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O músico e compositor baiano Beto Silva morreu na tarde deste sábado (02) em Salvador. Ele tinha 57 anos e a causa da morte foi um infarto fulminante.

Beto Silva foi um dos expoentes da axé music, que dominou o país na década de 1990 e gerou outros astros como Daniela Mercury, Ivete Sangalo Netinho, Banda Mel, Banda Beijo e Cheiro de Amor, entre outros.

O maior sucesso de Beto Silva é a música “Prefixo de Verão”, gravada pela Banda Mel e cantada também por Netinho e Daniela Mercury.

A composição foi sucesso nacional com os versos: “Quando você chegar… numa nova estação… te espero no verão…”

(Com informações do IG)

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Jobim sobre Gilmar:”Acabou, não falo mais com esse cara”
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Jorge Moreno Bastos

O Globo

Eu sabia que essa confusão toda sobraria para alguém, Gilmar Mendes e Jobim haviam concebido um interessante projeto de resgate da memória da Constituinte Haveria, na segunda-feira passada, a gravação de um depoimento do próprio Jobim Ele não apareceu Tentei saber E ele, sem se fazer de rogado: – Acabou! Não tem mais sentido esse projeto!

– Por quê? – perguntei desolado. – Não, não, acabou! Não falo mais com esse cara! Depois do que ele fez, não quero mais conversa! – Mas os senhores são tão amigos! – ponderei. – E esse assunto acabou! Não falo mais sobre isso! E eu insistindo: – Dizem que o senhor teria confirmado tudo a amigos – provoquei. – Não quero saber disso! Esquece. Eles que são brancos que se entendam – respondeu-me um já quase estourado Nelson Jobim.

Diante do conselho desse mulatão, resolvi então recolher meus flaps. Fui para o primeiro bar da esquina, discutir futebol com meus irmãos de cor Heraldo Pereira e FH.

O imbróglio Gilmar/Lula/Jobim é o maior “pot-pourri” de equívocos e desencontros da História republicana. Lamentável sob todos os aspectos. Não só pelas sequelas à harmonia dos poderes, mas, principalmente pelo rompimento em dominó da amizade entre seus atores. Antes do desastrado encontro, realmente, emprenhado por áulicos, Lula parecia acreditar mesmo nos boatos de que Gilmar tinha dívidas a acertar com a CPI do Cachoeira.

Depois da reunião no escritório de Jobim, Lula saiu convencido e aliviado: a contundente negativa de Gilmar não permitia dúvidas. Gilmar, é verdade, achou esquisita aquela conversa, mas não deu a ela a importância que daria muito depois.

Então, o que houve de tão grave para Gilmar só reagir dias depois do encontro? A informação atrasada de que Lula suspeitara da sua viagem a Berlim.

Onde Lula errou? Na mania do ser humano de ouvir o galo cantar, sem saber onde. Lula sabia que o galou cantou em Berlim. Mas acreditou no que venderam a ele: viagem secreta para se encontrar com Demóstenes.

Se o ex-presidente tivesse ligado antes para o embaixador Everton Vieira Vargas, saberia que a passagem de Gilmar e Demóstenes por Berlim teve a chancela da própria representação do governo brasileiro na Alemanha.

Os dois estavam na lista de convidados de Vargas para um almoço, às 13 h, do dia 20 de abril de 2011, na embaixada brasileira. Viagem mais secreta que essa seria impossível.

Os maiores perdedores dessa confusão são os próprios réus do mensalão. Conhecido pelos votos eminentemente técnicos, muitos dos quais já favoreceram o PT, Gilmar, agora, necessariamente terá que proferir um voto político. Para não deixar a impressão de que capitulou.

Como as mulheres são diferentes. No dia 26 de abril, enquanto os maridos Gilmar e Lula se estranhavam, Guiomar Mendes e Letícia da Silva trocavam presentes.

Ulysses Guimarães gostava de repetir seu ídolo André Malraux: “Ninguém vai ao Rubicon para pescar”. Vivo, certamente completaria: “Lula não foi ao encontro de Gilmar só para comer goiaba da fruteira de Jobim”.

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Posted on 02-06-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-06-2012


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Elba Canta Fuxico do poeta Flávio Leando no Programa Mais Você da TV Globo.

BOM SÁBADO PARA TODOS!!!

(VHS)

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Posted on 02-06-2012
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Opinião Política
Lula entra na campanha

Ivan de Carvalho

A entrevista que Lula deu quinta-feira ao Programa do Ratinho, no SBT – entremeada por uma meia-entrevista do candidato petista a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad – foi evidentemente todo arrumadinha.

Nada aconteceu ao sabor do acaso ou do voluntarismo de alguém. Cada fato, cada frase se encaixava de modo perfeito em um contexto que não poderia ter sido composto pela mais maravilhosa série de coincidências. Tudo isto foi ostensivo, incluindo o auditório amestrado.

O programa-entrevista teve dois objetivos essenciais, além de mostrar a boa recuperação de Lula. O primeiro deles foi tentar encher a bola, que vinha insistindo em manter-se murcha, da candidatura de Fernando Haddad.

Haddad estava na plateia, na primeira fila, mostrado pelas câmeras com frequência durante a primeira parte da entrevista de Lula, que, aliás, se saiu bem com a voz. E ele fizera na véspera uma palestra que acabou durando mais de uma hora.

O apresentador conduz daqui, conduz dali, Lula vai pegando as deixas, chutando as bolas levantadas, o Corinthians e o futebol entram no jogo para a entrevista ficar bem “popular” e simpática, e então sem demora se chega ao essencial: a propaganda eleitoral do candidato do PT a prefeito de São Paulo. O gancho em que a penduraram foi, claro, a educação.

Depois de falar da saúde, que tem sido indicada pela população nas pesquisas de opinião pública como o maior problema nacional, de modo a que Lula pudesse culpar a oposição por ter negado a proposta de eternização da CPMF e impedido, assim, que R$ 40 bilhões fossem destinados ao setor, Ratinho puxou o tema da educação.

Em outras palavras, puxou Haddad. E Lula ajudou. Eles então arrastaram Haddad da plateia para o palco. Para uma poltrona que desde o começo estivera oculta do telespectador, mas em seu devido lugar – em um plano pouco inferior à bancada em que estavam Ratinho e Lula –, esperando o candidato a prefeito. Ele aboletou-se nela e várias perguntas lhe foram feitas, por ele respondidas e algumas das respostas brindadas (não confundir com blindadas) por elogios grandiloquentes de Lula.

Dar a Haddad mais presença junto ao eleitorado paulistano foi o primeiro objetivo essencial da ida de Lula, Haddad a tiracolo, ao programa do Ratinho. Mas não deve parar aí. Está praticamente certo que Lula também irá ao programa Domingo Espetacular, apresentado por Paulo Henrique Amorim na Rede Record. E talvez a mais algum. Aliás, informa-se que o PT baiano também quer tratamento igual para Pelegrino.

A Rede Globo, até agora, não está incluída no roteiro. A não ser, talvez, no da vingança. No dia 15 de maio, as emissoras passaram a transmitir inserções de “propaganda partidária” do PT e essas inserções tinham muito o sentido de inflar a bola murcha da candidatura de Haddad. A Rede Globo negou-se a transmitir, emitindo nota em que afirmou que o PT não cumprira as exigências legais de entrega da documentação com pelo menos 15 dias de antecedência. O TSE deu razão à Globo.

O PT ficou muito irado. Por isto, Ratinho não parava de fazer alusões à grande audiência que o SBT estava obtendo com a entrevista de Lula. Ficou em “segundo lugar” no ibope. No Domingo Espetacular, considerando que a Record já tem a segunda maior audiência sem Lula, com ele se tentará talvez superar o Fantástico da Rede Globo.

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Posted on 02-06-2012
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Bruno Aziz , hoje, no jornal A Tarde


Demostenes e advogado: maus atores
na encenação da CPI em Brasília
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ARTIGO DA SEMANA

A ÓPERA DOS MALANDROS

Vitor Hugo Soares

Julho próximo assinala os 34 anos da estréia da Ópera do Malandro, no Teatro Ginástico do Rio de Janeiro, no tumultuado ano de 1978. A peça seria não apenas fato artístico e jornalístico de destaque, naquele ano, mas um dos marcos mais representativos e polêmicos na arte do teatro musical e político no Brasil da época, com desdobramentos na cultura e nos costumes fortemente presentes ainda hoje.

Mas o que pretendo, com esta recordação, é chamar a atenção para a “vida real” no Brasil de 2012, nestes dias de barulhos estranhos e de silêncios mais que significativos na CPI do Cachoeira ou de encontros suspeitos e escandalosos de Brasília a Paris.

Um dos maiores exemplos, sem dúvida, é o que reuniu há mais de um mês, no Planalto Central, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes e Nelson Jobim. Neste caso, uma bomba de efeito retardado, mas devastador, pois segue espalhando estilhaços para todo lado.

Mal comparando, episódios como este, protagonizado por “três maiorais da República”, ou o da presença de Demóstenes Torres na triste sessão de quinta-feira da CPMI (que repercutem, com enorme confusão e desencontros factuais, tanto na chamada “grande imprensa”, quanto nos noticiários do “horário nobre” da TV em redes nacionais, e até no popular Programa do Ratinho, no SBT), criam uma forte e irrecusável impressão de opereta.

Parece que o país assiste a uma monumental e desastrosa reapresentação, ao vivo, da grandiosa obra de Chico Buarque de Holanda, dirigida por Luís Antônio Martinez Corrêa. Desta vez com péssimos e ridículos atores, ao contrário do fabuloso elenco da peça original.

Juarez Bahia, premiado e sempre lembrado mestre da teoria e da prática do jornalismo brasileiro, recomendava, quando editor nacional do Jornal do Brasil (e nos livros referenciais que deixou escrito, também): “é preciso usar a memória para contextualizar os fatos”.

Vamos à história, então, para facilitar o entendimento da comparação. Antes, porém, uma sugestão. A encenação destes dias mereceria talvez uma pequena adaptação no título. Da original Ópera do Malandro, de Chico, para “A Ópera dos Malandros” atual, de autores diversos e mal identificados.

No fim dos anos 70, Chico Buarque escreveu a trama ambientada no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro da década de 1940, já nos estertores do Estado Novo. Na verdade era um enredo semelhante ao desenvolvido antes, por John Gay, na famosa Ópera dos Mendigos, e por Bertolt Brecht, com Elisabeth Hauptmamm, em A Ópera dos Três Vinténs, mais emblemática ainda, em 1928.

“O nosso trabalho tem a estrutura da peça de Gay, o enfoque crítico de Brecht, mas é essencialmente brasileiro”, explicou, na época, o autor de Ópera do Malandro em entrevista à revista ISTOÉ. Em cena aparece a Lapa do tempo de Getúlio Vargas, “com seus bordéis, os agiotas, os contrabandistas, os policiais corruptos, os empresários inescrupulosos”.

Nesse clima de música, festa, barulho e mistura de prostitutas e coronéis se conta a história da rivalidade entre o comerciante Fernandes de Duran e o contrabandista Orverseas. A situação ganha tinturas dramáticas quando a filha de Duran, Terezinha de Jesus, casa-se em segredo com Overseas.

Todo este enredo, no entanto, é puro pretexto para a grande e essencial discussão que envolve e motiva Ópera do Malandro: O poder do dinheiro, a corrupção e a entrada das poderosas empresas multinacionais no Brasil do tempo da ditadura militar, que vivia os seus estertores quando a peça estreou no Rio.

O diretor Luís Antônio Martinez Corrêa comentou, na estréia: “Localizamos a peça no fim do Estado Novo, porque sentimos muita afinidade entre aquele processo e o período que estamos vivendo. (…) Na Ópera do Malandro se discute a decadência de um sistema econômico, social e político e as alternativas criadas por ele, com roupagem nova, para se manter no poder”.

“A base, a estrutura desse sistema é a mesma, só que mais moderna e mais sofisticada. Assistimos ao fim do capitalismo liberal e à entrada, no país, do capital internacional através das multinacionais”, pontua Martinez.

Na “Ópera dos Malandros”, encenada atualmente no grande palco chamado Brasil, base e estrutura também se parecem com 78. Mas em 2012, tempo das empreiteiras e do grande capital financeiro em fase de novos arranjos com o poder político, há mudanças cruciais.

“O sistema é bruto”, como assinala o jovem apresentador do programa policialesco “Brasil Urgente”, na televisão em rede nacional, enquanto a repórter, de microfone em punho, tortura com imagens e palavras um preso, acusado de “pensar em estuprar”, sob guarda do Estado em uma delegacia de Polícia no bairro de Itapoã, em Salvador.

Na Ópera dos Malandros faltam autor, diretor e o notável elenco de atores da peça original, de fabuloso sucesso. Sobram criadores de farsas, diretores mambembes e um enorme elenco de canastrões consumados.

Resultado imprevisível, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Aeromoça

Composição: Billy Blanco

Lá vem ela num sorriso lindo, lindo
perguntar o que eu preciso
como vou indo
Serve o lanche e ainda pergunta
se estou satisfeito
eu estou mas quero tudo
que tenho direito
Tanta graça, tanta arte
isto é miragem
pena que não faça parte
da passagem
Com essa flor a bordo
eu concordo, então,
que é bobagem medo de avião
que é bobagem medo de avião

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PARA OUVIR E SONHAR.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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