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Posted on 14-05-2012
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DEU NO COMUNIQUE-SE (SITE ESPECIALIZADO EM NOTÍCIAS DE BASTIDORES DA IMPRENSA)

Em seu blog no Advivo, o jornalista Luis Nassif informou nessa quinta-feira, 10, que ganhou na Justiça o direito de resposta contra a revista Veja. A decisão foi do juiz Gustavo Dall’olio, da Vara Cível de São Paulo, que considerou que o blogueiro sofreu ataques do ex-colunista da publicação da Editora Abril.

Nassif ressaltou que se a direção do semanal não conceder espaço ao direito de resposta, a Editora Abril terá que pagar multa avaliada em R$ 500. A data limite para a publicação com o texto assinado pelo jornalista não foi revelado. Porém, como a decisão foi em primeira instância, a empresa de comunicação pode recorrer.

Além de elogiar a decisão judicial e agradecer seu advogado e sua família, Nassif relatou que passou anos para conseguir o direito de resposta. “Foram quatro anos de luta. Neste momento meus agradecimentos profundos à competência e coragem do advogado Marcel Leonardi, jovem e talentoso advogado que honrou seu diploma”, disse. Agradecimento também a todos vocês que, na fase mais dura dessa luta, apoiaram com um carinho comovente. E, lógico, à minha família”, completou.


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DEU NO TERRA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi o vencedor do Prêmio John W. Kluge, concedido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e que premia figuras destacadas nos estudos da humanidade, por seu trabalho acadêmico como sociólogo. O ex-presidente, que governou o País entre 1995 e 2002, receberá o prêmio em um cerimônia em Washington no dia 10 de julho. A distinção, cujo nome homenageia o benfeitor da Biblioteca do Congresso norte-americano, também dá ao vencedor US$ 1 milhão.

“A análise acadêmica (de FHC) das estruturas sociais do governo, da economia e das relações raciais no Brasil estabeleceram a estrutura intelectual de sua liderança como presidente na transformação do Brasil de uma ditadura militar com alta inflação em uma democracia vibrante, mais democrática e com forte crescimento econômico”, informou a Biblioteca do Congresso dos EUA em comunicado.

O Prêmio Kluge, como é conhecido, começou a ser concedido em 2003 com o objetivo de reconhecer pessoas que se destacam em disciplinas que não são agraciadas pelo Prêmio Nobel.

O ex-presidente, de 80 anos, afirmou que recebeu a notícia do prêmio com “surpresa e satisfação”. “Surpresa porque o prêmio foi dado sem que eu o esperasse e sem ter a mais vaga ideia de que ele seria concedido a alguém cujas obras acadêmicas principais foram escritas há tanto tempo”, disse o ex-presidente por e-mail.

“Satisfação por ver no prêmio o reconhecimento do esforço intelectual que fiz e, especialmente, como foi ressaltado no anúncio, porque o prêmio se deu também em função da coerência entre o que escrevi e minha ação política.”

Considerado “pai” do Plano Real, Fernando Henrique foi ministro da Fazenda do falecido ex-presidente Itamar Franco na mesma época em que foi criado o plano que colocaria fim a décadas de hiperinflação no País.

Impulsionado pelo sucesso do plano, elegeu-se presidente em 1994 ao derrotar Luiz Inácio Lula da Silva ainda no primeiro turno. Após a polêmica aprovação da emenda constitucional que permitiu a reeleição presidencial, voltou à Presidência em 1998.

Antes de ser presidente, FHC foi senador e ministro das Relações Exteriores. Após deixar a Presidência, criou um instituto com seu nome sediado em São Paulo.

Atualmente mais afastado da cena política, Fernando Henrique tem encampado bandeiras como a descriminalização da maconha. Ele também participa do grupo “The Elders”, que reúne líderes globais, como o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas Kofi Annan, e o cardeal-arcebispo da Cidade do Cabo (África do Sul) e vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Desmond Tutu.


Thomaz Bastos:vitória no Supremo

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O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu na noite desta segunda-feira (14) uma liminar que adia o depoimento do contraventor Carlinhos Cachoeira à CPI, que estava programado para esta terça-feira, às 14h. O pedido estava sendo analisado pelo ministro Celso de Mello, que considerou procedentes as argumentações da defesa do bicheiro.

O advogado de Carlinhos Cachoeira, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, classificou como “inquisição” a tentativa da CPMI de ouvir o bicheiro sem que ele tivesse acesso aos autos. “Acho que foi uma decisão acertada. Estamos em um Estado democrático de direito”, disse Bastos.

Na última sexta-feira, Márcio Thomaz Bastos protocolou junto ao STF o pedido formal para que seu cliente tivesse o depoimento à CPI adiado. Os advogados do bicheiro alegavam, como Cachoeira falaria aos membros da comissão na condição de investigado, ele deveria ter acesso previamente a todos os documentos da investigação que servirão de base para os questionamentos dos parlamentares.


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Deu na revista Veja, coluna Holofote, assinada pelo jornalista Otávio Cabral

VINGANÇA COMUNISTA

Há dois meses, o presidente do PC do B, Renato Rebelo, apresentou ao PT uma lista de dez capitais em que pretendia ter candidatos próprio.Pediu o apoio dos petistas em pelo menos três. O presidente do PT, Rui Falcão, ignorou o pleito dos comunistas. Resultado: o PC do B resolveu se afastar do PT. Em Fortalez, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte, terá candidatura própria. E em São Paulo anunciará nesta semana o apoio a Gabriel Chalita, do PMDB, indicando a ex-vereadora Nádia Campeão como vice.

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Amorim, hoje, no Correio do Povo (RS)

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Thompson: afastado por mentida

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DEU NO ESTADÃO

SUNNYVALE – A empresa de serviços na internet Yahoo! Inc. anunciou o afastamento de Scott Thompson do posto de executivo-chefe. Ele será substituído interinamente pelo chefe da divisão de Mídia Global da empresa, Ross Levinsohn. A Yahoo também anunciou que Fred Amoroso é o novo chairman do Conselho de Diretores, no lugar de Roy Bostock.

O comunicado divulgado pela Yahoo não explica o motivo do afastamento de Thompson, não menciona a controvérsia sobre o falso diploma e não traz os habituais agradecimentos.

As mudanças foram anunciadas no quadro de um acordo entre os dirigentes da Yahoo e a gestora de fundos de hedge Third Point, que controla 5,8% da empresa; os representantes da Third Point haviam anunciado que contestariam, na assembleia de acionistas deste ano, a permanência de Thomson no cargo de CEO, depois de informes de que ele teria mentido, em seu currículo, sobre um diploma em Tecnologia da Informação na Stonehill College (a faculdade confirmou apenas que ele tem um título de bacharel em Contabilidade).

Pelo acordo, três executivos da Third Point vão se juntar ao Conselho de diretores da Yahoo: o CEO Daniel Loeb, Harry Wilson e Michael Wolf, a partir de 16 de maio.

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CRÔNICA DE UMA ALEGRIA
Traço de Gilson Migué

A felicidade é azul, vermelha e branca

Gilson Nogueira

A grande tela da televisão colorida escancarada em minha sala de visitas dava-me a impressão que eu estava no Estádio Roberto Santos, o Pituaçu, na arquibancada, torcendo junto ao povão pelo time de minha vida.
Enquanto a bola rolava nos pés do Bahia todo de branco, lembrando meu segundo time de coração, o Santos, aquele com Pelé e companhia, no final da década de 1950 e início da década de 1960, em plena Vila Belmiro, fazendo-me imaginar, na juventude, que anjos jogavam bola, davam palavrões e porradas nos adversários, em busca da vitória, eu rodopiava em volta da mesa de centro da sala feito peru bêbado antes de cair na faca em véspera de Natal.

Com os minutos passando mais rápido que o vendedor de jornal A Tarde em minha rua aos domingos fui acreditando que, ao final do jogo, iria dar um grito de é campeão, como há muito não fazia, desde o ano em que o Esquadrão de Aço levantou a taça de campeão baiano de futebol,2001.
Foi tiro e queda. Com a voz rouca, sozinho, a cada gol do maior time do mundo, num vestir e tirar a camisa de listras verticais, em azul, vermelho e branco, com o número 8 às costas, percebi que meu recado aos adversários estava gravado no CD licenciado do Esporte Clube Bahia.
Feito criança, a cada gol, que levaria ao triunfo consagrador, mesmo em um empate, em 3 a 3, com o Vitória, subia as escadas do meu apartamento para dar o play que substituia, eletronicamente, meu grito guardado na gaveta da memória, há 11 anos.

Emocionado, chorei, em silêncio, para que minha mulher não se assustasse com o soluço da minha alma.

O hino do Bahia, composto por Adroaldo Ribeiro Costa e Agenor Gomes, dominava os ares do pedaço, invadindo janelas, portas, telhados, batendo – e voltando – nas paredes das residências vizinhas, subindo aos céus, como um canto emocionando e felicidade.

Assim que o clube que me convidou para fazer sua primeira revista, em 1969 ou 1970, não recordo, agora, ao lado de alguns colegas do curso de jornalismo da Universidade Federal da Bahia, a Ufba, desenhava mais uma epopéia com o coração, a cabeça, mãos e pés dos seus heróis da bola, voltava eu a ser criança, sorria saudades do meu saudoso pai, que me ensinou a ser Bahia;

Exausto, quase sem voz, por um instante, no silêncio da TV desligada e do rádio de pilha perdido nos labirintos das coisas esquecidas, senti, de repente, em volta de mim, e nos clarões de fogos de artifício, ao longe, no início da noite, que a alegria voltava a dominar os ares da terra do primeiro campeão brasileiro.

Próximo à meia noite, com o silêncio pedindo passagem, uma voz perdida na escuridão da caótica Salvador dos dias que correm fechava o dia: “ Bahêêêaaa!!!”

Era um solitário torcedor do time que faz do futebol carnaval.

Gilson Nogueira, jornalista, colaborador da primeira hora do BP, tem Bahêêêa no sangue desde garoto morador ao pé da Fonte Nova.


Ex-procurador geral Antonio Fernando de Souza
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OPINIÃO POLÍTICA

A farsa e os autos

Ivan de Carvalho

Muito já se divulgou que Lula prometeu ao seu ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que ao deixar a presidência da República se dedicaria a desmontar o que seu partido, o PT, insiste em chamar de “farsa do Mensalão”. Existiriam quatro razões principais para uma promessa assim.

Uma delas, o fato de que na denúncia feita ao STF em 2006 pelo então procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, Dirceu foi qualificado de chefe da “sofisticada organização criminosa” que produzira o Mensalão. E é um dos 38 réus no processo aberto pelo Supremo Tribunal Federal.

A segunda razão, mais importante, é que, mesmo não sendo réu e havendo dito – apesar das advertências prévias de Marconi Perillo e, depois, de Roberto Jefferson – que não sabia do que estava acontecendo no entorno do seu gabinete presidencial e nas mais altas instâncias do PT e de vários dos mais importantes partidos aliados ao seu governo, o Mensalão é uma enorme e horrível mancha no governo Lula.

O Mensalão é, até aqui, o maior de todos os escândalos de corrupção do país e um atentado gravíssimo ao próprio exercício do regime democrático, pois consistia preferencialmente na compra continuada de votos e apoio de parlamentares e bancadas partidárias na Câmara dos Deputados, de modo a que o governo alcançasse ali seus objetivos. Mais antidemocrático do que isso, só com tanques nas ruas, metralhadoras nas esquinas, imprensa sob “controle social” e a oposição na cadeia.

A terceira razão é que o julgamento do Mensalão pelo STF, com as eventuais condenações que ocorrerem segundo a prova dos autos, deverá produzir – se já não for a sociedade brasileira moralmente invertebrada – um efeito político eleitoral que já poderá se manifestar este ano, caso o julgamento ocorra antes das eleições municipais, mas também em 2014, nas eleições gerais (para presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais e um terço do Senado).

Finalmente, a quarta das principais razões para tentar desmontar a “farsa do Mensalão” – um esforço claramente perceptível na “internet chapa branca” – é, obviamente, evitar a condenação dos réus. Seja por prescrição dos crimes de penas menores pelos quais são acusados, a exemplo da formação de quadrilha, seja por uma ampla manobra política que desvie a atenção da sociedade para outros assuntos, tornando possível, assim, reduzir o impacto político de condenações, bem como – na ideia estratégica de seus autores – criar um ambiente que permita tentativas, que se espera sejam completamente repelidas e frustradas, se perpetradas – de influir no entendimento de ministros do STF por caminhos que não sejam os dos autos.

O ex-procurador geral – autor da denúncia que o atual procurador geral, Fernando Gurgel, vai sustentar – deu à Veja (o mesmo veículo que deflagrou, com uma reportagem, o escândalo do Mensalão, como deflagrara anos antes, com uma entrevista de Pedro Collor, o escândalo que levou à renúncia do presidente Fernando Collor) uma entrevista.

A uma pergunta sobre o esforço do PT para difundir que o Mensalão não passa de uma farsa, disse o ex-procurador geral na entrevista que está desde ontem no site da revista: “Chamar esse episódio de farsa é acusar o procurador geral e os ministros do Supremo de farsantes. Dizer que aqueles fatos não existiram é brigar com a realidade, é querer apagar a história.

Esse discurso não produzirá nenhum efeito no STF. Os ministros vão julgar o processo com base nos autos. E há inúmeras provas de tudo o que foi afirmado na denúncia. Depoimentos, extratos bancários, pessoas que foram retirar dinheiro e deixaram sua assinatura.”

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Posted on 14-05-2012
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deu no Público (Portugal)

A CDU, partido da chanceler alemã Angela Merkel, sofreu este domingo uma pesada derrota nas eleições no estado da Renânia do Norte-Vestfália, segundo as sondagens à boca das urnas, que dão a vitória aos sociais-democratas.

Os primeiros dados adiantados pelas televisões indicam que a CDU obterá 26,3% dos votos, o que significaria uma quebra de mais de oito pontos face aos quase 35% das eleições de 2010. A confirmar-se, é o pior resultado da CDU neste estado-federado desde a Segunda Guerra Mundial.

As eleições foram, segundo as primeiras projecções, ganhas pelo SPD (sociais-democratas), principal força da oposição a nível nacional, que deverá obter 39%, seis pontos acima da votação de há dois anos, e poderá formar uma maioria estável com os Verdes, que deverão ter cerca de 12%.

SPD e Verdes governaram nos últimos dois anos a Renânia do Norte-Vestfália, com uma maioria frágil. As eleições de ontem foram provocadas pela rejeição, em Março, do orçamento do governo estadual liderado pela presidente, agora reeleita, a social-democrata, Hannelore Kraft.

Os liberais do FDP, parceiros da CDU na coligação que governa o país, obtiveram, segundo os primeiros dados, 8%. O Partido Pirata, com 7,7%, chega ao parlamento do estado. O partido de esquerda Die Linke não deve conseguir os cinco por cento que lhe permitiriam eleger deputados.

A votação de domingo é também considerada um teste à política europeia de Merkel e à sua insistência na austeridade para salvar a moeda única.

Estes resultados não deixarão de ser vistos como “um sinal importante para as legislativas” de 2013, como disse Hannelore Kraft, ainda antes de conhecida a vontade dos eleitores. O jornal “Bild” escrevia domingo que “na hora em que as urnas encerrarem […] começará a campanha para as legislativas.

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