Raimundo Lima, ao lado do filho Ébano,
nos Estados Unidos: Prêmio de Qualidade

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O Grupo Empresarial Aldeia, constituído por nove empresas que atuam em território angolano e no Brasil, conquistou o Prêmio Internacional de Qualidade, na categoria ouro, concedido pela Business Initiative Directions (B.I.D), nos Estados Unidos.

O grupo vencedor é presidido pelo empresário e jornalista  Raimundo Lima, baiano de Feira de Santana que há anos mora em Angola onde atua nas áreas de educação, comunicação, agroindústria e empreendimentos.

No final do mês de maio deste ano, uma delegação de diretores do Grupo Aldeia participou em Nova Iorque do evento de premiação do International Quality Summit Award.

“Somos uma instituição com atuação num país subdesenvolvido, que conquista um prêmio de reconhecimento internacional. Além disso, o fato de não nos termos inscritos e sim termos sido indicados por empresas que ganharam o mesmo premio anteriormente, só fortalece nossa imagem como exemplo de qualidade a ser seguido por outras empresas no Brasil e na África”, disse Lima.

Vivendo em Angola há mais de uma década, Raimundo Lima é  reconhecido também na Bahia. Formado na Escola de Comunicação da UFBA, foi reporter de Economia da sucursal baiana de O Globo , trabalhou na Sucursal do Jornal do Brasil em Salvador e foi presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), antes de se mudar para Luanda.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do Blog da Feira)
redacao@blogdafeira.com.br

jun
25


Vaia de professor constrange Wagner
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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação*

A solenidade de transferência da sede do Governo da Bahia para Cachoeira, no Recôncavo Baiano, iniciada às 8h30 desta segunda-feira (25), foi marcada por protestos dos professores grevistas da rede estadual de ensino ao governador Jaques Wagner.

Os professores, que consideram Wagner um traidor, vaiaram o político e cantaram músicas de protesto nas ruas da cidade histórica neste 76ª dia de greve. “Governador ordinário não deu o piso e cortou o meu salário, cantava em coro os cerca de 50 manifestantes na cidade histórica de Cachoeira. Eles dizem que o acordo de reajuste salarial firmado com Jaques Wagner não foi cumprido e não aceitam a proposta do petista para retornar as aulas e dar fim à greve.

Em entrevista a jornalistas na cidade, Wagner pediu a compreensão dos professores e disse que os alunos não podem ser usados como escudo para o movimento da categoria. Ele acrescentou que existem “formas mais inteligentes” de se manifestar sem sacrificar os estudantes.

Sede do governo por 24 horas

A mudança de sede do governo estadual está prevista na Lei 10.695/07, aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia e sancionada pelo governador Jaques Wagner, que estabelece que em 25 de junho a sede do governo seja transferida para Cachoeira por 24 horas.

A data lembra o ano de 1822, quando os moradores de Cachoeira iniciaram as lutas pela Independência da Bahia, culminando com a batalha final, em 2 de Julho de 1823, data magna do estado.

Retorno das aulas para o 3º ano
Apesar da normalidade relatada pelo secretário Osvaldo Barreto em relação ao retorno das aulas para os alunos do 3º ano em Salvador, os professores grevistas da rede estadual realizaram uma manifestação na frente das escolas-polo, de acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB).

A ação, segundo a professora Marilene Beltros, da APLB, tem o objetivo de “conscientizar” alunos e pais dos estudantes sobre o motivo do governo do estado na realização das aulas para os estudantes do 3º ano. De acordo com a sindicalista, o objetivo de Jaques Wagner é desmobilizar o movimento e forçar a retomada das aulas pelos grevistas. “As escolas e os professores estão completamente despreparados para as aulas que começaram hoje”, criticou Marilene.

A expectativa é que os 22 mil alunos do 3º ano do ensino médio da rede estadual em Salvador voltem às aulas. Para isso foram convocados 1,2 mil professores em estágio probatório e do Regime Especial de Direito Administrativo .

(Com informações do repórter Leo Barsan )

jun
25


Fátima:Adoção, depilação masculina e
ela mesma na estreia de Encontro
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DEU NO BLOG DE PATRÍCIA KOGUT (O GLOBO)

Fátima Bernardes fala de adoção, depilação masculina e dela própria na estréia de Encontro e levanta Ibobe da Globo no horário

Estreia de hoje da Globo, “Encontro com Fátima Bernardes” teve média de 10,1 (prévia do Ibope). O horário costumava dar à Globo média de seis pontos, com a “TV Globinho”. Na faixa – das 10h37m ao meio-dia em ponto -, o SBT ficou em segundo lugar, com 7,3; e a Record, em terceiro, com 5,6.

O programa tratou de adoção, mostrou um grupo de amigos que fez sua primeira viagem internacional e falou de depilação masculina.

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DEU NA VEJA (ONLINE)

Carol Nogueira

Em sua estreia na Globo nesta segunda-feira, Encontro com Fátima Bernardes, novo programa da ex-âncora do Jornal Nacional, ainda não conseguiu mostrar a que veio. Com duração de 1h30, a nova atração matutina da emissora pareceu um pouco perdida tanto no formato ao vivo, que mistura alguns VTs, quanto na integração de equipe e plateia. Mas, a julgar pelo Ibope alcançado — média de 10 pontos, o dobro do que o horário registrava com a TV Globinho -, a Globo deve estar em festa. A questão é saber se ela vai manter essa audiência.

Antes de o programa começar, foram mostrados alguns flashbacks de momentos da carreira de Fátima, como sua despedida do Jornal Nacional e a preparação para Encontro… até, finalmente, o dia da estreia. “Estou muito feliz”, declarou a agora apresentadora, acrescentando que a fase de incubação do programa durou seis meses — “menos do que uma gravidez” — e que o formato ainda não está acabado. “Tenho certeza de que ele vai mudar a cada dia com a ajuda dos telespectadores”, afirmou Fátima, com roupas e postura mais despojadas que nunca. Ela tem razão. O formato de Encontro… ainda não ficou muito claro.

O primeiro tema foi adoção. Fátima levou à plateia casais que tem filhos adotivos para contar suas histórias. Um deles, testando sua veia poética, disse que adotar serve para medir o “DNA da alma” – outros depoimentos de causar “vergonha alheia” viriam depois. Também foram mostradas algumas entrevistas feitas com crianças que vivem em orfanatos, num tom dramático um pouco excessivo para um programa matutino. O correspondente da Globo em Londres, Marcos Losekann, foi chamado a participar e ficou perdido no meio do assunto, até que, alguns minutos depois, a apresentadora explicou que ele trataria do sistema de adoção na Inglaterra. Depois, foi a vez de outro correspondente, Thiago Crespo, falar sobre o mesmo sistema no Marrocos – essa participação, pré-gravada, funcionou melhor. Fátima foi didática: “A intenção não é fazer uma campanha pela adoção, mas jogar luz no assunto para quem quiser adotar.”

Outro tema abordado foi a história de pessoas que viajaram recentemente pela primeira vez de avião, focando claramente no novo público queridinho da emissora – a classe C. Nessa matéria em especial, os depoimentos de três amigos que viajaram juntos para a Disney ficaram um pouco confusos, mas Fátima teve o timing certo para chamar o vídeo de apoio, que explicou melhor a história. Mas, na última matéria do dia, sobre depilação masculina, a equipe já demonstrou estar mais integrada, gerando um debate interessante e divertido entre apresentadores e plateia. Foi boa a sacada de levar um lutador de MMA que se depila.

Um dos quadros propostos para o programa nessa estreia foi um momento em que são mostrados vídeos de pessoas dentro de uma cabine espelhada, no qual elas falam sobre seus sonhos (viajar, ter um filho, entre outros), mas a falta de jeito de alguns com a câmera torna a situação involuntariamente cômica. Em um deles, ao ouvir que o sonho de um dos rapazes era “pegar muita onda”, Fátima, sem jeito, respondeu: “Que bom, hein?”, com um sorriso amarelo. Também ficou meio perdido o momento em que ela chamou o marido, William Bonner, direto da reunião de pauta do JN, para falar sobre nada. Foi apenas um dos muitos momentos entediantes do novo programa.

Entre a equipe de Fátima, pontos positivos para o repórter Lair Rennó, que se mostrou despojado e à vontade para falar sobre qualquer tema, inclusive dar as notícias (chatas) do dia. Os humoristas Marcos Veras e Victor Sarro não fizeram muita diferença. Sarro não abriu a boca, Veras, quando falou, foi inconveniente. E o papagaio? Onde está?

Tem blog novo na WEB:É o Gazette, um espaço sobre Política, Meio Ambiente e Educação concebido e editado pela jornalista Rosane Santana, colaboradora da primeira hora do BP. Bahia em Pauta recomenda aos seus leitores e reproduz, a seguir o texto de estreia de Rosane no comando de seu site.

Rosane éJornalista e mestre em História Política pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Colaborou com a revista eletrônica Terra Magazine, em Boston (EUA), entre 2007 e 2010. Integrou a equipe de coordenação editorial da cobertura das eleições presidenciais 2010, no Brasil, pelo Portal Terra,em São Paulo. Atuou em todos os jornais de Salvador(BA), nos anos 80 e 90. É professora universitária

Sucesso!

Confira Gazette
( http://www.rosanesantana.blogspot.com.br/ )

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Federalismo e eleições municipais

Rosane Santana

O encontro de Dilma Rousseff com prefeitos e governadores de todo o país, em Brasília, nos últimos 30 dias, reproduziu um velho dilema do Estado brasileiro, desde a sua criação no Império, que o federalismo não superou: centralização ou descentralização do poder.

No Segundo Reinado, no século XIX, o alagoano Tavares Bastos, um dos precursores do federalismo, e Paulino José Soares de Souza, o Visconde do Uruguai, nascido na Europa, com atuação no Rio de Janeiro, e um dos conselheiros de D. Pedro II, travaram grandes debates na Câmara dos Deputados sobre a questão. O primeiro, a favor da descentralização. O segundo, claro, beneficiário direto das regalias palacianas, defendia a centralização.

Raimundo Faoro (Os Donos do Poder) classificou o sistema político brasileiro de “federalismo centralizado”, alternativa possível de descentralização num país de dimensões continentais, alto grau de analfabetismo e despreparo da população para o exercício das funções públicas.

Aliás, a centralização “foi um traço fundamental da monarquia portuguesa”, segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, e o federalismo brasileiro, como não poderia deixar de ser, herdou isso.

As queixas são as mesmas há quase dois séculos. No centro um poder autoritário, concentrador de rendas e gastador. Nas extremidades e no interior de um imenso território, populações desprovidas das condições mínimas de infraestrutura, a exemplo de saneamento básico, e com serviços precários de educação e saúde.

Com a chegada das eleições, o município volta a ser o palco dos debates políticos e os prefeitos aproveitam para reivindicar mais recursos.

Entretanto, quem acompanhou o São João, no Nordeste brasileiro, e pôde ver a estrutura montada pelas prefeituras interior adentro, para contratação milionária de bandas e artistas, tem a impressão de que a situação não é bem assim.

Afora o desperdício pela má aplicação de recursos públicos e desvios de toda a ordem, que a Corregedoria Geral da União (CGU) e os Tribunais de Contas, com estruturas reduzidas e, muitas vezes, submetidos a interesses políticos diversos, não conseguem controlar.


MK:”Eu sei o que fiz e sei, também,
os erros que cometi”

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DEU EM A TARDE

PATRÍCIA FRANÇA (repórter da editoria de Política)

Prefeito de Salvador duas vezes – entre 1979 e 1981, ao ser nomeado pelo então governador Antonio Carlos Magalhães, e em 1986, desta vez eleito pelo PMDB –, Mário Kertész diz que volta à política partidária, após 20 anos, porque tem um projeto consistente para a cidade. Admite que o PMDB sairá só na eleição e critica as alianças baseadas não na identidade ideológica ou de propostas, mas no tempo que os partidos têm na TV. Kertész transmite seu último programa de rádio na noite desta quinta-feira, antes da convenção do PMDB que homologará na sexta sua candidatura, e entra firme na campanha.

A TARDE – O senhor chegou a dizer que se as oposições não se unissem caminhariam para a derrota. Mesmo assim, resolveu sair candidato. O senhor mudou de opinião ou é estratégia do PMDB para manter sua força em Salvador?

Mário Kertész – Eu mudei de opinião, sim. Estávamos querendo fazer um projeto político e não um projeto eleitoral. O projeto político significa a gente ter uma visão estratégica da política da Bahia, que passa, necessariamente, pela eleição de 2012. Então, as oposições unidas iriam para esse embate com muito mais chance de vitória. E, consequentemente, com muito mais chance de vitória em 2014. Como não foi possível construir essa unidade, em função de interesses privados de outros candidatos (ACM Neto), o que me interessa, agora, é discutir a cidade. Não sou candidato à reeleição, não serei candidato a governador, a prefeito, a senador, a presidente da República. Eu encerrei minha carreira política há 20 anos e não quero reabrir. Mas eu estou com uma proposta para a cidade do Salvador, que está em uma situação de calamidade.

AT – O PMDB deve seguir sozinho. O senhor acha que tem alguma chance de chegar ao segundo turno?

MK – Não tenho a menor dúvida disso e vou lutar para isso. Não vai ser uma coisa fácil. Aqui na Bahia há uma tendência de se fazer polarização entre Bahia e Vitória (comparação figurada para falar de DEM e PT) como nenhum outro, mas há poucos anos o Colo-Colo de Ilhéus ganhou o campeonato baiano (nas últimas eleições na capital, DEM e PT foram derrotados por João Henrique, que se elegeu pelo PDT e se reelegeu pelo PMDB).

AT – O que dificultou a atração de outros partidos para o projeto do PMDB?

MK – Inicialmente nós estávamos muito bem com o PSDB e estávamos bem com o DEM, porque ACM Neto, várias vezes, disse que seria candidato a governador. Ele não queria ser candidato a prefeito. Na hora que ele mudou, e que a decisão passou a ser uma decisão nacional, eles atropelaram um candidato forte, que era Antônio Imbassahy (deputado federal e ex-prefeito), por conta do apoio do DEM a José Serra em São Paulo. Foi daí que acabou a história (aliança das oposições). Agora, veja o seguinte: os apoios hoje têm sido buscados não em função de identidade de projeto ou identidade ideológica. É assim: quanto tempo você tem de televisão? Você viu que Maluf estava lá com Lula (apertando a mão), Lula assim, meio hã-hã. Todo mundo criticando muito, uma situação dificílima por causa de um minuto e 35 segundos de televisão.

AT – O fato de a candidatura de Neto ter sido imposta pelas executivas nacionais, dividindo o PDSB aqui, pode dificultar a candidatura do democrata?

MK – Não sei dizer, mas o PSDB vai dividido, eu não tenho a menor dúvida. Acho muito difícil conseguir um PSDB unido, mesmo porque a principal liderança do PSDB em Salvador é Antônio Imbassahy, e ele não dá mostras, nenhuma, de que irá apoiar Neto.

AT – O senhor tem conversado com Imbassahy? Acha que vai contar com o seu apoio?

MK – Ele não definiu o apoio a ninguém. Mas tenho conversado bastante com ele.

AT – Os demais candidatos sinalizam que não pretendem fazer críticas ao governo João Henrique e que preferem apresentar um projeto alternativo para a cidade. O senhor seguirá nessa linha?

MK – Acho que a discussão sobre projeto é a coisa mais importante. Agora, impossível é não fazer críticas a uma administração que, em oito anos, levou a cidade ao caos. Mas o mais importante é o projeto. Eu tenho um projeto para a cidade e pretendo apresentar. Mas eu vou criticar, sim, sem dúvida. É impossível não fazer crítica a João Henrique, passar batido. Tem candidato que está querendo o apoio dele; eu não quero. Se ele me oferecesse, chegasse e dissesse ‘eu vim lhe apoiar’, eu diria ‘não, não, não, passe…. vá por outra rua, vá bater em outro terreiro’.

AT – Para chegar ao segundo turno, o senhor terá de confrontar ACM Neto e Pelegrino, os dois candidatos que mais pontuam nas pesquisas. Qual será sua estratégia?

MK – Apresentar proposta para a cidade. O confronto comigo vai ser assim. Eu acho, inclusive, até pela intimidade que existe entre os principais candidatos, e Alice Portugal (PCdoB) também, já que todos nós nos conhecemos, nos damos bem, que cada um de nós vai apresentar proposta para a cidade. A discussão tem que ser em torno de Salvador, para a população dizer: vou votar naquele porque acredito que a proposta é a melhor.

AT – Como João Henrique, que terá o seu governo avaliado, o senhor, que também foi gestor da cidade, está preparado para ser vidraça?

MK – Tranquilamente. Não tenho nenhuma dificuldade em lidar com isso. Eu estou muito acostumado, fui vidraça muitos anos. Eu sei o que eu fiz e sei, também, os erros que eu cometi.

Leia entrevista completa de Mario Kertész na edição
impressa do jornal A Tarde desta segunda-feira(25)


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Maninha
Chico Buarque

Se lembra da fogueira
Se lembra dos balões
Se lembra dos luares dos sertões
A roupa no varal, feriado nacional
E as estrelas salpicadas nas canções
Se lembra quando toda modinha falava de amor
pois nunca mais cantei, oh maninha
Depois que ele chegou
Se lembra da jaqueira
A fruta no capim
Dos sonhos que você contou pra mim
Os passos no porão, lembra da assombração
E das almas com perfume de jasmim
Se lembra do jardim, oh maninha
Coberto de flor
Pois hoje só dá erva daninha
No chão que ele pisou
Se lembra do futuro
Que a gente combinou
Eu era tão criança e ainda sou
Querendo acreditar que o dia vai raiar
Só porque uma cantiga anunciou
Mas não me deixe assim, tão sozinha
A me torturar
Que um dia ele vai embora, maninha
Prá nunca mais voltar…

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Vai para Regina Soares, um dos esteios deste site blog desde o começo, na data de seu aniversário.

Com abraços e votos de felicidades para a combatente que nunca recusa uma boa briga. Cai às vezes, mas sempre levanta e vai em frente.Mulher altiva, mãe, avó, mana e cunhada amiga e generosa. Vencedora.

TIM TIM !

( Hugo e Margarida)


João: volta correndo dos EUA para apoiar Leão
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DEU NO JORNAL A TARDE

Biaggio Talento

O prefeito João Henrique (PP) resolveu interromper as férias nos Estados Unidos para entrar de cabeça nas negociações do seu partido visando ao lançamento da candidatura de João Leão à prefeitura. Ele desembarca na capital baiana nesta segunda, 25, para se reunir com o deputado Mário Negromonte, presidente do partido na Bahia, Leão e o ex-secretário de Transporte José Mattos, na manhã de terça. À tarde, terá encontro com candidatos a vereador dos partidos que o apoiam para discutir estratégias de campanha. Depois retorna para as férias nos EUA, onde deixou a mulher, Tatiana Paraíso, e as enteadas. O prefeito respondeu com exclusividade, via e-mail, a perguntas que o
A TARDE lhe enviou sobre a sucessão municipal e sua viagem criticada pelo Ministério Público e pelo TRE.

João defendeu candidatura própria do seu partido: “O PP sempre teve um candidato, João Leão. Mesmo com as negociações que são naturais neste período, sinto da base uma reação natural por um candidato próprio. Leão é o nosso nome”, disse.

Questionado sobre se ficou de fora das negociações entre o PT e o PP, para a formação de uma chapa à prefeitura, o prefeito afirmou que sempre foi informado das tratativas entre os representantes dos dois partidos. “Mantenho ótimo relacionamento com a cúpula do PP, de absoluta lealdade. Ocorre que a base falou mais alto, principalmente as bases da periferia. Governei para o subúrbio e para a periferia. Antes, eles eram esquecidos”.

Embora defenda candidatura própria, o prefeito ponderou que a decisão é do partido, “conhecido pelos princípios democráticos”. Sobre as críticas dos pré-candidatos a prefeito è sua gestão, João Henrique disse que são normais em período eleitoral. “Eu continuo esperando as propostas. Até agora, nada. Torço muito pelo futuro prefeito independentemente do partido vencedor. É Salvador que tem que ganhar”. Ele lembrou que de uma forma ou de outra todos que estão na disputa participaram do seu governo. “O passado também faz parte da nossa história. Tem gente que fala que o meu governo não teve planejamento. Acho graça. As contas públicas estão equilibradas como nunca tiveram. A prefeitura é independente hoje. Não é mais uma secretaria do Estado. Os servidores tiveram reajustes históricos. E tem mais: os projetos estruturantes estão prontos. É um legado que deixo e que a cidade nunca teve. Estou falando de mobilidade urbana, principalmente”.

Possibilidades

Caso Leão não passe para o segundo turno, e numa disputa entre ACM Neto e Pelegrino, o prefeito disse ser prematuro decidir qual dos dois apoiará.
“Ainda é muito cedo. Em 2008, eu estava fora a esta altura do processo. Terminei vencendo, contrariando expectativas e especialistas”.

Indagado sobre a votação das suas contas relativas ao exercício de 2010, o prefeito acha que serão apreciadas ainda durante o seu mandato. “É uma questão que compete ao Poder Legislativo. Eu confio muito no bom senso da Câmara de Vereadores. Espero que a votação seja meramente técnica, comprovando que não houve dolo ou improbidade administrativa”.

Aos que questionaram sua viagem, João disse estar amparado pela Lei Orgânica do Município ao deixar a prefeitura nas mãos da procuradora-geral do município. Esclareceu que comunicou sua ausência do País à Câmara Municipal de Salvador, embora não tivesse obrigação de fazê-lo, pois sua viagem é inferior a 30 dias.

Veja matéria completa sobre o prefeito e sua viagem no portal www.atardecom.br.

jun
25
Posted on 25-06-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-06-2012


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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (CE)


Joseph(PT) x Isaac(PC do B):rebeldia em Juazeiro

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OPINIÃO POLÍTICA

Ditaduras contestadas

Ivan de Carvalho

Um fenômeno interessante e provavelmente benéfico no âmbito dos partidos está se desenvolvendo no Recife e em Juazeiro. Muito provavelmente ocorre em vários outros municípios do país, mas, os dois casos citados são certamente os mais notórios para os baianos.

O primeiro, por afetar a sucessão do prefeito de uma das mais importantes capitais de estado e envolvendo o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, cuja importância na política brasileira não para de aumentar. O segundo, por envolver a sucessão de prefeito numa das principais cidades baianas e gerar uma crise de alguma relevância na sessão estadual do PT.

No Recife, o prefeito João Costa, do PT e que tem grande popularidade, afirmou sua candidatura à reeleição, mas os comandos nacionais do seu partido e do PSB, representados por Lula e Eduardo Campos, respectivamente, concordaram em que o candidato da aliança PT-PSB e outros teria que ser o senador petista e ex-ministro da Saúde de Lula, Humberto Costa.

Tudo acertado, salvo pelo fato de que o prefeito João Costa não concordou. Ganhou uma prévia promovida pelo próprio PT, que depois a anulou, marcou outra – que o prefeito ia ganhar também – e a inviabilizou com a renúncia do único concorrente, o deputado Maurício Rands, para impor a candidatura do senador Humberto Costa. Então, um juiz determinou que a primeira prévia – a única realizada – foi válida e comunicou que o candidato do PT tem de ser o prefeito João Costa.

Para tornar o caso mais espetacular, o governador Eduardo Campos, alegando que o PT não conseguiu resolver sua divisão interna, anunciou que o PSB terá seu próprio candidato e o PT que se vire. Ou se dane.
Em Juazeiro o caso é menos complicado. O prefeito Isaac Cunha, do PC do B, é candidato à reeleição. O comando estadual do PT quer apoiá-lo, em troca de apoio do PC do B em Lauro de Freitas e talvez dentro de uma aliança mais ampla. Mas o PT de Juazeiro faz questão de ter candidato próprio e homologou em convenção, na sexta-feira, a candidatura do ex-prefeito e ex-deputado federal Joseph Bandeira, que liderava e continua liderando com folga as sondagens de intenções de voto. O segundo colocado nas pesquisas era o deputado Roberto Carlos, do PDT, que já declarou seu apoio a Bandeira. Quando este não era incluído na pesquisa, Roberto Carlos liderava. Além de lideranças do PDT, PTB, PRP, PSDC e PT do B, prestigiou a convenção – sempre ensinando boas lições – o ex-governador Waldir Pires, do PT. Ao Blog do Geraldo José, Joseph Bandeira afirmou: “Não sou homem de temer nada de ninguém, não tenho medo de nada, não temo retaliações, aliás, eu quero retaliações porque estou com o povo de Juazeiro. A cada ação literalmente haverá a reação, isso vocês podem acreditar”. Em síntese: uma zorra.

Mas, qual o benefício que essas rebeldias contra os controles superiores (nacionais, estaduais) dos partidos pode acarretar? Nos dois casos expostos, atingiu o PT, mas outras legendas não estarão a salvo. É que a legislação partidária e eleitoral apontaram para o estabelecimento de ditaduras nos partidos, exercidas pelo ápice da pirâmide. No limite, um horror do qual a História dá testemunho continuado. As primeiras rebeldias talvez estimulem outras e a liberdade acabe se infiltrando e criando raízes na base da pirâmide.

Talvez, se isso acontecer, Lula não mais frequente a casa de Maluf.

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