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Ivon Curi canta a versão de O. Quirino para a valsa de Hubert Giraud e Jean Drejac celebrizada por Edith Piaf e Yves Montand.

A sugestão e garimpagem para o Bahia em Pauta é do jornalista e amigo do BP, Gilson Nogueira.

VIVA A FRANÇA!
BOA NOITE!!!

(VHS)

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DEU EM A TARDE E O GLOBO ESTE DOMINGO (6)

SONHOS

Caetano Veloso

Não me senti bem ao ver a foto de um policial armado no corredor de uma escola do Rio, na frente de um grupo de adolescentes. Parece-me que trazer o conflito entre a violência (legítima) do Estado e a violência marginal para dentro do ambiente da educação não pode prometer boa coisa. É um evidente exemplo de falta de sensibilidade para o sentido da educação.

Os policiais vão proteger quem exatamente, aliás? E como se indicarão os suspeitos? Os esboços de respostas a perguntas como essas que li no jornal me pareceram desalentadores. Pesadelo.

A impressão mais forte que fica, no entanto, é a de descuido com as imagens sociais a que crianças devem ficar expostas dentro dos edifícios aonde são levadas para aprender a ler, escrever, calcular, tomar consciência da formação da sociedade em que vivem, do mundo em que nasceram, das leis que regem a matéria, e, sobretudo, a conviver.

Li os artigos de Zé Miguel Wisnik e Francisco Bosco sobre o ensaio de Roberto Schwarz a respeito de “Verdade tropical”. Li também o de Nelson Ascher na “Veja”. Naturalmente tenho interesse na discussão. E, também naturalmente, me sinto mais próximo de Wisnik e Bosco do que de Ascher, embora tenha grande respeito pela produção poética e crítica deste último. É que sou mesmo mais chegado aos meus dois colegas de espaço aqui no GLOBO do que ao bissexto articulista da revista da Abril.

Contrariando o que Schwarz levou um jovem esquerdista a dizer de mim (que eu me situo, no espectro político, na centro-direita), a primeira reação que tive ao ler o texto de Ascher foi – confirmando o que Schwarz sugere sobre minha personalidade, isto é, que sou afeito a suspeitos arranjos harmonizadores entre forças antagônicas – pensar: se eu fosse escrever um artigo para a “Veja”, procuraria me colocar um pouco mais à esquerda. Mas o fato é que a conclusão final do poeta – de que o ensaio de Schwarz, apesar dos elogios (que eu, de minha parte, e em discordância do que ele diz, não considero superficiais), resulta numa reprovação política que se transformaria em condenação policial caso não vivêssemos numa democracia liberal e sim num país comunista de partido único.

Me reconheço nos textos de Bosco e Wisnik. E na foto escolhida pela “Veja” (nunca apareço tão bonito naquela publicação).
Insistindo em Martinha, Lucrécia e “Verdade tropical”, acho que eu deveria parar para escrever algo meditado sobre o caso. No momento estou escrevendo apenas canções (é como se isto aqui não fosse escrever). Mas se eu achar o tempo e conseguir reter na mente o que me parece que poderia ser útil e relevante para a discussão, farei. Não sei se neste espaço, que é grande demais para o que em geral tenho para dizer, mas demasiado pequeno para o que passa pela minha cabeça quando penso nas questões levantadas por Schwarz.

Revi “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” em Salvador – e gostei ainda mais. Parte do entusiasmo pode se dever a eu ter ido assistir ao filme no Cine Glauber Rocha, uma das coisas que mais amo nesse Brasil. A entrada, que já era assim – com os elegantes índios de Caribé nas paredes – quando eu me mudei para Salvador, em 1960, a praça Castro Alves na frente, a baía atrás da estátua do poeta. Mas acredito que a maior parte da responsabilidade pelo meu entusiasmo é do próprio filme, digam o que disserem. José Eduardo Agualusa, o escritor angolano que tanto admiro (e cujos romances “Nação crioula”, “O ano em que Zumbi tomou o Rio” e “O vendedor de passados” – pelo menos esses – deveriam ser lidos por todos os brasileiros alfabetizados), me disse, na noite da pré-estreia do filme no Rio, que o romance de Marçal Aquino em que ele se baseia (tendo o próprio Aquino participado da adaptação do livro para o cinema) é muito bom. Fui à Livraria da Travessa e comprei um exemplar para levar para a Bahia. Claro que Agualusa não poderia estar errado.

O livro é mesmo bom (a moça da livraria me disse que uma pá de gente sabe muito bem disso, já que o romance vende muito e os vendedores ouvem elogios de seus fregueses). E tem todas as vantagens que a literatura pode ter sobre o cinema. Mesmo assim, vejo algo nesse filme (e não é só a Camila Pitanga) que vai além das qualidades do livro, que o filme apenas em parte reafirma. Suponho que ter de viajar ao Pará para realizá-lo, e lá encontrar aquela gente (mulheres, homens adultos, crianças de 8 anos, velhinhos de ambos os sexos) que canta tão divinamente bem os refrãos religiosos que o pastor (no filme tão poeticamente sincrético, com estrutura básica de pastor evangélico mas com elementos de padres católicos da teologia da libertação e gurus do Santo Daime) puxa a palo seco. E – talvez mais intensamente ainda – o grupo de cantora, músicos e plateia de um show de carimbó ao ar livre (como parte de uma manifestação política): é o Brasil dos sonhos explodindo (bastam alguns segundos) em generosidade inédita no concerto das nações. Kitsch? Who cares…

Não sei como a Bahia consegue ainda parecer bonita. Mas acontece. Apesar dos prédios que parecem feitos de plástico – e que têm triângulos vasados sobre os pórticos -, o mar encontra espaços elegantes para insinuar seus azuis e verdes, num final de abril que desmente o ditado (“abril, chuvas mil”) mas se torna começo de maio com direito ao tradicional “veranico”, expressão que menciono com um aceno a Fernando Barros, que, entre alguns outros, me compreenderá.

maio
06

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VIVE NA FRANCE!!!

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)


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Hollande:com os eleitores na hora da vitória

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No seu discurso de vitória, o socialista François Hollande, eleito Presidente da França com 51,9% dos votos segundo as últimas projecções, mencionou a Europa apenas em sétimo lugar entre as suas prioridades. Hollande reafirmou, porém, a intenção em renegociar o Tratado Europeu sobre os défices excessivos assinado em Março.

A edição online da revista alemã Der Spiegel diz que Hollande é um Presidente “predestinado a desiludir”, mas considera que o socialista poderá fazer um melhor par com Angela Merkel do que o seu antecessor Nicolas Sarkozy. “Hollande pode mesmo ser descrito como a Merkel francesa. É um pragmático mais do que um ideólogo. Quer alcançar consensos e considera os resultados mais importante do que a pose. Tem os pés na terra e é um tipo empático”, escreve a revista.

Angela Merkel telefonou a François Hollande para lhe dar os parabéns e convidar o novo Presidente francês a visitar Berlim, revelou o dirigente socialista Pierre Moscovici, citado pela AFP.

A primeira sondagem relativa às eleições legislativas de Junho, feita hoje mesmo, dá os socialistas como vencedores, com 44% das intenções de voto, juntando a votação da Europa Ecologia/Os Verdes, com quem o PS tem um acordo eleitoral. A sondagem do IFOP dá 32% à UMP (direita gaulista) e 18% à Frente Nacional de Marine Le Pen – o mesmo que ela teve nas presidenciais. Com estes resultados, o partido de extrema-direita, anti-imigração e anti-islão, deverá conseguir eleger deputados para a Assembleia Nacional. Em 2007, a esquerda tinha conseguido apenas 36%, face a 47% da UMP, e a Frente Nacional não teve representação parlamentar.

O Discurso de Hollande terminou com acordeões tocando “La Vie en Rose” e um enorme ramo de rosas vermelhas para a sua companheira, Valérie Trierweiler, que se juntou a ele. Daqui a pouco François Hollande, o novo Presidente eleito, deverá tomar um avião para Paris.

“Estou mobilizado desde já para conseguir a mudança. Essa é a minha missão e o meu dever. Servir a República, servir a França, servir as causas, os valores que devem ser ouvidos em França e no mundo. Viva a República e vida a França”, lançou Hollande, a terminar o discurso em Tulle, na região da Corrèze, onde é presidente do Conselho Regional e a qual saudou várias vezes”.

François Hollande chegou ao centro de Tulle, onde falou pela primeira vez como Presidente eleito da França, a bordo de um Renault Clio e disse que a sua vitória significa “um novo arranque para a Europa, uma nova esperança para o mundo”.

“A França não é um país qualquer”, disse o vencedor das eleições presidenciais francesas aos seus eleitores O Presidente sublinhou a dimensão europeia do seu triunfo, reafirmando a sua intenção em renegociar o Tratado Europeu assinado em Março.

“A Europa observa-nos; estou certo que com este resultado, em muitos países houve um alívio, uma esperança. A ideia de que enfim a austeridade não tinha de ser uma fatalalidade. É o que vou dizer aos nossos parceiros e em primeiro lugar à Alemanha”

maio
06
Posted on 06-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-05-2012

DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Nicolas Sarkozy reconheceu, este domingo (6), a derrota no segundo turno das presidenciais francesas, ao considerar que François Hollande é o «novo presidente» de França.

Perante os seus eleitores, o ainda presidente francês assumiu «toda a responsabilidade por esta derrota», porque «se bateu pelo valor da responsabilidade».

«Não sou um homem que não assuma as suas responsabilidades», acrescentou Sarkozy, que considerou que François Hollande «deve ser respeitado».

Para o presidente derrotado na tentativa de reeleição na França, o «povo francês fez uma escolha democrática e republicana».

maio
06
Posted on 06-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-05-2012

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Deu na Folha de S. Paulo ( edição impressa deste domingo, que está nas bancas. Acesso na web aos assinantes da UOL)

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OMBUDSMAN

SUZANA SINGER ombudsman@uol.com.br @folha_ombudsman

Tema proibido

A imprensa deve revelar sua relação com o bicheiro para que o leitor decida o que é eticamente aceitável

A imprensa tem-se mostrado ágil e eloquente na publicação de qualquer evidência de envolvimento com o superbicheiro de Goiás, Carlos Cachoeira. Já se levantaram suspeitas sobre governadores, senadores, deputados, policiais, empresários, mas reina um silêncio reverente no que tange à própria mídia.

O sujeito nem precisa ter sido pego em conversa direta com Cachoeira, uma citação ao seu nome é suficiente para virar notícia -na semana passada, por exemplo, a Folha destacou uma tentativa de lobby no Ministério da Educação.

Já menções à imprensa, na grande imprensa, têm sido quase ignoradas. A Folha, que tem ombudsman para publicar o que a Redação menospreza, aparece em dois grampos, nada comprometedores.

Num diálogo, Cachoeira comenta nota do Painel, de 7 de julho de 2011, em que o deputado federal Sandro Mabel, de Goiás, nega ser a fonte das denúncias que derrubaram o ministro dos Transportes. O bicheiro se diverte e diz que foi o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) quem espalhou isso em Brasília.

Em outra conversa, o contraventor e Claudio Abreu, na época diretor da Delta, tentam evitar a publicação de uma reportagem. Primeiro, Abreu diz que “nós tamos bem lá”, mas depois lamenta não ter contato no jornal. “Queria alguma relação com a Folha.”

A Secretaria de Redação não identificou o assunto que incomodou a empreiteira, mas diz que, após o tal telefonema, “a Folha publicou duas reportagens críticas à Delta: uma falando de sobrepreço em reforma no Maracanã e outra sobre paralisação de obra em Cumbica”.

A “Veja”, que aparece várias vezes nos grampos, publicou apenas um diálogo em que é citada e colocou, no on-line, uma defesa de seus princípios (“Ética jornalística: uma reflexão permanente”). O artigo, do diretor de Redação, afirma que “ter um corrupto como informante não nos corrompe” e lembra ao leitor que “maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações”. Cabe ao jornalista avaliar “se o interesse público maior supera mesmo o subproduto indesejável de satisfazer o interesse menor e subalterno da fonte”.

Trocando em miúdos: mesmo sendo uma pessoa inidônea, Cachoeira pode ter fornecido à revista dados valiosos, que levaram a importantes denúncias de corrupção.

Do que veio a público até o momento, não há nada de ilegal no relacionamento “Veja”-Cachoeira. O paralelo com o caso Murdoch, que a blogosfera de esquerda tenta emplacar, soa forçado, porque, no caso inglês, há provas de crimes, como escutas ilegais e a corrupção de policiais e autoridades.

Não ser ilegal é diferente, porém, de ser “eticamente aceitável”. Foram oferecidas vantagens à fonte? O jornalista sabia como as informações eram obtidas? Tinha conhecimento da relação próxima de Cachoeira com o senador Demóstenes? Há muitas perguntas que só podem ser respondidas se todas as cartas estiverem na mesa.

É preciso divulgar os diálogos relevantes que citem a imprensa. A Secretaria de Redação diz que tem “publicado reportagens a respeito, quando julga que há notícia”. “Na sexta, entrevista com o relator da CPI tratava do tema e estava na Primeira Página. Já em abril havia reportagem de Brasília e colunistas escreveram a respeito”, afirma.

É pouco. Grampos mostram que a mídia fazia parte do xadrez de Cachoeira. Que essa parte do escândalo seja tratada sem indulgência, com a mesma dureza com que os políticos têm sido cobrados. Permitir-se ser questionado, jogar luz sobre a delicada relação fonte-jornalista, faz parte do jogo democrático.

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DEU NO IG

O então repórter do Jornal do Brasil em Vitória (ES) Rogério Medeiros tinha acabado de pegar na escola o filho Apoena, 5 anos, quando percebeu que seu Fusca estava sendo seguido por um carro preto. Logo teve certeza porque sempre que acelerava e freava o carro suspeito fazia o mesmo e tentava ultrapassá-lo de maneira agressiva. Mandou Apoena se deitar no chão, atrás; com o veículo preto na cola, aproximou-se de um cruzamento com o sinal amarelo, e avançou quando ficou vermelho. Ouviu o buzinaço, mas pai e filho escaparam por pouco de uma batida e da perseguição.

Rogério sabia bem por que estava sendo seguido. Havia algum tempo, vinha fazendo, para uma reportagem, o levantamento dos homicídios cometidos pelo delegado Cláudio Guerra, todo-poderoso policial no Estado, conhecido pela violência.

No dia seguinte, o jornalista ousou ir ao gabinete de Cláudio Guerra. “Delegado Guerra, tenho certeza de que o sr. me faria um favor, já que descobre tudo neste Estado: fui seguido ontem e tenho certeza de que só uma pessoa poderia ter determinado isso. Já deixei documentos em diferentes lugares e no Jornal do Brasil com o nome dessa pessoa, a única possível interessada em minha morte”, afirmou.

Parou de ser seguido. Dias antes, o filho Apoena já atendera a ligação em que um homem prometeu matar seu pai.

As reportagens do Jornal do Brasil foram publicadas pouco depois, expuseram a participação de Guerra em grupo de extermínio e provocaram a federalização da investigação dos crimes, atraindo a imprensa nacional foi ao Espírito Santo. De cerca de 40 “autos de resistência”, Rogério conseguiu demonstrar que ao menos 35 tinham sido execuções, sem reação da vítima.
Foto: Agência Porã Cláudio Guerra

O delegado acabou sendo excluído da Polícia Civil e depois condenado a 42 anos pela tentativa de homicídio do contraventor Jonathas Bulamarque e a 18 pelo assassinato da mulher, Rosa Maria Cleto e da cunhada, Glória Maria Cleto – atualmente cumpre prisão domiciliar. Desde então, o fundador do PT no Espírito Santo Rogério Medeiros foi vice-prefeito de Vitória e secretário da Casa Civil e de Fazenda, homem-forte do governador Vitor Buaiz

Em 2009, o jornalista recebeu um telefonema de uma advogada convidando-o para uma conversa com Guerra. Encontrou-o em um hospital e o delegado gordo era um senhor frágil e magro. “Levei um susto: estava um palito, com aquela roupa de presidiário.”

Rogério ficou ainda mais surpreso com a proposta que ouviu. “Quero entregar minha vida para você escrever um livro.” Contou, então, que atuara como “matador” para os grupos de repressão política durante a ditadura.

Os depoimentos de Guerra a Rogério e ao jornalista Marcelo Netto estão sendo publicados no livro “Memórias de uma guerra suja”. O ex-delegado afirma ter participado dos assassinatos e do desaparecimentos de presos políticos, de reunião para tramar a morte do delegado do Dops-SP Sérgio Paranhos Fleury, de tentativa de assassinato do jornalista Alexandre Baumgartem e do governador Leonel Brizola, além do atentado do Riocentro.

Rogério Medeiros disse que não se permitiu levar pelo jeito cativante e “sedutor” de Guerra. “Mantive o tempo todo a relação repórter/fonte. Mas avisei e disse claramente a ele: “Para mim, você é um criminoso. Meu objetivo é contar a vida de um criminoso”, afirmou, ao iG, aos 76 anos de idade.

maio
06

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Doce nostalgia para um domingo crucialmente real na França que Trenet não viu.

BOM DIA PARA TODOS!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
06
Posted on 06-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-05-2012


Hollande: o provável vencedor na França

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DEU NO JORNAL “PÚBLICO” (LISBOA)

As reportagens que chegam de Paris insistem no mesmo aparente paradoxo: filas de eleitores determinados a votar numa de duas escolhas e nenhuma os entusiasma. A França elege o seu Presidente e o provável vencedor é o socialista François Hollande.

Até ao meio dia local (11h em Lisboa) tinham votado já 30,7% dos eleitores registados – 46 milhões – apesar do frio e da chuva que cai em grande parte do país. Na primeira volta, de 22 de Abril, tinham votado até à mesma hora 28,3%.

“Votei no menos mau. Não tenho esperança nesta eleição. Nada vai mudar”, comentou à AFP Aurélie Briandet, de 33 anos, sem precisar qual das chapas tinha deixado na urna.

Nicolas Sarkozy, que daqui a umas horas se poderá tornar no 11º líder europeu a perder o cargo desde o início da crise económica, votou ao lado da sua mulher, Carla Bruni, numa escola de um bairro de classe alta da capital francesa. “Vamos vencer”, gritaram os aliados.

Ainda na sexta-feira, Hollande, a quem todas sondagens antecipam a vitória, disse aos jornalistas estar preocupado com a diminuição da margem que o separa de Sarkozy.

O último levantamento dá ao socialista 52% das intenções de voto contra 48% para o combativo Presidente, que sempre recusou dar-se por vencido – na primeira volta, Hollande obteve 28,63% dos votos, Sarkozy 27,18%.

Mas enquanto o socialista recebeu o apoio de um dos candidatos à presidência, o centrista François Bayrou, (que explicou que a linha demasiado à direita de Sarkozy não seria os seus “valores”), a líder da extrema-direita Marine Le Pen indicou que ia votar em branco – ainda que Sarkozy tenha feito os possíveis por atrair o seu eleitorado, radicalizando como nunca o seu discurso sobre imigração e segurança.

Hollande, que hoje poderá tornar-se no primeiro Presidente socialista francês em quase duas décadas, também já votou. Em Tulle (Centro), onde foi presidente da Câmara durante onze anos, apertou muitas mãos e distribui muitos beijos. “Este vai ser um dia longo, não sei se vai ser um belo dia, isso serão os franceses a decidir.”

As urnas nas principais cidades encerram às 20h00 e por essa altura serão conhecidas as estimativas dos institutos de sondagens. O vencedor será o sétimo Presidente da V República e durante cinco anos vai liderar uma das principais potências mundiais.

maio
06
Posted on 06-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-05-2012


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Sponholz, hoje, no Jornal da Manhã (PR)

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