jun
14

http://youtu.be/L7qyMBDDjvU

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Dance, Dance, Dance a noite toda com Aznavour.

Música na caixa, maestro!

(VHS)


ACM Neto e Célia: DEM e PV juntos em Salvador

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DEU NA FOLHA.COM

GRACILIANO ROCHA
DE SALVADOR

O pré-candidato do DEM à Prefeitura de Salvador, ACM Neto, anunciou nesta quinta-feira (14) a ativista negra Célia Sacramento (PV) como companheira de chapa para a eleição de outubro.

O PV é o quarto partido a integrar a aliança liderada pelo DEM. Herdeiro do carlismo, grupo político fundado por seu avô, Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), ACM Neto também tem o apoio do PSDB e do PPS.

Sacramento, que é negra, professora universitária e militante pela igualdade racial. Candidatou-se a deputada federal em 2010 e teve 7.674 votos, não sendo eleita.

“A vinda dela para a nossa aliança representa a diversidade de Salvador. Ela é representante legítima da mulher baiana, de origem humilde e que venceu profissionalmente pelos seus méritos. Esses são os valores que queremos na campanha e no nosso governo”, disse ACM Neto.

Com a escolha de uma mulher negra para vice, ACM Neto faz um gesto para a maioria da população. Segundo o IBGE, negros representam 79% da população da capital baiana.

Em 2008, o atual prefeito João Henrique (PP) também escolheu como companheiro de chapa para a reeleição o advogado negro Edvaldo Brito (PTB).

Prováveis oponentes de ACM Neto na disputa, o deputado federal Nelson Pellegrino (PT-BA) e o radialista Mário Kertész (PMDB) ainda não definiram seus vices.


Rio+20:preço insustentável da merenda
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DEU NA COLUNA DE ANCELMO.COM, EDITADA EM O GLOBO PELO JORNALISTA ANCELMO GÓIS

Preços insustentáveis no Riocentro

O Riocentro virou território da ONU até para os preços dos produtos da Food Court, a praça de alimentação da Rio+20: uma fatia de pizza Al Taglio sai por R$ 12,00 e a coca-cola Zero a R$ 5,00 a latinha.


Alguns dos desaparecidos no Araguaia:
“documentos destruídos”, diz Exercito.
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RUBENS VALENTE

LUCAS FERRAZ

DE BRASÍLIA

Os documentos do Exército sobre a Guerrilha do Araguaia – uma das principais promessas para a elucidação do conflito – foram todos destruídos, informou o Ministério da Defesa à Folha.

A admissão foi encaminhada à reportagem como resposta a um pedido de consulta feito baseado na Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor mês passado.

Foram solicitados materiais produzidos entre 1970 e 1985 sobre ações do Exército contra a guerrilha, o maior foco armado contra a ditadura (1964-85), no sul do Pará e hoje norte de Tocantins. O conflito, organizado pelo PC do B, ocorreu entre 1972 e 1974.

Na resposta do Serviço de Informação ao Cidadão do Exército, criado para atender as demandas da nova lei, a instituição diz que um decreto de 1977 “permitia a destruição de documentos sigilosos, bem como dos eventuais termos de destruição”.

De acordo com a resposta, a destruição dos documentos foi feita de tal forma que é impossível identificar os responsáveis pela eliminação, como desejam alguns dos membros da Comissão da Verdade.

Historiadores e familiares das vítimas do conflito especulam que os documentos tenham sido destruídos para apagar vestígios de eventuais crimes de oficiais.

O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim já havia dito, em 2011, que documentos relacionados à repressão haviam “desaparecido”. Mas é a primeira vez que o Exército admite a destruição após entrar em vigor a Lei de Acesso –que impede o bloqueio de qualquer informação relacionada aos direitos humanos.

Ainda assim, pesquisadores afirmam ser possível que existam documentos em poder de ex-militares guardados em arquivos privados.

Cerca de 70 militantes foram executados na Guerrilha do Araguaia, alguns sumariamente e após se entregarem. Até hoje, só foi possível identificar os restos de duas vítimas. O paradeiro dos demais nunca foi comprovado.

O combate provocou uma movimentação de militares comparável à da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-45). A atuação deu expertise para o Exército agir em regiões de floresta. A guerrilha, ainda hoje, é citada como exemplo nos cursos de formação militar.


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COMPOSIÇÃO DE GORDURINHA,SAUDOSO E QUERIDO SOTEROPOLITANO DA SAÚDE, BAIRRO DE BAMBAS DA MÚSICA EM SALVADOR, ONDE ESTE EDITOR PASSOU ALGUNS DOS MELHORES ANOS DE SUA JUVENTUDE.

ESSA MUSICA FOI GRAVADA PELO TRIO NORDESTINO EM 1964 E VIROU UM DOS PRIMEIROS E MAIORES SUCESSOS DO GRUPO.

MÚSICA NA CAIXA, COMO DIZ OLÍVIA.

(Vitor Hugo Soares)

jun
14


Terreiro da Casa Branca(Engenho Velho)- Salvador

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Lilian Machado

A valorização das casas de terreiros e de religiões de matriz africana, a partir do processo de tombamento representou um marco para a história da cultura no país e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi quem deu inicio a essa era de reconhecimento a um território antes ignorado.

Essas casas perfazem grande parte da origem africana tão presente na Bahia, se tornando monumentos do sagrado, que devem ser preservados. “Eles, os terreiros, carregam, de um lado a outro do oceano, a sacralidade, o testamento das pequenas áfricas – monumentais como o continente negro”, diz o superintendente do Iphan Bahia, Carlos Amorim.

Esse universo é descrito na obra O Patrimônio Cultural dos Templos Afro-Brasileiros (ed. Oiti – 238 páginas) que será lançado esta quinta-feira (14) , das 17 h às 21h, na Casa Berquó, Barroquinha, sede do Iphan. Estarão presentes no lançamento, o superintendente Carlos Amorim, alguns dos autores e representantes da OAS Empreendimentos, empresa patrocinadora da obra.

O significado da preservação começa com o Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, primeiro templo afro-brasileiro tombado como patrimônio histórico e etnográfico do Brasil, no ano de 1985. Em seguida mais cinco terreiros da Bahia e um do Maranhão foram registrados no acervo dos bens culturais do Brasil.

“A preservação de templos e locais sagrados da cultura afro-brasileira é coisa recente e se limitou, nos últimos 25 anos, à inscrição nos livros de tombo oficiais, malgrado o imperativo de se mover uma discussão profunda sobre o tema”, destaca Amorim.

O livro traz textos apresentados por um elenco significativo de peritos, professores, técnicos, especialistas em políticas de preservação cultural, africanistas e estudiosos das religiões de matriz africana, tendo a forte participação do povo de santo.

As apreciações foram originadas no Seminário Internacional Políticas de Acautelamento do Iphan para Templos de Cultos Afro-Brasileiros, evento que teve a participação de três universidades nacionais: a Universidade Federal da Bahia, a Universidade Federal do Maranhão e Universidade Federal de Pernambuco. Além disso, contou com a colaboração da Université d’Abomey-Calavi, da República do Benin e dois institutos de pesquisa franceses, o Centre d’Études Africaines, vinculado ao Instituto Recherche pour lê Développement e à École des Hautes Études en Sciences Sociales, e o Centre d’ Études des Mondes Africains, vinculado ao Centre National de la Recherche Scientifique.

A obra trata desde o tombamento dos terreiros no âmbito do Iphan às questões mais específicas no vasto mundo que envolve a temática, a exemplo da especulação imobiliária e a ocupação urbana desordenada, sendo citados como alguns dos problemas que afetam as áreas de uso dos cultos.

A estética do livro chama a atenção pelas fotos dos terreiros tombados e ilustrações de Carybé. A coordenação editorial é de Bete Capinan. A capa é de Humberto Vellame com fotos do Terreiro da Casa Branca, de Orlando Ribeiro. O livro será distribuído pelo Iphan, durante o lançamento.

Serviço:

Lançamento do livro “O Patrimônio Cultural dos Templos Afro-Brasileiros”,

Data: 14 de junho de 2012 das 17 h às 21 h

Local: Superintendência Estadual do Iphan – Bahia

Endereço: Casa Berquó – Rua Visconde de Itaparica, 08 – Centro – Barroquinha

jun
14
Posted on 14-06-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 14-06-2012


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Lute, hoje,no jornal Hoje em Dia (MG)


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OPINIÃO POLÍTICA

ROBERTO SANTOS

Ivan de Carvalho

Roberto Figueira Santos, por proposta da Mesa Diretora, aprovada pelo plenário da Assembléia Legislativa, recebe hoje, às 10 horas, a Comenda 2 de Julho. A saudação ao ex-governador será feita pelo presidente da Casa, Marcelo Nilo, porque foi quem teve a idéia da homenagem. Mas ele não podia apresentá-la como uma proposta dele, pois esta é uma prerrogativa da Mesa Diretora como um todo – o que, aliás, contribui para a relevância da comenda.

Quando foi escolhido governador da Bahia, o homenageado de hoje confidenciou a algumas pessoas próximas que gostaria de ser chamado, pela imprensa e a mídia eletrônica, de Roberto Figueira Santos, a forma que usei no início desta nota. Este seu desejo, talvez reflexo de praxes de uma intensa e vitoriosa vida acadêmica, não foi atendido no ambiente informal da política e da mídia.

Prevaleceu quase que imediatamente o tratamento de Roberto Santos e, como acaba ocorrendo com a maioria dos líderes políticos e outras pessoas muito conhecidas e muito citadas pela mídia e pela população, logo passou a ser Roberto. Pelo menos, alternativamente, pois muitas vezes, nas ocasiões solenes ou quando os editores precisavam de mais letras na manchete, usavam Roberto Santos. Creio que ele entendeu a “intimidade” pública e percebeu sua vantagem.

Mas vale lembrar outras coisas sobre Roberto Santos. Médico pela Universidade Federal da Bahia, especializado em clínica médica durante temporada nas universidades de Cornell, Michigan e Harvard (EUA) e em medicina experimental em Cambridge (Inglaterra), atuou na medicina, inclusive como professor na UFBa, foi secretário da Saúde da Bahia, cargo que deixou quando nomeado reitor da UFBa, posição que já fora ocupada por seu pai, Edgard Santos. Foi governador, presidente do CNPq, ministro da Saúde, presidente do Conselho Federal de Educação, representante do Brasil no Conselho Diretor da Organização Mundial de Saúde, órgão da ONU.

Depois de exercer o mandato de governador e para ajudar as oposições, disputou eleições para o governo mais duas vezes, a primeira delas em condições que, ele certamente sabia, inviabilizavam sua eleição e a segunda em circunstâncias que a tornavam, não impossível, mas muito difícil. Em 1986, apoiou a candidatura de Waldir Pires ao governo. E em 2010 publicou artigo em que – mesmo sendo do PSDB, que apoiava Paulo Souto – explicava as razões pelas quais iria votar em Jaques Wagner. Não tentei fazer aqui uma síntese da vida política de Roberto Santos, só mencionar alguns dados.

Como governador, ele foi importante. Coube-lhe uma tarefa vital para a Bahia, uma grande parte da implantação do Pólo Petroquímico de Camaçari. A barragem de Pedra do Cavalo, responsável pela maior parte do abastecimento de água de Salvador e Feira de Santana. Em Salvador ainda, o Centro de Convenções, o Museu de Tecnologia e toda a implantação dos equipamentos do Parque Metropolitano de Pituaçu, criado por decreto do então prefeito Fernando Wilson Magalhães. Mais: construção de 3 mil salas de aulas, 33 Centros Sociais Urbanos e construção de habitações populares pela URBIS.

No entanto, tão importante quanto tudo que acima foi citado e muito mais que ele fez, terão sido o exemplo de dignidade, honradez e seriedade que tem dado ao longo de toda a sua vida, pública e privada.

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