Freixo entra Caetano e Chico:força no Rio
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Eleitor tradicional do PT, o cantor e compositor Chico Buarque declarou, na noite da última terça-feira, apoio à candidatura do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) à Prefeitura do Rio. A confirmação foi feita na casa do artista, no Leblon, zona sul da cidade, durante um encontro, organizado pelo também cantor e compositor Caetano Veloso, que já havia aderido à candidatura do PSOL.

O PT não terá candidato próprio nas eleições de outubro. Terá, porém, a vaga de vice na chapa do atual prefeito Eduardo Paes (PMDB) à reeleição. O vice de Paes será o vereador Adilson Pires, ex-sindicalista e atual líder do governo na Câmara.

Segundo Freixo, Chico entrou ‘de cabeça’ na campanha e aparecerá no horário eleitoral na TV. ‘É esse tipo de aliança, com pessoas comprometidas com o futuro do Rio e do País, que eu busco. É melhor que fazer alianças espúrias para aumentar meu tempo na TV em troca de cargos. Vamos ter pouco tempo de TV, mas temos as redes sociais e a militância’, disse Freixo.

Além de Freixo e Paes, já lançaram suas pré-candidaturas no Rio a deputada estadual Aspásia Camargo (PV), o deputado federal Otávio Leite (PSDB) e o deputado federal Rodrigo Maia (DEM). A vice de Maia, filho do ex-prefeito César Maia, será a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR), filha dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho.

Filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, um dos membros fundadores do PT em 1980, Chico participou ativamente da primeira campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, em 1989. A primeira doação ao comitê de campanha de Lula naquele ano foi um cheque de Maria Amélia Cesário Alvim, mãe de Chico.

maio
25

DEU NO IG

A presidenta Dilma Rousseff vetou 12 pontos do Código Florestal e anunciou 32 modificações ao texto nesta sexta-feira. Os ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Mendes Ribeiro Filho (Agricultura) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) fizeram o anúncio das mudanças em coletiva de imprensa em Brasília. Dilma decidiu recuperar parte do texto aprovado no Senado e fará ajustes de conteúdo ao projeto por meio de Medida Provisória a ser publicada nesta segunda-feira.

Segundo o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, das 32 modificações, 14 recuperam o texto do Senado Federal, cinco correspondem a dispositivos novos e 13 são ajustes ou alterações de conteúdo do projeto de lei. Só foram detalhados dois vetos ao Código: os artigos 1º e 61. Os demais serão divulgados no Diário Oficial na segunda.
Os ministros presentes reiteraram que o novo texto não promoverá anistia para os desmatadores, um dos pontos mais polêmicos do texto aprovado pela Câmara dos Deputados em abril. “Não vai haver anistia para ninguém. Todos terão que contribuir para a recomposição das Áreas de Proteção Permanente (APP) que foram utilizadas ao longo dos anos e essa recomposição será levada em consideração proporcionalmente pelo tamanho da propriedade rural de cada produtor desse País”, afirmou Vargas.

Izabella explicou que os agricultores que desmataram poderão suspender as multas desde que apresentem um termo de compromisso, um plano de recuperação ambiental. Mas, para converter a multa, a área deverá estar recuperada, o que será atestado por órgão ambiental competente.

As recuperações de APPs

Entre as alterações está o artigo que trata da consolidação de atividades rurais e da recuperação de áreas de preservação permanente (APPs). O texto aprovado pelos deputados só exigia a recuperação da vegetação das APPs nas margens de rios de até 10 metros de largura. E não previa nenhuma obrigatoriedade de recuperação dessas APPs nas margens de rios mais largos.

Agora a recuperação será proporcional ao tamanho da propriedade rural e vale para todos os rios. Para os de até 10 metros, por exemplo, deve ser recuperada uma área entre 5 metros e 30 metros nas margens. Para rios com largura de mais de 10 metros, a recuperação varia de 5 metros a 100 metros. Também voltou ao texto, a definição de que manguezais são áreas de preservação.

Izabella Teixeira afirmou que o novo Código Florestal apresentado pelo governo foi fundamentado na “preservação das florestas, na produção agrícola sustentável e no atendimento à questão social, sem prejuízo ao meio ambiente” e as diretrizes foram a recomposição do texto do Senado, a não anistia ao desmatador, à responsabilização de todos pela recuperação ambiental, a preservação dos pequenos proprietários e a manutenção dos estatutos da APP e de reserva legal.

Segundo a ministra, que apresentou uma série de dados do Incra sobre a estrutura fundiária do Brasil, os imóveis rurais com até quatro módulos fiscais representam 90% das propriedades do País e ocupam 24% da área agrícola. O restante está concentrado nas mãos das médias e grandes propriedades.

Ao final de sua apresentação, a ministra do Meio Ambiente afirmou que os vetos foram feitos de forma parcial “em respeito ao Congresso Nacional e à democracia”. “(Os vetos foram) motivados para evitar a insegurança jurídica, por razões de inconstitucionalidade, para não admitir nada que anistie o desmatador e para não permitir a redução da proteção ambiental”, disse.

“Nós, acredito eu, vamos coroar esse processo, esse debate de Código Florestal dando muito mais segurança jurídica ao produtor, possibilitando que ele tenha clareza que pode continuar produzindo alimentos para o mundo e que é possível produzir, sim, guardando o meio ambiente”, concluiu Mendes Ribeiro.

Leia reportagem sobre o assunto na íntrgra no IG


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Uma punida, muitos culpados.

Washington de Souza Filho

De Corvilhã, Portugal, especial para o BP

A moça não conhecia limites e agora vai pagar pelo o que fez, sem que a culpa deva ser, totalmente, debitada a ela. No máximo, ela vai servir para demonstrar que existe o reconhecimento do limite que a sociedade aceita, em particular, neste caso de flagrante desrespeito a mais elementar regra de civilidade – do trato entre as pessoas,nem discuto a natureza da atividade – e de princípios constitucionais – o sujeito é acusado por um crime e ainda tem de ser punido pela ignorância ?

O fato em questão é a destacada entrevista, exibida pela Band Bahia, que ganhou o mundo – e o imediato repúdio dos que puderam assistir. E uma ironia que a razão da mobilização tenha sido a mesma fonte, que a autora da entrevista admitia que seria o destino, em função dos erros do acusado – a internet.

Não conheço a profissional – Mirela Cunha é o nome – e prefiro não a tratá-la como jornalista ou fazer referência como repórter, porque o trabalho em emissoras de rádio e televisão, apresentador incluído, é uma terra de ninguém. O acesso é permitido com a realização de cursos rápidos, em cidades do Interior da Bahia, sem que exista, em muitos casos, a rejeição de empresas e chefes. Pelo o que sei, investigações constataram fraudes que colocaria nomes como ficha-suja–se valesse para a carreira política.

Uma breve viagem, no fim de semana, pode não ser o caso dela, mas tem sido a regra geral – aplicada aos,considerados, famosos. Em relação à Mirela, cumpriu-se uma das regras básicas de Valmir Palma, sêo Porreta, repórter de Polícia do jornal A Tarde: “ Jornalista burro é que vira notícia”.

O problema para ela é que o procedimento visto, na rede – como ela tinha previsto -, é um padrão, há muito tempo no Brasil, com um inusitado destaque para a Bahia – mais um precedente, para lembrar de outro frasista, o ex-governador Octávio Mangabeira.

Neste período que estou em Portugal, o mal-estar de maior destaque, como brasileiro, nascido na Bahia, jornalista e professor de Jornalismo, vivi ao usar um desses programas como ilustração, de algo que era feito no país, mas que não podia servir de modelo – mostrei localizada no Youtube, a cena, que ficou famosa, do “cadê Coco?”. O episódio ocorreu em aula, para os alunos da licenciatura – graduação – em Comunicação e foi desagradável – para mim, pela reação de algumas estudantes, diante da vulgaridade.

O Brasil que é visto nas emissoras de televisão de Portugal não tem apenas as novelas, de muito sucesso por aqui, como destaque. Os programas como os criticados na Bahia também são vistos, através dos canais internacionais. Para muitos, é a realidade brasileira. Há mais tempo, quando vivia em Angola, a situação era a mesma. Para os angolanos, ainda no meio de uma guerra civil, era difícil de compreender a dimensão do que ocorria nas cidades brasileiras. O que restava, como diversão, era descobrir o significado de algumas expressões, usadas, indistintamente, por, ditos, jornalistas, e policiais. “O que é a casa caiu?”, perguntavam. E riam muito, depois da explicação, com a transformação da frase em uma espécie de saudação.

Este episódio, divulgado pela Band Bahia, faz parte do cotidiano da televisão baiana. É grave, pelo desrespeito. Mas o fato de ter ocorrido impõe à sociedade prestar atenção em relação semelhante, sem o tom visto, em que ela é desrespeitada, quando pensa estar sendo informada. Se a profissional agiu como visto, e a sua atuação reflete uma indesejada proximidade com os agentes policiais, o que dizer de quem é anunciado como comentarista de qualquer coisa e é empresário de um determinado setor? Ou quem trabalha na cobertura de um tipo de assunto e presta assessoria para profissionais da mesma área? Ou tem um hobby, mostrado como um fato de interesse público? Ou “os novos e velhos heróis” do rádio e da televisão, mantidos por um esquema, que busca a audiência dos seus programas para a divulgação dos feitos – apenas o que pode ser dito como bem feito.

Ouvi do advogado Ignácio Gomes, certa vez, que ele tinha atuado na defesa de presos políticos, contra o arbítrio e a tortura do governo militar. Mas que ainda havia situações, sem a opressão de um regime ditatorial, que presos precisam de um advogado, para o reconhecimento dos seus direitos. De alguma forma, penso ser assim o trabalho de um jornalista. O seu trabalho não pode ser o chicote que pune, sob o risco de atingi-lo, por não compreender o seu limite, da sua atividade – a regra do jogo, dizia Cláudio Abramo.

Vale para Mirela, mas ela não é a única responsável.

Washington de Souza Filho, jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UFBA. Atualmente, cursa o Doutorado em Comunicação na Universidade da Beira Interior, em Covilhã, Portugal.

maio
25

Pelo menos sete pessoas morreram no acidente que ocorreu na manhã desta sexta-feira (25), na BR-101, região sul da Bahia, segundo informações do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itamaraju, que recebeu os corpos das vítimas.

Cinco ônibus, uma carreta e um carro da Polícia Militar se envolveram no acidente de acordo com a polícia, que chegou a informar preliminarmente que quatro ônibus, um carro da Polícia Militar, uma carreta e um carro de passeio teriam se acidentado.
Acidente na BR-101, no sul da Bahia (Foto: Gustavo Souto/ Arquivo Pessoal)Além dos ônibus, uma carreta e um carro da polícia se envolveram no acidente
(Foto: Gustavo Souto/ Arquivo Pessoal)

O acidente foi no trecho entre os municípios de Itamaraju e Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, e um forte nevoeiro que atinge a região pode estar entre as causas do acidente, já que compromete a visibilidade dos motoristas. De acordo com a PRF, uma carreta teria freado na pista e um ônibus que viajava logo atrás bateu na pista. O motorista da carreta teria fugido do local, enquanto os passageiros do ônibus teriam descido do veículo, sendo atingidos por outros quatro ônibus. O carro da Polícia Militar trafegava no sentido oposto da via quando foi alvejado pelos ônibus.

Equipes da Polícia Militar de Itamaraju e da PRF foram encaminhadas para o local, mas ainda não há informações sobre a quantidade de feridos. O Hospital Regional de Itamaraju está recebendo as vítimas.

(Com informações do G1 e emissoras de rádio e TV do sul da Bahia)

maio
25
Posted on 25-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-05-2012


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William, hoje, no site A Charge Online


Elton John:”repouso absoluto”

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O cantor britânico Elton John, 65 anos, foi internado de urgência no Cedars-Sinai Hospital, em Los Angeles (USA) devido a infecção respiratória. Segundo o site TMZ, os médicos recomendam repouso absoluto.

Ainda de acordo com o site de notícias norte-americano, Elton John realizou vários exames, tendo os médicos recomendado ao cantor que não fizesse espetáculos durante uma semana, repouso absoluto e um tratamento com antibióticos “para evitar que a situação se agrave”.

Entretanto, o cantor já tinha cancelado, no fim de semana, quatro espetáculos que estavam agendados para Las Vegas.

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A sugestão da música de Ray Charles vem do leitor que assina Vangelis na área de comentários do BP. O site blog baiano plugado no mundo – da greve dos onibus que paralisa Salvador à viagm do governador da Bahia à terra da Coca Cola – agradece.

BOA NOITE!!!

(VHS)


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OPINIÃO POLÍTICA

A próxima vítima

Ivan de Carvalho

Há um resistente e, se verdadeiro, muito importante rumor em Brasília. Envolve a legislação eleitoral constitucional e infraconstitucional, sua interpretação no que diz respeito ao tempo de propaganda eleitoral “gratuita” no rádio e televisão pelo Tribunal Superior Eleitoral e, eventualmente, pelo Supremo Tribunal Federal, o PSD, o PSB e o PMDB, tudo isso de forma direta, explícita, ao que se deve acrescentar o governo e o PT, de forma implícita.

Melhor começar do começo. O Tribunal Superior Eleitoral vai decidir se o PSD, como pretende, terá um tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão proporcional ao número de cadeiras que o partido obteve na Câmara dos Deputados ao oficializar sua criação, já que não participou de eleições, pois foi criado depois das últimas, as de 2010.

Abrindo um parêntesis. A propósito disso, existem três teses. A primeira é a de que o PSD, não tendo deputados no início da atual Legislatura, porque não existia, não terá tempo de propaganda eleitoral gratuita (a propaganda eleitoral paga na TV e rádio não é permitida no Brasil) nem nas eleições deste ano nem nas eleições gerais de 2014. Seu tempo seria aquele instante ridículo que é destinado aos partidos sem representação na Câmara federal. Isto seria um desastre para o PSD.

A segunda tese é a de que o partido teria o tempo proporcional ao número de deputados federais com os quais se oficializou. Esse tempo seria subtraído dos partidos dos quais deputados sairiam para entrar no PSD. Neste caso, o desastre atingiria seriamente o Democratas, principal fornecedor de quadros para a bancada do PSD na Câmara dos Deputados e suavemente outras legendas.

A terceira tese repete a segunda, com a diferença de que o tempo que for dado ao PSD, proporcional à sua representação na Câmara quando da oficialização do partido, não seria retirado das legendas fornecedoras de quadros para o PSD, mas de uma conta conjunta de todos os partidos representados na Câmara federal. Todos contribuiriam, dando um exemplo de solidariedade, fraternidade e desapego impostos e arbitrados pelo TSE. Neste caso, restaria ainda esclarecer se a contribuição de cada um seria proporcional ao tempo de que disponha atualmente ou se todas as contribuições seriam iguais, em termos absolutos, o que, de plano, teria toda a aparência de uma grande e desarrazoada injustiça.

Fechando o parêntesis e voltando ao rumor no início referido. É que se o PSD não conseguir do Judiciário que sua reivindicação de tempo de propaganda na TV e rádio nas mesmas condições dos demais partidos prevaleça, será um partido à beira do abismo. No caso do PSD, as eleições municipais deste ano ainda podem, mesmo com perdas, ser enfrentadas praticamente sem TV e rádio, mas não as de 2014.

Aí é que, segundo o rumor persistente, seria posta a rede de segurança: uma fusão com o PSB, partido que vem tendo um desempenho político e eleitoral brilhante, sob o comando do governador de Pernambuco, Eduardo Campos e cuja outra grande liderança é o ex-governador, ex-ministro e ex-candidato a presidente da República Ciro Gomes.

A fusão tornaria o PSB-PSD (seja que nome venha a adotar, talvez fique mesmo com o de PSB) – nos planos do PT e do governo federal petista – o grande parceiro, o predileto da aliança. Governo, PT e PSB/PSD comprimiriam o ainda espaçoso, mas já decrépito – porque invertebrado e com hábitos de gato de palácio – PMDB.

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