Ruídos na oposição:


DEU NO BAHIA TODO DIA

CÍNTIA KELLY

Está acirrada a disputa entre os candidatos a prefeito ACM Neto (DEM ) e Mário Kertész (PMDB), para ver qual deles é o nome da oposição à atual administração. Enquanto Kertész diz que é o único oposicionista, Neto o provoca dizendo que o PMDB esteve na gestão do prefeito João Henrique, hoje no PP. “O PMDB foi quem colocou mais gente no governo atual(…) por isso é grande responsável pela situação que Salvador se encontra hoje”, dispara Neto.

Sem perder tempo, em entrevista ao BAHIA TODO DIA, Kertész rebate: “Eu não estava no PMDB na época em que o partido estave na prefeitura. Outra coisa, o que o partido fez quando esteve na prefeitura foi bom, foi um momento bom”, disse durante visita ao Mercado Modelo, na manhã desta quinta. O peemedebista continua a provocação. “Eu não estou sendo apoiando por João Henrique. ACM Neto está”.

Ainda provocando Neto, Mário Kertész ironiza a fala do candidato do DEM hoje no programa Balanço Geral. “Tem coisa que ele diz que eu não gosto. Tem coisas que diz que eu gosto. Hoje, por exemplo, dando entrevista a Raimundo Varela, ele usou o meu slogan: Salvador tem jeito. Só faltou dizer ‘Mário prefeito’”, disse em meio a gargalhada. ?


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Audio HK da gravação original de Woodstook. Produção de fotovideos em preto e branco e cor. Legendas em espanhol para a Comunidad del Blues y Rock na WEB.
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BOA TARDE!!!

jul
12

Texto do leitor que assina Vangelis, postado na área de Comentários do Bahia em Pauta esta segundaa-feira,12,(sobre o artigo político “Mudança de Percepção”, assinado por Ivan de Carvalho). Sentimentos e informações que merecem o espaço principal de notícias e opinião do BP. Confira.

(Vitor Hugo Soares, editor)

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Lula, Maluf(e Haddad):”uma foto simbólica”

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“Disse o saudoso Brizola: “Cuidado com o sapo barbudo, vive num pântano, é escorregadio e mentiroso”

Foram muitos sinais dessa mudança, a saída dos intelectuais do partido, Chico Oliveira, Plinio de Arruda e outros, a forma ditatorial da executiva nacional(que controla a maior central sindical a CUT e dentro dela a maior corrente sindical chamada de ARTICULAÇÃO) para com os seus filiados, vide as atitudes tomadas contra as Senadoras Heloisa Helena e Marta Suplicy, escanteada para viabilizar a candidatura do Hadad a Prefeito de São Paulo.

Hoje, também, foi publicada a anulação da convenção do PT de Juazeiro, pela executiva nacional, e consequentemente a candidatura a Prefeito do Joseph Bandeira a fim de manter as alianças com o PCdoB com vistas às eleições em Salvador, que de sobra levou de arrastão a candidatura de Alice Portugal do PCdo B.

Em Recife outro imbroglio com o Mauricio Rands candidato a Prefeito, foi preterido pelo partido, entregou o mandato de deputado federal e desfiliou-se do PT. Com isso preserva-se para uma futura filiação ao PSB do Governador Eduardo Campos.

Com tudo isso o maior sinal dessa mudança foi a aliança árabe formada pelos “emires” de São Paulo Maluf e Hadad promovida pelo Lula estampada na foto que ficará para a história como o símbolo da transformação desse partido que um dia foi formado por bases de trabalhadores.

Lembro-me de 1979, dia e mês caíram no esquecimento, no auditório do Colégio Antonio Vieira, a reunião convocada pelos sindicatos baianos onde foi apresentado o projeto da criação de um partido que representasse os trabalhadores, tendo em vista que os partidos de esquerda estavam na clandestinidade. Lula e várias lideranças da esquerda alí presente onde houve uma votação simbólica para criação do partido a partir das bases dos trabalhadores. Alí eu estava, por puro acaso, como delegado sindical e ficou apenas na minha lembrança o meu voto contrário a esse partido. Não fui vidente, somente hoje vejo que estava correto naquele NÃO”

(VANGELIS)

jul
12
Posted on 12-07-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 12-07-2012


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Duke, hoje no jornal O Tempo

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OPINIÃO POLÍTICA

Mudança de percepção

Ivan de Carvalho

Depois dos oito anos de mandato de Lula e já transcorrido ano e meio do mandato da presidente Dilma Roussef, alguns observadores começam a identificar o que se poderia chamar, numa classificação simplista, de fadiga em relação ao PT.

Mas não se trataria somente de uma fadiga devido ao já longo tempo de mando petista e da certeza de que este mando vai, no mínimo, chegar aos 12 anos.

Seria o início de uma conscientização, em segmento da sociedade que esteve e pode ainda parcialmente estar sensibilizado pelo PT e suas lideranças, de que este partido já não exibe em relação aos demais o diferencial que apresentava antes de chegar ao poder e que foi, gradualmente, atraindo simpatias.

Em outras palavras, ganha terreno uma mudança percepção: o PT de hoje não é o mesmo dos tempos em que estava na oposição. Ele, em muitas coisas, tornou-se igual àqueles partidos aos quais se opunha ou com os quais concorria. E, quanto a outras coisas, até acrescentou algumas inovações que podem ser consideradas defeituosas e que os outros partidos não apresentavam, pelo menos publicamente.

Um exemplo marcante quanto a esta última ordem de coisas é a mobilização que vem sendo feita e, mais do que isso, a que já vem sendo anunciada para defender os réus do Mensalão, o maior escândalo de corrupção da história brasileira. Essa mobilização ocorre, organicamente, dentro do PT, como também em seus braços sindical e de movimentos sociais, comandados geralmente por filiados ao partido.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) anunciou que vai às ruas defender a absolvição dos réus a serem julgados a partir do dia 2 de agosto pelo Supremo Tribunal Federal.

Parece que a CUT – e não demora para aparecerem na mesma esdrúxula mobilização também o MST dos sem-terra e o MST dos sem teto, entre outros – está considerando o julgamento pela mais alta corte de justiça do país alguma espécie de Fla-Flu, sem qualquer preocupação sobre a culpabilidade ou não dos réus. Se a CUT e o PT (pela voz de tantos, mais recentemente do seu presidente nacional, Rui Falcão) já os julgaram, o que há de querer, então, o STF metendo o bedelho no caso?

Essas coisas podem estar começando a saturar uma opinião pública que via no PT uma alternativa ética e já começa a convencer-se de que o partido perdeu o seu foco anterior à chegada ao poder federal. Isso se reflete nos Estados, naturalmente e a esta dificuldade somam-se outras, eventuais. Os ventos que sopravam a favor na economia em quase todo o governo Lula – e que lhe permitiram transformar os reflexos da crise norte-americana em uma “marolinha” um pouco mais forte do que foi apresentada pelo governo – agora sopram contra.

Dificuldades com retração no consumo, com inflação, com inadimplência, com a queda nas projeções de crescimento do PIB, com o custo da dívida pública, com alguns orçamentos estaduais – como ocorre na Bahia, onde leva à impossibilidade de atender expectativas da população e reivindicações setoriais – tudo isso soma-se àquela percepção de âmbito nacional sobre o desvio do partido do governo quanto a seu antigo foco ético.

Considere-se, para completar o quadro, a perspectiva de uma longa crise econômica na “zona do euro” que, somando-se à lenta e reticente recuperação norte-americana, já afeta economias como as da China, Rússia e Índia. Isso não é bom para o Brasil nem para quem o esteja governando.

jul
12
Posted on 12-07-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-07-2012

http://youtu.be/s25J75qxP44

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Jorge Sempre Ben, para alegrar a galera que sonha com a salvação de Salvador!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira )

EDER LUIS SANTANA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE SALVADOR

A menos de três meses para as eleições municipais, a greve dos professores da rede estadual na Bahia desponta como o principal fator de desgaste do PT na disputa em Salvador, afirmam especialistas.

“O PT está subestimando o impacto eleitoral da greve”, diz o doutor em filosofia e pesquisador em comunicação e política da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Wilson Gomes.

A paralisação já dura mais de 90 dias e os professores decidiram continuar parados pelo menos até sexta-feira (13).

Para Gomes, o conjunto de medidas punitivas adotadas pelo governo Jaques Wagner (PT), como a suspensão de salários e benefícios dos docentes, teve impacto negativo na opinião pública.

O PT disputará a Prefeitura de Salvador com o deputado federal Nelson Pellegrino (PT-BA), ligado a Wagner e que tentará o posto pela quarta vez.

“O PT sempre teve a imagem de solidariedade com professores. Agora, é como se perdesse seus agentes, em especial nas cidades pequenas, onde a figura do professor é muito respeitada”, afirmou Gomes.

Para o cientista político Jorge Almeida, o fato de o governo ter enfrentado uma greve da Polícia Militar de 12 dias, em janeiro deste ano, agrava o cenário. Outro ponto citado por ele é o fato de o PT na Bahia explorar a aliança com o governo federal e supostamente não ter identidade consolidada perante o eleitorado.

“O governo Wagner não tem sido caracterizado por ações que deixem um marco na gestão”, diz.

“Votei no PT minha vida inteira, mas agora percebo que os políticos do partido não sabem negociar. A greve mudou minha opinião. Hoje me vejo sem candidato”, disse Neuza Dias, 46, mãe de aluno de uma escola em greve na Pituba, bairro de classe média alta de Salvador.

OPOSIÇÃO

De olho nos votos de quem pretende penalizar o PT nas eleições, os candidatos de oposição montam estratégias.

O deputado federal e candidato à prefeitura ACM Neto (DEM) diz que se colocará como opção de administração eficiente. A greve será explorada em sua campanha como exemplo de problemas de gestão do PT.

“Hoje o PT é inoculado pelo próprio veneno. A vida toda o partido manipulou sindicatos para se promover, mas hoje a população busca algo novo”, disse.

Em nota, o candidato do PMDB, Mário Kertész, disse que não fará uso político da greve. No entanto, disse ser “natural que [a greve] recaia sobre o candidato apoiado pelo governador, levado pelos próprios professores e sociedade”.

PT REBATE

O presidente do PT na Bahia, Jonas Paulo, se disse tranquilo diante do cenário político. Afirmou que “não precisa de estratégias” para evitar eventuais impactos, no pleito na capital, das paralisações do funcionalismo no Estado.

“Os movimentos sociais estão em torno da nossa chapa política e temos todos os militantes conosco”, afirmou.

O petista apontou dificuldades na negociação com os docentes. “Não se trata de um problema de intransigência do governo, é uma questão de diálogo prejudicado a partir de equívocos cometidos por ambas as partes na condução das negociações.”

Os professores buscam reajuste salarial de 22,22%. O governo oferece 7% de acréscimo em novembro, além de mais 7% que seriam pagos em abril de 2013. Outros 6,5% foram concedidos ao funcionalismo público no início do ano

jul
12

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Betinho festeja gol do campeão do Brasil

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Acabou o sofrimento, torcedor palmeirense. Na noite desta quarta-feira, o Palmeiras enterrou seus traumas dos últimos 12 anos sem títulos nacionais, apagou da memória a derrota por 6 a 0 em 2011, e conquistou a Copa do Brasil pela segunda vez em sua história.

O adversário não poderia ter sido mais simbólico: o mesmo Coritiba que humilhou os palestrinos no ano passado. A final foi sofrida, com muita pressão no Couto Pereira e os paranaenses saindo na frente, com Ayrton, aos 16 minutos do segundo tempo.

Marcos Assunção, porém, voltou a decidir: foi dele o cruzamento na cabeça de Betinho, o desconhecido atacante que se tornou o herói improvável dos palmeirenses. No final, o 1 a 1 acabou com o jejum de títulos nacionais do Palmeiras, campeão da Copa do Brasil novamente sob a batuta de Luiz Felipe Scolari, o rei dos mata-matas.

O atacante Luan, que se lesionou logo após entrar em campo, ainda deixou uma cena para os torcedores se emocionarem. A imagem do jogador se arrastando em campo, com a coxa direita dilacerada, e marcando os zagueiros do Coritiba, foi a marca deste Palmeiras guerreiro que conquistou o título da Copa do Brasil mesmo com todas as lesões e suspensões na trajetória até o título.

Agora, o Palmeiras já começa a montar seu planejamento para a Copa Libertadores 2012, competição que o alviverde volta a disputar após três anos ausente. Até lá, o time de Felipão tem o Brasileiro e a Sul-Americana para disputar. A incerteza fica por conta da permanência do técnico Luiz Felipe Scolari para a próxima temporada. Mas o torcedor palmeirense está pouco se importanto com qualquer outra questão. No momento, a única vontade é gritar “é campeão” até a voz acabar.


Felipão: a alegria do comandante

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