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DEU NO UOL

Em “Para Roma, com Amor”, que chega ao Brasil nesta sexta (29), Allen reuniu quatro histórias de visitantes e habitantes da Cidade Eterna: a do arquiteto (Alec Baldwin) que vê outro visitante, o estudante de arquitetura Jesse Eisenberg (ou seria ele mesmo na juventude?) se apaixonar pela garota errada (Ellen Page); a do diretor de óperas (Woody Allen) que, inesperadamente, descobre um grande tenor (o astro da ópera Fabio Armiliato), que só consegue cantar no banheiro; a do “zé-mané” (Roberto Benigni) que um dia acorda e descobre que virou celebridade; e a do casal (Alessandra Mastronardi e Alessandro Tiberi) que chega do interior e se mete num extraordinário imbróglio de identidades trocadas envolvendo uma garota de programa (Penelope Cruz, maravilhosa) e dois astros da Cinecittá (Ornella Muti e Antonio Albanese).

“Eu vou onde sou bem-vindo, onde meus filmes podem ser financiados sem restrições à minha visão criativa”, diz Allen. “E onde eu possa passar três meses agradáveis enquanto filmo.” E confirma: o Brasil poderia ser um destino próximo para suas aventuras turístico-cinematográficas.

UOL – Por que Roma?

Woody Allen – Eu sou, em grande parte, produto do cinema italiano. Minha visão do mundo e do cinema foi formada em grande parte pelos filmes maravilhosos de Fellini e De Sica, de Antonioni, Visconti, Pietro Germi, Mario Monicelli… Isso vale para todos os filmes que vi enquanto crescia. Mesmo a Nova York dos meus filmes não é exatamente a Nova York verdadeira, mas a que eu vi nos filmes de Hollywood, uma versão muito melhor e mais glamourizada da minha cidade. Mais tarde, quando conheci Roma – e eu já visitei Roma várias vezes – sempre a visão que eu tinha, dos filmes, era mais forte que minha experiencia. Então minha visão de Roma não é de um italiano, mas de um americano que viu muitos filmes italianos.

Os italianos, aliás, ficaram um tanto aborrecidos com o modo como você os retrata no filme… Como você reage a isso?

Eu tenho dos italianos a mesma impressão que tenho dos franceses ou dos ingleses ou dos norte-americanos… que em qualquer lugar existem pessoas ótimas e pessoas idiotas. Por que os italianos seriam diferentes? Eles têm seu estoque de pessoas incrivelmente maravilhosa e seu estoque de pessoas bobas como qualquer outro país. Na verdade, um romano vivendo em Roma, hoje, é bem capaz de fazer um filme muito mais incisivo, crítico mesmo, mostrando duramente as questões que afetam a população da cidade de modo profundo. Como disse, eu sou apenas um americano que cresceu amando filmes italianos. Eu vi Roma através de lentes cor de rosa…

http://youtu.be/3JeuI8PKF0M

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