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A música de Barry White vai com uma constatação e uma pergunta do editor nesta segunda-feira de junho.

A constatação: Anda sumida do Bahia em Pauta a jornalista e escritora carioca da gema ( di sangre español ) Cida Torneros , grande amiga e colaboradora da primeira hora deste site blog.

A pergunta que não quer calar:Porque sumiu a Apatrcida?

BOA TARDE !!!

(Vitor Hugo Soares)


Valerie:trabalho profissional para
“não ser apenas figura simbólica”/DN
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL

Valérie Trierweiler, mulher do novo presidente francês François Hollande, vai continuar a trabalhar como jornalista da “Paris Match”, anunciou esta segunda-feira (4) o diretor da publicação, Olivier Royant, à radio Europe 1. “Valérie disse-me que a sua vontade era continuar jornalista e nós decidimos acompanhá-la na sua decisão”, disse.

A colaboração de Valérie será feita “através de publicações regulares, duas ou três vezes por semana, na seção de cultura da revista, que poderão ser entrevistas, críticas de livros, divulgação de novas exposições ou outro qualquer tema que Valérie apresente”, acrescentou Royant.

O diretor da publicação ressalvou, no entanto, que apesar de Valérie trabalhar na revista, “o tratamento dado ao casal presidencial será sempre independente e justo”.

A primeira-dama francesa já tinha afirmado, em março, que nunca seria apenas uma figura simbólica mas que tencionava continuar a sua carreira de jornalista, independentemente do seu marido ser o novo presidente francês.

jun
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Posted on 04-06-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-06-2012

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(Uma história de Ronaldinho Gaúcho na Bahia escondida pela televisão)

Washington de Souza Filho

Direto de Covilhã, Portugal. especial para o BP

Uma ironia e uma contradição estão contidas na decisão do jogador Ronaldinho Gaúcho de recorrer à Justiça Trabalhista, no Rio de Janeiro, para pedir a rescisão do contrato com o Flamengo. As circunstâncias destacadas são conhecidas nos bastidores das emissoras de televisão baianas, porém mantidas encobertas – inclusive por uma determinação de confidencialidade, de conhecimento da entidade representativa de trabalhadores do setor. A ironia, porém, é que o fato pode ser conhecido através do processo de número 0001124-33.2011.5.05.0013, tramitado e julgado na 13ª. Vara do Trabalho, da mesma Justiça Trabalhista, na Bahia.


A contradição, estabelecida com a situação, será tratada a seguir. A ironia é representada pelo conteúdo da ação trabalhista, motivada pela demissão de um funcionário de uma emissora de televisão da Bahia, relacionada a um vídeo em que o jogador apareceria em uma efusiva comemoração.

Ao lado de um colega, este funcionário foi, sumariamente, demitido, por ter tido acesso, indevidamente, como foram acusados, às imagens que, supostamente, mostravam o jogador do Flamengo, depois de uma partida em Salvador, contra o Bahia, durante o Campeonato Brasileiro de 2011. A gravação depõe contra a condição de atleta e cidadão.

O vídeo que seria utilizado de muito bom grado pelos programas exibidos em emissoras de televisão baiana, que chocam o público. A diferença, se é que pode haver da exposição feita de qualquer pessoa, é que ele continha um ingrediente que é valorizado pelo jornalismo, de um modo geral. Uma celebridade do futebol exposta ao seu livre arbítrio. A compreensão do valor do que tinha sido registrado entusiasmou os autores – eles seriam experientes no trabalho de vigilância, inclusive para autoridades – e as imagens foram colocadas em uma cesta, à venda na Bahia.

A emissora A, digamos mais afeita ao uso, foi procurada – quem recebeu a proposta, não viu as imagens, mas confirma a descrição. O preço oferecido não agradou e surgiu o contato com a emissora B, que pagou o dobro do preço, por ter mais recursos, certamente. A roda do destino agiu neste ponto. Os funcionários, que trabalhavam para a emissora B, foram demitidos, porque viram as imagens,quando executavam tarefas da atividade deles, da mesma forma que ouros colegas. Eles foram acusados de “quebra da confiança” pelo chefe, responsável pela autorização da compra das imagens, e acabaram demitidos. A norma de confidencialidade surgiu para evitar que a indignação de quem foi solidário causasse a divulgação – da causa e da consequência, com a preocupação focada na razão do fato.

A Justiça Trabalhista foi acionada para o reconhecimento do direito de um deles – estabilidade, por estar próximo da aposentadoria. A empresa, por decisão direta do autor da demissão, não aceitou a proposta de conciliação – a volta do funcionário ao trabalho, pelo tempo necessário para o reconhecimento do direito – sem avaliar a orientação de outros setores da empresa, no limite do acordo – e pagou para ver. Acabou obrigada a fazer a indenização, nos valores correspondentes, com o funcionário mantido longe da emissora, agora já aposentado.

A contradição é que a preocupação com a “quebra de confiança” representou, na época, a proteção da imagem do jogador, astro de um time de futebol, valorizado em função de um produto – a transmissão das partidas. A saída dele do Flamengo, estabelecida pela decisão judicial, é um fato, previamente, anunciado, marcado pela divulgação de um comportamento, de acordo com as informações – que não seria o adequado para um jogador de futebol. Os jornais brasileiros têm destacado que no período em que jogou na Europa, na França, Espanha e Itália, a postura era a mesma.

A ironia e a contradição que relacionam o astro do futebol e dois profissionais da televisão baiana têm como razão uma estrutura de trabalho que permite vantagens, muitas vezes com a conivência de quem manda e decide. E a conveniência, como no futebol, é admitida na TV para os astros e quem segue o chefe.

A crença é que a consciência – deles, dos chefes – é a defesa dos valores que advogam para o trabalho, sem o reconhecimento de quem trabalha. Mande quem pode, obedece quem tem juízo.

Há ainda, mais uma questão, sobre a ironia e a contradição: o que pode justificar a decisão de manter guardada uma informação, de quem tem a função de fazer a divulgação?

(Washington de Souza Filho: Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UFBA. Faz doutorado na Universidade da Beira Interior, em Covilhã, Portugal.)

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04

Sinal Amarelo! : BC decreta intervenção no banco Cruzeiro do Sul

O Banco Central (BC) decidiu impor o regime de administração especial ao Banco Cruzeiro do Sul. O BC informou nesta segunda-feira (4), por meio de nota, que a intervenção no banco Cruzeiro do Sul não afeta o andamento dos negócios da instituição, “que continua a funcionar normalmente, podendo realizar todas as operações para as quais está autorizada”. Segundo o BC, “em consequência, é preservada a relação dos credores e dos devedores com a instituição.”

Assim, tanto os compromissos de terceiros com a instituição quanto as suas dívidas continuam a vencer nos prazos originalmente contratados”, diz o BC. A autoridade monetária diz ainda que está tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais de supervisão do sistema financeiro.

Com a decretação do Regime de Administração Especial Temporária (Raet), pelo prazo de 180 dias, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições. “Os resultados das apurações poderão levar à aplicação de medidas punitivas de caráter administrativo e à comunicação às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, diz o BC.

O BC informou ainda que, em dezembro de 2011, o Banco Cruzeiro do Sul respondia por 0,22% do total dos ativos do sistema financeiro e 0,35% dos depósitos. A instituição está autorizada a operar com as carteiras comercial, de investimentos e de câmbio. As operações estão concentradas nas duas agências de São Paulo e do Rio de Janeiro. Há ainda mais seis agências, nas cidades de Campinas, Salvador, do Recife, de Belém, do Macapá e de Palmas.

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OPINIÃO POLÍTICA

A adesão do PPS

Ivan de Carvalho

A futura coligação que tem o líder do Democratas na Câmara dos Deputados, ACM Neto, como candidato a prefeito de Salvador, já dispunha de tempo razoável para sua propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Desde sábado, a coligação integrada pelo Democratas e pelo PSDB agregou mais uma legenda e um pouco de tempo para a campanha na mídia eletrônica, com a integração do PPS, anunciada oficialmente no sábado.

Não chega a ser uma novidade, pois o ingresso do PPS na coligação já era esperado e este partido tem atuado na oposição ao governo federal, articulado com o PSDB e o Democratas. Na Bahia, o PPS também vem se situando na oposição ao governo petista chefiado pelo governador Jaques Wagner.

Mas, se não é novidade, é uma curiosidade e uma ajuda bastante interessante para a candidatura de ACM Neto – e não estou me referindo à ajuda no modesto aumento do tempo de propaganda que a coligação obterá com a adesão do PPS.

Essa ajuda viria numa composição de dois elementos. Um deles, uma “capilaridade” na capital, que se qualifica de muito grande, mas é modesta, não sendo, no entanto, desprezível. Nos velhos tempos, quando tinha o nome de Partido Comunista Brasileiro, o hoje PPS – Partido Popular Socialista – era bastante influente em Salvador, pois alcançava boa parte dos formadores de opinião. Nos quadros docente e discente das então ainda poucas universidades, entre professores e estudantes dos ensinos ginasial e colegial (hoje com outros nomes), entre os profissionais da mídia, em algumas áreas sindicais nas quais posteriormente não teve como se manter.

Hoje, essas influências recuaram e o PPS – transformado um pouco por Kruchev, mas sobretudo por Gorbachev e por fim pelo colapso do império soviético – fez uma dolorida, mas sincera revisão (muito mais sincera do que outras “adaptações” que têm sido admitidas em outros setores das esquerdas), tornando-se adepto de um socialismo democrático que já não aceita a convivência-conivência com certos focos sobreviventes de ideologias totalitárias e, talvez por isto mesmo, não consiga acomodar-se confortavelmente senão entre as durezas da oposição aos quase hegemônicos governo federal e sua base.
O PPS de Salvador tem, segundo a informação revelada no evento de sábado, que oficializou o ingresso na coligação que sustenta a candidatura de ACM Neto, no momento o líder das pesquisas eleitorais – um dado relevante, mas que precisa ser posto na perspectiva de pesquisas anteriores ao início da campanha eleitoral e com um quadro de candidaturas ainda parcialmente indefinido –, tem cerca de 60 pré-candidatos a vereador e o que foi chamado de uma “militância aguerrida”, sem referência ao tamanho dela.

O mais interessante, porém, nesse ingresso do PPS na coligação que dá a base para a candidatura de ACM Neto à sucessão do prefeito João Henrique é a própria história do partido – o passado da legenda no Brasil e seu momento atual, no qual persiste socialista, excomungados os traços não democráticos.

Como ACM Neto é do Democratas, que os adversários deste partido buscam caracterizar de “direitista” e coisas assim, que esses mesmos adversários não conseguiriam explicar exatamente o que significam (mas, conscientes disso, nunca tentam, somente xingam, aplicando rótulos), o ingresso do PPS, um muito conhecido partido socialista e tradicionalmente anticarlista na coligação, dificulta as rotulagens.

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Posted on 04-06-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-06-2012


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Sponholz, hoje, no Jornal da Manhã (PR)

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