Irmã Margaret:livro incomoda Vaticano

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A irmã Margaret A. Farley escreveu o livro “Just Love, a Framework for Christian Sexual Ethics”, que a Santa Sé considera uma obra em contradição com os ensinamentos católicos e que levou já o Vaticano a alertar os seus fiéis para ignorarem as suas afirmações.

No polémico livro, Margaret Farley escreve que a masturbação, particularmente nas mulheres, “normalmente não levanta questões morais nenhumas e atualmente favorece as relações em vez de as destruir”. O Vaticano refuta as afirmações, explicando que a Igreja ensina que a masturbação é um ato de desordem grave”.

Noutra passagem, Farley escreve que a “orientação sexual das pessoas, bem como as suas relações, devem ser respeitadas”. No entanto, a doutrina católica proclama que apesar das tendências homossexuais não serem pecado, as relações homossexuais são atos de desordem e contrários á lei natural”.

Farley declarou hoje (6) que não contesta o fato de algumas das suas afirmações não estarem de acordo com os ensinamentos oficiais da igreja Católica, mas que “o livro não teve a intenção de ser uma expressão da posição oficial da Igreja, nem de a criticar. Trata de assuntos diferentes”, diz.

As declarações da freira surgem em resposta às críticas do Vaticano e do próprio Papa, Bento XVI, que já criticaram o seu livro. No entanto, Farley recusou-se a explicar ao Vaticano, por carta, que o livro não teve a intenção de representar os ensinamentos católicos mas sim de ajudar os leitores a refletir sobre os “tabus morais” e a pensar na ética sexual “num contexto de justiça, sabedoria e amor”.

Vários teólogos católicos já vieram apoiar Farley, que descrevem como sendo “séria estudante de teologia”. A irmã Patricia McDermott, presidente do “Sisters of Mercy” da América, expressou também o seu “profundo desgosto” pelo Vaticano ter respondido à publicação do livro.

(Com informações do Diário de Notícias, de Lisboa)

jun
05
Posted on 05-06-2012
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Pelicano, hoje, no Bom Dia (SP)

jun
05
Posted on 05-06-2012
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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Cerca de quatro mil médicos estaduais paralisam nestas terça (5) e quarta-feira (6) as atividades em uma “greve de advertência”.  O protesto interrompe os atendimentos eletivos em toda a rede própria do Estado. Segundo a assessoria do Sindicato dos Médicos (Sindmed-BA), quem tiver consulta ou exame marcado para os dois dias de paralisação deverá remarcar para outra data. Mas os atendimento de urgência e emergência funcionarão normalmente.

Nesta terça, às 12h, os médicos participam de uma assembleia na Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Canela, onde devem decidir se deflagram greve por tempo indeterminado. De acordo com o Sindmed-BA, a categoria negocia com o governo melhoria nas condições de trabalho, no salário e a criação de um plano de cargos, carreira e vencimentos adaptado especificamente para o trabalho dos médicos.

A paralisação é conjunta com os médicos federais que querem derrubar a medida provisória 568 que amplia a jornada de trabalho de 20h para 40h semanais.

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) informou em nota que “acredita não haver motivos para a paralisação dos médicos da rede estadual”. Segundo a Sesab, o órgão sinalizou positivamente para atender a pauta de reivindicações do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) e das demais entidades do setor.

A nota informa ainda que entre as solicitações atendidas, está a construção e implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) específico para a categoria médica.

DEU NO IG

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), será o principal alvo da CPI do Cachoeira nesta terça-feira. A comissão marcou para hoje depoimentos relacionados a denúncias envolvendo o tucano. Apesar de ter pedido para ser ouvido, Marconi só deverá prestar depoimento na semana que vem.

A pressa para ser ouvido visa evitar desgaste político. Marconi quer rebater as denúncias de que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, exercia influência no seu governo. Na sexta-feira, foi revelado que uma empresa ligada ao esquema de Cachoeira pagou uma dívida da campanha do tucano em 2010.

“Ele (Marconi) esteve em Brasília na quarta-feira passada para prestar esclarecimento à CPI. Pediu para ser ouvido e quer prestar esclarecimento”, afirma o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). O requerimento de convocação de Marconi foi aprovado na quinta (31). A previsão é que ele seja ouvido apenas no dia 12 ou 13 de junho. O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz (PT), também é esperado na semana que vem.

Além de pedir para ser ouvido, Marconi esteve em Brasília para buscar apoio político. Na quarta-feira (30), bateu na porta da casa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que ainda estava dormindo. Nos bastidores, o tucano também tenta ajudar o aliado Demóstenes Torres (sem partido-GO) a evitar a cassação.

Onde Marconi se complica e como ele se explica

Venda da casa – Segundo a PF, Marconi vendeu uma casa de R$ 1,4 milhão para Cachoeira numa operação financeira suspeita. Em sua defesa, o governador apresentou os três cheques da compra do imóvel. Ele afirmou que não sabia de quem eram os cheques. Segundo a PF, os papéis são de um sobrinho de Cachoeira. O imóvel ficou registrado em nome da empresa Mestra. Dois sócios da empresa, Sejana Martins e Écio Antônio Ribeiro, serão ouvidos hoje na CPI. Nomeado administrador do imóvel pela empresa, Walter Paulo Santiago, também tem depoimento marcado para esta terça-feira.

Chefe de gabinete – Segundo a Polícia Federal, a funcionária de confiança de Marconi Eliana Pinheiro trocava mensagens e telefonemas com Cachoeira e integrantes da sua quadrilha. Em sua defesa, o governador disse que não sabia das ações da chefe de gabinete. Ela foi demitida por Marconi imediatamente após a revelação das conversas, ainda no início do escândalo. Eliana foi convocada e deve prestar depoimento hoje.

Dívida de campanha – O jornalista Luiz Carlos Bordoni afirma que foi responsável pelos programas de rádio da campanha de Marconi em 2010. Pelo serviço, cobrou R$ 90 mil, pagos em duas parcelas. A segunda, de R$ 45 mil, foi quitada em abril de 2011 por uma empresa fantasma ligada ao esquema de Cachoeira, a Alberto e Pantoja. O dinheiro foi depositado na conta da filha de Bordoni. Em sua defesa, Marconi nega o pagamento e, por meio de nota, diz que Bordoni precisa provar o que diz. O jornalista ainda não foi convocado na CPI.

http://youtu.be/5v3GtqZiIc0

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Gabee e Cloe:mãe e filha em sintonia fina
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Nesta terça-feira, 5 de junho de 2012, a música do dia no Bahia em Pauta voa direto para a Califórnia, distante costa oeste dos Estados Unidos.

É lá que nasceu e mora Fernanda Gabriela, a Gabee especialmente querida pelos seus e pelos que fazem este BP.Sempre linda, alegre e cativante como uma Oxum ou Yemanjá da Bahia.

Romântica que só ela, sempre atenta à passagem do Trem das Onze que a conduzirá a Salvador, ao sol e às águas cálidas e serenas da Praia do Porto da Barra, paixão particular.

Lugares amados por Gabee , assim como pela mãe, Regina (também aniversariante do mês), que passou por lá há poucos dias. Paixão já transmitida à filha, Cloe, outro encanto de pessoa.

Que o canto de Pepeu chegue ao coração de Fernanda Gabriela com a força imbatível da alegria e o sopro da renovação e da generosidade. Sempre .

PARABÉNS, GABEE!!!

Em tempo:”Yo só quiero lembrar”, como diz Pepeu em sua linda canção: Um viva também para Oscar Vallejos, chileno de Valparaiso, meu amigo e querido compadre “Rony”, pai da aniversariante do dia.

(Hugo e Margarida, pelo BP)


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OPINIÃO POLÍTICA

Uma antiga profecia

Ivan de Carvalho

O ex-presidente Lula vivia criticando os veículos de comunicação e até hoje não mudou de hábito.

Ele não queria, por exemplo, o Escândalo do Mensalão, mas quando a mídia – baseada na denúncia do aliado dele Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e incluído no rol dos 38 réus no processo que tramita no STF, Roberto Jefferson – denunciou o Mensalão, que logo se revelou o maior escândalo de corrupção da história do país, Lula passou a considerar a mídia grande co-responsável, por sua desdita.

Depois de deixar de ser Mensalão para ser – por sugestão do então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, Caixa Dois de Campanha (o que, diga-se de passagem, pelas características da coisa, não fazia e continua não fazendo o menor sentido) – o Mensalão ganhou a honrosa qualificação de farsa. A “farsa do Mensalão”, perpetrada como um golpe contra o governo de Lula pela oposição e a mídia, farsa que se dedicaria a desmontar após sua saída do governo.

Mas o tema deste espaço, hoje, não é o Mensalão, muito menos a oposição, mas a nova faceta do plano de ataque contra a liberdade de expressão No caso, as emissoras de televisão e rádio.

É até uma surpresa, pois apesar do comando nacional do PT persistir no seu intento de implantar um “controle social da mídia”, às vezes agora chamado pela designação mais dissimulada de “democratização da mídia”, a presidente Dilma Rousseff fizera algumas declarações muito firmes sobre a intocabilidade da liberdade de expressão.
Mas a denúncia feita no domingo pelo jornal Folha de S. Paulo, que deu conta de uma minuta de decreto segundo a qual se preparava “novo marco regulatório da radiodifusão”, nome de batismo que logo recebeu, afinado com a linguagem da moda. Regula a utilização das concessões de televisão e rádio. A tal minuta, entre outras coisas, tem um jabuti mal escondido no meio da copa da árvore. E, certamente, a árvore só está lá porque precisavam por nela o jabuti. O essencial é ele, não ela.

Qual o cerne da minuta? Simples. Proibição de que emissoras de rádio e TV aluguem canais ou horários a entidades ou empresas. Hoje existem as duas coisas. Mas qual o principal alvo? Elementar, diria Sherlock Holmes ao seu caro Dr. Watson. Igrejas cristãs. Elas já tem hoje horários alugados. A Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Internacional da Graça de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus – sem falar na Assembléia de Deus, braço Vitória em Cristo, que alugava e poderia voltar a alugar horário na Rede Bandeirantes – seriam as mais prejudicadas, por enquanto.

Na Câmara dos Deputados, a bancada evangélica reagiu vigorosamente ontem. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que não vai comentar sobre a origem da minuta, mas não surgiu ela na sua gestão. É pouco esclarecimento para assunto tão vital, a liberdade de expressão, incluindo a liberdade religiosa. Especialmente porque o Conselho Curador da EBC vai analisar em 7 de dezembro a retirada do ar, pela TV Brasil e pelas oito emissoras de rádio da rede pública criada pelo então presidente Lula, dos dois programas católicos e um evangélico que transmite. E outros não serão admitidos. Há decisão informal praticamente tomada de fazer isso.

Estará chegando o tempo, anunciado há quase dois milênios, da perseguição dos cristãos? O leitor que observe e vá tirando sua conclusão.

http://youtu.be/1–KNtqQl2o

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DEU NO BLOG FAROFAFÁ

Oswaldinho do Acordeon está triste. Qualquer um nota isso quando fala com ele sobre a festa de São João de Caruaru. O mestre da sanfona não foi convidado, mas Michel Teló, sim. E também vão estar presentes Banda Calypso e Chiclete com Banana, para seu desgosto. O sanfoneiro respeita o também sanfoneiro Michel Teló, assim como as outras duas bandas que destoam do universo do forró. Faz parte do gosto popular e esse deve ser acatado, ensina. Mas sua tristeza é porque o esqueceram justamente no ano em que se comemora o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga. Oswaldinho queria prestar sua homenagem.

Em entrevista ao FAROFAFÁ, o filho e neto de sanfoneiros baianos desabafa. “É uma forçada de barra, porque é uma festa original da cultura brasileira”, diz. Oswaldinho do Acordeon pensa nele, claro (acaba de lançar um CD, e participar dessa megafesta é uma vitrine e tanto), mas sobretudo na série de artistas nordestinos locais que sonham em tocar no São João de Caruaru e são deixados de fora. “Em cada município nordestino, em cada bairro, tem uma fogueira acesa e um sanfoneiro preservando essa cultura. É isso que temos de valorizar.”

O sanfoneiro, que hoje mora em São Paulo, onde tem feito uma série de shows, sempre reserva o mês de junho para as festas de São João. Desta vez, vai para tocar no dia 24 na de Campina Grande, na Paraíba, a outra megafesta que rivaliza com a de Caruaru, em Pernambuco. E também em outras cidades médias e pequenas. Oswaldinho do Acordeon não é nordestino, nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio. sua mãe é de Palmeira dos Índios, em Alagoas. Mas foi de seu pai, Pedro de Almeida e Silva, baiano de Euclides da Cunha, que aprendeu o ofício.

Pedro Sertanejo, como era conhecido o pai de Oswaldinho, foi o precursor do forró em São Paulo. Em 1966, ele fundou na Rua Catumbi, no Brás, o Forró de Pedro Sertanejo, por cujo palco passaram todos os grandes nomes do gênero. Foi radialista e também dono de gravadora, a Cantagalo, onde Dominguinhos gravou seu primeiro disco. Com exceção de Marinês e de Luiz Gonzaga, todos forrozeiros renomados fizeram seus registros fonográficos na Cantagalo.

Segundo o músico Leo Rugero, dono do blog Sanfona de 8 Baixos, foi Aureliano, pai de Pedro Sertanejo e avô de Oswaldinho, quem ajudou a sistematizar e consolidar o estilo nordestino de sanfona de 8 baixos. Isso ao lado de Januário, pai de Luiz Gonzaga. Oswaldinho afirma que teve o primeiro contato com o instrumento aos 8 anos, mas que desde pequeno convivia na sua casa com Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, outros mestres da sanfona. “É considerado um dos cinco seguidores mais influentes da legenda de Luiz Gonzaga”, afirma o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Leia a entrevista de Oswaldinho no FAROFAFÁ:

http://www.farofafa.com.br

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