“Situação ficou insustentável”, diz presidente da ALBA

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Marcelo Nilo, entrou com um pedido de reintegração de posse da Casa no Tribunal de Justiça da Bahia no final da tarde desta segunda-feira (16). O local é ocupado por professores da rede estadual de ensino em greve desde o início da paralisação, que dura 98 dias.

Antes de buscar a reintegração de posse judicialmente, Nilo tentou negociar com os grevistas, pedindo informalmente que eles deixassem as instalações do prédio situado no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O deputado ameaçou cortar a energia no saguão Nestor Duarte, onde estão os cerca de 60 manifestantes como forma de pressionar a saída dos grevistas, que permanecem resistindo no local, mas até o momento a medida não foi adotada.

Nilo tentou negociar antes de pedido na Justiça (Foto: Antonio Saturnino /Arquivo CORREIO)

A Assembleia Legislativa tem sido um dos principais pontos de mobilização da categoria, bem como local de realização de assembleias e protestos, numa tentativa de mobilizar os deputados a favor da causa dos professores.

“Eu fui paciente, esperei 90 dias, mas agora preciso que os professores deixem a Alba (…) Não tenho condições de manter os professores na Alba. A situação ficou insustentável!”, diz Nilo.
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ÚLTIMA HORA: BAHIA EM PAUTA RECEBEU INFORMAÇÃO DE QUE O SERVIÇO DE REFRIGERAÇÃO CENTRA DA ASSEMBLÉIA FOI DESLIGADO ESTA NOITE, AO CONTRÁRIO DO QUE VINHA ACONTECENDO DESDE A OCUPAÇÃO DO PRÉDIO PELOS PROFESSORES ESTADUAIS EM GREVE.


Janio na Abraji: emoção de um grande
construtor de jornais…
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A Tarde, 81 demitidos: má gestão
devasta um jornal centenário
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Claudio Leal

Direto de São Paulo para o Bahia em Pauta

Homenageado no Congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), em São Paulo, no dia 13 de julho, o jornalista Janio de Freitas, 80 anos, fez um discurso repleto de ensinamentos de quem liderou a reforma de grandes periódicos brasileiros, nas últimas seis décadas, a exemplo do “Correio da Manhã” e do “Jornal do Brasil”.

“Os jornais morrem por tacões militares e policiais ou se suicidam”, afirmou Janio, que identifica uma desorientação empresarial após o surgimento da internet, nos anos 90.

“A internet procura imitar os jornais e os jornais estão tentando imitar a internet”, criticou o colunista político da “Folha de S.Paulo”. Dessa forma, os dois não evoluem sua linguagem, ambos se atravancam.

Janio de Freitas defendeu o investimento no jornalismo impresso, que resistiu ao impacto inicial da televisão, e lamenta o “suicídio” de alguns jornais, ultimamente dedicados em buscar sobrevida apenas na adaptação à internet, sem atentar para as questões centrais (e ainda válidas) de sua própria linguagem. “A internet até agora mostrou que faz um jornalismo veloz.

Mas é o jornal que permite ao leitor escolher quanto tempo, onde e o tamanho das reportagens que ele deseja ler”, ensinou Janio.

Suas palavras podem funcionar como uma compreensão arguta da crise dos grandes jornais brasileiros, que vivem temporadas contínuas de demissões em massa. E umas das maiores delas se verifica esta semana na Bahia, no centenário “A Tarde”.

Quase cem demitidos, certamente para celebrar as velas de aniversário, e uma empresa sem perspectiva de renascimento, a não ser no jornalismo, o velho jornalismo esquecido por levas de consultores e gestores de armazéns de secos e molhados.

jul
16
Posted on 16-07-2012
Filed Under (Newsletter) by vitor on 16-07-2012

Humberto Costa (PT) lidera pesquisa do Ibope em Recife

FÁBIO GUIBU
DE RECIFE

O candidato do PT a prefeito de Recife, Humberto Costa, aparece em primeiro lugar na primeira pesquisa realizada pelo Ibope para a eleição municipal de 2012 na capital pernambucana.

De acordo com o levantamento, Costa tem 40% das intenções de voto, o dobro do segundo colocado, Mendonça Filho (DEM), que obteve 20%.

Em terceiro lugar está Daniel Coelho (PSDB), com 9%, seguido de Geraldo Júlio (PSB), com 5%, e Esteves Jacinto (PRTB), com 2%.

Edna Costa (PPL) e Jair Pedro (PSTU) obtiveram 1% na pesquisa, cada um. Roberto Numeriano (PCB) não pontuou.

Declararam que votarão nulo ou em branco 14% dos entrevistados. Outros 7% não souberam dizer em quem votariam ou não responderam à consulta.

A pesquisa Ibope foi encomendada pela “TV Globo” e pelo jornal “Folha de Pernambuco” e registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o número 00046/2012.

Foram entrevistadas 805 pessoas entre os dias 12 e 14 de julho, e a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.


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1- Professores estaduais em greve ameaçados de expulsão nas próximas horas das dependências da Assembléia Legislativa no Centro Administrativo da Bahia (por bem ou por mal, segundo o presidente da Casa)

2- Fogo no prédio do Instituto de Cacau, na Cidade Baixa, com helicópteros do governo Wagner sobrevoando a área para observar os estragos e ajudar os Bombeiros nos salvamentos.

3- Mais de 80 demissões anunciadas para hoje no Grupo A Tarde, mais de 20 profissionais só na Redação do jornal baiano prestes a completar 100 anos, mas que parece se exaurir antes em meio a um desatre administrativo de dolorosa sangria desatata.

Pelos sinais desta segunda-feira, no stor público e no privado, a impressão é de que agosto, este ano, chegou bem mais cedo.
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Dominguinhos e seu canto, com Nando Cordel, para amenizaR, EM VÍDEO GARIMPADO E SUGERIDO POR GILSON NOGUEIRA.

(Vitor Hugo Soares)

jul
16
Posted on 16-07-2012
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Rosane Collor no Fantástico:mais encenação
que informação

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DEU NO BLOG DE MAURICIO STYCER- NA FOLHA-UOL

Ninguém discute que Rosane Collor seja uma personagem interessante para um programa dominical na televisão. O que espantou em sua aparição no “Fantástico” foi a tentativa de transformação de uma entrevista sem maiores novidades num evento de enorme importância.

Anunciada pela Globo desde a sexta-feira, e deixada para ser exibida no final do programa, depois de uma dezena de chamadas, a entrevista foi uma ducha de água fria.

“Revelações inéditas que confirmam boa parte do que Pedro Collor, o irmão de Fernando Collor, disse há 20 anos…”, afirmou a repórter Renata Ceribelli logo no início, deixando claro que não haveria nada de novo na entrevista.

Os primeiros dez minutos do encontro, que durou 25, foram dedicados à amplificação de uma história já conhecida sobre rituais de “magia negra” realizados na casa de Fernando Collor em Brasília, à época em que era presidente da República.

Como lembrou o próprio “Fantástico”, tanto Pedro Collor quanto a “feiticeira” que os realizou já haviam falado destes rituais em entrevistas. “Então no livro você vai falar justamente dos rituais que ele não gostaria que fossem contados?”, perguntou Ceribelli, ajudando a demonizar a prática e extraindo de Rosane a informação que houve trabalhos em cemitérios e sacrifícios de animais.

Um dos momentos mais comentados e engraçados da entrevista deu-se quando Rosane disse: “Não acredito em coincidência, acredito em jesuscidência”. Quem assistiu, porém, a entrevista dada a Eliane Trindade, exibida pela TV Folha em maio, notou que a frase, na verdade, é um bordão que ela repete com frequência.

Naquela entrevista, a ex-primeira-dama falou que tem interesse em disputar uma cadeira no Congresso, tema que não foi abordado no “Fantástico”.

Para Ceribelli, Rosane entrou em detalhes sobre a notória relação de Collor com PC Farias, tesoureiro de sua campanha, e sobre o medo que tinha que o então marido cometesse suicídio depois que o Congresso aprovou o processo de impeachment – uma revelação que o próprio ex-presidente fez ao “Fantástico” em 2005, como foi lembrado.

A maior novidade foi deixada para o 25º minuto da entrevista. Rosane Collor revelou que recebe R$ 18 mil de pensão do ex-marido, mas reivindica uma revisão deste valor na Justiça. Citou uma amiga recém-separada, cujo marido não é ex-presidente nem senador, que recebe pensão de R$ 40 mil.

jul
16
Posted on 16-07-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-07-2012


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Duke, hoje, no jornal O Tempo

jul
16
Posted on 16-07-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 16-07-2012


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OPINIÃO POLÍTICA

Não enrola, presidente

Ivan de Carvalho

Quando, durante alguns anos do governo petista de Lula – sustentado pelos ajustes na economia e finanças feitos sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso e mantidos, mas principalmente pelo cenário econômico mundial – o Produto Interno Bruto brasileiro apresentou índices significativos de crescimento, não apareceu ninguém do governo para dizer que “uma grande nação não deve ser medida pelo PIB”.

Agora, alguns pequenos desajustes produzidos no governo Lula – como uma certa gastança em pessoal desnecessário e em obras, algumas desnecessárias, outras não, que atrasam e não são concluídas no tempo e pelo preço previsto (costumes nacionais) – começaram a pesar excessivamente no orçamento da União e na economia nacional. Uma política de crédito fácil, farto e caro está cobrando seu preço agora, com inadimplência, que produz retração do consumo, antes estimulado em excesso.

Mas o peso maior, faça-se justiça, é representado pela crise financeira e econômica internacional, que, aliás, mostra não estar o país tão preparado como diziam para esse tipo de coisa. Podemos destacar três elementos que se juntam para dar a dimensão que a crise adquiriu, impedindo que no Brasil ela seja mais uma vez declarada pelo governo uma simples “marolinha”, como o presidente Lula apelidou – com demasiado e estudado otimismo – os reflexos, nos seus dois últimos anos de governo (2009 e 2010), da crise que explodiu nos Estados Unidos em 2008.

Dilma enfrenta agora problema muito mais grave. Registre-se, no entanto, que por causa das eleições de 2010, principalmente a sua, para a presidência da República, o último ano de governo de Lula foi marcado por uma frouxidão dos controles orçamentários que veio causar problemas no governo atual, inclusive no que diz respeito à inflação, cujos índices oficiais alguns analistas consideram “maquiados”.

Bem, voltando ao problema enfrentado por Dilma. A economia americana se recupera da crise com uma lentidão bem maior que a esperada. E, por assim dizer, detonou a crise financeira e econômica na chamada Zona do Euro, na Europa, onde Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e já agora também a Itália foram ou são os focos de crise mais aguda. No entanto, é uma crise que ameaça toda a Zona do Euro e irradia seus reflexos para áreas da Europa que não adotaram o euro.

Prossegue o circuito com a inclusão da China, economia exportadora por excelência, que está em crise, com queda acentuada do PIB (embora continuando, para os padrões ocidentais atuais, bastante alto, acima dos 7 por cento. Mas era de mais de 10 por cento quando começou a cair. Ora, se a China exporta menos, importa menos – inclusive do Brasil. Tendem também a reduzir seu crescimento a Índia e a Rússia.

O PIB brasileiro para 2012 já está sendo previsto para 2,1 por cento pelo mercado (o governo põe alguns décimos a mais, 2,7 a 2,5 por cento). Como todo mundo sabe, PIB é a soma das riquezas que um país produz. E como ele está assim tão mixuruca, vem a presidente e diz, aproveitando-se do Dia da Criança e do Adolescente: “Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz para suas crianças e seus adolescentes. Não é o Produto Interno Bruto. É a capacidade do país, do governo e da sociedade de proteger o seu presente, o seu futuro, que são suas crianças e seus adolescentes”.

Bem, com um PIB fraco em relação ao número de pessoas, essa capacidade do país de proteger suas crianças e adolescentes também é reduzida. No sistema de saúde, nas cracolândias, nas casas estatais de reeducação para menores infratores, na falta de creches públicas, na merenda escolar não efetiva, no ensino público de má qualidade, na desastrosa assistência à saúde.

Menos, presidente. Não enrola.

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