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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Priscila Chammas
priscila.chammas@redebahia.com.br

Apesar da repercussão causada pelo número de viagens internacionais do governador Jaques Wagner, elas foram frutíferas, garante um comunicado enviado ontem à imprensa pela Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia (Secom). A resposta veio dois dias depois da reportagem do jornal O Globo, que coloca o petista Wagner no topo do ranking dos governadores que mais viajaram desde o início de 2011.

A nota oficial destaca ainda que o governador da Bahia foi o que mais viajou, porém o com menor média de gasto: R$ 3,6 mil por cada um dos 78 dias que ficou fora, em suas 14 viagens ao exterior.

Frutos

Entre os resultados gerados com as viagens, o comunicado cita a realização do Campeonato Mundial de Judô 2012 na Bahia (resultado da ida à França) e a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o governo e a Promos Milano (empresa da Câmara de Comércio de Milão), para o desenvolvimento de ações conjuntas para atrair investimentos e intercâmbios culturais e turísticos. Esta última gerada numa viagem à Itália.

Já numa passagem pela França, em outubro de 2011, segundo o comunicado, o governo conseguiu atrair uma fábrica de aerogeradores para produção de energia elétrica e do voo direto Salvador – Paris, da companhia aérea XL Airways. No mapa da página seguinte, é possível conferir os resultados apontados pelo governador para cada uma de suas viagens.

No entanto, o governo reconhece que nem todas as viagens geraram resultados concretos. Exemplo disso foi a ida de Wagner ao Vaticano, no início do mês. Segundo sua assessoria de imprensa, ele viajou a convite do papa Bento XVI para participar de um evento sobre relações inter-religiosas.

A ida a Portugal em setembro, foi outra que ainda não rendeu frutos. Também segundo a assessoria, o governador participou de um evento com empresários portugueses sobre possíveis investimentos. No entanto, ainda não houve efetivação de qualquer tipo de negócio.

No comunicado enviado à imprensa, a Secom garante que todas as viagens visaram o interesse da Bahia. “O contato direto com outros países, governos, empresários, representantes da sociedade civil e, sobretudo com os baianos, é fundamental para fazer desse estado a Bahia que queremos. Além das viagens internacionais e nacionais, o governador Jaques Wagner foi o governador que mais visitou municípios baianos (334 municípios)”, diz o texto.

Descrença

Os argumentos não convencem a oposição. Nesta quarta (30), vai a plenário na Assembleia Legislativa da Bahia um requerimento proposto pelo deputado estadual Luciano Simões (PMDB), que solicita ao governador dar explicações sobre todas as suas viagens, desde o primeiro mandato, em 2007.

Para Simões, muitas das idas de Wagner ao exterior foram infrutíferas. “Em 2010, ele foi a Portugal trazer o oceanário para a Bahia e até hoje nada. Depois foi à China, trazer uma indústria de soja, que também não ocorreu. Na Venezuela, fumou charuto com Hugo Chávez e não trouxe o voo Salvador – Caracas, que prometeu”, criticou.

Segundo ele, o requerimento já está na casa desde o início do ano passado, mas nunca foi a plenário. “Caso não tenha rendido frutos, vamos encaminhar ao Ministério Público”, garantiu. O assunto veio à tona domingo, após o jornal O Globo publicar levantamento das viagens de quase todos os governadores do Brasil.


Paulo Lacerda:- Se ele (Gilmar) falou isso,
ele foi leviano e mente./ Foto: Agência Brasil

DEU NO SITE TERRA MAGAZINE

Por Bob Fernandes

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo publicada nesta quarta-feira, 30, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes lançou acusações contra Paulo Lacerda, ex-diretor da Policia Federal e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência):

– Dizem que ele (Lacerda) está assessorando o PT. Tive informação em 2011 que o Lacerda queria me pegar.

Segundo O Estado de S.Paulo, Gilmar Mendes suspeita que Lacerda estaria divulgando “informações falsas” para atingi-lo. E, também, que estaria assessorando o ex-presidente Lula. Terra Magazine ouviu Paulo Lacerda no início da tarde desta quarta-feira. Feita a ressalva “não sei se ele disse isso”, Paulo Lacerda, habitualmente sereno e cordato, respondeu a Gilmar Mendes com dureza:

– Se ele falou isso, ele foi leviano e mente.

Lacerda, que hoje trabalha numa associação de empresas de segurança privada, conta que não vê Lula há anos, assim como Gilmar Mendes, e rebate as acusações:

– Estou aposentado, não trabalho com investigação (…) não trabalho para partido nenhum, não assessoro nem à CPI nem ao ex-presidente Lula (…) Se as informações que ele diz ter recebido são dessas mesmas fontes, se foram essas fontes e informações que o levaram a dizer o que anda dizendo, tá explicado porque ele está dizendo essas coisas e dessa forma.

Por fim, sobre informação atribuída também ao ministro e publicada no sábado, 26, em O Globo, dando conta que o espião Dadá seria seu homem de confiança, Paulo Lacerda devolve:

– Eu nem conheço o Dadá, jamais tive contato com ele e nunca estive com ele. Portanto, faço a ressalva: se o ministro Gilmar Mendes de fato disse isso… essa é mais uma informação leviana, irresponsável e mentirosa.

A ENTREVISTA

Terra Magazine: O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo: “Lacerda tinha como missão me destruir”, e que o senhor queria “pegá-lo”. Disse também que “dizem” que o senhor estaria assessorando o PT e municiando o presidente Lula com informações…

Paulo Lacerda: Soube pelo jornal. O absurdo é tamanho que não sei como ele se permite dizer aquilo. Se ele disse aquilo, respondo: primeiro, o ministro Gilmar está totalmente desinformado sobre a minha vida profissional e pessoal. Estou aposentado da Polícia Federal depois de dois anos e meio de adidância em Lisboa e trabalho hoje para a Associação de Empresas de Segurança Privada. Não trabalho com nada, nada de investigação, e quem me conhece e à minha vida hoje sabe disso. Sabe o que é mais espantoso?

– O quê?

– É que é com base nesse tipo de informações que o ministro está recebendo é que se criou essa crise toda. Se as informações que ele diz ter recebido são dessas mesmas fontes, se foram essas fontes e informações que o levaram a dizer o que anda dizendo nos últimos dias, tá explicado porque ele está dizendo essas coisas e dessa forma. Ele, de novo, mais uma vez, está totalmente mal informado.

– O senhor não presta assessoria à CPI, ao PT ou ao ex-presidente Lula?

– Não vejo o presidente Lula, assim como o ministro Gilmar Mendes, desde que deixei o governo. Isso é ridículo. Não assessoro o PT nem a partido algum e é um delírio supor, achar e dizer que assessoro o ex-presidente Lula. Basta perguntar aos senadores e deputados da CPI se assessoro à CPI ou a algum parlamentar. Basta perguntar aos assessores do Lula se alguém tem algum vestígio de presença minha, de contato meu com ele. Sou aposentado, até poderia trabalhar para quem me convidasse e eu quisesse, mas isso não é verdade. É absoluta inverdade. Impressiona e é preocupante como um ministro do Supremo não se informa antes de dizer esses absurdos.

– Mas o que exatamente é absurdo?

– Tudo isso. São informações totalmente tendenciosas. Eu não estou trabalhando para partido algum, político nenhum. Ele está exaltado, sem controle, não sei se por conta dessa conversa com o ex-presidente, mas nada disso é verdade. E isso é muito fácil de checar.

– O senhor e o ministro Gilmar Mendes já tiveram um problema sério…

– Em setembro de 2008, ele procurou o presidente Lula e acusou a Abin, que eu dirigia, de ter feito grampos ilegais na Operação Satiagraha. Aquilo era mentira. Não foi feito grampo algum ilegal por parte da Abin… aliás, a CPI de agora é uma ótima oportunidade para investigarem aquela armação. Não existiu grampo algum, mas o ministro Gilmar Mendes foi ao presidente da República com base em uma informação falsa. Espero que agora apurem tudo aquilo.

– O que mais o incomoda?

– Eu não vi o ministro Gilmar Mendes falar isso, eu li no jornal. Não sei se ele falou, mas se ele falou, foi leviano e mente. Se falou isso o ministro Gilmar Mendes mentiu. Estou aposentado da área pública, todos sabem disso. Não teria nenhum impedimento, de ordem alguma, para trabalhar com investigação, mas não quero, e isso que ele disse, se disse, não é verdade.

– Alguma vez, depois do episódio em 2008, do tal grampo cujo áudio nunca apareceu, o ministro Gilmar e o senhor falaram sobre o episódio? Em algum momento ele reconheceu não ter ouvido o tal grampo, se desculpou?

– Não. Repito, não vejo o ministro e o ex-presidente Lula há anos. E não houve desculpa alguma… e acho que a CPI agora seria ótima oportunidade para esclarecer isso de uma vez por todas, embora a Polícia Federal já tenha concluído que não houve grampo algum da Abin…

– Essa CPI de agora, a do Cachoeira, tem alguns personagens comuns com aquele caso, fala-se muito no espião Dadá…

– A propósito. O ministro Gilmar Mendes teria dito ao jornalista Moreno que esse cidadão, Dadá, é ou era meu braço direito, meu homem de confiança. Respondi por escrito, mandei um e-mail para o Moreno, que é um jornalista… ele recebeu uma informação de um homem público e a publicou. Por isso enviei a resposta direto para ele e para o jornal O Globo.

– E qual é a resposta?

– Eu nem conheço o Dadá, jamais tive contato com ele e nunca estive com ele. Portanto, faço a ressalva: se o ministro Gilmar Mendes de fato disse isso…

– Sim, a ressalva está registrada

– Se ele disse isso, essa é mais uma informação leviana, irresponsável e mentirosa.


Cabral e Cavendish:boquinha da garrafa em Paris

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DEU NO PORTAL IG

A decisão de convocar Perillo foi tomada por unanimidade, enquanto Agnelo, por uma diferença de quatro votos: 16 parlamentares votaram sim, e 12 votaram não. A convocação de Cabral foi recusada pela comissão por 17 votos a 11. Ainda não há datas marcadas para os depoimentos.

Perillo enfrenta a suspeita de que teria negociado um imóvel com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, por intermédio do ex-vereador do PSDB Wladimir Garcez, um dos poucos depoentes que prestou algum esclarecimento à CPI até agora, mesmo não tendo respondido aos questionamentos dos parlamentares. Cachoeira está preso desde fevereiro acusado de comandar um esquema de jogos ilegais.

A Polícia Federal também acusa Perillo de nomear pessoas indicadas por Cachoeira para órgãos do governo. Durante a sessão de ontem, o governador compareceu ao Congresso e se dispôs a explicar aos seus colegas sobre as acusações.

Queiroz deve ter que explicar a relação de membros do seu governo com Cachoeira, já que não há menção nas investigações da PF que apontem uma ligação direta do petista com o contraventor. Cláudio Monteiro, chefe de gabinete do governador, pediu demissão depois de ser citado em gravações por dois supostos integrantes do grupo de Cachoeira.

A maior parte dos parlamentares que pouparam Cabral de convocação nesta quarta-feira, alegou que, agora que foi aprovada a quebra de sigilo da empresa Delta, em âmbito nacional, é necessário um exame mais detalhado desses documentos, antes de chamar o governador à sessão.

Cabral apareceu em fotos em festas em Paris com secretários estaduais e com o empresário Fernando Cavendish, ex-proprietário da Delta e amigo pessoal do governador. A empreiteira já recebeu R$ 1,49 bilhão em contratos com o governo do Rio durante a gestão Cabral. As fotos das confraternizações em Paris foram reveladas pelo blog do deputado federal Anthony Garotinho (PR), adversário de Cabral.

Leia texto completo no IG

ultimosegundo.ig.com.b


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Dezenas de milhares de pessoas deslocaram-se à baía de San Francisco – costa oeste dos Estados Unidos – para celebrar o 75.º aniversário da Ponte Golden Gate, cartão-postal da cidade californiana que atrai cerca de 10 milhões de visitantes todos os anos.

O aniversário foi assinalado com música, dança, desfile de carros e motociclos antigos, e fogo de artifício.

A celebração foi realizada no dia em que a ponte abriu ao público. A circulação foi aberta aos pedestres a 27 de maio de 1937 e um dia depois ao tráfego.

Na época, a Golden Gate, concebida pelo engenheiro Joseph Strauss e arquiteto Irving Morrow, era a maior ponte suspensa do mundo.

A construção da ponte demorou quatro anos.

maio
30
Posted on 30-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-05-2012

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Música de Almir Sater tema na novela Paraíso de 1981.

Vai para Rosane, em Caravelas, e Gracinha, em Salvador (amigas e colaboradoras do Bahia em Pauta ) postadas em suas respectivas varandas.

BOA QUARTA-FEIRA PARA TODOS!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
30
Posted on 30-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-05-2012


Crepúsculo visto de uma varanda na Rua do Porto, em Caravelas-Bahia.

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CRÔNICA

VARANDAS

Rosane Santana

Tenho uma predileção por varandas que não sei explicar. Vem da minha infância, no espaço urbano e rural, no extremo sul da Bahia. A partir delas, podia contemplar a chuva, precedida do vôo misterioso de urubus ,em círculo, anunciando o temporal, e sentir o cheiro da terra, arriscando, algumas vezes, um banho sob a calha que escoava a água do telhado.
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Em dias de sol, ali brincava com meus irmãos, ouvia a conversa dos adultos, balançava-me na rede ou remoia alguma mágoa. Noutros, jogava totó, quando em minha casa, e sinuca, já entrando na adolescência, na fazenda de um amigo fanfarrão.

Varandas são espaços privados e, ao mesmo tempo, públicos. Nela contemplamos paisagens externas, seguros de que não seremos importunados, ou que sempre poderemos escapar para dentro de casa; podemos nos expor e até bisbilhotar sem risco de sermos acusados de invadir o espaço alheio.

As varandas me proporcionam uma sensação de amplidão e de aconchego, de conexão com o mundo, de liberdade e de bem estar, ao contemplar o mar da Bahia, por exemplo, paisagem que preenche minhas retinas.

A partir das varandas, pode ser narrada uma parte da história política do Brasil. Dos barões do açúcar e do café, no Império, aos coronéis da República. Das sacadas também, que funcionam como se aquelas fossem em muitas construções coloniais.

Sou apaixonada por varandas. Na casa de minha mãe, onde moro atualmente, no centro histórico de Caravelas, no extremo sul da Bahia, há quatro varandas. Em uma delas, todas as manhãs, observo os telhados, a rua onde moro, de pequeníssimo movimento, e o céu. É como se abraçasse minha cidade e retornasse ao interior da casa revigorada e cheia de coragem.

Numa segunda varanda, no primeiro andar, ouço o vento, o canto dos pássaros, os sons que vêm de toda a parte, os mais próximos e os mais distantes, contemplo a chuva, leio, estudo e pratico alguns exercícios físicos. Existem ainda duas outras varandas na casa, onde observo o orquidário e outras plantas – o mundo de minha mãe, reproduzido em telas que ela mesma pinta e espalha por todos os cômodos.

Em Salvador, onde morei 33 anos, e sempre cumpro um roteiro afetivo, há uma varanda especial para mim: a da família Tonhá, no Caminho das Árvores. Ponto de encontro de velhos e novos baianos, familiares e amigos, espaço de confraternização e alegria que bem reflete o espírito de Gracinha e Lauro, os anfitriões.

Recentemente lá estive, de passagem por Salvador, e mais uma vez saí com a alma impregnada de boas sensações, depois de um bate papo que começou no final da manhã e terminou no início da noite, porque tudo termina, embora às vezes, desejemos que não.

Ao redor de uma pequena mesa, contaram-se histórias sobre lugares, amigos e novos amores. Histórias que alimentaram o meu espírito na viagem de retorno ao extremo sul. Da janela do ônibus, enquanto observava a paisagem e ouvia João Gilberto e Stan Getz, Sinatra e Jobim, num inseparável Ipod, relembrava a Juazeiro de Gracinha, de Gileno , do bar Vapor e de Dom José Rodrigues, e sentia saudades de um tempo que não vivi.

Rosane Santana, jornalista e professora universitária, mestre em História pela UFBA,mora em Caravelas, extremo-sul da Bahia, e ensina na universidade em Teixeira de Freitas.


Manifestantes protestam em Londres
contra extradição de Assange
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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

O Supremo Tribunal britânico aprovou, esta quarta-feira (30), a extradição do fundador do Wikileaks para a Suécia, onde Julian Assange deverá responder por abuso sexual a duas mulheres.

Lord Phillips, que preside a este tribunal, indicou que esta decisão foi tomada por cinco votos a favor e dois contra, uma decisão que a defesa tem 14 dias para contestar.

Numa ação sem precedentes, a defesa de Assange poderá pedir a reabertura do caso, uma vez que não houve informação sobre todos os contornos do processo na sua fase final, informa a imprensa britânica.

maio
30
Posted on 30-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-05-2012


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Aroeira, hoje no Jornal do Sul

maio
30

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OPINIÃO POLÍTICA

Mensalão, herança maldita

Ivan de Carvalho

Pouco está faltando para o Brasil político mergulhar em um ensaio geral do Apocalypse.

Não bastava a perspectiva, que vai ganhando características de certeza, de que o julgamento do Mensalão, com seus atuais 36 réus, se verifique ainda neste ano de eleições, ao contrário do que desesperadamente desejam os réus e seus padrinhos políticos. O fato de ser este um ano de eleições não era o elemento principal da torcida e do ingente esforço que vem sendo feito para empurrar o julgamento para o ano que vem.

Afinal, 2013 é bem mais perto de 2014 e as eleições de 2014, para deputados estaduais e federais, um terço do Senado Federal, governadores e presidente da República, com seus respectivos vices, são incomparavelmente mais importantes. Assim, eleitoralmente, o julgamento do Mensalão este ano talvez seja muito menos inconveniente para o entorno político dos mensaleiros do que em 2013. Pois que se somente no ano que vem se realizar, a lembrança do caso estará bem mais viva quando acontecerem as eleições de 2014.

Importante a nação entender que a grande vantagem de empurrar o julgamento para 2013 é jurídica. Os crimes de penas menos pesadas prescreverão e os acusados por eles – nos casos em que não tiverem de responder também a crimes com penas de prisão mais longas – nem serão julgados. As acusações contra eles cairão na preliminar da prescrição. O que mais se busca, portanto, com o retardamento do julgamento é a impunidade. Que poderia ser talvez melhor servida com a aposentadoria compulsória de dois ministros e sua substituição por dois novos.

Ora, para desviar o foco do julgamento do Mensalão, o governismo decidiu criar a CPMI do Cachoeira, para investigar um tema que a Polícia Federal investigara exaustiva, mas não completamente. Claro que a oposição apoiou a CPI. Mas o governo cuidou de manter absoluto controle da comissão parlamentar mista de inquérito, no comando e na composição.

Apesar disso, e ainda de resistir à convocação de três governadores apontados como envolvidos com o personagem principal, Carlinhos Cachoeira, a CPMI foi obrigada pelos fatos a tomar o freio nos dentes e quebrar o sigilo da Delta Construções em âmbito nacional. A Delta é a empresa líder das obras do PAC, programa lançado no segundo mandato de Lula e que continua no atual governo. É a primeira complicação importante para o governismo na CPI.

Bem, como parte do ensaio geral a que me referi nas primeiras linhas, houve o estonteante e estupefaciente encontro de Lula, Nelson Jobim e do ministro Gilmar Mendes, do STF, seguido das denúncias gravíssimas feitas por Mendes, entre outros, ao presidente do STF, ao procurador geral da República e à revista Veja. Evidentemente contestadas. O leitor quer mais arranca-rabo no ensaio geral? Pois tem. Segundo Gilmar, Lula estava espalhando boatos sobre uma viagem sua à Alemanha. Ontem ele exibiu documentos aos jornalistas e deu explicações detalhadas, sugerindo ainda que os jornalistas buscassem outras no STF.
Ah, no Rio Grande do Sul um procurador da República, Manuel Pestana, por iniciativa própria, encaminhou representação à Procuradoria Geral da República, pretendendo que Lula seja responsabilizado criminalmente pelo Mensalão. Ontem já começava na rede petista na internet uma guerra contra o procurador Pestana.

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Do album do Show Samba Pede Passagem – Aracy de Almeida e Ismael Silva -1966.

boa noite!!!

(vhs)

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