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França, esquerda volver

Maria Aparecida Torneros

A França histórica, guardiã e precursora dos direitos humanos, berço dos ideais de “igualdade, fraternidade e liberdade”, elegeu o político François Hollande, em momento de grande crise econômica e social que atormenta a Europa do Euro, e reconduz a esquerda ao poder, em vitória apertada que destronou o polêmico Sarkozy.

Hollande prometeu que todos os franceses serão tradados com igualdade e que “nenhuma criança da República será discriminada”. Disse que o primeiro dever de um presidente da República é “fazer tudo para manter o modelo social francês e que a prioridade do novo governo é a reorientação da Europa para reabilitar o emprego e o crescimento”.

Ele acrescentou, em tom emocionado, que antes de tomar qualquer decisão se perguntará se ela é justa. “E ao final do meu mandato me perguntarei se fiz tudo para fazer progredir a justiça e a igualdade”, disse. Ao final do discurso, Hollande convidou sua mulher, a jornalista Valérie Trierweiler, a subir no palco de onde saudou a multidão. ( dados extraídos do site Guia Global)

Retrocedendo à tragetória da esquerda em território francês, é interessante relembrar que a vitória dos socialistas na eleição de setembro para o Senado, que pela primeira vez na Quinta República (1958 até hoje) tem maioria de esquerda, foi o primeiro passo da volta dos socialistas ao poder, depois de uma longa ausência.

Quando foi indicado pelo Partido Socialista, em outubro do ano passado, Hollande encontrou o ex-presidente Lula na Espanha e saudou o homem que “soube combinar uma extrema fidelidade à esquerda com um sucesso excepcional, tendo deixado o poder com 80% de aprovação popular”. Lula é para Hollande “a esquerda eficaz, a única que interessa”.

“Hollande, deputado e presidente do conselho regional da Corrèze, no centro da França, começou a se preparar para uma candidatura presidencial desde que deixou a direção do partido em 2008 e foi substituído por Martine Aubry. Considerado um bon vivant e conhecido por suas boutades engraçadas e rápidas, François Hollande emagreceu 10 quilos, mudou o penteado e assumiu uma seriedade de circunstância”, segundo as informações do Guia Global.

Uma das suas características pessoais mais marcante é o fato de ser o que chamamos de um “candidato normal”. Sarkozy sempre foi criticado pela esquerda por sua vontade de controlar tudo, um hiperpresidente que quer ocupar todos os espaços. Além do mais, no início do mandato não soube separar sua vida privada da vida pública, o que é imperdoável na política francesa, dizem os observadores.

Ex-rofessor de economia do Instituto de Estudos Politicos de Paris (Sciences Po) Hollande defendeu a necessidade de proteger o euro com a volta do crescimento econômico.

Filho de um médico de direita e de uma assistente social de esquerda, o simpático e conciliador François estudou na prestigiosa Sciences Po, além de se formar posteriormente na École Nationale d’Administration (ENA), uma das grandes écoles por onde passa a nata dos políticos franceses. Na sua turma, além de Ségolène Royal, com quem teve quatro filhos, ele teve como colega o ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin.

O temperamento conciliador de Hollande foi muitas vezes apresentado como fraqueza por seus adversários de direita, que louvavam a firmeza e experiência de Nicolas Sarkozy. Jacques Chirac, ao contrário, sempre manteve relações cordiais com seu adversário de esquerda. Há poucos meses, na abertura de uma exposição na Corrèze, região onde ambos têm raízes eleitorais, o velho presidente disse intempestivamente que ia votar em Hollande.

A mãe de François Hollande, falecida há dois anos, contou numa entrevista mostrada na TV durante a campanha que desde pequeno seu filho dizia que seria presidente da República. “Nós não acreditávamos. E continuamos sem acreditar”, disse sorrindo Madame Hollande.

Poucos dias antes da vitória, François Hollande disse em uma entrevista na TV que caso vencesse pensaria no presidente Mitterrand, seu modelo na política, e em sua mãe.

François Hollande se apresentou como um “candidato normal” para marcar sua oposição ao atual presidente. Sarkozy sempre foi criticado pela esquerda por sua vontade de controlar tudo, um hiperpresidente que quer ocupar todos os espaços. Além do mais, no início do mandato não soube separar sua vida privada da vida pública, o que é imperdoável na política francesa.

Durante a campanha, o ex-professor de economia do Instituto de Estudos Politicos de Paris (Sciences Po) defendeu a necessidade de proteger o euro com a volta do crescimento econômico.

Entrevistado na televisão, o ex-candidato do Partido Socialista, em 1995 e 2002, Lionel Jospin, que se manteve silencioso durante a campanha, disse no domingo toda a admiração que tem por François Hollande: “Ele é o que tem mais talento político no Partido Socialista”. Ao deixar a direção do PS para se tornar primeiro-ministro, em 1997, depois da vitória socialista nas eleições legislativas, Jospin apoiou a candidatura de Hollande, que dirigiu o PS por onze anos (de 1997 a 2008).

Filho de um médico de direita e de uma assistente social de esquerda, o simpático e conciliador François estudou na prestigiosa Sciences Po, além de se formar posteriormente na École Nationale d’Administration (ENA), uma das grandes écoles por onde passa a nata dos políticos franceses. Na sua turma, além de Ségolène Royal, com quem teve quatro filhos, ele teve como colega o ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin.

O temperamento conciliador de Hollande foi muitas vezes apresentado como fraqueza por seus adversários de direita, que louvavam a firmeza e experiência de Nicolas Sarkozy. Jacques Chirac, ao contrário, sempre manteve relações cordiais com seu adversário de esquerda. Há poucos meses, na abertura de uma exposição na Corrèze, região onde ambos têm raízes eleitorais, o velho presidente disse intempestivamente que ia votar em Hollande.

A mãe de François Hollande, falecida há dois anos, contou numa entrevista mostrada na TV durante a campanha que desde pequeno seu filho dizia que seria presidente da República. “Nós não acreditávamos. E continuamos sem acreditar”, disse sorrindo Madame Hollande.

Maria Aparecida Torneros, jornalistae, escritora, blogueira, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida


TJ-SP:cruzes pelos mortos de Carajás

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O coronel da Polícia Militar Mário Colares Pantoja foi preso nesta segunda-feira (7) no Pará. Ele foi condenado pela morte de 19 trabalhadores rurais sem-terra em 1996, conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás.

Com o advogado, Pantoja se apresentou no Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves, em Santa Izabel, nordeste do Pará.

Nesta segunda-feira, o Tribunal de Justiça (TJ) do Pará determinou a prisão dele e do major José Maria Pereira de Oliveira .

O juiz Edmar Pereira, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, mandou expedir nesta manhã os mandados de prisão contra os dois militares. Pantoja foi condenado a 258 anos e o major Oliveira a 158 anos e 04 meses de prisão.

Os únicos condenados entre os 149 policiais acusados do massacre, Pantoja e Oliveira apresentaram diversos recursos nos tribunais superiores que permitiram a permanência em liberdade desde a condenação, em maio de 2002, até hoje.

No texto da decisão, o juiz considerou o “exaurimento das vias recursais perante o superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal”.

Pantoja vai ficar preso em cela coletiva no Centro que só acolhe funcionários públicos.


Lídice:cabeças quentes no PT

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Lilian Machado

A semana promete ser de bastante movimentação no PSB baiano Os membros da executiva municipal da sigla devem pressionar a senadora Lídice da Mata, principal líder e presidente do partido em âmbito estadual, a se candidatar para a disputa ao Palácio Thomé de Souza O fato já vem sendo observado pela articulação política do pré-candidato petista à Prefeitura, Nelson Pelegrino (PT), conforme nota no site Política Livre ontem É certo que os petistas teriam notado um movimento “suspeito” da senadora com os vereadores de siglas aliadas.

Ela teria ligado para parlamentares com intuito de conversar sobre a cidade, “em clara posição de quem quer auscultar o pulso do município e dos agentes políticos que mantêm contato direto com as comunidades das regiões mais pobres da cidade”. Conforme diz a nota, trata-se de iniciativa típica de quem quer se manter, no mínimo, no jogo sucessório. A incerteza é se Lídice estaria se movimentando com o intuito de protagonizar o processo ou ser apenas coadjuvante. O temor dos petistas se explica no fato, de a senadora se apresentar bem nas avaliações internas dos partidos.

Até o momento, a senadora não bateu o martelo sobre a pré-candidatura. Em recente conversa com a reportagem da Tribuna, ela disse que as convenções é quem iriam definir a questão. Mas há quem diga que é possível o seu ingresso na disputa antes disso e há uma movimentação do partido nesse sentido. Na semana passada, o presidente estadual de um partido da base do governo Wagner (PT) – que pediu anonimato – chegou a afirmar que “eles (PT) não se enganem, não. Lídice vem aí e pode ser para decidir…”.

O deputado estadual Capitão Tadeu se coloca como pré-candidato, mas disse que se ficar decidido que a senadora é a candidata ele ficará feliz e ainda fará campanha. Segundo ele, na última reunião do diretório municipal houve uma enquete em que a maioria respondeu que não queria apoiar a pré-candidatura de Pelegrino. O presidente nacional do PSB, Eduardo Campos também deixou claro que o partido deve ter candidatura própria nas principais capitais, fato que deve mexer ainda mais no cenário de pré-candidaturas da base em Salvador.

DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Os resultados das eleições em França e na Grécia são vistos na imprensa internacional como respostas às medidas de austeridade na zona euro e um desafio à política de redução de custos da Alemanha.

Na Alemanha, o jornal Bild dirige-se diretamente a Angela Merkel, com o título «Bom dia senhora chanceler, Este [François Hollande] é o homem mais importante da sua vida política agora», referindo-se à vitória do candidato socialista nas presidenciais francesas.

Já o Welt é mais comedido e destaca as comemorações do novo Presidente francês na Bastilha.

Sobre a Grécia, o Bild refere que o «Caos ganhou sobre a Razão», enquanto o Welt diz que os «Gregos rejeitaram claramente partidários da redução de custos» e garante que o euro e as bolsas europeias estão «em queda livre» devido às eleições de domingo.

Também os jornais espanhóis dão destaque à França e à Grécia, com o El Pais a escrever, em editorial, que o resultado das eleições nos dois países mostra uma «Europa exausta» e que a vitória de Hollande é «Uma nova etapa na Europa» e «um impulso a uma política de crescimento».

Sobre a Grécia, o editorial refere «a Ira dos Gregos» e mostra-se preocupado com a entrada de 21 neonazis no Parlamento local.

Deu na revista Veja, na coluna Holofote, assinada pelo jornalista Otávio Cabral. Edição nas bancas.

A Advocacia-Geral da União pediu à Justiça o bloqueio de bens e o cancelamento do certificado de filantropia do Projeto Tamar, entidade famosa por proteger tartarugas marinhas ameaçadas de extinção. A ação é consequência de uma operação da Polícia Federal que mostrou que o Tamar subornou membros do Conselho Nacional de Assistência Social para conseguir o benefício de entidade filantrópica, que lhe concedia uma isenção fiscal de cerca de 10 milhões de reais ao ano. Para obter a licença, o projeto alegou que as visitas às suas sedes eram gratuitas. Mas a investigação mostrou que a entidade faturava pelo menos 40 milhões de reais por ano com a cobrança de ingressos e a venda de produtos. O processo tramita em segredo na Justiça Federal em Brasília.
Fonte: “Holofote”, revista “Veja”, edição desta semana

DEU NA COLUNA DE MÔNICA BERGAMO

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) pode julgar amanhã habeas corpus que pede a libertação de Carlos Cachoeira. Caso isso não ocorra, é grande a chance de ele comparecer à CPI que investiga seus negócios na condição de presidiário.

A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta segunda-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

É que até o dia do depoimento, 15 de maio, não haverá mais sessão no tribunal.

Leia a coluna completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.


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Gilson: que grande e oportuna lembrança a sua. Nada melhor que “João Bobo”, na espetacular interpretação de Ivon, para começar a semana musical no BP, principalmente depois do que o nosso João de Salvador andou aprontandfo em sua balada de fim de semana.

“Amaldiçoado quem pensar mal dessas coisas”, diriam os franceses. Mas…

Digo e repito como a publicidade do cartão de crédito: Leitores, colaboradores e comentaristas de bolg como você e Vangelis não têm preço.

OBRIGADO! BOM DIA A TODOS!

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

Decisões na oposição

Ivan de Carvalho

Duas coisas já estão decididas na área da oposição estadual, em relação às eleições para a sucessão do prefeito de Salvador, João Henrique, atualmente no PP e que já antecipou sua intenção de concorrer às eleições para governador, em 2014.
Quase diria que tanto a intenção quanto a antecedência são surpreendentes, mas não são. Há uns meses (não vou pesquisar a data exata) escrevi neste espaço que o prefeito “é um visionário” e que não seria surpresa se, mesmo estando naquela época com uma nada invejável avaliação popular, acalentasse a ideia de ser candidato a suceder Jaques Wagner.

É verdade que algo mudou desde que escrevi essas coisas – o PP da Bahia perdeu o Ministério das Cidades, que Mário Negromonte ocupava. Isso enfraquece o atual partido do prefeito no jogo da sucessão de 2014. Mas não necessariamente desestimula a ideia-projeto político de João Henrique. Pois se continuasse ministro até 2014, Negromonte, presidente estadual do PP, talvez se animasse para ser, ele mesmo, candidato a governador.

No entanto, Negromonte não mais se animará a isto e não será, portanto, um obstáculo absoluto à fantasmagórica candidatura de João Henrique à sucessão de Wagner. Vai calcular se a ideia de João Henrique, caso este a mantenha, lhe convém e ao seu partido ou não. O mesmo cálculo haverá de fazer outro dos três principais líderes do PP da Bahia, o deputado João Leão, candidato a prefeito de Salvador. O terceiro dos principais líderes do PP baiano é, evidentemente, o próprio prefeito João Henrique.

Bem, volto às duas coisas já decididas na área da oposição estadual para as eleições do prefeito de Salvador. Um candidato da oposição é ACM Neto, do Democratas, com o apoio do PSDB e, portanto, a exclusão da candidatura de Antonio Imbassahy ao cargo de prefeito.

Esta decisão já se tornara quase explícita com a nota pseudo-cifrada, mas de clareza cristalina, da comissão executiva estadual do PSDB, há poucos dias. Sintetizando-a: o PSDB continuava conversando com o PMDB em busca da unidade das oposições e não teria candidatura concorrente com um candidato do Democratas.

Mas já se sabia que o comando do PMDB, por estar na base do governo federal petista, não apoiaria um candidato do DEM nem tampouco do PSDB, oposições a esse governo. Então, não podia haver unidade, salvo se todo mundo apoiasse o candidato do PMDB, que seria o ex-prefeito Mário Kertész.

Poderia até acontecer, se Imbassahy desistisse e o PMDB assegurasse a ACM Neto, do Democratas, apoio para uma candidatura a governador em 2014. Mas aí havia dois entraves: a ideia de Geddel Vieira Lima, principal líder do PMDB da Bahia, de disputar o governo (pela segunda vez) em 2014. E a reação do governo federal e do comando nacional de seu partido, o PT, à promessa de apoio a ACM Neto, do DEM, para o governo.

Em síntese: 1) Não havia como construir a unidade. O PMDB não podia entrar na coalizão. O deputado Jutahy Júnior declarou afinal encerradas as negociações pela unidade com o PMDB; 2) O DEM tem o candidato ACM Neto e o PSDB, Antonio Imbassahy. Mas o PSDB, além de ter na Bahia e em Salvador uma estrutura muito mais frágil que o DEM, precisa apoiar o candidato do DEM aqui para garantir o apoio do DEM a José Serra em São Paulo. O PSDB, ajustados detalhes, logo anunciará seu apoio a ACM Neto.

O PR, comandado pelo ex-governador e ex-senador César Borges, ainda é um mistério.

maio
07
Posted on 07-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-05-2012


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Cau Gomez, hoje, no jornal A Tarde (BA)

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