Mary Kennedy com Robert Jr

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DEU NO JORNAL PÚBLICO (PORTUGAL)

Há dois anos Robert Kennedy Jr. pediu-lhe o divórcio. Dois meses depois, tiraram-lhe a carteira de motorista durante 90 dias porque a apanharam dirigindo com excesso de álcool. Mary Richardson Kennedy foi encontrada morta ontem, quarta-feira (16) na sua casa em Bedford, Nova Iorque. Ia completar 53 anos.

“É novamente a maldição dos Kennedy”, escreve a Forbes . “Culpem os assassinos, as árvores ou os aviões, mas não culpem a maldição porque as maldições não matam”, lê-se no Daily News. Maldições à parte, a família Kennedy viveu nesta quarta-feira mais uma tragédia. Mary Kennedy era a segunda mulher de Robert Kennedy Jr., sobrinho do presidente norte-americano John F. Kennedy. A autópsia revelou que morreu por asfixia causada por enforcamento.

O processo de divórcio não tinha ainda chegado ao fim. Mary teve quatro filhos com Robert Kennedy Jr, com quem foi casada 16 anos, e os que a conheciam recordam o espírito radiante e criativo. Foram estes, aliás, os adjetivos escolhidos para a mensagem escrita no comunicado em que a família anunciou a sua morte.

Mary Kennedy teria deixado um bilhete, uma nota. Não se sabe a quem se dirigia, talvez aos filhos, talvez ao marido de quem estava separada, que é advogado e especialista em questões ambientais. O que se sabe é que, pelas 13h30 em Bedford, a polícia recebeu uma chamada telefónica para investigar uma possível morte. O corpo viria a ser descoberto pouco depois, junto ao anexo da casa onde Mary Kennedy vivia.

Ela e Robert Kennedy Jr. casaram em Abril de 1994, um mês depois de ele se ter divorciado da primeira mulher, Emily Black. O primeiro filho, Conor, nasceu no Verão seguinte. Mais tarde viria uma filha e mais dois rapazes.

Mary foi uma grande amiga de Kerry, a irmã de Robert Jr.. As duas chegaram a partilhar casa quando estudavam na Brown University. Quando Kerry casou, Mary foi uma das damas de honra e, através dela, conheceu o futuro marido. Chegou a trabalhar como arquiteta. Por isso, no comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo gabinete de Robert Kennedy Jr, é destacada a sua dedicação à arquitetura e ao design aliadas ao respeito pelo meio ambiente.

Os últimos anos foram marcados por incidentes que levaram a polícia a visitar a casa da família por diversas vezes. Depois do pedido de divórcio, em Maio de 2010, Mary Kennedy viu a carta de condução ser-lhe apreendida durante 90 dias por guiar com excesso de álcool e, nem um ano depois, voltaria a ser apanhada pela polícia, desta vez a conduzir sob a influência de drogas.

Nesses momentos difíceis, Mary contou com o apoio de vários membros do clã Kennedy. Ethel Kennedy, a sogra, chegou a escrever uma carta ao tribunal onde o seu caso foi julgado a descrevê-la como “uma mãe cuidadosa”, e a amiga Kerry foi ainda mais efusiva: “Quando olho para as minhas três filhas, o meu desejo é que elas sejam tão abençoadas como eu fui em ter uma amiga confidente como Mary Richardson.”

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Comentários

rosane santana on 18 Maio, 2012 at 10:05 #

“Álbum de Família”, sem nenhuma maldição.


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