Tem blog novo na WEB:É o Gazette, um espaço sobre Política, Meio Ambiente e Educação concebido e editado pela jornalista Rosane Santana, colaboradora da primeira hora do BP. Bahia em Pauta recomenda aos seus leitores e reproduz, a seguir o texto de estreia de Rosane no comando de seu site.

Rosane éJornalista e mestre em História Política pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Colaborou com a revista eletrônica Terra Magazine, em Boston (EUA), entre 2007 e 2010. Integrou a equipe de coordenação editorial da cobertura das eleições presidenciais 2010, no Brasil, pelo Portal Terra,em São Paulo. Atuou em todos os jornais de Salvador(BA), nos anos 80 e 90. É professora universitária

Sucesso!

Confira Gazette
( http://www.rosanesantana.blogspot.com.br/ )

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Federalismo e eleições municipais

Rosane Santana

O encontro de Dilma Rousseff com prefeitos e governadores de todo o país, em Brasília, nos últimos 30 dias, reproduziu um velho dilema do Estado brasileiro, desde a sua criação no Império, que o federalismo não superou: centralização ou descentralização do poder.

No Segundo Reinado, no século XIX, o alagoano Tavares Bastos, um dos precursores do federalismo, e Paulino José Soares de Souza, o Visconde do Uruguai, nascido na Europa, com atuação no Rio de Janeiro, e um dos conselheiros de D. Pedro II, travaram grandes debates na Câmara dos Deputados sobre a questão. O primeiro, a favor da descentralização. O segundo, claro, beneficiário direto das regalias palacianas, defendia a centralização.

Raimundo Faoro (Os Donos do Poder) classificou o sistema político brasileiro de “federalismo centralizado”, alternativa possível de descentralização num país de dimensões continentais, alto grau de analfabetismo e despreparo da população para o exercício das funções públicas.

Aliás, a centralização “foi um traço fundamental da monarquia portuguesa”, segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, e o federalismo brasileiro, como não poderia deixar de ser, herdou isso.

As queixas são as mesmas há quase dois séculos. No centro um poder autoritário, concentrador de rendas e gastador. Nas extremidades e no interior de um imenso território, populações desprovidas das condições mínimas de infraestrutura, a exemplo de saneamento básico, e com serviços precários de educação e saúde.

Com a chegada das eleições, o município volta a ser o palco dos debates políticos e os prefeitos aproveitam para reivindicar mais recursos.

Entretanto, quem acompanhou o São João, no Nordeste brasileiro, e pôde ver a estrutura montada pelas prefeituras interior adentro, para contratação milionária de bandas e artistas, tem a impressão de que a situação não é bem assim.

Afora o desperdício pela má aplicação de recursos públicos e desvios de toda a ordem, que a Corregedoria Geral da União (CGU) e os Tribunais de Contas, com estruturas reduzidas e, muitas vezes, submetidos a interesses políticos diversos, não conseguem controlar.

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Comentários

Gracinha on 25 junho, 2012 at 14:04 #

Parabéns Rosane!!! Sucesso para vc no novo blog e nas demais iniciativas.


Mariana Soares on 25 junho, 2012 at 22:25 #

Parabéns Rosane! Que os seus textos e comentarios sobre o dia a dia da politica e do mundo tragam sempre muita luz a todos nos! Sucesso e boa sorte!


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