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Posted on 07-06-2012
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” Siga”, de Fernando Lobo e Hélio Guimarães, com Ele, que completa, agora, 10 de junho, 81 anos …

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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O fundador do partido da extrema-direita francesa, Jean-Marie Le Pen, afirmou nesta quinta-feira que vai incitar a sua filha Marine, líder da Frente Nacional, a exigir à cantora Madonna um milhão de dólares por difamação.

A causa está no vídeo difundido, na semana passada, em Israel, no lançamento da turnê da cantora pop norte-americana, em que a imagem de Marine Le Pen aparece com uma cruz suástica sobreposta, antes de uma personagem composta, semelhante ao ditador nazi Adolf Hitler.

“Devo dizer que recebi muito mal essa ideia”, afirmou Jean-Marie Le Pen, numa conferência de imprensa em Lyon. “Quando estiver com a Marine vou incitá-la a pedir a Madonna, a quem organiza o seu espectáculo internacional, um milhão de dólares”, acrescentou.

O líder histórico da Frente Nacional considerou ainda que não é um “preço caro a pagar por uma difamação posta ao serviço do mercantilismo cultural”.

Neste vídeo, o rosto de Madonna, que é conhecida pelo seu gosto em provocar, aparece também sucessivamente misturado com o de personalidades como o papa Bento XVI, o Presidente chinês, Hu Jintao, ou a norte-americana Sarah Palin, ex-candidata à Casa Branca.

A Frente Nacional ainda não decidiu se vai apresentar queixa contra a cantora.

Madonna tem atuações previstas na França a 14 de Julho, no Stade de França, em Paris, e a 21 de Agosto, em Nice, no Sul do país. Antes disso, tem outras atuações, incluindo a 24 de Junho, em Portugal, onde atuará em Coimbra.

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Por causa de você

Letra: Dolores Duran
Música: Antônio Carlos Jobim

Ah, você está vendo só
Do jeito que eu fiquei
E que tudo ficou
Uma tristeza tão grande
Nas coisas mais simples
Que você tocou
A nossa casa querida
Já estava acostumada
Guardando você
As flores na janela
Sorriam, cantavam
Por causa de você
Olhe meu bem nunca mais
Nos deixe por favor
Somos a vida e o sonho
Nós somos o amor
Entre meu bem por favor
Não deixe o mundo mau levá-la outra vez
Me abrace simplesmente
Não fale, não lembre
Não chore meu bem

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Sid, hoje, no Metro1

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DEU NO TERRA MAGAZINE

PAQUITO

De Salvador

Tentei não prestar atenção na CPI do Cachoeira, mas eles não deixam. Políticos se insultando, mas mantendo o tratamento respeitoso de excelência, pra depois descer a ripa, é show. Curiosamente, Demóstenes Torres citou um samba de Ismael Silva, ao responder a uma das várias perguntas que lhe foram endereçadas: “nem tudo que se diz se faz”. E acrescentou que só falou que faria, mas não fez. Malandragens.

Ismael, um dos inventores do samba hoje visto como parte da tradição, deu parceria, em muitas canções, a Francisco Alves, para que suas músicas fossem gravadas por este último. Chico Alves & Mário Reis – como intérpretes – e Ismael e Noel Rosa – compositores – reinventaram o samba, e o menos lembrado deles é Ismael, por sinal, o parceiro mais constante de Noel, que, dizem os biógrafos, não gostava do acerto entre Chico e Ismael, já que, na condição de parceiro do segundo, se sentia prejudicado. Os caras que ficaram com fama de malandros – Noel e Ismael – parecem ingênuos diante de tudo que se assiste nas CPIs, e, hoje a gente vê, se submeteram a Chico. Noel protestou através de sambas, mas Ismael ficou na sua. Para ele, era vantajoso ser cantado pelo Rei da Voz.

O jubileu da Rainha Elisabeth parece uma cafonália só, com aquelas carruagens vermelhas e douradas feito brinquedo de criança, e toda a pompa e chiquê da nobreza . “Chiquê” é uma palavra usada em um samba de Orestes Barbosa e Nássara, Caixa econômica, de 1933, também daquela turma que não estava muito aí pra essa coisa de nobreza, e seu refrão pode servir de trilha sonora pra o que a gente sente ante às denúncias de corrupção:

você quer comprar o seu sossego

me vendo morrer no emprego

pra depois então gozar

essa vida é muito cômica

e eu não sou Caixa Econômica

que tem juros pra ganhar

Mas Jorge Mautner nos salva. O anjo-astronauta tropicalista avant la lettre desceu com sua espada de luz e sons no palco do Teatro Castro Alves, dentro da série Conversas plugadas, na última segunda-feira. Acompanhado de Rubinho Jacobina – irmão do parceiro de Jorge, Nelson Jacobina, que faleceu três dias antes da apresentação – e Luiz Caldas, nos violões, Mautner estava emocionado e inspirado.

Em 1958, no Brasil, enquanto João Gilberto gravava Chega de Saudade, e Nelson Gonçalves vendia um milhão de cópias com A volta do boêmio, de Adelino Moreira, Mautner compôs O vampiro, que suga o sangue dos meninos e meninas, óculos escuros, corpo estranho e santo.Só gravaria discos a partir da década de 1970, referendado pelos tropicalistas e sua estética da inclusão, a mesma que abarca Adelino e João Gilberto.

Durante a “conversa”, Mautner falou de tudo e mais um pouco, insistindo na brasilificação do planeta Terra, no amálgama que construímos, profetizado por José Bonifácio, remetendo à Vieira, chegando na Arte Moderna e desembocando na Tropicália. Enquanto a Europa pregava a eugenia, Carlos Gomes, no Brasil, homenageava o Guarani. Aqui árabes e judeus são sócios. Obama é o resultado deste nosso amálgama: se a sua mãe não tivesse visto o Orfeu Negro, de Tom e Vinicius, no cinema, não teria se casado com um queniano. Os templários, abrigados por Portugal, deram início à Escola de Sagres. Mautner mescla um tempo num outro, transtempos, novos tempos de sempre, filosofia da música popular, filosofia popular da música e um refrão tão simples, um refrão quase à Lamartine Babo, ficou na cabeça:

Morre-se assim

Como se faz um atchim!

“A razão é um pedacinho da emoção”.”Jesus de Nazaré e os tambores do candomblé”, ” A Amazônia foi um jardim plantado pelos índios”. Frases, ditos que abrem janelas pra entrarem o sol e a lua, o cosmos e o caos. Mautner mata a cobra e mostra o pau, referendado pelas últimas descobertas da ciência, mecânica quântica, neurônios emocionais. Quando perguntado do porque da constância da escuridão nas canções – óculos escuros do vampiro, lágrimas negras -, não pestanejou: enaltecer a negritude: “O negro é o acúmulo de azuis”, “O azul da felicidade extrema é negro”,” A noite é misteriosa”. Daí ele chegou à importância da matéria e da energia escuras no equilíbrio do universo, suporte de galáxias.

De quebra, Rubinho tocou e cantou com verve. Luís Caldas brilhou na Lenda do Pégaso, de Mautner e Moraes Moreira. Parecia um canto pra Nelson Jacobina, o Carneirinho alado, sempre ao lado de Mautner. O Irdeb disponibilizará a fita pra quem quiser assistir, mas estar lá, ser tomado de chofre pela arte e ciência de Mautner, in loco, foi grande e forte. Pensei em Anna em Goiânia, perdendo o instante. Saí reconciliado até com o Jubileu de Bebete, nossos mitos, ritos e ritmos.

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