DEU NA FOLHA DE S. PAULO

O ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos afirmou que a imprensa “tomou partido” contra os réus do processo do mensalão e tenta influenciar o resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal fazendo “publicidade opressiva” do caso.

“Ela tomou um pouco de partido nessa questão”, disse Bastos na noite de sábado, em entrevista ao programa “Ponto a Ponto”, da BandNews, canal pago da TV Bandeirantes. “Elevou a um ponto muito forte o mensalão que vai ser julgado, deixando de lado os outros mensalões.”

O STF marcou para agosto o início do julgamento do mensalão, o escândalo que sacudiu o governo Lula em 2005 e atirou no banco dos réus políticos do PT e de outros partidos que ajudaram os petistas a chegar ao poder.

Bastos estava no governo na época em que o escândalo veio à tona e hoje é advogado de um dos réus do processo, o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado, acusado de colaborar na montagem do esquema de financiamento político que beneficiou o PT e seus aliados.

Na entrevista, conduzida pela jornalista Mônica Bergamo, colunista da Folha, e pelo sociólogo Antonio Lavareda, o advogado disse ver com preocupação a capacidade da imprensa de influenciar os juízes. “A vigilância da imprensa é fundamental”, afirmou. “Mas algumas vezes ela erra.”

O ex-ministro citou o caso de Alexandre Nardoni e sua segunda mulher, Anna Carolina Jatobá, condenados em 2010 pela morte da filha dele, Isabela Nardoni, de 5 anos. “É um exemplo típico de um julgamento que não houve”, disse. “Foi um justiçamento.”

Bastos lembrou que o advogado do casal Nardoni, Roberto Podval, foi agredido na rua durante o julgamento, “de tal maneira aquilo foi insuflado pelos meios de comunicação”, e afirmou que “o julgamento se torna uma farsa” em situações como essa.

Questionado se queria dizer que isso também estaria ocorrendo no processo do mensalão, o advogado respondeu: “Não estou querendo dizer, mas tenho medo que ocorra. Será possível fazer um julgamento com uma publicidade opressiva em cima?”

Há duas semanas, o ministro do STF Gilmar Mendes acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de pressionar o Supremo para adiar o julgamento do mensalão para depois das eleições municipais deste ano. Lula negou ter tratado do tema com Mendes ou outros ministros.

Bastos, que é amigo do ex-presidente Lula e participou da seleção de 8 dos 11 ministros que integram a corte atualmente, disse acreditar que a pressão da imprensa chegará “muito esbatida [atenuada]” ao Supremo desta vez.

“Os ministros são homens experimentados, preparados, probos e capazes de fazer um julgamento técnico que se aproxime o mais possível da justiça”, disse o advogado.


Salvador: na lista da privatição?
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DEU NO JORNAL VALOR ECONÔMICO

João Villaverde e André Borges

O governo federal deve anunciar nesta semana a concessão de mais três aeroportos à iniciativa privada. Os aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG) estão entre os três que a presidente Dilma Rousseff aceitou transferir da Infraero para os consórcios. Dilma deve aproveitar a cerimônia no Palácio do Planalto, na qual serão assinados os contratos dos três aeroportos já concedidos (Viracopos, Guarulhos e Brasília), para anunciar as novas concessões.

O Valor apurou que, ao lado de Galeão e Confins, o terceiro aeroporto a ser concedido deve ser o de Salvador (BA), embora também haja especulações sobre o terminal de Recife.

A decisão de anunciar três novas concessões de aeroportos ocorre num momento em que a presidente Dilma se mostra preocupada com o ritmo dos investimentos, tanto públicos quanto privados. Com as novas concessões, o governo espera “desatar” os investimentos de empresas na área, segundo fonte da área econômica.

Nos primeiros quatro meses deste ano, o aeroporto de Galeão recebeu 5,7 milhões de passageiros. Já o terminal de Confins recebeu 3,4 milhões de passageiros no mesmo período. Em Salvador, a movimentação entre janeiro e abril chegou a 2,7 milhões de pessoas. Em Recife, atingiu 2,2 milhões de usuários.

Até ontem, técnicos do governo não confirmavam a inclusão do aeroporto de Salvador no pacote de novas concessões. Um técnico afirmou ao Valor que o aeroporto de Recife (PE) não estava descartado, mas que as chances do terminal da capital baiana eram maiores.

Leia matéria completa no jornal VALOR


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DEU NO SETAO`S BLOG, EDITADO PELO PROFESSOR DA FACOM-UFBA E CRITICO DE CINEMA.

Os administradores da Sala Walter da Silveira cometeram um crime contra a memória do grande ensaísta baiano que dá nome à sala que fica situada nos Barris, com a retirada dos painéis fotográficos que mostravam Walter da Silveira em vários momentos de sua vida ativa e militante em pró do cinema baiano e brasileiro. Por que, pergunta a minha consciência e a minha razão, retiraram os painéis? Inclusive tendo em vista que a sala tem o nome de Walter da Silveira. O pretexto, segundo soube, foi uma reforma para deixá-la “mais bonitinha”. (a foto mostra o exterior já depois da triste reforma). Segundo a fonte que tive, os responsáveis se preocuparam mais com o banheiro feminino, que está uma ‘jóia’, segundo expressão de um bobo da corte. Na minha opinião, a sala está parecendo entrada de motel de estrada do Alabama (Estados Unidos). Enquanto isso, o espelho do projetor 35mm continua quebrado. O que se gastou na cruel reforma daria para consertá-lo – cruel para a memória, para a preservação da imagem do grande crítico.

7/2011

ALBUM: SERTÃO 70 (1982) RCA CAMDEN 107.0383

“Aqui Gonzagão diz uma verdade verdadeira… Originalmente, este LP foi lançado em 1970, como já diz o? título, com o selo RCA Victor e o número de catálogo BBL-1522. Confira também outras músicas desse álbum (nunca editado em CD) no YouTube.

Do ouvinte que assina Samuel na área de comentários do You Tube)

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GONZAGÃO E ANTONIO. DUPLA PODEROSA. UM VIVA AOS DOIS NESTA SEGUNDA-FEIRA DE JUNHO, NA SEMANA DO SANTO.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


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Deu na coluna RADAR, assinada pelo jornalista Lauro Jardim na revista VEJA. Edição nas bancas.

Francisco Falcão, escolhido pelos pares na semana passada para substituir a rigorosa Eliana Calmon na corregedoria do CNJ, se notabilizou, em seus tempos de juiz federal em Pernambuco, por empregar a mulher, a filha e a irmã em seu gabinete. Seu nome ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Por Lauro Jardim

jun
11
Posted on 11-06-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 11-06-2012


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Bruno Aziz, hoje, no jornal A Tarde (BA)

jun
11


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OPINIÃO POLÍTICA

Jabuti criando asa

Ivan de Carvalho

Já não dá mais para considerar o deputado Nelson Pelegrino, do PT, como um candidato a prefeito em dificuldades, devido à decolagem de jabuti que empreendia nas pesquisas eleitorais, apesar dos esforços de seu partido e das articulações políticas lideradas pelo governador Jaques Wagner.

Com a decisão tomada pelo PP de não lançar candidato próprio à prefeitura e apoiar o candidato petista, Pelegrino ganhou três prendas.

Uma, o apoio do PP, com o que ele pode agregar de tempo à propaganda eleitoral dita gratuita no rádio e na televisão para sua chapa.

Outra, a malvada extinção da candidatura do deputado João Leão, ex-chefe da Casa Civil do prefeito João Henrique e que deixou o cargo para habilitar-se à candidatura a prefeito, que então contava com o apoio aparentemente firme do chefe do Executivo municipal.

O PP, como partido, obteve dois ganhos. Um, maior integração e, supõe-se, influência na coalizão de partidos formada em torno do governador. Outra – a julgar por todos os indícios, apesar do esperneio periférico –, a vaga para vice-prefeito na chapa de Pelegrino, a ser ocupada pelo ex-secretário de Transportes e Infraestrutura de Salvador, José Mattos. Apesar disso, o PP sofreu um prejuízo – perdeu a oportunidade de, com a candidatura e a campanha de João Leão, mesmo para não ganhar as eleições, plantar semente no eleitorado da capital.

Não é, porém, somente o que já foi mencionado que fortalece a candidatura de Pelegrino. É que esta já contava com uma retaguarda em que se incluem as máquinas estadual e federal. Agora, em tese, com o apoio do PP, partido do prefeito João Henrique, acrescenta a máquina pública municipal – a terceira prenda. Digam o que disserem, as máquinas contam.

Mas porque em tese? Bem, em março, a bancada municipal do PT ratificou a decisão da Executiva municipal petista para que sejam rejeitadas as contas do prefeito. Ainda as de 2010. Está registrado na mídia da época. Inclusive um monte de razões dadas pelo líder do PT, Henrique Carballal, para justificar a rejeição. Até hoje as contas não foram votadas. Quando serão? E qual a posição que terá a bancada do PT agora, se o PP, partido do prefeito, passou a ser seu aliado em nível municipal? Se a bancada do PT mantiver a posição, pode ser que o prefeito resolva cuidar de sua vida de prefeito e esqueça – junto com a máquina – a campanha eleitoral de Pelegrino. Mas, claro, a Executiva e a bancada do PT podem fazer uma releitura do parecer do Tribunal de Contas e reformular sua posição. Mesmo assim, ficaria ainda faltando saber se o PT vai, na campanha, defender a administração João Henrique, mas ora vejam só!…
Tem mais sucessão.

Ontem, a convenção do PDT decidiu não decidir. O partido está dividido em três correntes. Uma quer apoiar Pelegrino, outra ACM Neto e outra prefere lançar candidato próprio, que seria Félix Mendonça Jr..O deputado Marcos Medrado já fugiu da raia, como de hábito. Então anunciaram que vão lançar candidato próprio ou indicar o vice de algum candidato (Pelegrino ou ACM Neto) a que se aliarem. Mas Pelegrino já tem vice.

Aliás, antes de José Mattos, seu vice, tido mas não mantido, foi o deputado Alan Sanches, muito bem votado em Salvador e ex-presidente da Câmara Municipal, onde fez gestão bem avaliada. Mas o PSD, atual partido dele, tem uma capacidade de autoimolação inesgotável. Não sei se é também o caso do PSL, que condiciona (de verdade ou para barganhar espaço) apoio a Pelegrino só se puder indicar o deputado Deraldo Damasceno para candidato a vice-prefeito.

E o PSB?

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