http://youtu.be/OXLqC34_3K0
Janio
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ATENÇÃO: CORRA, QUE ESTÁ QUASE NA HORA DE COMEÇAR O ÚLTIMO SHOW DA TEMPORADA DE CHICO EM SALVADOR. DEPOIS DESTE SÁBADO BY BY BRASIL, SÓ NO PRÓXIMO DISCO, TALVEZ, OU EM OUTRO CHICO E CAETANO NO TCA, QUEM SABE? SEM EXILIO!. FAÇA COMO REGINA , QUE VEIO DA CALIFÓRNIA E HOJE VAI AO TCA VER CHICO PELA SEGUNDA VEZ NA TEMPORADA BAIANA.

boa noite!!!

(VHS)

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ARTIGO/ PEGADA

Chico desafia Caetano

Janio Ferreira Soares

Vamos imaginar que a Globo resolvesse produzir novamente Chico e Caetano, programa que fez grande sucesso na década de 80, só que agora num formato onde os anfitriões e convidados só poderiam apresentar músicas compostas recentemente. Portanto, nada de neguinho cantando Rapte-me Camaleoa e Olhos nos Olhos, tampouco Gil interpretando Drão, ou Milton regendo o coral em Maria Maria. Alguma dúvida de que apenas Chico mataria a pau?

Seu novo disco é um desses afagos sonoros que meus velhos ouvidos, moldados pelas pérolas musicais das difusoras do sertão do São Francisco, não esperavam mais ouvir de nenhum desses geniais compositores, quase todos acomodados ou experimentando batidas eletrônicas que não combinam com seus passos de elefantinhos septuagenários.

Mas agora que Chico provou que é possível manter a pegada mesmo com o cabelo cinza e sem generais a espreita, é de se esperar que seus contemporâneos se sintam provocados, assim como ele, que disse numa entrevista que o fato de Milton, Gil e Caetano ainda estarem na ativa é um estímulo para continuar compondo. Me engana, Francisco!

Vi seu show em Recife, na mesma noite em que Paul MacCartney levava ao delírio milhares de pessoas no Estádio do Arruda. E enquanto o ex-beatle ia de Let it Be e Yesterday, Chico atacava com várias novidades, surpreendentemente acompanhadas por dezenas de vozes que, se ainda derrapam nas letras, transitam numa boa pelas sinuosas curvas das delicadas melodias.

Solto e despertando em moçoilas e balzacas um misto de desejos lascivos e instintos maternos, ele anda de bem com a Lua. E o motivo é a cantora Thais Gulin, essa sim, o verdadeiro estímulo que o fez resgatar lá do fundo do tacho boleros, blues, baladas e baiões, que pareciam definitivamente encantados entre os botecos de Ipanema e as esquinas do Leblon. A propósito, soube que Caetano anda compondo para seu novo disco. Tomara que ele também esteja apaixonado, ou pelo menos que já tenha terminado seu atual romance com Mrs. Sampler e reatado com o bom e velho violão de nylon.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, lado baiano do Vale do São Francisco.

Conf


Água do programa do governo baiano falta para muitos

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OPINIÃO POLÍTICA

Um socorro tardio

Ivan de Carvalho

Em abril, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciou que o governo federal vai “disponibilizar” R$ 2,723 bilhões para “ações emergenciais” de combate à seca. Os recursos, se e quando liberados, serão repartidos entre todos os estados do Nordeste atingidos pela estiagem e Minas Gerais.

Mas este anúncio foi feito em abril. A seca é muito mais antiga. O socorro vem, se vier, incrivelmente atrasado. Não me refiro à seca em geral, pois este fenômeno na região é, no mínimo, secular, mas à atual seca. Para confirmar isso sem precisar percorrer o semiárido ou conversar com as pessoas que o fazem habitualmente, basta atentar para informações que prestou o secretário estadual Rui Costa, chefe da Casa Civil do governo do Estado.

Ele disse que esta é a seca mais intensa dos últimos 47 anos na Bahia. Este número foi citado porque em 1965 houve outra seca tão devastadora quanto esta, com uma agravante e uma atenuante.

A agravante foi a de que naquele tempo a estrutura de armazenamento de água e de socorro quando esta faltava (carros pipas) era muito mais precária que a atual.

A atenuante é que naquele tempo existiam menos pessoas, menos animais de criação e menos cultivos agrícolas dependendo de água. E o governo ainda não havia inventado coisas como a merenda escolar (meio inútil onde há greve de professores), a bolsa família e a bolsa seca, um penduricalho que pintou agora (sem esse nome, claro) na bolsa família.

Em compensação, como favorecimento àquela seca de 1965, a destruição da vegetação nativa não estava avançada como está hoje, quando já destruiu a maior parte das fontes de água (minações) e a população, bem menor, ainda não contaminara muitos dos mananciais hoje inutilizáveis. Assim, a água existente abastecia, ainda que em nível crítico, uma população muito menor. Hoje, com o crescimento da população, dos rebanhos e da agricultura irrigada, os espasmódicos esforços oficiais para obter e armazenar água não evitam que a situação seja tão precária quanto a da seca de 47 anos atrás.

Quase meio século e o Estado brasileiro foi incapaz de minorar o problema, muito menos resolver. Em abril, 220 municípios já haviam decretado situação de emergência e o Estado havia homologado esta situação em 209 deles.
O grande problema da seca no semiárido brasileiro é a teimosia negligente e inaceitável do Estado de ver o fenômeno como algo casual, eventual, não como um fenômeno recorrente, que vai continuar acontecendo a intervalos nada generosos. Entre a seca de 1965 e a de agora, muitas outras, menos intensas, mas desastrosas, aconteceram. E a seca de 1965, a que se refere o secretário Rui Costa, tem precedente à altura em 1933.

Duas observações para fazer justiça. Primeira, e mais importante sob o aspecto da água, o trabalho intenso realizado pelo governador João Durval na preparação do semi-árido baiano para as estiagens e secas. Segunda, e mais importante sob o aspecto econômico, a iniciativa do governador César Borges, que criou o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido – mais conhecido como Sertão Forte – e entregou sua coordenação à competência e disposição do então vice-governador, Otto Alencar. O atual governo, de Jaques Wagner, está aí com o Programa Água para Todos, mas por enquanto essa água está faltando para muitos.


Haddad: 3% de intenções na arrancada
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Deu no iG São Paulo

Fábio Matos

Os dois partidos políticos que vêm polarizando as disputas eleitorais em nível nacional desde 1994, PT e PSDB, reagiram de forma diferente à primeira pesquisa Ibope com os nomes de todos os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo , divulgada na última quinta-feira, que apontou o ex-governador tucano José Serra líder nas intenções de voto, com 31%, e o ex-ministro da Educação, o petista Fernando Haddad , bem atrás, estacionado nos 3%.

Leia mais: Serra adota cautela sobre liderança em pesquisa e vice: ‘Ainda é cedo’

Leia também: Lula se encontra com Haddad e marqueteiro para discutir estratégia eleitoral

No dia seguinte à divulgação dos números, lideranças da Executiva do PT se reuniram na sede do Diretório Nacional do partido, em São Paulo, e o presidente da legenda, deputado estadual Rui Falcão (SP), adotou um discurso otimista e citou a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como trunfo para levar Haddad ao 2º turno.

Ao iG, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), ex-líder do partido na Câmara, fez coro à fala de Falcão e também citou a campanha na televisão como fator decisivo. “Quando a campanha na TV começar e a população souber quem é o candidato do PT, ele vai crescer. É uma questão de tempo, assim que começar a TV”, disse. “O PT tem um percentual de 35% na cidade de São Paulo. Nosso candidato vai alcançar esse patamar, assim como aconteceu com a Marta (Suplicy), o (Aloizio) Mercadante, o (José) Genoino em eleições anteriores. Não tenho dúvida de que ele vai conseguir (ir ao 2º turno).”

Fator Lula

A expectativa das lideranças petistas é de que Lula, que se recupera do tratamento bem sucedido de um câncer na laringe e ainda realiza sessões de fisioterapia para curar uma inflamação no tornozelo e recuperar massa muscular, comece a participar de forma mais ativa da campanha de Haddad a partir do início de junho. Especialistas ouvidos pela reportagem do iG apontam as dificuldades da pré-campanha de Haddad neste momento, mas reconhecem a importância da futura presença de Lula e acreditam que o pré-candidato do PT conseguirá se viabilizar como contraponto a Serra. “A eleição em São Paulo está muito indefinida, ninguém sabe ao certo quem serão os candidatos. Provavelmente, nem todos eles estarão na campanha. A única coisa certa em São Paulo é que o Haddad está mal. Acredito que o Lula terá um grande impacto, mas junto com o tempo na TV. Acho que não havia muita expectativa de que o Haddad subisse agora”, diz Carlos Ranulfo, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

maio
12
Posted on 12-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-05-2012


Humberto,hoje, no Jornal do Comércio(PE)

maio
12


Thor e Wanderson:morte na estrada
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A Polícia Civil indiciou nesta sexta-feira (11) o filho do empresário Eike Batista, Thor Batista, pelo crime de homicídio culposo – quando não há a intenção de matar – no inquérito que investigava o atropelamento e a morte de um ciclista na Rodovia Washington Luís, ocorrido em março deste ano.

De acordo com laudo feito pelo Departamento Geral de Polícia Técnico-Científica, Thor Batista dirigia sua Mercedes-Benz SLR McLaren a 135 km/h quando atropelou Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos. A velocidade máxima permitida para veículo de passeio na rodovia no trecho em que houve o acidente é de 110 km/h. Segundo o laudo, a conclusão foi obtida “com base na aplicação de leis físicas oriundas da mecânica newtoniana”.

O inquérito concluído pela 61ª DP (Xerém) vai ser entregue na próxima segunda-feira (14) ao Ministério Público. Os promotores do órgão vão decidir, então, se Thor Batista será ou não denunciado à Justiça. Em nota enviada à imprensa, a defesa do filho de Eike Batista contestou o método utilizado pela perícia da Polícia Civil para determinar a velocidade em que estava seu cliente.

“É inaceitável e causa indignação, uma vez que desacompanhada de qualquer método ou cálculo explicativo”, informa o comunicado. “Da forma como lançada no documento, a velocidade é uma afirmação que se traduz em peça de ficção científica, sendo impossível compreender, inclusive, como os peritos chegaram ao resultado”, completa.

Para a defesa, só há um método confiável para efetuar a estimativa de velocidade utilizada: o método Sirle, que leva em consideração a distância entre o corpo da vítima e o local do acidente. “Desta forma, confiamos no arquivamento do inquérito policial, tendo em vista que Thor Batista não deu causa ao trágico acidente”, informa a nota.

Thor Batista atropelou na noite do dia 17 de março o ciclista Wanderson Pereira dos Santos na Rodovia Washington Luís, na altura do km 101, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A vítima morreu no local.

O filho de Eike Batista estava acompanhado de um amigo no momento do atropelamento. Policiais rodoviários federais realizaram o teste do bafômetro em Thor, mas o resultado foi negativo. A documentação do Mercedes SLR McLaren também foi checada pelos agentes e e


Neiva Moreira:um exemplo de político…
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…e de jornalista

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ARTIGO DA SEMANA

UMA PERDA, UM GANHO

Vitor Hugo Soares

Na madrugada de quinta-feira (10) o Brasil perdeu Neiva Moreira, 94 anos, uma de suas maiores e melhores referências no terreno, cada vez mais movediço, do pensamento político, da ação parlamentar e do jornalismo exercidos por ele, sempre, na sua expressão mais ética, verdadeira e desassombrada ao longo de uma vida inteira. Perda sem tamanho em uma terra e em um momento cada vez mais carentes de figuras assim.

No final do mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff – confessa admiradora de Neiva, reconhecida pelos ensinamentos dele recebidos em sua origem pedetista, quando a ex-guerrilheira mineira já morava no Rio Grande do Sul – anunciou, finalmente, a lista com os nomes dos sete componentes da Comissão da Verdade. Polêmica entidade criada em 18 de novembro do ano passado, com o objetivo de “esclarecer as graves violações de direitos humanos” praticadas durante a ditadura implantada em 1964.

Um ganho democrático, sem dúvida, mas cuja dimensão e alcance só poderão ser avaliados no futuro (que esperamos mais próximo que distante). A partir não só da história pessoal e profissional de cada um dos membros da comissão, mas, principalmente, do desempenho concreto do conjunto dos escolhidos para esta desafiadora e crucial missão que, bem cumprida, ajudará a nação a superar um dos maiores traumas de sua história recente.

Logo se vê: esta segunda semana de maio de 2012 é, definitivamente, um período para ficar registrado na história e não esquecer tão cedo nos relatos, análises e crônicas sobre perdas e ganhos do Brasil. E não se fala aqui dos intrincados, secretos e insondáveis labirintos em que começa a mergulhar a chamada CPMI do Cachoeira, resultante dos escandalosos telefonemas grampeados pela Polícia Federal .

Uma história cada dia mais cinzenta, confusa, imprópria para menores, mesmo em território de escândalos os mais escabrosos – boa parte deles ainda mofando nos arquivos de polícia, nos imensos processos judiciais por julgar, ou simplesmente já transformados em pizza. Mas, para não perder o rumo, sigamos o roteiro proposto no começo destas linhas.

Mesmo sabedor da idade avançada de Neiva – e dos estragos que o tempo causa na saúde das pessoas, alguns por experiência própria – há figuras nas nossas relações pessoais, afetivas, profissionais ou políticas que a gente costuma e gosta de acreditar que são imbatíveis, eternas, imortais de verdade e não apenas por um feito qualquer ou título de academia.

Para o jornalista que assina estas linhas, José Guimarães Neiva Moreira era uma destas figuras. Desde o tempo de garoto nordestino nascido nas barrancas baianas do Vale do Rio São Francisco, mas já de olho no mundo. Ligado muitas vezes nos feitos daquele prodigioso rapaz nascido irônica (ou emblematicamente?) na cidade maranhense de Nova Iorque, distante quase 500 quilômetros da capital, São Luís. A história de vida de Neiva, na política, no jornalismo, nas relações humanas e nos combates intelectuais e sociais, é longa. Brilhante, reta moralmente, bonita, épica às vezes, outras vezes triste, mas sempre pontuada por uma inesgotável capacidade de pensar, resistir e fazer coisas. Desde quando, órfão de pai aos seis anos, ele ajudou na subsistência familiar, vendendo bolos, remando canoas no Rio Parnaíba e como cobrador da Associação dos Empregados do Comércio de Floriano (PI). Sem jamais deixar de ir à escola e estudar com afinco, registre-se.

Em Floriano deu os primeiro passos, no jornalismo, na redação do jornal estudantil A Luz. Depois, em Teresina, ao mesmo tempo em que estudava no Liceu local, fundou e dirigiu, com Carlos Castelo Branco (o Castelinho, do Jornal do Brasil, um dos mais completos articulistas políticos do país), o jornal A Mocidade. Ponto de partida para grandes vôos na imprensa brasileira e da América Latina.

A vida e a obra de Neiva são imensas e as linhas deste artigo insuficientes para abarcá-las. Boa parte delas vivenciei, em conversas com o próprio Castelinho, durante o convívio profissional de mais de 15 anos, no Jornal do Brasil. Ora nas minhas idas à sede, no Rio de Janeiro, ora nas freqüentes e luminosas passagens de Castelo pela Sucursal do JB na Bahia, cuja redação eu então chefiava.

No tempo da ditadura fui muitas vezes ao Uruguai (em companhia de Margarida, também jornalista), onde ainda estavam exilados Brizola, Jango, o coronel Dagoberto Rodrigues, o jornalista e querido amigo Paulo Cavalcanti Valente, entre outros. Em Montevideu, construí e estreitei laços de admiração e respeito por Neiva. Mesmo quando não estava presente, ele, o maranhense de Nova Iorque, pontuava nas longas conversas desses ilustres personagens citados, Brizola principalmente.

A última vez que estive pessoalmente com Neiva Moreira foi durante uma passagem triste pelo Rio de Janeiro. O coronel Dagoberto tinha acabado de morrer de enfarte, na véspera de tomar posse como diretor-geral da Imprensa Oficial no primeiro governo de Brizola, depois de longo exílio. Com Margarida, fui levar abraço (repetidas vezes recomendado por Paulo Valente) na redação do centro do Rio, ao “cabra corajoso, inteligente e jornalista sem igual” (dizia Paulo) , que acabara de refundar no Brasil o emblemático Cadernos do Terceiro Mundo, criado em Buenos Aires por Neiva e colegas argentinos e uruguaios.

Na despedida, naquela manhã no Rio, recebi de Neiva o honroso convite para escrever sobre a africanidade em Salvador para uma das publicações do jornalismo alternativo que fizeram a cabeça de muita gente de minha geração. Na última quinta-feira, antes de sentar à mesa para o café da manhã, na Bahia, recebi de Margarida a notícia da morte de Neiva, que ela acabara de ouvir na TV.

“A política brasileira perdeu hoje um de seus mais expressivos líderes. Neiva Moreira, fundador do PDT junto com Leonel Brizola, lançou raízes do trabalhismo no Brasil e em vários outros países latino-americanos. Como estudioso, ativista e escritor, sempre esteve ao lado dos povos oprimidos da região. Viveu intensamente a luta pelas liberdades no Brasil e, após retornar do exílio, ampliou sua trajetória política a partir do seu amado Maranhão. Em nome de todas as brasileiras e de todos os brasileiros, cumprimento familiares e amigos, neste momento de dor.

Particularmente, guardarei sempre comigo as boas lembranças de minha convivência com Neiva Moreira”, dizia a nota de pesar da presidente Dilma.

Eu também!

Vitor Hugo Soares, jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

maio
12

http://youtu.be/ZGow7T5B0zU
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Para quem é feita de amor e esperança, como escrev eu o poeta por nós, uma música de fazer sonhar…

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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