Monsenhor Bergalló, bispo de Merlo-Moreno:
“era uma amiga de infância”

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O Papa Bento XXI aceitou a renúncia do bispo argentino Fernando María Bargalló, que foi fotografado tomando banho de mar com uma mulher em uma praia do México, informou nesta terça-feira (26) o Vaticano.

A renúncia do bispo de Merlo-Moreno foi aceita segundo o artigo 401, parágrafo 2, do Direito Canônico, que prevê o afastamento “por doença ou causa grave”.

O bispo argumentou que se tratava de uma “amiga de infância”.

Na véspera, uma fonte eclesiástica havia informado que Bargalló tinha pedido a renúncia.

Monsenhor Bargalló, 57 anos, que preside a Cáritas na América Latina, organismo de ajuda aos mais pobres, foi flagrado na praia do resort mexicano com a “amiga”, ambos em traje de banho, em cenas de intimidade.

A fonte destacou nesta segunda-feira que “monsenhor Bargalló nunca manejou dinheiro da Cáritas, o que era feito por administradores leigos” da organização.

“Não sabemos se a relação (entre o bispo e a mulher) prossegue”, disse a fonte.

Apenas o fato de o bispo ter se hospedado em um hotel cinco estrelas quando promove uma campanha de doações para caridade foi suficiente para abalar a Igreja argentina.

Bargalló, à frente da diocese de Merlo-Moreno desde 1997, era cotado para substituir Jorge Bergoglio como arcebispo de Buenos Aires.

“As fotos publicadas são de um encontro ocasional no México, há dois anos, com uma amiga de infância (…) e com outras pessoas que não aparecem (nas fotografias) e com as quais sempre tive fortes vínculos”, argumentou.

A imprensa argentina identificou a “amiga” de Bargalló como Mariví Martínez Bo, 56 anos, uma empresária divorciada do setor de gastronomia.

Os católicos da América Latina têm sido expostos a diversos casos de bispos forçados a admitir sua paternidade diante da Justiça, a exemplo do ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, o que abriu uma discussão sobre a validade do celibato, mas o compromisso com os pobres sempre esteve fora do debate.

O bispo de Avellaneda, monsenhor Jerónimo Podestá, foi afastado desta diocese na periferia de Buenos Aires por manter uma relação sentimental com sua secretária, que acabou assumindo publicamente, mas sem renunciar ao hábito e deflagrando o chamado Movimento dos Padres Casados.

Outros sacerdotes argentinos confessaram relações sentimentais com suas fiéis, como o ex-padre Herenar Sackman, que abandonou o hábito em 1989 e se casou com uma voluntária da Cáritas, ou Víctor Casas, que renunciou para ficar com uma jovem do coro da sua igreja.

(Com informações do portal G1)

http://youtu.be/EddsV0YTP8U
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Som Brasil 2007.
História e música deste grande artista brasileiro.

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Palco

Gilberto Gil

Subo nesse palco, minha alma cheira a talco
Como bumbum de bebê, de bebê
Minha aura clara, só quem é clarividente pode ver
Pode ver
Trago a minha banda, só quem sabe onde é Luanda
Saberá lhe dar valor, dar valor
Vale quanto pesa prá quem preza o louco bumbum do tambor
Do tambor

Fogo eterno prá afugentar
O inferno prá outro lugar
Fogo eterno prá consumir
O inferno, fora daqui

Venho para a festa, sei que muitos têm na testa

O deus-sol como um sinal, um sinal
Eu como devoto trago um cesto de alegrias de quintal

De quintal

Há também um cântaro, quem manda é Deus a música

Pedindo prá deixar, prá deixar
Derramar o bálsamo, fazer o canto, cantar o cantar

Lá, lá, iá

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Setentão, hein Gilberto Passos Gil Moreira? Parabéns e bravo! Mas queremos mais, muito mais!!!

Toca em frente, Gil. Bahia em Pauta vai com você.

(Vitor Hugo Soares)


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DEU NA COLUNA HOLOFOTE, ASSINADA PELO JORNALISTA OTÁVIO CABRAL, NA EDIÇÃO DA REVISTA VEJA DESTA SEMANA, QUE ESTÁ NAS BANCAS.

OS NEGÓCIOS DOS HERDEIROS

Cinco anos após a morte de Antônio Carlos Magalhães, seus herdeiros começaram a resolver a conturbada disputa de sua herança. Na semana passada, Cesar Mata Pires, dono da empreiteira OAS e marido da única filha de ACM, vendeu sua parte na TV Bahia, restransmissora da TV Globo, à EPTV. Outro herdeiro, Luiz Eduardo Magalhães Filho, negociou suas cotas no Correio da Bahia com o deputado ACM Neto, candidato a prefeito de Salvador. Com o dinheiro, Luiz Eduardo arrematou as partes dos outros herdeiros na Construtora Santa Helena.

Com essas transações. a TV deve se profissionalizar e apenas o jornal seguirá sendo usado pelos políticos da família. Os negócios, porém, podem ser anulados, pois há dois filhos fora do casamento (um de ACM e um outro de Luiz Eduardo Magalhães) que lutam por seus quinhões na fortuna.

jun
26
Posted on 26-06-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-06-2012


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Sid, hoje no Metro1 (BA)

jun
26
Posted on 26-06-2012
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OPINIÃO POLÍTICA

Detalhes

Ivan de Carvalho

1.Muitas pessoas e governos sul americanos estão considerando um golpe ou similar o impeachment de Fernando Lugo, que teve cassado em pouco menos de 30 horas seu mandato de presidente do Paraguai.

2. O governo brasileiro está, na prática – mas sem pronunciar a palavra golpe – dando essa interpretação à decisão tomada pelo Parlamento paraguaio, com processo formulado pela Câmara e julgado pelo Senado, sendo o impeachment aprovado por 39 votos contra quatro – uma minoria arrasadora para o governo que caiu. A queixa mais intensa nos meios da chamada “esquerda” paraguaia e nos governos que lamentam o impedimento do ex-bispo católico é a de que não lhe foi dado tempo suficiente para articular bem sua defesa. Verdade. Esse tempo, se dado, no entanto, também serviria para articular e aumentar as pressões externas (que se avolumavam) e mobilizações internas extra-parlamentares, que Lugo agora tenta articular com atraso.

3. No Brasil, o único presidente alvo de um processo de impeachment foi Fernando Collor. Processo aberto na Câmara dos Deputados a pedido da OAB e ABI e julgamento no Senado. Mas, durante a sessão e antes da votação que iria cassar-lhe o mandato, Collor renunciou, em carta lida no plenário por seu advogado.

4. A renúncia, ato unilateral e consumado assim que lido o comunicado, interrompia, inutilizava e extinguia instantaneamente o processo de impeachment, impossibilitando o corolário constitucional da esperada condenação – a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Mas o Senado Federal estava no embalo e não se conformou – ao arrepio da Constituição e para satisfação própria e das massas, aplicou a Collor a suspensão dos direitos políticos, quando já não podia declarar-lhe o impedimento, dando assim um péssimo exemplo quanto ao respeito à Constituição.

5. Maus exemplos frutificam. Talvez esta seja uma das razões porque ela, a Constituição de 88, continua sendo ainda violada e desconsiderada com tanta frequência e intensidade. Os partidos envolvidos com o impeachment – quase todos –, assim como a OAB e a ABI, comemoraram, e silenciaram sobre a violência inconstitucional tão bem demonstrada à nação pelo senador e jurista baiano Josaphat Marinho, então no PFL, em memorável e histórico discurso na sessão que deixou de ter um processo de impeachment para julgar, mas suspendeu direitos que não podia suspender. E ninguém recorreu ao STF porque a democracia brasileira não era (nem é ainda) tão forte assim.

6. No Paraguai, as acusações podem ter sido fracas, o tempo exíguo para uma defesa ampla – ainda que tenha havido a defesa –, mas até aqui não foi constatada infração à Constituição. O ex-presidente Lugo, aliás, entrou com uma ação de inconstitucionalidade na Corte Suprema do Paraguai, mas ela foi rejeitada.

7. Irritados porque Lugo sofreu impeachment, os governos da Unasul, Brasil inclusive, mandaram seus chanceleres ao Paraguai pressionar contra o processo de impeachment e houve anúncio de suspensão do Paraguai da Unasul (união das nações da América do Sul) e do Mercosul.

8. São os mesmos governos que não viram nem vêm os golpes sucessivos do governo Chávez – alguns com aparência legal, outros nem isso –, que querem a Venezuela dele no Mercosul, como querem o regime totalitário cubano na OEA e o fim do embargo americano a Cuba, enquanto montam um embargo comercial ao Paraguai, que, por enquanto, não é uma ditadura.

jun
26
Posted on 26-06-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-06-2012

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Música e interpretação:Gilberto Gil

Letra: Jose Carlos Capinan

Miserere-re nobis
Ora, ora pro nobis
É no sempre será, ô, iaiá
É no sempre, sempre serão
Já não somos como na chegada
Calados e magros, esperando o jantar
Na borda do prato se limita a janta
As espinhas do peixe de volta pro mar
Miserere-re nobis
Ora, ora pro nobis
É no sempre será, ô, iaiá
É no sempre, sempre serão
Tomara que um dia de um dia seja
Para todos e sempre a mesma cerveja
Tomara que um dia de um dia não
Para todos e sempre metade do pão
Tomara que um dia de um dia seja
Que seja de linho a toalha da mesa
Tomara que um dia de um dia não
Na mesa da gente tem banana e feijão
Miserere-re nobis
Ora, ora pro nobis
É no sempre será, ô, iaiá
É no sempre, sempre serão
Já não somos como na chegada
O sol já é claro nas águas quietas do mangue
Derramemos vinho no linho da mesa
Molhada de vinho e manchada de sangue
Miserere-re nobis
Ora, ora pro nobis
É no sempre será, ô, iaiá
É no sempre, sempre serão
Bê, rê, a – Bra
Zê, i, lê – zil
Fê, u – fu
Zê, i, lê – zil
Cê, a – ca
Nê, agá, a, o, til – ão
Ora pro nobis

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BOA NOITE!!!

(VHS)


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DEU NO IG

Por unanimidade, o Conselho de Ética do Senado aprovou na noite desta segunda-feira, 25, o relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) que pede a cassação de Demóstenes Torres (sem partido-GO) por quebra de decoro parlamentar.

Num relatório de 79 páginas, Humberto Costa disse que há provas “robustas” e manifestas” do envolvimento de Demóstenes com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira

Todos os 15 senadores foram favoráveis à perda de mandato do senador de Goiás. Agora o processo seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça para verificar sua legalidade. A expectativa é que vá à votação em plenário, em sessão secreta, daqui a duas semanas.

Antes da votação, o senador Mário Couto (PSDB-PA) disse que vai abrir em plenário seu voto, mesmo que ele venha a ser anulado. Couto defendeu que o processo seja votado em sessão aberta em plenário.

Ele afirmou que se desligará do conselho se o Senado inocentar Demóstenes. “Traga o caixão do Senado Federal, enterre o Senado, sepulte de uma vez. Que moral teremos mais depois disso”, disse.

”O senador Demóstenes Torres sabia e sabe o que é certo, mas resolveu trilhar o caminho do errado”, afirmou o senador Pedro Taques (PDT-MT).

“A mim, ele enganou o tempo todo”, afirmou o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Os dois não são integrantes do conselho, mas acompanharam a sessão de votação.

Influência

Ao longo de três horas de leitura do seu voto, Humberto Costa afirmou que o senador usou o seu mandato para “influenciar as diversas esferas do poder em favor dos negócios do contraventor”.

Ele disse que Demóstenes não apenas feriu a ética e o decoro parlamentar, mas também cometeu os crimes de advocacia administrativa e favorecimento pessoal.

No parecer, o relator disse que o contraventor é um “verdadeiro anjo-da-guarda do senador”. Segundo Costa, Cachoeira estava sempre trabalhando para proporcionar “comodidade”, “conforto” e “bem-estar” ao parlamentar: deu um rádio Nextel para o parlamentar falar, com a conta paga, comprou presentes no valor de R$ 170 mil, entre eles uma mesa de jantar (US$ 18 mil), um aparelhagem de som (US$ 27 mil), cinco garrafas de vinho (US$ 15 mil) e um fogão e geladeira no casamento (US$ 25 mil).

Costa considerou ser “inacreditável” que Demóstenes não soubesse que Cachoeira era contraventor. Pelas contas do relator, o senador e o contraventor encontraram-se 40 vezes e se falaram pelo telefone Nextel 97 vezes.

No texto, o relator citou o fato de o senador ter trocado 416 telefonemas em 316 dias com Cachoeira e integrantes do grupo do contraventor. Em outras 315 situações, seu nome foi citado por terceiros.

“Acredito que a todos nós ocorreu o mesmo que se passou com o senador Randolfe Rodrigues: a constatação de que nem mesmo com as nossas famílias falamos tanto!”.

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