Jorge Portugal:”são professores
acostumados a ganhar bem”
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Após a Secretaria Estadual de Educação (SEC) justificar o valor do contrato celebrado entre a pasta e a Abaís Conteúdos Educativos & Produção Cultural Ltda, o diretor da empresa, professor Jorge Portugal, resolveu se pronunciar e justificar as cifras que ultrapassam a casa do milhão de reais, com vistas à realização de aulas de preparação para o Enem para alunos do 3º ano da rede pública de ensino.

Em entrevista ao Metro1, nesta quarta-feira (27), Portugal afirmou que a vultosa quantia de R$ 1.591.774,80, com recursos oriundos da SEC, se explica, entre outras coisas, pela qualidade dos docentes contratados para dar as aulas. “São professores que trabalham na rede particular, em colégios de ponta. De Anchieta, de Grandes Mestres, de Mendel, e que estão acostumados a ganhar bem”, afirmou o empresário e educador, durante o aulão inaugural na Escola Parque, na Caixa D’Água.

Discrepância

Ainda segundo Portugal, o contrato vai contemplar 32 assuntos, em 384 aulas. Nestas, cada professor irá ganhar R$ 250 por hora de explanação. “Eles não aceitariam ganhar menos. Esse número parece assustador, mas é nada perto dessa dificuldade social que você viu aí”, complementou.

Para se ter uma ideia da discrepância no valor pago aos mestres, um professor da rede estadual de ensino ganha, em média, apenas R$ 8,40 por hora-aula, segundo estimativa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato). Assim, cada educador da rede particular que lecionar no projeto de Portugal, financiado com verba pública, irá ganhar 30 vezes mais que um professor do estado, de braços cruzados há quase 80 dias em luta por melhorias salariais.

Para o professor Jorge Portugal, o valor é um investimento na educação. “Você vai concordar comigo que a grande pobreza da mentalidade brasileira é achar que a educação é custo e não investimento. Quando é para o rico, é investimento; quando é para o pobre, é custo”, defendeu, ao tentar se esquivar das polêmicas que envolveram as cifras aportadas no projeto, definido pela SEC como “emergencial”.

“Respeito todos os professores da rede estadual, mas os estudantes precisam ter aula, e nós vamos apoiar [os alunos]”, emendou Portugal, que também defende o reajuste da categoria na rede pública de ensino: “Os professores têm que ganhar bem, mesmo. E não é 22% não [de reajuste]. É mais do que isso”.

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Comentários

vangelis on 28 junho, 2012 at 10:15 #

“Pobre Jorge. Acabou a carreira por tão pouco.” (Uma amiga)


vangelis on 28 junho, 2012 at 10:17 #

“ELE NUNCA SE FORMOU EM COISA ALGUMA E CHAMAM DE PROFESSOR, É AUTO-DIDATA APENAS. filiado ao PT DO DIRETORIO DE SANTO AMARO DA PURIFICAÇÃO – BAHIA…” (Um amigo)


Junior on 28 junho, 2012 at 15:39 #

egundo a Constituição Federal de 1988, Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
Onde está aqui na Bahia aplicado esse direito a todos?


Lorena on 28 junho, 2012 at 17:41 #

A situação esta insustentável. A greve continua. O movimento de professores é legitimo, contudo, nossos jovens estão sem aula. O ano letivo praticamente comprometido. Os alunos que irão fazer vestibular a ver navios. Uma quebra de braço que prejudica principalmente os alunos que estão a 79 dias sem aula.

Certo que a vontade de todos e ver a greve acabar com um resultado que beneficie a todos: alunos (principalmente), professores e Estado.

Enquanto a greve não acaba o Estado adota medidas, mesmo que paliativas, mas emergenciais, para tentar minimizar os prejuízos para os alunos da rede publica, o professor Jorge Portugal, profissional de uma competência inquestionável e que comprovadamente milita por educação de qualidade por toda sua carreira e em todos os espaços, e isso é conhecimento de todos, entra em socorro as verdadeiras vítimas desse sistema e é alvo de criticas caluniosas e revanchista.

Precisamos encontrar os verdadeiros culpados pela má qualidade no ensino publico, pelas péssimas condições dos professores, pelos péssimos salários pagos aos professores, pela dificuldades que nossos jovens encontram para vencer o vestibular das universidades publicas.

Não estou unicamente em defesa do Professor Jorge Portugal, estou chamando para uma reflexão, para não reproduzimos o que ouvimos na mídia e crucificamos a quem nos estende a mão.


danilo on 28 junho, 2012 at 18:15 #

Jorge Portugal foi meu professor em cursinho pré-vestibular, e sempre achei ele um picareta, com suas indefectíveis camisas vermelhas e aquela conversa mole subliminar de socialismo. sempre foi um chato de galocha, compositor provinciano e medíocre. agora está mostrando que o papo de socialismo era pura gaiva para ganhar dinheiro fácil das mãos dos cumpanhêro.


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