Tapajós:agente federal executado no cemitério
(coisa de máfia ou assalto?)

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Do G1 DF

A Polícia Federal abriu inquérito nesta quarta-feira (18) para investigar a morte do agente baleado em um cemitério em Brasília na terça . Segundo a PF, a investigação será paralela à realizada pela Polícia Civil, que trabalha com as hipóteses de latrocínio – roubo seguido de morte – e execução.

Wilton Tapajós Macedo trabalhava na Polícia Federal desde 1987 e atualmente estava no núcleo de inteligência que investigou o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso em 29 de fevereiro deste ano durante a operação Monte Carlo. A polícia concluiu na manhã desta quarta a perícia do local do crime.

Segundo o Sindicato dos Policiais Federais (Sindipol), o velório de Wilton Tapajós será nesta quinta (19), das 8h às 10h30, e o enterro às 11h, no cemitério Campo da Esperança, em Brasília.

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Nesta manhã de quarta-feira(18), o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, disse que é “precipitado” afirmar que o assassinato do policial federal tem relação com a participação do agente na Operação Monte Carlo.

“Nesse momento é precipitado tirar qualquer conclusão em relação a esses fatos. Mas a Polícia Federal está se empenhando e seguramente nós vamos encontrar as causas desse ato perverso que vitimou o agente da PF”, afirmou.

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Em nota enviada na terça, a empresa Campo da Esperança informou que não pode restringir o acesso ao cemitério e que os visitantes não são revistados. A empresa informou ainda que quatro equipes com quatro seguranças armados trabalham, em escala, 24 horas no local.

Nesse momento é precipitado tirar qualquer conclusão em relação a esses fatos. Mas a Polícia Federal está se empenhando e seguramente nós vamos encontrar as causas desse ato perverso que vitimou o agente da PF”Eduardo Cardozo, ministro da JustiçaSegundo a empresa, as oito câmeras de vigilância instaladas nas áreas edificadas do cemitério estão funcionando e o material gravado nesta terça já foi disponibilizado para a polícia.

Um jardineiro que trabalha no local viu o crime e informou à direção do cemitério. A polícia informou que ele já prestou depoimento e investiga se o homem que cometeu o crime agiu sozinho.

De acordo com a PF, Macedo estava armado no momento do assassinato, mas não chegou a reagir. O assassino levou o carro que estava com o policial. A arma que o policial portava – uma Glock 9 milímetros – e a carteira não foram roubadas.

Macedo, de 54 anos, era casado e tinha sete filhos. Enquanto a polícia realizava a perícia no local do assassinato, quatro filhos chegaram ao cemitério. A mulher da vítima também esteve no local e precisou ser atendida por bombeiros após passar mal.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nota de pesar pela morte de Macedo e se solidarizando com a família do agente.

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