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DEU NO BLOG DE MARIO KERTÉSZ

É vivendo e aprendendo! Sem nenhum julgamento, quero dizer que achei interessantíssimo o apoio de Maluf ao candidato a prefeito de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, com a presença do ex-presidente Lula. O engraçado e que ele [Maluf] exigiu que o encontro acontecesse na casa dele e fez questão da presença de Lula. Alguém falou, recentemente, que as coligações não se fazem mais pelos partidos, mas sim pelo tempo de televisão… É…
(Mário Kertész)

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Posted on 18-06-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-06-2012


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ARTIGO

Rio+ 20: o encontro dos contra-pontos

Maria Aparecida Torneros

As instalações da grande exposição intitulada Humanidade 2012, magestosamente, invadem a pedra do Forte de Copacabana, soerguendo andares e andaimes com vista para um mar digno e azul, num Rio de Janeiro que recebe milhares de pessoas do mundo inteiro dispostas a discutir o futuro do Planeta. Um encontro magnânimo, tanto em sonhos e esperanças quanto em propostas e frustrações, em momento em que os ditos países ricos estão deveras preocupados em sobrevivência econômica e aumento de empregos, deixando a agenda ambiental em segundo e terceiro planos, legando o cerne da discussão energética, da economia verde à implementação das energias renováveis para as falas dos países em desenvolvimento, aqueles onde a energia ainda é , em sua maioria, advinda de fósseis, e, em percentagem substancial nem chega à vida e ao dia-a-dia de uma expressiva parcela das populações de África e Ásia, por exemplo.

O título é pomposo : Cúpula dos Povos, uma vez que de povos o mundo está mesmo repleto, com suas diferenças, suas histórias, anseios, medos, marcas de exploração, de guerras, de colonização e de progressos em nome de um desenvolvimento cujo modelo se esgotou mas não morreu ainda. Haja vista os contra-pontos que a Rio mais 20 enseja. Um sem número de falas ao vento, de expectativas ao léo, ou seria de água mole que finalmente, um dia, há de furar a pedra dura?

Difícil avaliar de um fôlego só tudo que acontece na cidade maravilhosa, nestes dias de Humanidade 2012, o nefasto poder dos poderosos, direcionando o burburinho aguerrido dos “sem poder” que buscam mostrar sua consciência ambiental acirrada, suas conquistas em termos de novas posturas quanto ao mundo dito industrializado e moderno, enquanto a mãe natureza, a terra dadivosa, o planeta fatigado ou o mundo em que vivemos, se dá conta de que precisa correr atrás do prejuízo em mudar o foco dos padrões desenvolvimentistas…

História de novas gerações antenadas, coisa de gente respeitosa, espaço de seres humanos honrados, repletos de bons propósitos e crenças de um mundo melhor a se legado às novas gerações.

Rendo-me aos sonhos e seus contra-pontos flagrantes nesta Rio mais 20, lugar de encontro onde todos tentam chegar a um denominador nada comum… os interesses vários se diluem e se perdem entre poderosos que representam capital internacional, governos industrialmente sustentados, modelos baseados em lucros a quaiquer preços, tecnologias que ao se tornarem obsoletas são transferidas mediante vendas e acordos aos que antes não tinham nada, e estes, humildemente, as recebem como solução temporária para seus problemas emergenciais…foi sempre assim, diz a história, mas pode mudar, gritam os novos arautos da humana idade do futuro.

Eis que algo como água da chuva bate em pedra muito dura e abre um veio, um caminho lento, uma canaleta de esperança… de contra-ponto em contra-ponto, alguém vislumbra um mundo novo possível, apesar dos contratempos, leio e releio textos sobre o evento, visito lugares, acompanho debates… destaco um trecho:

“Há grande expectativa quanto às decisões e conclusões que vão sair da tão falada Conferência das Nações Unidas, mas acima de tudo o que se espera é que haja flexibilidade para que as iniciativas possam ser incrementadas em todo o mundo, tanto em países desenvolvidos quanto em nações em desenvolvimento, despertando a consciência em cada pessoa. Outra das grandes questões e essa, sim, essencial é a de que a economia participe das mudanças e se mostre cooperante. Sem sintonia entre política e economia em questões tão urgentes e sensíveis quanto preservação ambiental e desenvolvimento sustentável dificilmente haverá espaço para um novo rumo.

Por enquanto, o espaço para o debate, discussão e reflexão está, sem sombra de dúvida aberto, desde as mais altas patentes políticas e governamentais, passando pela mídia até ao mundo virtual das redes sociais. O diálogo está lançado, resta saber que caminho as próximas duas semanas irá abrir. ”

A chave, o x da questão : política e economia, é isso mesmo…enquanto ambas se calcarem no egoísmo ou egocentrismo dos poderosos, tudo mudará mesmo muito lentamente, a despeito de contra-pontos pertinentes ao grande encontro no Rio de Janeiro.

Maria Aparecida Torneros, escritora e jornalista, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida

Ministro do STF adia votação no Conselho de Ética que pode

Deu no iG

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli adiou nesta segunda-feira a votação do processo disciplinar que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) enfrenta no Conselho de Ética, que estava marcada para hoje. Ele concedeu parcialmente uma liminar requerida pela defesa do senador Demóstenes Torres.

O ministro determinou que a decisão final em relação ao processo de quebra de decoro parlamentar seja realizada três dias úteis após a divulgação do parecer do relator, o senador Humberto Costa (PT-PE), o que ocorrerá nesta segunda-feira. A defesa havia pedido dez dias ao STF.

“Essa decisão compreende também o tempo hábil para que os demais membros do Conselho tenham acesso às razões apresentadas em alegações finais”, escreve o ministro na decisão. Toffoli afirmou que, com isso, espera garantir “de fato o direito à ampla defesa e ao contraditório.”

É esperado que Costa proponha, em seu relatório final, a cassação do senador. Demóstenes é acusado de ter usado seu mandato e sua influência para agir em favor de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso desde fevereiro, por chefiar uma rede de jogos ilegais. Seu envolvimento com políticos e empresários motivou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista no Congresso.

O parecer mostrará que o senador recebeu vantagens indevidas, entre as quais valores financeiros, uma cozinha importada e um telefone habilitado no exterior para conversar com integrantes do grupo sem risco de interceptação policial, além de ter mentido ao Congresso no depoimento que tentou explicar suas relações com o esquema.

“Vou me ater a fatos que ele admitiu e construir o meu parecer em cima de dados concretos”, disse Costa. Ele não quis antecipar o voto, para não ser acusado de prejulgamento.

O pedido de liminar concedido em parte por Dias Toffoli foi o segundo apresentado pela defesa do senador antes da reunião do Conselho de Ética, marcada para às 14h30 desta segunda-feira.

Um primeiro pedido havia sido encaminhado para análise da ministra Cármem Lúcia, no qual o advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, argumentava cerceamento de defesa em razão do indeferimento do pedido de realização de perícia nos áudios de conversas telefônicas registradas pela Polícia Federal que envolviam o senador. A ministra negara a liminar.

( Com Agência Estado)

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Vai para o casal de noivos Fabrício e sua Natasha – amigos queridos do BP . Eles vieram de São Paulo para preparar os caminhos do altar marcado para dezembro, em Salvador.

Ah, e dar uma passada no restaurante Yemanjá para provar (mais uma vez) a deliciosa moqueca de camarão, antes de retornar ao batente nos repectivos hospitais onde trabalham na pauliceia. Il Mondo é a canção preferida de Fabricio, catarinense com sangue italiano correndo nas veias.Foi pouco tempo, mas foi legal.

Abraços para o casal e bom dia para todos os ouvintes e leitores do BP.

(Vitor Hugo Soares)


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Alice(PC do B) com Lídice(PSB):
força na Convenção

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Agora é para valer:

Militantes do PCdoB dos quatro cantos da capital lotaram o auditório do Centro de Convenções da Bahia na manhã de ontem, domingo (17), para participar da Convenção Eleitoral que homologou a candidatura de Alice Portugal à Prefeitura de Salvador e de uma chapa de 65 postulantes à Câmara Vereadores.

O evento contou com a participação do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo; do ex-presidente da ANP, Haroldo Lima; do presidente estadual, Daniel Almeida, além de outras lideranças do PCdoB na Bahia.Também a senadora Lídice da Mata (PSB), participu da festa, à qual o candidato indicado pelo PT, deputado Nelson Pelegrino, tradicional aliado do PC do B, não compareceu

“Hoje é um dia histórico, pois é a primeira vez que o PCdoB em Salvador vai para a rua com candidatura e fisionomia próprias. Alice vai conduzir este projeto que é de toda a militância desta cidade, onde temos larga tradição de participação nos movimentos sociais e na Câmara de Vereadores”, afirma o presidente do PCdoB em Salvador, Geraldo Galindo, na abertura da parte formal do encontro, que homologou as candidaturas e o projeto político do PCdoB para o pleito de outubro.

Lidice da Mata

A senadora Lidice da Mata (PSB-BA) compareceu ao ato político da Convenção Municipal do PCdoB para saudar a candidatura de Alice à prefeita de Salvador. “ Ficarei feliz se Alice for a segunda prefeita de Salvador . Fui a primeira mulher a ocupar esse cargo nessa nossa cidade e agora pode ser a vez de Alice”, declarou a senadora para entusiasmo dos presentes.

Entrevista à imprensa

O ato formal foi seguido de coletiva à imprensa, que contou com a participação dos principais órgãos de imprensa do estado. “ É um momento importante para o partido, Nós temos um candidatura homologada e que está sendo lançada dentro do prazo. Além disso, estamos conversando com PTB, PDT e PSL e existe e expectativa de que este bloco seja firmado até a próxima quarta-feira, quando acontece uma reunião entre as direções destes partidos”, disse Alice Portugal, em sua primeira entrevista como candidata.

A importância desta candidatura de Alice foi reforçada pelo presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo. “Na Bahia o PCdoB é forte e tem muito para crescer. É um partido que tem uma ligação real com o povo e já estava na hora de ter uma candidatura própria. Alice tem uma forte influência em Salvador e na Bahia. É um exemplo para os quadros do partido, é uma mulher forte e capaz e que tem grandes chances de chegar ao segundo turno para a prefeitura de Salvador”, concluiu.

“Salvador em primeiro lugar. Alice 65” é o slogan da campanha da candidata à prefeita que foi gritado com entusiasmo pela militância presente

( Com informações do site Vermelho – repórter Eliane Costa – e fontes do BP)

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http://youtu.be/0St9_L6Mryc

Sérgio Ricardo – Poema Azul, da “Bossa Romântica de Sérgio Ricardo”
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Foto:Cecilia Acioli/Folhapress
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O cantor e compositor Sérgio Ricardo (paulista de Marília e bamba do Vidigal,no Rio de Janeiro ) chega hoje (18) aos 80 anos e os comemora nos palcos de teatro.

Assim, ele – que é músico, escritor, cineasta e pintor- reitera sua versatilidade, abafada pelo episódio que o eternizaria: o rompante em que, impedido pelo público de apresentar “Beto Bom de Bola” no Festival da Record em 1967, quebrou seu violão, informa reportagem de Rodolfo Lucena publicada na Folha desta segunda-feira.

Autor de “Bandeira de Retalhos” ambiciona ter suas peças filmadas

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Os festejos do aniversário de Sérgio Ricardo, que já renderam uma exposição sobre sua obra em março, incluirão ainda shows em São Paulo, no próximo fim de semana.

Acompanhado das filhas, Adriana e Marina, o compositor faz uma viagem por mais de 60 anos de carreira.

Há canções românticas, como “O Nosso Olhar”, gravada em 1960 no disco “A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo”, e há a engajada “Zelão”, que, registrada no mesmo disco, marcou uma virada na trajetória do cantor.

(Informações da Folha.com. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

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Posted on 18-06-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-06-2012


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Sid, hoje, no Metro1(BA)

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OPINIÃO POLÍTICA
Começa uma batalha

Ivan de Carvalho

Já está em vigor a Lei de Acesso à Informação, mas o governo e a burocracia estatal estão resistindo bravamente. Já era mesmo de se esperar. Há toda uma mentalidade secular no país de que os negócios de estado são da conta apenas dos governantes e seus funcionários.

Por esta mentalidade, a sociedade, o povo, do qual, nas democracias, emana o poder e em nome do qual é exercido, não tem que meter o bedelho nesses negócios e, como diriam os franceses se falassem português, “amaldiçoado seja quem pensar mal dessas coisas”.

É evidente que em muitíssimos casos – podemos chegar facilmente a essa conclusão, quando levamos em conta o espantoso e ostensivo grau de corrupção e de outros desvios que a administração pública atingiu no Brasil – a resistência ao cumprimento da lei decorre do desejo de manter segredo a respeito de miríades de “malfeitos”.

“O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”, ensinou, pensando que não era ouvido pelo país, o embaixador Rubens Ricúpero, quando ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, embora em um contexto que, justiça se faça, não envolvia a corrupção, mas envolvia o gravíssimo e antidemocrático erro de manter a população em ignorância sobre os altos e baixos dos primeiros meses do Plano Real.

Significava que ele e o governo buscavam mostrar apenas os altos e esconder os baixos.
Em outra multidão de casos que começaram a ocorrer e também, como os da primeira categoria, se multiplicarão, a resistência à prestação de informação tornada obrigatória pela Lei de Acesso decorre não de um objetivo de ocultar o malfeito, mas de uma cultura da burocracia que vê como uma propriedade sua o conhecimento dos negócios estatais, não raramente por puro deleite, pelo prazer de saber coisas cujo conhecimento nega aos cidadãos comuns – uma sensação de poder.

Bem, passando das avaliações aos fatos. Para fugir da obrigação de divulgar dados públicos, o governo está reclassificando documentos como sigilosos, para que passe a ter supostamente justificativa para negar pedidos de informação. Não fosse a nova lei, tais documentos continuariam sem classificação de sigilo, na verdade de livre consulta, e o governo arbitrariamente os manteria sob reserva, escondendo-os da sociedade, se lhe interessasse.
Mas, a entrada em vigor, em 16 de maio, da referida lei, determinando a obrigatoriedade da prestação da informação, deflagrou uma vergonhosa e ridícula – mas maligna, porque de espírito autoritário e de desrespeito à lei que busca driblar – corrida para carimbar como reservados documentos que assim não haviam sido considerados antes.

O carimbo, a depender do grau de sigilo imposto, pode manter o documento fora do raio de ação da Lei de Acesso à Informação pelo prazo mínimo de cinco anos e máximo de até 25 anos. A nova lei, que tem a transparência como objetivo e pode ser um poderoso instrumento contra a corrupção e outros “malfeitos”, está funcionando mal no governo da presidente Dilma Rousseff, como demonstrou ontem ampla reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Alega-se risco “à segurança da sociedade e ou do Estado” para negar até informações sobre convênios rotineiros, como, no Ministério da Ciência e Tecnologia, dados sobre uma parceria com entidade sem fins lucrativos para realização de palestras e cursos de acessibilidade que facilitem a inclusão de pessoas com deficiência.

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