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Postado em 03-05-2012
Arquivado em (Artigos) por vitor em 03-05-2012 19:22


Mantega:Emenda da Poupança sai amanhã no DOU

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DEU NO IG

Um senhor interrompeu o almoço do presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, Manuel Enríquez Garcia, nesta quinta-feira (3), num restaurante do Ipiranga (SP). Queria saber se iam mexer no dinheiro dele, pois ouviu que o governo mudaria as regras da poupança, o que de fato foi anunciado há pouco em Brasília. “Expliquei que não iam mexer no valor que ele tem, apenas tornar a poupança parecida com as outras aplicações, que estão perdendo rendimento – e que isso é bom para o País”, diz Garcia.

Como esperava o senhor do restaurante e boa parte do mercado financeiro, a poupança mudou. O anúncio foi feito pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, por volta das 18h. A Medida Provisória que altera a caderneta deve ser publicada amanhã no Diário Oficial da União.

Atualmente, a poupança rende 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR), o que resulta num rendimento anual de aproximadamente 6,17%. A nova regra determina que, se a taxa básica de juros (a Selic, atualmente em 9%), que é definida a cada 45 dias pelo Banco Central, cair para 8,5% ou abaixo disso, o rendimento da poupança passa a ser de 0,70% da Selic.

A mudança só vale para depósitos feitos a partir de amanhã (4), conforme antecipou a coluna Poder Econômico. O dinheiro aplicado na caderneta antes desta quinta-feira seguirá a regra “antiga” mesmo se a Selic ficar igual ou menor a 8,5%. A poupança continua isenta do Imposto de Renda. “É uma mudança mínima, a caderneta continua com a mesma simplicidade e versatilidade”, disse Mantega.

A mudança tem como objetivo permitir que o governo siga reduzindo o juro básico, para estimular a economia. A redução da taxa dá impulso ao consumo e ao crédito, além de reduzir o custo da dívida pública, atrelada ao índice. Desde agosto passado, a equipe econômica vem cortando a Selic, que chegou a 9% após a última reunião do Copom. Mas a poupança passou a ser um obstáculo para novas reduções.

Isso porque os títulos da dívida pública são indexados à Selic. Se ela caísse mais, esses títulos ficariam menos atrativos que a poupança e o governo teria dificuldade para emitir novos papéis e rolar a dívida. A Ordem dos Economistas do Brasil calculou, num exercício de simulação, que sem mudanças na poupança a Selic só poderia cair até 8,5%. “Seria o valor mínimo suportável pelo mercado, mas poderia haver migrações (dos títulos para a poupança) mesmo antes de esse valor ser atingido”, diz Garcia.

LEIA MAIS SOBRE MUDANÇA NA pOUPANÇA NO IG

www.ig.com.br

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