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Stevenson, lenda em Cuba …
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…e nos ringues olímpicos do mundo
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DEU NO “PÚBLICO”, DE PORTUGAL


Ele era Teofilo Stevenson, o fiel. À revolução cubana e ao boxe amador. Foi três vezes campeão olímpico e era amigo de Fidel Castro. Morreu aos 60 anos na última segunda-feira, em Havana, aquele que é considerado o melhor pugilista amador de todos os tempos, vítima de um ataque cardíaco.

Stevenson foi contemporâneo de Muhammad Ali, mas nunca o encontrou no ringue, porque nunca quis renunciar ao seu estatuto de amador, mesmo com ofertas de vários milhões de dólares de promotores norte-americanos para defrontar o lendário pugilista norte-americano para o título de pesados. “Não acredito no profissionalismo, apenas na revolução. Eu digo a estes americanos, a estes promotores, que o dinheiro não significa nada para mim. O que é um milhão de dólares comparado com o amor de oito milhões de cubanos?”, disse Stevenson numa entrevista.

Nascido em Las Tunas, uma província a norte de Cuba, a 29 de Março de 1952, sete anos antes de Fidel ter deposto o regime de Fulgencio Batista, Stevenson começou a praticar boxe em criança contra a vontade da mãe e os seus feitos nas categorias inferiores chamaram a atenção dos conselheiros desportivos soviéticos que estavam em Cuba para ajudar a desenvolver o desporto no país.

Aos 17 anos, competiu pela primeira vez no campeonato sénior cubano e perdeu, mas, depois, foi somando vitórias convincentes contra lutadores estabelecidos e rapidamente se estabeleceu como um dos melhores do país.

Nos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, Stevenson já era um dos melhores do mundo e acabaria por conquistar a primeira de três medalhas de ouro, ropendo o domínio norte-americano, não chegando, no entanto, a combater na final porque o seu adversário, um romeno, faltou ao combate.

O domínio de Stevenson no boxe amador estendeu-se ao Mundial de 1974, em Havana, e aos Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal. O seu currículo iria crescer com mais dois títulos mundiais em 1978 (Belgrado) e 1986 (Reno) e um olímpico em 1980 (Moscovo). Poderia ter ainda conquistado mais um ouro olímpico quatro anos depois, mas Cuba acompanhou o boicote da União Soviética e de outros países comunistas aos Jogos de Los Angeles.

Stevenson retirou-se em 1988, com um registo de 302 vitórias em 321 combates, mas não abandonou o boxe, tornando-se treinador e assumindo um cargo de vice-presidente na federação cubana e assistindo ao domínio progressivo de Cuba no boxe olímpico – em Atlanta 1996 a selecção cubana conquistou quatro medalhas de ouro e três de prata.

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