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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

O álbum ‘Bad’ de Michael Jackson vai ser reeditado em setembro, numa edição especial incluindo músicas inéditas e imagens nunca vistas do cantor em concerto. Esta é a primeira reedição de um disco do Rei da Pop, desde a sua morte em 2009.

O pacote “de luxo” vai estar à venda a partir de 18 de setembro, assinalando os 25 anos da edição original de ‘Bad’, que ganhou o Grammy de melhor álbum e que continha êxitos como ‘The way you make me feel’, ‘Dirty Diana’ e, obviamente, ‘Bad’. Venderam-se mais de 45 milhões de cópias.

Esta nova edição vai incluir ‘demos’ e canções que não chegaram a ver a luz do dia há 25 anos. Quanto aos vídeos, trata-se da atuação de Michael Jackson para o príncipe Carlos e a princesa Diana e ainda 72 mil pessoas no estádio do Wembley, em Londres, em 1988. O vídeo foi encontrado no espólio do artista – pensa-se que esta era a única cópia existente, feita apenas para uso pessoal de Jackson


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Enquanto Espero

João Bosco

Enquanto espero acontecer, enquanto espero ver no cais
Vou derramando sem querer
a febre dos meus ais

Há muito tempo amor que trago dor dentro do peito
Há muito tempo a cor da solidão tingiu-me o leito
Há tanto tempo assim
só eu dentro de mim

A procurar por nós e apenas uma voz
Responde, estão agora o vazio e a saudade a sós
Há muito tempo amor que eu te sufoco em pensamento

Mas quando a noite cai traz tua imagem como um vento
Faz tanto frio aqui
só eu dentro de mim

A procurar por nós
e apenas uma voz
Responde, estão agora o vazio e a saudade a sós

Navego um mar de fado azul
angústia de um bolero
Versado em sombras meia luz soluço no meu canto
Uma canção enquanto espero
Enquanto espero acontecer enquanto espero ver no cais.
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BOM DIA, BAHIA, SE UM BOM DIA FOR POSSÍVEL PARA OS BAIANOS NESTA QUINTA-FEIRA DE CAOS E RANGER DE DENTES.

(Vitor Hugo Soares)

joão bosco- enquanto espero


Transporte clandestino: a alternativa
de moblidade urbana em Salvador/Correio
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DEU NO CORREIO

Rafael Rodrigues, Bruno Wendel e Anderson Sotero
rafael.rodrigues@redebahia.com.br
bruno.cardoso@redebahia.com.br
anderson.sotero@redebahia.com.br

A Agerba (agência estadual que fiscaliza os transportes) e a Transalvador decidiram liberar a circulação do transporte clandestino durante o período que durar a greve. “Não tem outra alternativa, tem que valer de transporte solidário e dos clandestinos mesmo. O alternativo torna-se essencial”, justificou o superintendente da Transalvador, Alberto Gordilho. “Não vamos para a rua fiscalizar porque seria um contrassenso. Não que eu seja favorável, não que eu ache bom. Mas, com o impasse terrível da greve, o cara tem que se virar de qualquer jeito. Ou é isso ou para o estado”, diz o diretor-executivo da Agerba, Eduardo Pessoa.

Ele minimizou o risco dos passageiros ao optar pelo transporte clandestino, que não passa por vistorias periódicas. “O passageiro tem que ver e avaliar bastante se o transporte que está sendo oferecido é seguro. Se estiver em condições deploráveis é melhor não ir. Neste momento, o pessoal tem que se apegar ao que tem, infelizmente. Falar de outra forma é mentir”, ponderou. Ontem, no ponto de ônibus da Brasilgás, na BR-324, pediram R$ 60 à trabalhadora rural Sueli Freitas Palmeira, 61, para levá-la, junto com o filho e a nora, até Mata de São João, onde mora. De ônibus, ela pagaria R$ 13,80 pelas três passagens. “Isso é uma extorsão! Acho que vou ligar para minha filha vir buscar a gente ou dormir aqui mesmo, em Salvador”, reclamou.

O diretor da Agerba pediu que as extorsões sejam comunicadas. “Se isso acontecer, denuncie logo, porque nós vamos tomar nossas medidas. Se tiver extorquindo a população, se torna diferente o caso”, disse Pessoa. O telefone para denúncias da Agerba é o 0800 71 0080.

O superintendente da Transalvador, por sua vez, disse não ter como punir os clandestinos, mas prometeu endurecer contra os taxistas que aproveitaram a greve para rodar com o taxímetro desligado, cobrando preços altos. “Nos casos do alternativo fica difícil, mas do táxi a gente vai punir. Infelizmente, a exploração é generalizada”, condenou.

Liberar sem fiscalizar é crime, diz MP
A iniciativa da Transalvador e Agerba de liberar o transporte clandestino não havendo fiscalizações pode constituir crime de improbidade administrativa. O promotor citou o Artigo 11 da Lei de Improbidade (Lei nº 8.429/92). “Está na lei, é improbidade de deixar de praticar dever legal. A fiscalização não é um dever legal? Se resolve fazer isso (deixar de fiscalizar), não pode declarar à imprensa, enquanto autoridade, que uma ilegalidade está liberada por causa de uma greve”, disse.

Roberto Gomes salientou que caso haja acidentes com vítimas, as autoridades que abriram esta brecha poderão ser processadas. “Eles têm que rezar para que nada aconteça. Se acontecer, eles podem ser responsabilizados pela omissão”, disse.

maio
24
Posted on 24-05-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 24-05-2012


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Sid, hoje, no portal Metro1( BA)

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OPINIÃO POLÍTICA

Direitos e a mídia

Ivan de Carvalho

As divisas da Bahia não foram suficientes para conter a repercussão da entrevista feita numa delegacia de polícia de Itapuã pela repórter Mirella Cunha, do programa “Brasil Urgente Bahia” contra um cidadão detido acusado de roubo e estupro. Quero dizer “uma entrevista contra”, mesmo, porque ficou manifesto o propósito de agredir moralmente o suspeito em troca de alguma pontuação a mais no ibope para o programa apresentado pelo jornalista Uziel Bueno na Band.

A quase inacreditável entrevista – feita pela repórter dentro da 12ª Delegacia, em Itapuã, uma repartição do Estado da Bahia, na presença de agentes do Estado e atingindo com disparos de efeito moral um suspeito sob custódia do Estado, um suspeito intelectualmente inerme que apesar da presunção de inocência foi exibido como uma espécie de troféu midiático à sociedade – inicialmente provocou uma “carta aberta” de protesto e pedido de providências, assinada por jornalistas e que, às 20 horas de ontem, já contava com 1347 signatários de todas as partes do país.

Apesar do teor humilhante e deplorável das perguntas feitas pela repórter ao suspeito, aproveitando-se de sua ignorância para ridicularizá-lo, Mirella Cunha foi, em verdade, a peça menor na engrenagem. É impensável, sob o aspecto profissional, que ela exercesse a sua função sem uma orientação do programa, que a emissora evidentemente acolhe. E, encontrando na ocasião terreno fértil, plantou o que não devia e colheu o que quis, mas a que não tinha direito.

Liberdade de expressão, liberdade de imprensa. São fundamentais, essenciais. Não existem outras liberdades, nem direitos, nem democracia sem elas. Devem ser respeitadas tanto quanto a dignidade humana, presumindo-se que seu bom uso seja promover esta dignidade, ao invés de degradá-la.

Enquanto o caso ganha dimensão nacional – certamente porque esse tipo de programa não é exclusividade da grade de três das emissoras de televisão de Salvador, mas é uma espécie de praga que se espalhou pelo país numa guerra nada santa por audiência e que, não raro, transforma repórteres e principalmente apresentadores em portadores de mandatos eletivos, aproveitando a curiosidade mórbida de parte da população e usando alguns truques de comunicação – a Associação Bahiana de Imprensa prepara-se para se manifestar.

Um documento interno assinado por Ernesto Marques, destacado membro da diretoria da entidade, dirigido aos demais diretores, relata suscintamente o caso de que estamos tratando, qualifica-o de relevante, “evitando fulanizar o debate” e informa que o assunto estará na pauta da próxima sessão da diretoria da ABI.

Algumas medidas estão sendo tomadas, mas parecem convergir contra a repórter Mirella Cunha, que provavelmente já aprendeu a lição e não repetirá a atuação que teve.

Mas esse tipo de programas que produz essa espécie de entrevistas, nas quais direitos de cidadania são violados sob a garantia de agentes do Estado em repartições do Estado, este sim é um ponto muito mais importante. Como o é o estímulo público, pela mídia televisiva, do atentado violento ao pudor no interior do sistema prisional contra detentos suspeitos de haverem cometido esse mesmo crime ou o de estupro. E a passividade do Estado em enfrentar essa violação dos direitos humanos das pessoas sob sua custódia.

Em síntese, está aí muito do que debater.


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Leny Andrade Trio, o B3 , e Toots Thielemans, em “Chega de Saudade”. Amar é…Bossa Nova!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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