maio
17

DEU NA FOLHA.COM

O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi flagrado nesta quinta-feira, durante sessão da CPI do Cachoeira, garantindo blindagem do PT ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que corria risco de ser convocado a depor na comissão.

As imagens da troca de mensagens de celular entre Vaccarezza, um dos principais articuladores da base governista na CPI, e Cabral foram registradas por um cinegrafista e exibidas na edição desta quinta-feira do jornal “SBT Brasil”.

“A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu [sic]”, escreveu Vaccarezza a Cabral.

Vaccarezza não foi localizado pela Folha para comentar o caso. Procurada, a assessoria do governo do Rio não se manifestou até a publicação desta notícia.

A convocação do governador fluminense era defendida por parte dos parlamentares integrantes da CPI. O governador é amigo de Fernando Cavendish, presidente licenciado do Conselho de Administração da Delta Construções, empreiteira pivô do caso Carlinhos Cachoeira.

Fotos e vídeos divulgados nas últimas semanas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) em seu blog mostram Cabral e Cavendish juntos em Paris, em momentos de descontração em um restaurante de luxo.

Desde o início da gestão de Sérgio Cabral, em 2007, a Delta firmou contratos de mais de R$ 1,4 bilhão com o governo fluminense, a maior parte sem licitação.

Em pronunciamento durante a sessão da CPI, na manhã desta quinta-feira, Vaccarezza chegou a dizer que eventuais superfaturamentos não são exclusividade da Delta e defendeu a restrição do alcance das investigações.

“Se tiver superfaturamento em uma obra ou outra, não é competência dessa CPI investigar. É de outra. Como tem [superfaturamento] de outras empreiteiras”, disse.

Um requerimento pedindo a convocação de Cabral foi redigido, mas, depois de acordo entre a base governista e a oposição, não chegou a ser votado.

O acordo resultou, também, na desistência de convocação dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).

Também ficou de fora da CPI, ao menos por ora, a atuação nacional da Delta, que poderia atingir Cavendish. A investigação sobre a empreiteira ficará restrita ao Centro-Oeste.


Mary Kennedy com Robert Jr

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DEU NO JORNAL PÚBLICO (PORTUGAL)

Há dois anos Robert Kennedy Jr. pediu-lhe o divórcio. Dois meses depois, tiraram-lhe a carteira de motorista durante 90 dias porque a apanharam dirigindo com excesso de álcool. Mary Richardson Kennedy foi encontrada morta ontem, quarta-feira (16) na sua casa em Bedford, Nova Iorque. Ia completar 53 anos.

“É novamente a maldição dos Kennedy”, escreve a Forbes . “Culpem os assassinos, as árvores ou os aviões, mas não culpem a maldição porque as maldições não matam”, lê-se no Daily News. Maldições à parte, a família Kennedy viveu nesta quarta-feira mais uma tragédia. Mary Kennedy era a segunda mulher de Robert Kennedy Jr., sobrinho do presidente norte-americano John F. Kennedy. A autópsia revelou que morreu por asfixia causada por enforcamento.

O processo de divórcio não tinha ainda chegado ao fim. Mary teve quatro filhos com Robert Kennedy Jr, com quem foi casada 16 anos, e os que a conheciam recordam o espírito radiante e criativo. Foram estes, aliás, os adjetivos escolhidos para a mensagem escrita no comunicado em que a família anunciou a sua morte.

Mary Kennedy teria deixado um bilhete, uma nota. Não se sabe a quem se dirigia, talvez aos filhos, talvez ao marido de quem estava separada, que é advogado e especialista em questões ambientais. O que se sabe é que, pelas 13h30 em Bedford, a polícia recebeu uma chamada telefónica para investigar uma possível morte. O corpo viria a ser descoberto pouco depois, junto ao anexo da casa onde Mary Kennedy vivia.

Ela e Robert Kennedy Jr. casaram em Abril de 1994, um mês depois de ele se ter divorciado da primeira mulher, Emily Black. O primeiro filho, Conor, nasceu no Verão seguinte. Mais tarde viria uma filha e mais dois rapazes.

Mary foi uma grande amiga de Kerry, a irmã de Robert Jr.. As duas chegaram a partilhar casa quando estudavam na Brown University. Quando Kerry casou, Mary foi uma das damas de honra e, através dela, conheceu o futuro marido. Chegou a trabalhar como arquiteta. Por isso, no comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo gabinete de Robert Kennedy Jr, é destacada a sua dedicação à arquitetura e ao design aliadas ao respeito pelo meio ambiente.

Os últimos anos foram marcados por incidentes que levaram a polícia a visitar a casa da família por diversas vezes. Depois do pedido de divórcio, em Maio de 2010, Mary Kennedy viu a carta de condução ser-lhe apreendida durante 90 dias por guiar com excesso de álcool e, nem um ano depois, voltaria a ser apanhada pela polícia, desta vez a conduzir sob a influência de drogas.

Nesses momentos difíceis, Mary contou com o apoio de vários membros do clã Kennedy. Ethel Kennedy, a sogra, chegou a escrever uma carta ao tribunal onde o seu caso foi julgado a descrevê-la como “uma mãe cuidadosa”, e a amiga Kerry foi ainda mais efusiva: “Quando olho para as minhas três filhas, o meu desejo é que elas sejam tão abençoadas como eu fui em ter uma amiga confidente como Mary Richardson.”


Colombiano e Catarina:os assassinados…
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…E os presos: Cassio, Claudomiro, Wagner, Edilson, e Adailton,
acusados do crime./ Fotos: Correio

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DEU NO CORREIO DA BAHIA


Da Redação

O diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários, Paulo Colombiano dos Santos, e a mulher dele, Catarina Galindo, foram mortos por ordem do dono da Mastermed, empresa responsável pelos serviços de plano de saúde do sindicato.

A informação foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) durante coletiva à imprensa na tarde desta quinta-feira (17).

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Claudomiro César Ferreira Santana, preso durante operação na manhã de hoje, é o verdadeiro proprietário da Mastermed. No entanto, como a documentação estava em nome do irmão, Cassio Antonio Cerqueira Santana, os dois foram presos.

Cassio e Claudomiro foram localizados no Victory Tower, no Corredor da Vitória. Além de dono da Mastermed, Claudomiro é capitão da reserva da Polícia Militar da Bahia e proprietário do Atacadão Centro-Sul, na Calçada.

Paulo Colombiano foi morto porque descobriu irregularidades no pagamento ao plano de saúde, segundo investigações da Polícia Civil. O sindicato pagava R$ 35 milhões de taxas administrativas à Mastermed, valor considerado alto pelo diretor financeiro.

Paulo Colombiano, 53 anos, e sua mulher, a secretária do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em Salvador, Catarina da Ascensão Galindo, 53, retornavam para casa, em Brotas, em junho de 2010, quando foram mortos.

Na manhã desta quinta-feira (17), a Polícia Civil iniciou a operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao duplo homicídio. Outros três suspeitos identificados como Wagner Luis Lopes de Souza, Edilson Duarte de Araújo, e Adailton Araújo de Jesus, também foram presos durante a operação.

Cassio, Claudomiro, Wagner, Edilson, e Adailton foram presos nesta quinta-feira

Adailton e Wagner trabalhavam como seguranças do Atacadão Centro-Sul. Edilson é ex-funcionário da Mastermed e atual do chefe de segurança da Atacadão Centro-Sul.

Em depoimento, eles confirmaram que estavam no local no dia do crime, mas negam participação. No entanto, conforme informado pela polícia, os três foram contratados para executar o sindicalista.

Outros dois suspeitos pelo crime estão sendo investigados pela polícia. No total, 120 policiais civis, divididos em 25 equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) participaram da operação.

O crime

O casal, que estava junto há 20 anos, chegava numa Kia Sportage em casa, no condomínio Catavento, na rua Teixeira de Barros, em Brotas, em junho de 2010, quando foi surpreendido por dois homens em uma moto. Colombiano foi alvejado sete vezes, e Catarina foi atingida com um tiro.

O então delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, afirmou que não restava dúvida de que o crime tinha sido encomendado. Irmão de Catarina, Geraldo Galindo, contou ainda que, três dias antes do assassinato, Colombiano comentou que poderia sofrer ameaças.

“Ele (Colombiano) disse que queria fazer mudanças no plano de saúde do sindicato, mas dizia que era uma questão perigosa e que sofreria muita pressão quando fosse propor mudanças”, relatou o cunhado da vítima.

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A cantora norte-americana Donna Summer morreu esta quinta-feira de manhã na Florida, nos Estados Unidos, depois de uma longa luta contra um câncer. Donna Summer tinha 63 anos. A notícia foi dada pelo portal TMZ e já foi confirmada pela família.

“Esta manhã perdemos Donna Summer Sudano, uma mulher com muitos dons. Estamos em paz e a celebrar a sua extraordinária vida e o seu legado”, lê-se no comunicado assinado por Bruce Sodano, vocalista da banda Brooklyn Dreams e atual marido da cantora e pai das suas duas filhas, Brooklyn e Amanda. Donna Summer deixa ainda outra filha, de um casamento anterior.

Segundo a imprensa norte-americana, Donna Summer tentou manter a sua doença em segredo e longe das atenções midiáticas.

Com mais de 30 anos de carreira e mais de 130 milhões de discos vendidos, Donna Summer ganhou cinco Grammys, o último dos quais em 1998 com “Carry On”. A “rainha da disco”, como ficou conhecida, foi uma das artistas mais bem-sucedidas dos anos 1970 e 1980.

Músicas como “I Feel Love” ou “Love to Love You Baby”, “Last Dance”, “Bad Girls” e “Hot Stuff” , alguns dos seus maiores sucessos, chegaram aos tops e ainda hoje passam não só nas rádios como em discotecas.

Aos 18 anos, saiu de casa para tentar um papel no musical da Broadway “Hair” e acabou conseguindo viajar com a companhia de teatro para a Alemanha. Foi então que conheceu o produtor Giorgio Moroder, que acabou por ter um papel importante no lançamento da sua carreira. Ao lado de Moroder, Donna Summer lançou “Bad Girls”, “Last Dance” e “She Works Hard for the Money”.

Donna Summer iniciou-se na música como Donna Gaines – o seu nome de nascimento é LaDonna Gaines –, tendo lançado o primeiro single “Sally Go ‘Round the Roses” em 1971. Mas o nome artístico escolhido, tão próximo do seu nome, não a agradou e foi então que mudou para Donna Summer, quando em 1975 lançou o hit “Love to Love You Baby”.

Rapidamente, a norte-americana tornou-se num ícone das pistas de dança e do glamour, onde influenciou artistas também conhecidos pela extravagância como Madonna, Kylie Minogue e David Bowie.

No entanto, nos últimos anos à medida que o disco sound se tornou menos popular, Donna Summer procurou atualizar-se e adaptar-se à indústria ao aproximar-se também da pop-rock, sem nunca perder o título de “rainha da disco”. Uma categorização que nunca apreciou muito. “Não gosto de ser categorizada porque eu penso em mim como um instrumento e, se tu me tocares, eu farei o som que é suposto fazer por muito especial que seja”, disse a cantora numa entrevista à CNN em 2008. “Só estou a tentar ser fiel a mim mesma e ao que sinto que é a minha missão.”

O seu último trabalho, “Crayons”, chegou às lojas em 2008 e Donna Summer estaria já a trabalhar num novo álbum.

Nas redes sociais as homenagens à cantora têm-se multiplicado. A cantora norte-americana Dionne Warwick, prima de Whitney Houston, escreveu que hoje o mundo perdou uma grande artista. “Vamos sentir terrivelmente a sua falta. Ela foi a verdadeira rainha da disco”, escreveu La Toya Jackson no Twitter.

Também a apresentadora norte-americana Ellen DeGeneres deixou no Twitter uma mensagem: “Estou tão triste com a notícia, era uma grande fã. Até usei uma música dela no programa de hoje”. E Kylie Minogue: “Uma das minhas primeiras inspirações musicais. Descansa em paz, Donna Summer”.

Para a cantora Gloria Estefan, “poucos cantores tiveram um impacto na música e no mundo como Donna Summer”. “É o fim de uma era, terei saudades.”


Paulo Colombiano/ CORREIO

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

A Polícia Civil iniciou na manhã desta quinta-feira (17) uma operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados à morte do diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários, Paulo Colombiano dos Santos e de sua companheira Catarina Galindo. Segundo informações da assessoria da polícia, até o momento cinco pessoas já foram presas.

São 120 policiais civis, divididos em 25 equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), nas ruas que estão cumprindo os 14 mandados de busca e apreensão em Salvador, no interior e Região Metropolitana. As equipes também estiveram nos condomínios Morada dos Cardeais e Victory Tower, no Corredor da Vitória. A identidade dos acusados ainda não foi divulgada. Acontecerá em entrevista marcada para esta tarde de quinta-feira na SSP.

O crime

O assassinato aconteceu quando Paulo Roberto Colombiano dos Santos, 53 anos, e sua mulher, a secretária do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em Salvador, Catarina da Ascensão Galindo, 53, retornavam para casa, em Brotas, em junho de 2010.

O casal, que estava junto há 20 anos, chegava numa Kia Sportage em casa, no condomínio Catavento, na rua Teixeira de Barros, em Brotas, quando foi surpreendido por dois homens em uma moto. Os bandidos atiraram contra as vítimas. Colombiano foi alvejado sete vezes, e Catarina foi atingida com um tiro.

O então delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, afirmou que não restava dúvida de que o crime tinha sido encomendado. Já o governador Jaques Wagner chegou a dizer que “todo o equipamento da Segurança Pública estadual” seria empregado na busca dos assassinos. “Quero respostas rápidas”, disse o governador, há um ano, no início das investigações.

Irmão de Catarina, Geraldo Galindo, contou ainda que, três dias antes do assassinato, Colombiano comentou que poderia sofrer ameaças. “Ele (Colombiano) disse que queria fazer mudanças no plano de saúde do sindicato, mas dizia que era uma questão perigosa e que sofreria muita pressão quando fosse propor mudanças”, relatou o cunhado da vítima.

Por Rodrigo Martins

A Justiça Federal de São Paulo condenou a tuiteira Mayara Petruso por postar, no dia da eleição de Dilma, em 2010, que “nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!” A pena é de 1 anos, 5 meses e 15 dias de reclusão. Porém, será substituída por serviços comunitários, mais multa de R$ 500.

Segundo a Justiça, Mayara alegou que não é preconceituosa e não tinha a intenção de ofender. Foi motivada pelo resultado das eleições e não sabia que seu tuíte teria tanta repercussão, afirmou. Disse, ainda, estar envergonhada e arrependida.

“(Ela) pode não ser preconceituosa; aliás, acredita-se que não o seja. O problema é que fez um comentário preconceituoso. Naquele momento a acusada imputou o insucesso eleitoral (sob a ótica do seu voto) a pessoas de uma determinada origem. A palavra tem grande poder, externando um pensamento ou um sentimento e produz muito efeito, como se vê no caso em tela, em que milhares de mensagens ecoaram a frase da acusada”, afirma a juíza Mônica Camargo.

‘Pedagógico’

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), Henrique Mariano, acredita que a condenação da estudante Mayara Petruso por crime de racismo contra o nordestino, através de postagem no Twitter logo depois da eleição da presidente Dilma, em outubro de 2010, terá efeito pedagógico.

“A decisão da juíza da 9. Vara federal Criminal de São Paulo, Mônica Aparecida Camargo deixa claro que as redes sociais não estão à margem da legalidade e reitera que a sociedade brasileira não pode tolerar este tipo de comportamento preconceituoso contra quem quer que seja”, afirmou ele.

Foi a OAB-PE que ofereceu notícia crime no Ministério Público de São Paulo, requerendo denúncia pela prática do crime de racismo. (Com Angela Lacerda)


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BOM DIA!!!

DEU NO SITE GENTE & NEGÓCIOS, EDITADO PELA JORNALISTA SARA BARNUEVO

O Grupo Petrópolis – detentor das marcas de cerveja Itaipava e Crystal – já adquiriu um terreno na Bahia para construção da sua primeira unidade fabril na região Nordeste. A informação é do secretário estadual da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, que garante que a escolha pela Bahia já está definida. A fábrica também era disputa por Pernambuco e Ceará, que ofereciam, dentre outras vantagens, rebatimentos de ICMS de até 75%.

Correia, no entanto, não adiantou qual o município onde o terreno da fábrica se localiza e argumentou que o Grupo Petrópolis deverá fazer o anúncio oficial do empreendimento dentro de um mês. O investimento previsto é da ordem de R$ 500 milhões e a unidade deve ficar pronta em dois anos.

Mercado – Atualmente, o Grupo Petrópolis responde por cerca de 10,3% do mercado nacional de cervejas (Ranking Nielsen), o que lhe garante o segundo lugar de “marketing share”. Suas fábricas e vendas estão concentradas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Para se consolidar, o grupo pretende avançar na região Nordeste, onde a AmBev (que detém 69,8% do mercado nacional) e a Schincariol (10%) dominam praticamente sozinhas.

maio
17
Posted on 17-05-2012
Filed Under (Charges) by vitor on 17-05-2012


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde (BA)


Inaldo Araujo, um especialista em Contabilidade
Pública, substitui político Manoel Castro no TCE

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OPINIÃO POLÍTICA

Técnico substituirá Castro no TCE

Ivan de Carvalho

A vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado pela aposentadoria compulsória do conselheiro Manoel Castro, que completou 70 anos, deverá ser preenchida pelo auditor de controle externo do próprio TCE, Inaldo da Paixão Santos Araújo (um especialista com livros publicados sobre Contabilidade Pública e Auditoria Contábil ), por indicação da Assembléia Legislativa da Bahia, à qual competia, pelo sistema de rodízio vigente, a indicação do futuro conselheiro.

Posta assim, a questão parece bem simples. Mas não é. Ela produziu até uma reunião no gabinete do presidente do TCE, Pedro Lino, que chamou os demais conselheiros (o TCE tem sete membros, mas está com seis, por causa da aposentadoria de Manoel Castro, para o qual há, interinamente, um conselheiro substituto) para discutir qual órgão deveria indicar o sucessor de Castro – se o Executivo, se a Assembléia Legislativa ou se o Tribunal de Contas do Estado.

Houve entendimento quase geral de que não cabia ao TCE a indicação e, mais, de que também não cabia ao tribunal discutir o assunto agora. Mesmo assim, o presidente Pedro Lino – cuja natureza parece ser a daquele escorpião que pegava carona nas costas do sapo e mordeu o batráquio no meio do lago, mesmo sabendo que ambos morreriam afogados – pôs a questão em discussão e votação no pleno do TCE. Sua tese, de que o TCE deveria fazer a indicação, perdeu por cinco a dois. Não ficou sozinho porque o conselheiro Zilton Rocha (ex-deputado do PT) o poupou da solidão.
Em verdade, ao TCE não cabe indicar nada. Os conselheiros do TCE devem ser indicados, em sistema de rodízio, pelo governador e pela Assembléia Legislativa. Neste rodízio, sempre que chegar a vez adequada, um desses dois poderes terá de escolher alguém que integre o Ministério Público de Contas. Pelo rodízio, isto não é para acontecer agora.

A vez de indicar alguém para preencher a vaga do TCE é da Assembléia Legislativa. Apesar do fato de existirem outros aspirantes – pelo menos dois, um deles alto funcionário do Executivo – aconteceram numerosas e significativas manifestações de apoio de entidades, dirigidas ao presidente da Assembléia, Marcelo Nilo e ao governador, Jaques Wagner.

Faculdade de Ciências Contábeis da UCSal, Faculdade de Ciências Econômicas da UCSal, Conselho Federal de Contabilidade, Instituto Rui Barbosa (que é uma Associação Civil de Estudos e Pesquisa dos Tribunais de Contas do Brasil), Conselho Universitário da UNEB e Federação Nacional das Entidades dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil foram responsáveis pelas principais manifestações.

Diante disso, o presidente da Assembléia, após consultar diversos parlamentares da bancada governista, fixou-se neste nome e lançou-se a um trabalho de consulta e convencimento que espera levar a todos os deputados estaduais e ainda, informalmente, ao governador Wagner.

Não há como ignorar que existe um sinal de maturidade nessa preferência da Assembléia por um técnico que é auditor concursado do TCE há mais de 25 anos, ao invés de fazer-se a opção por um político. A oposição, por não haver, talvez, sido consultada inicialmente, protestou, ontem. O presidente da Assembléia pretende, no entanto, dialogar com a oposição e obter uma mudança de atitude que torne a indicação que defende unânime ou quase.

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