http://youtu.be/1–KNtqQl2o

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DEU NO BLOG FAROFAFÁ

Oswaldinho do Acordeon está triste. Qualquer um nota isso quando fala com ele sobre a festa de São João de Caruaru. O mestre da sanfona não foi convidado, mas Michel Teló, sim. E também vão estar presentes Banda Calypso e Chiclete com Banana, para seu desgosto. O sanfoneiro respeita o também sanfoneiro Michel Teló, assim como as outras duas bandas que destoam do universo do forró. Faz parte do gosto popular e esse deve ser acatado, ensina. Mas sua tristeza é porque o esqueceram justamente no ano em que se comemora o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga. Oswaldinho queria prestar sua homenagem.

Em entrevista ao FAROFAFÁ, o filho e neto de sanfoneiros baianos desabafa. “É uma forçada de barra, porque é uma festa original da cultura brasileira”, diz. Oswaldinho do Acordeon pensa nele, claro (acaba de lançar um CD, e participar dessa megafesta é uma vitrine e tanto), mas sobretudo na série de artistas nordestinos locais que sonham em tocar no São João de Caruaru e são deixados de fora. “Em cada município nordestino, em cada bairro, tem uma fogueira acesa e um sanfoneiro preservando essa cultura. É isso que temos de valorizar.”

O sanfoneiro, que hoje mora em São Paulo, onde tem feito uma série de shows, sempre reserva o mês de junho para as festas de São João. Desta vez, vai para tocar no dia 24 na de Campina Grande, na Paraíba, a outra megafesta que rivaliza com a de Caruaru, em Pernambuco. E também em outras cidades médias e pequenas. Oswaldinho do Acordeon não é nordestino, nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio. sua mãe é de Palmeira dos Índios, em Alagoas. Mas foi de seu pai, Pedro de Almeida e Silva, baiano de Euclides da Cunha, que aprendeu o ofício.

Pedro Sertanejo, como era conhecido o pai de Oswaldinho, foi o precursor do forró em São Paulo. Em 1966, ele fundou na Rua Catumbi, no Brás, o Forró de Pedro Sertanejo, por cujo palco passaram todos os grandes nomes do gênero. Foi radialista e também dono de gravadora, a Cantagalo, onde Dominguinhos gravou seu primeiro disco. Com exceção de Marinês e de Luiz Gonzaga, todos forrozeiros renomados fizeram seus registros fonográficos na Cantagalo.

Segundo o músico Leo Rugero, dono do blog Sanfona de 8 Baixos, foi Aureliano, pai de Pedro Sertanejo e avô de Oswaldinho, quem ajudou a sistematizar e consolidar o estilo nordestino de sanfona de 8 baixos. Isso ao lado de Januário, pai de Luiz Gonzaga. Oswaldinho afirma que teve o primeiro contato com o instrumento aos 8 anos, mas que desde pequeno convivia na sua casa com Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, outros mestres da sanfona. “É considerado um dos cinco seguidores mais influentes da legenda de Luiz Gonzaga”, afirma o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Leia a entrevista de Oswaldinho no FAROFAFÁ:

http://www.farofafa.com.br

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Comentários

joana oliveira on 31 outubro, 2012 at 12:47 #

Que desrespeito,Osvaldinho que conviveu com o nosso rei do baião,com o velho lua deveria ser um dos primeiros convidados a prestar sua homenagem sincera.


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