Armandinho

Música: Noites Cariocas

Autor: Jacob do Bandolim

Armando da Costa Macedo, conhecido como Armandinho, (Salvador, 22 de maio de 1953) é um instrumentista, cantor e compositor brasileiro, nascido na Bahia. É filho de Osmar Macedo, do Trio Elétrico de Dodô e Osmar. Formou o Trio Elétrico Mirim em 1962. Em 1967, formou a banda de rock Hell’s Angels, no qual tocava guitarra.

Na década de 1970, Armandinho (guitarras, vocal) formou o conjunto A Cor do Som, ao lado de Dadi (baixo e vocal), Mú Carvalho (teclados e vocal), Ary Dias (percussão e vocal) e Gustavo Schroeter (bateria). A banda se notabilizou pela alta qualidade instrumental, mesclando sonoridades de rock, jazz e música brasileira. Apresentaram-se no Festival de Jazz de Montreux e alcançaram grande sucesso popular com canções como “Beleza pura” (Caetano Veloso), “Abri a porta” (Gilberto Gil – Dominguinhos), “Zanzibar” (Armandinho – Fausto Nilo), etc.

Ao longo das décadas seguintes, Armandinho tem dado continuidade a seu trabalho instrumental (guitarra, violão, bandolim, etc.), gravando e se apresentando ao lado de músicos como Raphael Rabello, Paulo Moura, Época de Ouro, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Caetano Veloso, Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar, entre outros.
Bandolim 10 cordas Luthier João Maurício Santos.

(Deu no You Tube)

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Bravissimo, Armandinho. Longa vida!!!

Parabens e votos de todo sucesso que você merece.

BOA Noite!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
22

Carta aberta de jornalistas sobre abusos de programas policialescos na Bahia

“O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.”
(Gregório de Mattos e Guerra)

Ao governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner.
À Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia.
Ao Ministério Público do Estado da Bahia.
À Defensoria Pública do Estado da Bahia.
À Sociedade Baiana.

A reportagem “Chororô na delegacia: acusado de estupro alega inocência”, produzida pelo programa “Brasil Urgente Bahia” e reprisada nacionalmente na emissora Band, provoca a indignação dos jornalistas abaixo-assinados e motiva questionamentos sobre a conivência do Estado com repórteres antiéticos, que têm livre acesso a delegacias para violentar os direitos individuais dos presos, quando não transmitem (com truculência e sensacionalismo) as ações policiais em bairros populares da região metropolitana de Salvador.

A reportagem de Mirella Cunha, no interior da 12ª Delegacia de Itapoã, e os comentários do apresentador Uziel Bueno, no estúdio da Band, afrontam o artigo 5º da Constituição Federal: “É assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral”. E não faz mal reafirmar que a República Federativa do Brasil tem entre seus fundamentos “a dignidade da pessoa humana”. Apesar do clima de barbárie num conjunto apodrecido de programas policialescos, na Bahia e no Brasil, os direitos constitucionais são aplicáveis, inclusive aos suspeitos de crimes tipificados pelo Código Penal.

Sob a custódia do Estado, acusados de crimes são jogados à sanha de jornalistas ou pseudojornalistas de microfone à mão, em escandalosa parceria com agentes policiais, que permitem interrogatórios ilegais e autoritários, como o de que foi vítima o acusado de estupro Paulo Sérgio, escarnecido por não saber o que é um exame de próstata, o que deveria envergonhar mais profundamente o Estado e a própria mídia, as peças essenciais para a educação do povo brasileiro.

Deve-se lembrar também que pelo artigo 6º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, “é dever do jornalista: opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos”. O direito à liberdade de expressão não se sobrepõe ao direito que qualquer cidadão tem de não ser execrado na TV, ainda que seja suspeito de ter cometido um crime.

O jornalista não pode submeter o entrevistado à humilhação pública, sob a justificativa de que o público aprecia esse tipo de espetáculo ou de que o crime supostamente cometido pelo preso o faça merecedor de enxovalhos. O preso tem direito também de querer falar com jornalistas, se esta for sua vontade. Cabe apenas ao jornalista inquirir. Não cabem pré-julgamentos, chacotas e ostentação lamentável de um suposto saber superior, nem acusações feitas aos gritos.

É importante ressaltar que a responsabilidade dos abusos não é apenas dos repórteres, mas também dos produtores do programa, da direção da emissora e de seus anunciantes – e nesta última categoria se encontra o governo do Estado que, desta maneira, se torna patrocinador das arbitrariedades praticadas nestes programas. O governo do Estado precisa se manifestar para pôr fim às arbitrariedades; e punir seus agentes que não respeitam a integridade dos presos.

Pedimos ainda uma ação do Ministério Público da Bahia, que fez diversos Termos de Ajustamento de Conduta para diminuir as arbitrariedades dos programas popularescos, mas, hoje, silencia sobre os constantes abusos cometidos contra presos e moradores das periferias da capital baiana.

Há uma evidente vinculação entre esses programas e o campo político, com muitos dos apresentadores buscando, posteriormente, uma carreira pública, sendo portanto uma ferramenta de exploração popular com claros fins político-eleitorais.

Cabe, por fim, à Defensoria Pública, acompanhar de perto o caso de Paulo Sérgio, previamente julgado por parcela da mídia como “estuprador”, e certificar-se da sua integridade física. A integridade moral já está arranhada.

Salvador, 22 de maio de 2012.

Em ordem alfabética:

Alana Fraga
Alexandre Lyrio
Altino Machado
André Uzêda
Ana Paula Ramos
André Julião
André Setaro
Breno Fernandes
Camila Soares Gaio
Carolina Garcia
Ceci Alves
Claudio Leal
Eduardo Neco
Eliano Jorge
Emanuella Sombra
Felipe Amorim
Felipe Mortimer Gomes Carneiro
Flávio Costa
Franciel Cruz
Gabriel Carvalho
Gonçalo Jr.
Herbem Gramacho
Jane Fernandes
João Pedro Pitombo
Josélia Aguiar
Juliana Brito
Larissa Oliveira
Luana Rocha
Lunaé Parracho
Marcelo Brandão
Márcio Orsolini
Marcos Diego Nogueira
Maria Olivia Soares
Mariana Rios
Marlon Marcos
Natália Martino
Nelson Barros Neto
Paulo Sales
Pedro Caribé
Pedro Marcondes de Moura
Rachel Costa
Rita Dantas
Roberto Martins
Rodrigo Cardoso
Rodrigo Meneses
Rodrigo Minêu
Rodrigo Rangel
Rodrigo Sombra
Saymon Nascimento
Thaís Naldoni
Thiago Ferreira
Valmar Hupsel Filho
Vânia Medeiros
Vitor Hugo Soares
Vitor Pamplona
Zoraide Vilasboas

DEU NO BLOG DE RENATO ROVAI ( REPRODUZIDO NO BLOG DO NOBLAT)

A repórter loira, o suposto negro estuprador e uma sequência nojenta

Blog de Renato Rovai

O vídeo que segue do Brasil Urgente, da Band, da Bahia, é um exemplo de jornalismo pra lá de esgoto.

Uma repórter loirinha, com rabinho de cavalo à la Feiticeria, coloca um jovem negro, com hematoma aparente de uma agressão recente, numa situação absolutamente constrangedora. Julga-o antes da Justiça, humilha-o por conta de sua ignorância em relação aos seus direitos e ao procedimento a se realizar num exame de corpo delito e acha isso tudo muito engraçado.

Trata-se de uma caso que exige uma ação urgente por parte da sociedade civil.

É preciso que se mova uma ação contra a concessionária pública que dá voz a uma repórter irresponsável como essa. Isso mesmo, irresponsável. Estou à disposição da Justiça para me defender em relação ao termo utilizado. A propósito, a concessionária é a Band.

É preciso que entidades de Direitos Humanos e da questão negra também se posicionem.
Também é urgente que entidades como o Sindicato dos Jornalistas da Bahia a Fenaj reajam a essa barbaridade.


Cachoeira: cafezinho na hora de depor na CPI

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Deu Jornal do Brasil

Luiz Orlando Carneiro

De Brasília

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou, nesta terça-feira, por 3 votos a 1, o habeas corpus ajuizado pela defesa do empresário-contraventor Carlinhos Cachoeira. A maioria já tinha rejeitado o pedido na sessão da semana passada, mas o desembargador convocado Adilson Macabu, o último a votar, pediu vista, e confirmou sua divergência nesta terça-feira. O advogado de Cachoeira, Marcio Thomaz Bastos, anunciou que vai recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal.

Preso desde 29 de fevereiro, em decorrência da Operação Monte Carlo, da Policia Federal, Cachoeira responde a inquérito em curso no STJ, sob a acusação de formação de quadrilha para a prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, contrabando, peculato, prevaricação e violação de sigilo, visando a assegurar a exploração ilegal de máquinas eletrônicas de jogos, bingos de cartelas e jogo do bicho em Goiás e no Entorno do Distrito Federal.

O julgamento

Na sessão do último dia 15, Thomaz Bastos defendeu em plenário a soltura do indiciado por estar ele preso preventivamente há quase 80 dias. Além disso, reclamou que a defesa não tivera ainda acesso às “provas secretas”, mas só às gravações vazadas e veiculadas pela mídia.

O relator do habeas, ministro Gilson Dipp, concordou com o parecer do Ministério Público, tendo em vista a “altíssima probabilidade” do investigado e principal figura do inquérito que, solto, poderia voltar a agir. E também sublinhou a “manifesta periculosidade do agente e a magnitude dos crimes cometidos contra a Administração Pública”.

Segundo a votar, o ministro Jorge Mussi, presidente da Turma, acompanhou o relator, afirmando não ser o momento adequado para devolver Cachoeira à liberdade, até por que não foram ainda colhidas as provas de incriminação. O ministro Marco Aurélio Bellizze votou logo em seguida também pela rejeição do habeas corpus.

Divergência

O desembargador convocado Adilson Macabu foi o único a divergir. Na sessão anterior, ele já tinha adiantado a sua posição, no sentido de que a Constituição de 1988 “alterou amplamente o sentido da prisão preventiva, e que muitas pessoas estão na prisão por omissão do Poder Público, que não adaptou a lei à Constituição Federal”.

Na conclusão do julgamento, ele defendeu a troca da prisão preventiva pela adoção de medidas alternativas, como comparecimento em juízo periódico e recolhimento de passaportes. A seu ver, a prisão cautelar é a última medida a ser tomada antes da sentença final: “Medidas alternativas não representam impunidade”, afirmou.

maio
22
Posted on 22-05-2012
Filed Under (Newsletter) by vitor on 22-05-2012


Andressa: furor na chegada à CPMI

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A mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, causou alvoroço na chegada ao Congresso Nacional para acompanhar o depoimento do marido. Apelidada de “musa da CPI”, Andressa trajava blusa branca e óculos escuros e preferiu não falar com a imprensa.

Diferente de Cachoeira, que entrou escondido no Senado pelo gabinete do ex-líder petista Humberto Costa (PE), Andressa caminhou pelos corredores da Casa acompanhada de seguranças.

No trajeto até a sala onde estava Cachoeira, ao lado do plenário da CPI, ela causou um “strike” de repórteres e cinegrafistas que a seguiam e tropeçaram nos fios de “spots” de luz. Andressa chegou ao Senado por volta de 13h25, dez minutos após Cachoeira.

Do gabinete de Costa, usou uma “passagem estratégica”, nos fundos da sala de Costa, para driblar os jornalistas e acompanhar o início da sessão de uma sala próxima à CPI. A viatura que transportou Cachoeira do presídio da Papuda foi escoltado por dois carros, um do departamento penitenciário da Papuda e outro da Polícia Federal.

DEU NO IG
Cachoeira na CPI:”não vou falar”
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O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, chegou por volta das 13h15 ao Congresso Nacional para depor à CPI nesta terça-feira e entrou no Senado pelo gabinete do senador Humberto Costa (PT-PE). O depoimento começou pouco depois das 14h.

Chamado a depor pelo presidente da CPI, Vital do Rêgo, Cachoeira disse que ficaria calado por orientação dos advogados, como já era esperado. “Estou aqui como manda a lei, mas não falarei nada. Constitucionalmente, fui advertido pelos meus advogados para não falar nada e não falarei nada aqui. Somente depois da audiência com o juiz (…) aí pode me chamar que virei aqui para falar e responderei a qualquer pergunta”, afirmou.

Carlinhos Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro pela Operação Monte Carlo da PF, e é acusado de comandar um esquema de exploração de maquinas de caça-níqueis. Apesar da tentativa da defesa de adiar seu depoimento pela segunda vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o comparecimento de Cachoeira aconteceria nesta terça-feira. Dois carros do departamento penitenciário da Papuda e um da Polícia Federal escoltaram a viatura com o empresário goiano, pelo trajeto de cerca de 25 quilômetros.

O primeiro adiamento aconteceu há uma semana, quando o ministro Celso de Mello acatou os argumentos da defesa de que Cachoeira não podia depor, porque não teve acesso aos inquéritos que o investigam.


Quadro contestado pelo partido de Jacob Zuma antes de ser vandalizado/ Imagem: PÚBLICO
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Pintura vandalizada de Zuma / Reuters

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Uma pintura polémica exposta numa galeria de Joanesburgo e que retratava o Presidente sul-africano Jacob Zuma com os genitais à mostra foi vandalizada, nesta terça-feira, por um homem que cobriu a obra com tinta vermelha e preta.

Esta destruição da pintura polémica acontece numa altura em que o partido no poder, o ANC, estava a tentar, através da Justiça, forçar a galeria de arte a remover a obra.

A pintura, de quase dois metros de altura e de inspiração soviética no estilo, já tinha sido vendida por 14 mil dólares.

Intitulada “The Spear” [qualquer coisa como “a lança” ou “o arpão”], a obra é da autoria de Brett Murray, conhecido pelos seus trabalhos provocatórios.

Após este acto de vandalismo, a representação da cabeça e dos genitais de Jacob Zuma estão agora cobertos por tinta preta e vermelha, duas das cores da bandeira da África do Sul.

O correspondente da BBC na África do Sul explica que o homem usou uma trincha para danificar a pintura. Foi manietado pelos seguranças quase de imediato mas já era tarde demais.

O homem teve o auxílio de um ajudante, ainda de acordo com a BBC.

“Estou a fazer isto porque o quadro é desrespeitoso para com o Presidente Zuma”, disse um dos dois homens à estação britânica.

O ANC descreveu o quadro como “rude, desrespeitoso e racista”.

O Supremo Tribunal de Justiça deveria pronunciar-se na quinta-feira acerca da manutenção – ou não – da pintura em exposição.

(Com informações do jornal português PÚBLICO )


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Menina De Amaralina
Raul Seixas – Raulzito e Os Panteras
Album: Raulzito e Os Pantera

TOCA RAUL!!!

BOM DIA!!!

(VHS)

DEU NO IG

O depoimento do advogado Ruy Cruvinel Neto no Conselho de Ética do Senado, previsto para a manhã desta terça-feira (22), foi desmarcado. Segundo a informação da secretaria do órgão, a reunião do colegiado está mantida e deverá examinar requerimentos.

O Conselho de Ética investiga as relações do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A abertura de processo disciplinar contra o senador por quebra de decoro parlamentar foi pedida pelo PSOL. A decisão do colegiado pode levar à perda de mandato do senador.

Na noite de segunda-feira, a secretaria do conselho recebeu um ofício de Cruvinel no qual ele informou que não compareceria à audiência por “motivos pessoais”. O advogado seria testemunha de defesa de Demóstenes.

Cachoeira é outra testemunha de defesa apresentada pelo advogado do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay. O depoimento do contraventor no Conselho de Ética está marcado para esta quarta-feira, às 14h.

Também está previsto o comparecimento de Cachoeira à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações do contraventor, preso desde fevereiro acusado de explorar jogos ilegais.

A defesa do bicheiro tentou evitar seu depoimento nesta terça-feira, mas o STF não deu parecer favorável aos advogados de Cachoeira. Esse era o segundo recurso para adiar o depoimento.

O primeiro aconteceu há uma semana quando o ministro Celso de Mello aceitou os argumentos da defesa de que Cachoeira não podia depor, porque não teve acesso aos inquéritos que o investigam.

Após essa decisão do STF, o advogado Márcio Thomaz Bastos teve acesso à investigação, mas argumentou em seguida que precisava de mais tempo para analisar o grande volume de documentos: 15 mil páginas. O argumento não foi aceito pelo ministro Celso de Mello desta vez.

Com Agência Senado

maio
22
Posted on 22-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-05-2012


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Pelicano, hoje no Bom Dia (SP)

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