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Deu no Conteúdo Livre

A família de Jordana Kfuri, mulher do empresário Fernando Cavendish morta no ano passado, pediu ontem na Justiça a retirada dos vídeos dos encontros entre o empreiteiro, o governador Sérgio Cabral e seus auxiliares.

A ação foi proposta pelo pai de Jordana, Dario Kfuri, contra o deputado federal Anthony Garotinho (PR), através do advogado Armando Miceli Filho, que também representa a Delta Construções.
Segundo Miceli, Kfuri alega que Jordana, que aparece em algumas das fotos e vídeos veiculados no blog, “não é uma pessoa pública e não deve ter a imagem divulgada”.

Jordana morreu no acidente de helicóptero em junho do ano passado que revelou a relação próxima entre Cabral e Cavendish. O grupo ia comemorar o aniversário do empresário.

Garotinho afirmou que respeita a decisão da família, mas diz que vai tentar manter as fotos e vídeos no ar. Ele disse ainda que preservou a imagem de Jordana não publicando outros arquivos que estão em seu poder.

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Comentários

Olivia on 3 Maio, 2012 at 11:04 #

Esses sapatinhos mostrados pelas moças custam a bagatela de dez mil reais… eu acho cafonas, mas tem quem goste.


rosanesantana on 3 Maio, 2012 at 18:29 #

Olívia, co m tdo respeito a você, quando algue´m me explicar satisfatoriamente a função de Eike Batista em companhia de D. Marisa, em salões em beneficentes e outras mumunhas mais, vou me preocupar com os sapatos das madames.


rosanesantana on 3 Maio, 2012 at 18:31 #

Alguém me disse que o Di Genius pagava as contas de ACM…Será que essa gente copiou tudo?


Olivia on 3 Maio, 2012 at 18:47 #

Rosane, querida, já joguei a toalha há tempos, só informei o valor dos sapatinhos.


danilo on 3 Maio, 2012 at 19:42 #

antes de Lullla chegar à presidência, qualquer escândalo respingava imediatamente no presidente de plantão. ou no seu mentor.

bem verdade que aquelas (justas) maledicências eram fruto das táticas do PT de fazer a tal oposição irresponsável, e, por quê não? – golpistas.

mas agora que os cumpanhêro dominaram tudo nesta república de mierda, quando afloram os escândalos e as corrupções jamais vistas, a responsabilidade nunca recai na alta hierarquia.

a culpa é do governador (jamais do PT), da mulher perua deslumbrada do empreiteiro, dos sapatos Laboutin da primeira dama. e até do garçom do restaurante do Hotel Ritz de Paris.

Lulla, Dilma Mãe do Pac da Delta são poupados pelo (in)consciente coletivo lulllipetista.

resumo da “ópera peido”: PC Farias e Daniel Dantas eram amadores ingênuos frente a Eike, Cavendish e Cachoeira.


Jader on 3 Maio, 2012 at 19:48 #

Todos sabemos que vc é uma mulher inteligente. Pouco vaidosa!!Pena que não frequentei Harvard. Senão todo comentário colocaria o brasão de Harvard.


danilo on 3 Maio, 2012 at 21:08 #

pô, Jader, você é mesmo um camarada genial!

para você é pecado estudar em Harvard ou nos States. é crime pensar diferente do status quo lullopetista. é proibido tecer críticas ao governo dos cumpanhêro.

vai ver que você acha melhor frequentar os bancos da Universidade do Recôncavo, com sede em Cachoeira, do que estudar em Harvard.

calcidis, Jader!

lembra daquela série de TV chamada Túnel do Tempo? bem que você podia ir pra lá e pedir pros cientistas despacharem você para Moscou, ali por volta de 1934, em pleno auge da era de Stálin.

é a sua cara. você ia adorar. ia se sentir em casa.


vangelis on 4 Maio, 2012 at 0:05 #

Caro Vitor,

Não foi o luxo dos restaurantes europeus, o vestuario da trupe e nem os stilettos Louboutin das peruas, o que mais me causou perplexidade foram os panos nos cocurutos da gangue. Isso me levou a perguntar ao Professor Contardo Caligaris se, ele como psicanalista e conhecedor de semi-ótica, poderia ajudar a esse humilde leitor, que estudou no Colégio Estadual de Petrolina, a decifrar aqueles signos. Respondeu-me o Prof.Contardo que não via ainda o que poderia lhe inspirar escrever sobre a matéria, mas, ia pensar sobre o assunto e que o Elio Gaspari teve a mesma perplexidade desse humilde leitor. Dessa forma peço licença para reproduzir o artigo do Gaspari publicado em 02/05/12 no O Globo:

Cabral quis ser chique, foi brega; por Elio Gaspari
Elio Gaspari, O Globo

Vergonha, essa é a sensação que resulta dos vídeos das vilegiaturas parisienses do governador Sérgio Cabral em 2009, acompanhado por alguns secretários e pelo empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta.

Uma cena pode ser vista com o olhar do casal que está numa mesa ao fundo do salão do restaurante Louis XV, no Hotel de France, em Mônaco. (“Este é o melhor Alain Ducasse do mundo”, diz Cabral, referindo-se ao chef.)

Ela é uma senhora loura e veste um pretinho básico. A certa altura, ouve uma cantoria na mesa redonda onde há oito pessoas. Admita-se que ela entende português. O grupo comemora o aniversário de Adriana Ancelmo, a mulher de Cabral, e festeja o próximo casamento de Fernando Cavendish.

Até aí, tudo bem, é vulgar puxar celulares no Louis XV e chega a ser brega filmar a cena, mas, afinal, é noite de festa. A certa altura, marcado o dia do casamento, Cabral decide dirigir a cena:

“Então, dá um beijo na boca, vocês dois.”

Cavendish vai para seu momento Clark Gable e o governador diz à mulher do empreiteiro:

“Abre essa boca aí.”

As cenas foram filmadas por dois celulares. Um deles era o do dono da Delta.

Na mesma viagem, Cavendish, o empresário George Sadala, seu vizinho de Avenida Vieira Souto e concessionário do Poupatempo no Rio e em Minas, mais os secretários de Saúde e de Governo do Rio (Sérgio Cortes e Wilson Carlos), estão no restaurante do Hotel Ritz de Paris.

Até aí, tudo bem, pois o empreiteiro tinha bala para segurar a conta. Pelas expressões, estão embriagados. Fora do expediente, nada demais. Inexplicáveis, nessa cena, são os guardanapos que todos amarraram na cabeça. Ganha uma viagem a Dubai quem tiver uma explicação para o adereço.

O álbum fecha com a fotografia de quatro senhoras gargalhantes, no meio da rua, mostrando as solas de seus stilettos (duas vermelhas). Exibem como troféus os calçados de Christian Louboutin.

Nos pés de Victoria Beckham (38 anos) ou de Lady Gaga (26 anos), eles têm a sua graça, mas tornaram-se adereços que, por manjados, tangenciam a vulgaridade. Não é à toa que Louboutin desenhou os modelos das dançarinas (topless) do cabaret Crazy Horse.

As cenas constrangem quem as vê pela breguice. Até hoje o ex-presidente José Sarney é obrigado a explicar a limusine branca de noiva tailandesa com que se locomoveu numa de suas viagens a Nova York. (Não foi ele quem mandou alugar o modelo.)

A doutora Dilma explicou que não foi ela quem mandou fechar o Taj Mahal. No caso das vilegiaturas de Cabral, a breguice não partiu dos organizadores da viagem, mas da conduta dele, de seus secretários e do amigo empreiteiro.

Esse tipo de deslumbramento teve no governador um exemplo documentado, mas faz parte do primarismo dos novíssimos ricos do Brasil emergente.

Noutra ponta dessa classe está o senador Demóstenes Torres, comprando cinco garrafas de vinho Cheval Blanc, safra de 1947: “Mete o pau aí. Para muitos é o melhor vinho do mundo, de todos os tempos (…) Passa o cartão do nosso amigo aí, depois a gente vê.”

O amigo do cartão era Carlinhos Cachoeira, que, por sua vez, também era amigo da empreiteira Delta, de Cavendish.

P.S.: No O Globo contém as fotos do
do artigo.


paula mendoncz on 6 Maio, 2012 at 21:02 #

Que pobreza de espirito desse pessoal. Sao pessoa que com certeza nao tem Deus no coracao. nada na cabeca…sao pessoas vazias que se acham acima do bem e do mal.Eu no lugar deles teria vergonha e nem sairia na rua..


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