Chelsea:festa em azul no estadio do vermelho Bayern

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

Foram necessários muitoe milhões de euros investidos por Roman Abramovich, mas o magnata russo finalmente cumpriu o desejo de ver o “seu” Chelsea sagrar-se campeão europeu. Sem um futebol capaz de deslumbrar a crítica, mas eficaz em todos os momentos cruciais, os blues derrotaram os alemães do Bayern em Munique, no desempate por cobrança de penaltis, após um empate em 1 a 1no tempo regulamentar.

A frase do antigo futebolista inglês Gary Lineker – “o futebol é simples: 22 homens correndo atrás da bola durante 90 minutos e no final ganha a Alemanha” – nunca fez tão pouco sentido. Desta vez, não foram 90 minutos, nem duas equipas a correr atrás da bola. Foi o Bayern Munique a correr e a jogar durante 120 minutos e o Chelsea a cumprir com a “arte” de (saber) defender. Foi assim, durante mais de 180 minutos, frente ao Barcelona, onde os blues até resistiram a um penálti perdido por Messi no tempo regulamentar. Desta vez, foi Arjen Robben a fperder o penálti que poderia ter acabado com as aspirações do Chelsea. Mas a “estrelinha” que acompanha os campeões não se limitou a este momento.

Depois de 83 minutos de domínio do Bayern Munique, onde a bola ora esbarrava na trave, ora parava nas mãos de Cech, ora encontrava a “floresta” de pernas da defesa do Chelsea, os alemães chegaram ao gol. Uma grande cabeçada do alemão Thomas Müller – o melhor marcador do Mundial 2010, com apenas 19 anos -, que ainda teve que bater na trave antes de entrar, deixou o Bayern Munique a poucos minutos do quinto “caneco”. Só que Drogba não estava disposto a perder a ‘Champions’ pela outra vez, depois da final perdida em 2007/08 (época em que Mourinho foi despedido), e empatou a partida a dois minutos dos 90, de cabeça, após um corner. Um gol com toda a ironia do futebol: o Bayern Munique conquistou 20 tiros de canto, em vão; o Chelsea conseguiu apenas um… e marcou.

Numa prorrogação dividida entre a fadiga e o sofrimento, Arjen Robben dispôs do tal penálti – outra vez cometido por Drogba, tal como em Camp Nou – que poderia ter acabado com o jogo. Só que Petr Cech conseguir ir buscar a bola “no cantinho” e manteve de pé as aspirações do Chelsea, que parecia mesmo estar destinado a vencer o troféu. No desempate por penáltis, depois de o Chelsea ter ficado em desvantagem logo na primeira cobrança (falhou Mata), Olic e Schweisteinger desperdiçaram os seus remates e permitiram que Drogba ficasse a onze metros do troféu. O costa-marfinense mal precisou de tomar distância e de ouvir o apito do árbitro: colocou a bola com convicção no fundo das redes e abriu a festa londrina em Munique. No final, fez uma vénia aos adeptos do Chelsea que “soou” a despedida.

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