http://youtu.be/UXXA_h3ugTk
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Samba na caixa, maestro!

BOA TARDE!!!

(VHS)

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DEU NO TERRA MAGAZINE E NO JORNAL DA GAZETA (JG)

Bob Fernandes

Lula, prisioneiro do silêncio em meio às crises


Como previsível desde a segunda-feira (18), Erundina desistiu de ser candidata a vice-prefeita na aliança do PSB com o PT. A desastrosa foto-aliança de Fernando Haddad e Lula com Paulo Maluf deixou consequências e lições.

Toda semana conversamos aqui. Estes são tempos de maniqueísmo exacerbado. O maniqueísmo costuma levar à desinformação e inflar a burrice, quando não também o ódio, seja ideológico, religioso, o que for. Por isso, nas nossas conversas, a intenção de perceber os fatos por seus diversos ângulos e matizes.

Haddad e o PT cometeram erros brutais, inclusive de avaliação. Ficou claro que são cardeais do PT, e não o candidato Haddad, que pilotam as engrenagens da candidatura. Outros personagens nesse enredo são Erundina e Lula; Maluf e sua conhecidíssima história dispensam maiores comentários.

Percebido no atacado, o episódio indica comportamento exemplar de Erundina. Pedagógico. Ela mostrou que nem tudo na política precisa ser esperteza e pilantragem. Visto no varejo, nos detalhes, o enredo leva às dúvidas.

Pelo que se sabe, Erundina, como tanta gente, chocou-se com a foto de Lula e Haddad com Maluf. Mas a Foto é mais importante do que o Fato? Na sexta-feira (15), quando Erundina aceitou ser vice, já era fato que Haddad fecharia com Maluf. Erundina sabia disso. Por que, então, aceitou ser vice?

Ao que parece, a foto com Maluf reacendeu antigas razões e feridas de Erundina. Razões e feridas com o PT. E com Lula.

O que os olhos não veem o coração não sente?

E Lula? Há três meses, escassos três meses, Lula lutava contra o câncer. Luta pela vida e contra a morte. Quem já sofreu ou viu isso de perto sabe da brutalidade, das muitas e variadas sequelas. Sequelas de toda ordem.

Nesta semana, por exemplo, um freio de arrumação depois da crise da foto-aliança. Foram cancelados compromissos que não levavam em conta o estágio da recuperação do ex-presidente.

Lula é um cidadão que ainda tem poder. Muito poder. Quem tem tanto poder tem assessores. Tem também o cerco dos áulicos. Das áulicas. E, num ano de eleição, de “amigos” e “aliados” que o querem para tudo.

Os médicos dizem que, por conta do tratamento, a garganta de Lula ainda está inflamada. Ele não pode e não deve falar. Por isso, mesmo de volta à cena, Lula quase não fala. Outros falam por ele. Ou dizem falar por ele. Se escreve, se diz que Lula disse isso, Lula fez aquilo; não importa se é verdadeiro ou não. Se está escrito, se está dito… é fato.

Acumulam-se os erros. E Lula segue em silêncio. Sem dizer o que fez ou não, e porque fez ou deixou de fazer. Assessores, ou áulicos, ou aliados, falam por ele.

Lula, que deixou o governo com 90% de aprovação, vai gastando algo do seu prestígio. Enorme prestígio, mesmo que disso discordem os 10% que o desaprovam. Estes vibram e magnificam cada erro. A cada erro, percebe-se na internet: os que vivem para desejar a morte de Lula -política ou mesmo física- festejam nas redes sociais. Cliquem e confiram.

Pessoas próximas a Lula entendem que ele deveria se preservar. Antes de qualquer coisa, deveria se recuperar totalmente das sequelas da recente batalha pela vida.

Estes próximos entendem que um Lula calado, sem poder falar, deveria sair de cena. E só voltar quando pleno de corpo, alma…e fala. Para esses, que são amigos, ou Lula fala, diz o que pensa e fez ou faz, ou se “cala”. E cala quem diz agir e falar por ele.

jun
21
Posted on 21-06-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-06-2012


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Sid, hoje no portal Metro1(BA)


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OPINIÃO POLÍTICA

O governo, o PT e a greve

Ivan de Carvalho

Completou 70 dias ontem a greve dos professores da rede estadual de ensino. O governo está muito incomodado com o movimento e isto é perfeitamente compreensível. Vários são os motivos. É desagradável e desgastante, por si mesmo, para qualquer administração, conviver com uma grave tão prolongada, sem conseguir o fim do movimento, apesar de haver ingressado no Judiciário e obtido ganho de causa no Superior Tribunal de Justiça. Na terça-feira, mesmo ante a decisão da Justiça, uma assembleia geral da categoria decidiu, sem dissidências presentes, prosseguir na greve.

A paralisação já se estende por tempo suficiente para ameaçar, seriamente, o próprio ano letivo. Estamos chegando às festas juninas e as férias de meio de ano dos professores e alunos estarão comprometidas, isto no caso de a greve, para surpresa geral, acabar imediatamente. Mas essa perspectiva não parece plausível, a julgar pelos fatos e pela conjuntura. Com isso, tudo indica que acabarão ficando comprometidas as férias de verão, com o que danam-se os professores, os alunos e seus pais. Na melhor das hipóteses, este será um ano letivo feito “nas coxas”, como as cubanas fazem charutos Havana, antes tão apreciados pelo líder maior do PT, que infelizmente já não pode mais desfrutar desse perigoso prazer.

O prolongamento da greve já vem há muito desgostando e desgastando o governo. A demonstração disso é a intensidade com que este põe na mídia sua convocação aos professores para que voltem às salas de aula, sua impossibilidade (creio que verdadeira) de oferecer à categoria mais do que já deu e o que considera falta completa de justificativa para a continuidade da greve.

É evidente que o fato de se estar em um ano eleitoral aumenta a angústia do governo e a estende à coalizão governista, principalmente ao PT e de modo especial na capital e grandes cidades. Os professores são uma categoria muito influente junto à comunidade, portanto, no eleitorado. Isto é o que Nelson Rodrigues qualificaria de “óbvio ululante”.
E a influência política do governo e dos partidos aliados no movimento grevista está próxima de zero. Na assembleia geral de terça-feira, o coordenador setorial de educação do PT na Bahia, Antonio Edgard, tentou apoiar o movimento e não conseguiu. Note bem o leitor: ele não foi ao microfone tentar convencer os professores a voltarem às aulas, ele foi, segundo explicou depois, para apoiar o movimento – até agora eu não entendi esse negócio, devo ser o que os ingleses chamam de “pessoa menos inteligente”. Edgard quis dizer ao microfone, mas só conseguiu dizer depois, ao site Bahia Notícias, que “o PT apoia o movimento. Tem que separar o que é partido e o que é governo. Nesse ponto o PT é contrário ao governador”.

No meu pobre entender, o PT está querendo tirar o braço da seringa. Mas quem fala pelo partido é o governador ou o presidente estadual Jonas Paulo. Convenhamos, Edgard ainda tem muita escada a subir até alcançar o mesmo andar.
O governo poderia até encontrar um aliado indireto se o PC do B, que é da coalizão governista, estivesse controlando o movimento grevista. Mas não está. Apenas tem influência nele, desde o princípio, na deflagração, e a partir de um certo momento – quando ficou claro que a greve já estava “demais da conta” – até faz esforço para abreviá-la. Inútil, pois o controle está firmemente nãos mãos do PSOL e do PSTU


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Festa em São Paulo! Festa na Bahia! Festa no Brasil!

BOA NOITE!!!

(VHS)

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