Bando Olodum e Meireles: barrados na comunidade quilombola
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A equipe do Bando de Teatro Olodum, incluindo o diretor e ex-secretário de cultura do estado, Márcio Meirelles, foi impedida de entrar na comunidade quilombola do Rio dos Macacos, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador na manhã deste domingo (8).

O grupo faria uma apresentação no local, mas foi impedido de entrar na comunidade por homens da Marinha, que continuam controlando o acesso ao local, onde está sendo travada uma briga judicial entre os moradores e as Forças Armadas pelo título de propriedade da área.

Após o impedimento, houve uma reunião do lado de fora da comunidade quilombola entre o Bando e outras representações culturais, que estariam presentes no espetáculo, e foi decidido que na próxima terça-feira (10) haverá um novo contato com a Defensoria Pública da União (DPU) para, assim, tentar marcar uma nova data para realização do evento dentro do Rio dos Macacos.

Ainda segundo informações da assessoria de Márcio Meirelles, apesar de estar sabendo da realização do evento, a Marinha alegou que não havia um documento no comando que permitisse a entrada da equipe na comunidade. A assessoria da Marinha informou que irá apurar as circunstâncias do fato, mas confirmou que é necessária uma permissão oficial da Marinha para a entrada na comunidade, já que o local é monitorado pelas Forças Armadas.

A apresentação, uma leitura dramática do espetáculo “Candaces, a Reconstrução do Fogo”, aconteceria a partir das 10h e teria sido informada ao comando da Marinha. O objetivo da ação no local era “chamar a atenção da sociedade para as violações sofridas pela comunidade quilombola”, segundo informou a assessoria de imprensa do bando. O texto do espetáculo que seria apresentado ressalta mitos e símbolos da ancestralidade africana no Brasil.

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