLB foi indevidamente surpreendida por uma visita do juiz, às 16 horas de ontem, ao Saguão Nestor Duarte, onde estão acampados e praticamente confinados os professores. Embora o juiz houvesse marcado essa inspeção para as 10 horas de sexta-feira, após a qual tomaria uma decisão, ele atendeu a um pedido do chefe da Procuradoria Jurídica da Assembléia Legislativa, Graciliano Bonfim, para antecipar a inspeção para ontem. Bonfim alegou fato novo – uma assembléia geral dos professores em greve, marcada também para as 10 horas de hoje, no estacionamento do Legislativo. O número grande de professores reunidos em assembléia poderia causar transtornos à inspeção.

A surpresa da APLB com a antecipação foi indevida porque, embora não haja sido diretamente avisada, a direção da entidade estaria sabendo se, por exemplo, houvesse atentado à informação divulgada neste espaço, de que o juiz determinara uma inspeção no local, a ser feita ontem. Estava implícita a antecipação de hoje para ontem.

Como não esperava nada para ontem, o presidente da APLB, Rui Oliveira, apanhado de surpresa, como, aliás, alegou, não estava acompanhado de advogado. Após fazer a inspeção e verificar que realmente houve a turbação de posse alegada pelo Legislativo, o juiz buscou um acordo para a retirada dos professores, considerando que a desocupação por ação policial poderia atingir a incolumidade de pessoas.

Numa sala da Assistência Militar, o juiz reuniu-se com o presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo, o presidente da APLB e o chefe da Procuradoria Jurídica. Os quatro acabaram chegando a um acordo, que assinaram. O presidente da APLB propôs a terça-feira como prazo final para a retirada, então o juiz propôs a segunda-feira e Marcelo Nilo discordou disso e sugeriu até o meio dia de hoje. O juiz mandou por no documento 14 horas de hoje, a partir de quando a Justiça assumirá a responsabilidade pela desocupação com auxílio da polícia, com as cautelas possíveis.

Tendo em vista as características desse movimento grevista, que já completou cem dias, está radicalizado e cuja repercussão é enorme, dificilmente o presidente da APLB assinaria o acordo de desocupação se estivesse acompanhado de advogado e com uma assembléia geral dos grevistas em andamento no local. Ele agora está numa situação política delicada. Há muito de imprevisível sobre o que acontecerá na assembléia geral dos grevistas, pela manhã, e a partir das 14 horas de hoje.

Telefonema – O presidente estadual do PMDB, deputado Lúcio Vieira Lima, esclarece que seu telefonema ao presidente da Assembléia, Marcelo Nilo, não implica em restrição à greve dos professores estaduais. Seu partido não concorda com a atual iniciativa de desocupação da Assembléia por via judicial. Defende o diálogo e entende que “não há pressa” na desocupação, até porque a área ocupada é pequena e o Legislativo está em recesso. O telefonema, afirma, foi para dizer a Marcelo Nilo que o PMDB não mistura desocupação da Assembléia com a eleição para a presidência da Assembléia em fevereiro próximo (Nilo é candidato à reeleição). E acrescenta que ninguém, em nome da oposição, pode fazer essa vinculação. “Se o DEM quiser fazer, por algum motivo próprio, que faça em nome do DEM, mas não da oposição, pois o PMDB, que a integra, não concorda”.


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Para esfriar a cabeça de tricolores que torçem pelo Bahia e embalar o sono de quem ama o tricolor do Rio.

BOA NOITE PARA TODOS!!

(VHS)

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